Fazer coisas que acabar com um casamento última

Mas se suas discussões estão cheias de coisas irrelevantes, e não sobre questões importantes nas quais você deseja trabalhar, é um sinal de que ambos estão na última etapa. 5. O Relacionamento Parece Mais Trabalho Do Que Prazer. Um relacionamento é trabalho. Ninguém nunca disse que não era. Mas as coisas boas e felizes devem valer a ... A manutenção diária do seu casamento é o ponto fundamental para que não chegue a hora em que você percebe que a sua relação está caindo no poço e tem poucas chances de resgatá-la. Por isso, a melhor forma de como salvar um casamento ameaçado é não deixar que ele chegue a esse momento. Hoje, nem tanto. Não estou dizendo que ficar distraída(o) um dia ou outro imersa nos próprios pensamentos é sinal do fim, não é isso. Mas não se importar, não querer saber e NÃO PRESTAR ATENÇÃO ao que o outro diz é um bom sinal de que as coisas não estão indo por um caminho bom. Certamente que vai ter mais do que um evento este ano como convidada.E, seguramente, quer que tudo seja perfeito! Pois bem, descobrimos as 15 coisas que todas as convidadas se esquecem quando vão a um casamento, por isso aponte para não se esquecer! 1. A hora da celebração! Uma das coisas mais importantes que alguém pode fazer em um casamento é ser o Mestre de Cerimônias (MC). O trabalho do MC é garantir que a noite ocorra sem problemas, tirando a pressão do feliz casal e permitindo que eles se esqueçam das preocupações práticas do evento e se concentrem em se divertir. Há certas coisas que poderás fazer e outras evitar, para que possas estar com bom ar no dia do teu casamento. Segue os nossos conselhos para o dia antes e vais ver os resultados. Uma máscara facial. A tua pele levará muita maquilhagem no dia do casamento, por isso é bom que ela esteja limpa e bem hidratada. Ok, os maridos não são seres terríveis e maldosos, pelo contrário: na maioria das vezes se esforçam para serem melhores. Mas há algumas coisas horríveis que eles definitivamente não deveriam fazer. As mulheres merecem mais do que um homem com qualquer um desses péssimos hábitos. 1. Crítico demais O marido deve observar a si mesmo … 29/jun/2020 - Dicas incríveis para ter um casamento feliz. Veja mais ideias sobre Casamento feliz, Dicas de relacionamento, Relacionamento. Em vez disso, se você pediu que ela se afastasse, informe-a de que você estará disponível para deixá-la entrar em casa para pegar as coisas que ela precisa e trabalhar. Conversem sobre dormir em camas separadas e se possível, veja se um de vocês pode se mudar da casa para melhorar a situação até que a separação saia. Experimentar novas coisas juntos, elogiar mais um ao outro, fazer mais sexo e ficar aberto a mudanças são coisas que podem ser feitas imediatamente que podem fazer com que os dois fiquem mais felizes e mais animados para aguardar o que o futuro lhes reserva. Continue lendo para saber mais sobre como apimentar o seu casamento.

Fate/Gensokyo #12 Medea (Caster)

2020.07.08 19:11 YatoToshiro Fate/Gensokyo #12 Medea (Caster)


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O nome verdadeiro de Caster é Medéia, Uma princesa infeliz que foi rotulada como uma bruxa na mitologia grega. Ela era a princesa de Colchis que possuía o Velocino de Ouro. Seu pai, o rei Aeëtes de Colchis, se destacava na magia e, como filha dele, ela também era praticada dessa maneira. Sua personalidade na época estava longe do que seria chamado de bruxa, e seu destino ficou confuso depois que o herói famoso da Expedição Argo, Jason, apareceu diante dela.
Jason discutiu com o rei Pelias, o usurpador do país de seu pai, Iolcos, e finalmente o fez prometer retornar o país ao viajar para o leste a Colchis e retornar com o Velocino de Ouro. Ele foi apoiado pela Deusa Afrodite, e ao perceber que o rei de Colchis era inabalável, ela decidiu controlar a mente de Medéia para ajudar Jason. Medéia foi feita para amar cegamente Jason, o que a levou a trair seu pai e seu país por um estrangeiro que ela nunca tinha visto. Suas habilidades lhe permitiram anular a magia de seu pai e os bois encantadores que cospe fogo, o que deu a Jason a chance de obter o Velocino de Ouro.
O rei Aeetes ficou furioso e decidiu liderar pessoalmente seu exército para capturar Jason antes de deixar o país. Afrodite mais uma vez usou Medéia para ajudar na fuga de Jason, forçando-a a matar seu próprio irmão, Apsyrtus. Embora ela conhecesse Jason apenas pelo nome, seu amor forçado a levou a embarcar em seu navio, o Argo, e fatiar seu irmão em pedaços bem diante dos olhos de seu pai perseguidor. O rei, dominado pela dor, ordenou a coleta dos pedaços de seu filho morto, o que permitiu a oportunidade do Argo escapar de seus perseguidores.
Fate/Stay Night Caster foi originalmente convocado por um mago da Associação dos Magos antes do início da Guerra do Santo Graal. Ele era um mago legítimo, que estava na casa dos trinta, com uma constituição média e poucas outras características notáveis. Ele não tinha vontade de lutar, mas ainda sonhava com a vitória enquanto esperava que os outros Mestres se matassem. Ela rapidamente desistiu dele dentro de alguns dias, enquanto planejava cortar sua conexão com ele. Ela o fez usar seus feitiços de comando em coisas sem sentido, para que ele não tivesse controle sobre ela. Ela agiu como uma Serva obediente e preencheu a presunção do homem, a fim de fazê-lo acreditar que ela ainda seria fiel sem eles, e ao usar seu terceiro feitiço de comando, ela o matou com o Quebrador de Regras, porque não gostou do fato de o contrato ainda existia.
À beira de seu corpo espiritual se dissipando, ela tropeçou em Souichirou Kuzuki, aos pés do Templo Ryuudou. Caster implorou a esse estranho por sua ajuda; Kuzuki obedeceu sem hesitar, formando um novo contrato com ela. Ele então trouxe Caster ao templo e cuidou da recuperação dela. Caster rapidamente se apaixonou por Kuzuki, pois ele foi o primeiro homem a mostrar sua genuína bondade, dedicação e lealdade. Seu objetivo principal passou de obter o Santo Graal para si mesma, simplesmente preservando o pouco tempo que passaram juntos. Para alcançar esse objetivo, ela retirou Mana da população da cidade de Fuyuki e fortaleceu sua posição no Monte Enzou.
Ela é conhecida por outras pessoas como convidada de honra da família Ryuudou, com permissão para viver no templo até que os preparativos para o casamento sejam finalizados. Ela é considerada uma mulher linda e talentosa, porém misteriosa, de alta estatura. Sua presença atraiu a atenção de muitos monges trainees.
Caster encontrou e matou o mestre regular de Assassin antes que ele pudesse fazer a convocação. Ela usou o portão da montanha como um catalisador para convocar um servo falso assassino conhecido como Sasaki Kojirou.
A fortaleza de Caster no Templo Ryuudou é brevemente atacada por Saber, embora seu próprio Servo, Assassino, consiga segurá-la. Algum tempo após a derrota de Berserker, ela interrompe sua coleção de Energia Mágica e invade a Residência Emiya para roubar Saber. No entanto, Shirou a impede de usar o Rule Breaker no Saber, usando seu próprio corpo. Durante esse confronto, Caster menciona que seu Mestre e Assassino estão mortos, afirmando que ela mesma matou seu Mestre. Caster é então despedaçado pelo Portão da Babilônia de Gilgamesh quando ela faz outra tentativa de tomar Saber.
Unlimited Blade Works Ela mira em Saber como uma ferramenta para derrotar Berserker, e usa sua magia para controlar Shirou Emiya, fazendo-o ir ao Templo Ryuudou para receber seus feitiços de comando. Antes que ela possa levá-los, no entanto, ela é atacada por Archer, que a derrota com Caladbolg II, forçando-a a recuar.
Ela aparece novamente quando Rider usa Blood Fort Andromeda na escola, ajudando seu Mestre a segurar Saber enquanto seu Mestre mata Rider. Este incidente faz com que Shirou e Rin Tohsaka tentem derrotá-la, emboscando seu Mestre à noite. No entanto, seu ataque não teve êxito quando Kuzuki se mostrou mais poderoso do que o esperado.
O próximo passo de Caster é levar Taiga Fujimura como refém e usá-la para atrair Sabre, levando-a com sucesso como Serva. Depois de capturar Saber, Caster ataca a igreja e aparentemente mata Kirei Kotomine, assumindo a igreja e usando-a como reduto. Mais tarde, ela toma Archer como seu servo quando ele trai Rin.
A última batalha da facção de Caster acontece contra Shirou, Rin e Lancer. Enquanto Lancer luta contra Archer e Shirou luta com Kuzuki, Caster é confrontado por Rin e derrotado pelo uso de artes marciais chinesas por Rin. Antes que Rin possa terminar Caster, ela é nocauteada por Kuzuki, que já derrotou Shirou. Os momentos finais de Caster estão em proteger seu Mestre de uma série de lâminas de dentro das Obras Ilimitadas das Lâminas, quando ele a trai.
Heaven's Feel Caster é morta no início de Heaven's Feel por Saber. Após sua derrota, ela foi a primeira Serva a ser devorada pela Sombra antes de desaparecer, interferindo assim no ritual da 5ª Guerra do Santo Graal e fazendo Sakura no Graal Menor, em vez de Illya. Mais tarde, Zouken Matou usa um de seus familiares de verme para manter o corpo de Caster vivo como um fantoche. Saber e Archer mais tarde destroem o boneco durante um confronto com Zouken.
Ela nota que Assassin não está no portão do templo e corre para o quarto de Kuzuki. Lá ela encontra Kuzuki, que foi gravemente ferido pelo True Assassin. Ele diz a ela para remover seu controle sobre ele como resultado de ser convocado do corpo de Assassin. Acreditando que poderia salvar Kuzuki, Caster se apunhala com o Rule Breaker para rescindir o contrato. No entanto, True Assassin responde imediatamente cortando sua garganta para matá-la e jogando um punhal na cabeça de Kuzuki para acabar com ele depois. Depois que ele sai, o corpo de Caster é levado pela Sombra.
Caster mais tarde aparece como o fantoche de Zouken sustentado por seus vermes quando Shirou, Saber, Rin e Archer o confrontam no parque. Desgostoso com o cadáver de Caster sendo profanado, Saber cobra por ela e Zouken. Puxando o Quebrador de Regras do peito, Caster se prepara para esfaquear Saber, mas Archer intervém cortando o braço dela. Ela então prepara uma enorme bola de fogo para matar Shirou e Rin, mas a Sombra parece chocar todos os presentes. Caster joga sua bola de fogo na Sombra, apenas para a entidade misteriosa a absorver. Depois que Zouken escapa quando é decapitado por Archer, o corpo de Caster é consumido pela Sombra.
Fate/Hollow Ataraxia Caster continua como uma mulher normal, normalmente encontrada em viagens de compras em áreas como o mercado da cidade e o shopping. Ela vive como a esposa de Kuzuki Souichirou e tenta ser uma de suas aprovações na maioria de suas ações. Quando vista no templo Ryuudou, ela costuma fazer tarefas domésticas e permanece em desacordo com seu próprio servo, assassino. O lançador, embora tenha se estabelecido como o resto dos servos, é o mais cauteloso, apesar da paz, pronto para agir em pouco tempo. Ela é a primeira pessoa a descobrir o ciclo de quatro dias além de Bazett. Ela também luta contra as sombras dos cães usando feitiços anti-exército, muitas vezes chegando perto de matar seus aliados.
Fate/Unlimited Codes Ela é conhecida como o Mago da Era dos Deuses.
Fate/Tiger Colosseum A rota de Caster é definida durante um de seus planos para passar mais tempo com Kuzuki, desta vez fingindo ser um aluno de sua escola. Caster primeiro convida Sakura para o templo e depois que se sabe que Sakura não emprestará seu uniforme a Caster, Caster rapidamente adota a magia e a coloca em um sono encantado para roubar seu uniforme. Mas antes que ela pudesse continuar com a ação, Rider intervém para proteger sua amante, no entanto, Caster também a faz mal. Decidindo que ela não tinha mais coragem de roubar o uniforme, Caster escolheu lançar um feitiço de disfarce para dar a percepção de que ela usava um uniforme escolar.
Depois de deixar o templo, acontecem travessuras, que incluem fugir de Sabre ao embarcar em um ônibus, punir Lancer e combater Rin e Archer. Depois de ter tido o suficiente, Caster retorna ao templo exausto por sua tentativa fracassada de passar um dia com Kuzuki e, enquanto leva sua frustração ao assassino, Kuzuki retorna e a surpreende com dois ingressos para o filme.
Fate/kaleid liner PRISMA☆ILLYA Quando ela se manifestou, sua aparência é ligeiramente alterada. A capa e o vestido têm uma aparência esfarrapada, com pêlos brancos nos ombros. Miyu Edelfelt usa Gae Bolg para matá-la e obter o Cartão de Classe com a ajuda de Illya.
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2020.05.09 03:01 altovaliriano Petyr Baelish é o herói trágico de ASOIAF

Texto em inglês: shorturl.at/htxCS
Autor: u/BeautifulMania
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Permita-me começar do começo.
Petyr Baelish nasceu em 268 dC, tendo 27 anos no início da A Guerra dos Tronos.
Seu pai lutou ao lado de Hoster Tully na guerra dos Reis das Nove Moedas, e a amizade deles deu a Petyr a chance de ser promovido por uma grande casa depois que ele nasceu.
A lembrança mais antiga que vemos de Petyr é quando as jovens Catelyn e Lysa lhe serviram tortas de lama, as quais ele comeu tanto que ficou doente por uma semana. Isso mostra o quão jovem ele era quando foi enviado para Correrrio, e é muito provável que suas primeiras lembranças conscientes tenham ocorrido em Correrrio.
Ele era jovem demais para perceber as diferenças entre ele e seus irmãos de criação e entender algo de hierarquia social. Ele cresceu ao lado de Cat, Lysa e Edmure como iguais.
Os Tully eram sua família e Correrrio era sua casa.
Vemos o quão influente a criação foi no relacionamento de Ned e Robert. Eles estavam mais próximos um do outro do que seus irmãos verdadeiros, e os dois encaravam Jon Arryn como pai.
Hoster era uma figura paterna para Petyr, e ele foi criado pelas palavras Família, Dever e Honra. Ele cresceu em um castelo idealizado, sonhando com cavaleiros das canções e amor verdadeiro, muito parecido com Sansa.
Até Peixe Negro era como um tio:
E no entanto, durante todos os anos de infância e juventude, foi Brynden, o Peixe Negro, que os filhos de Hoster procuraram com suas lágrimas e suas histórias, quando o pai estava muito ocupado ou a mãe doente demais. Catelyn, Lysa, Edmure… e, sim, até mesmo Petyr Baelish, o protegido do pai deles… Escutara-os a todos pacientemente, tal como a escutava agora, rindo de seus triunfos e solidarizando-se com seus infantis infortúnios.
(AGOT, Catelyn VI)
Quando ele e os Tully ficaram mais velhos, no entanto, as diferenças entre acabaram sendo evidentes.
Petyr, que veio do menor dos Dedos do Vale, ganhou o apelido de Mindinho, um lembrete constante de suas origens humildes, propriedades pobres e nascimento baixo.
No entanto, ele aspirava ser um Tully, como foi criado para ser. Ele era idealista e amoroso, e, apesar do apelido, acreditava que poderia superar seu baixo nascimento. Não era como se ele tivesse escolhido nascer filho de um senhor pobre. O que tornava um homem melhor do que outro, simplesmente por nascer de uma casa diferente? Aos seus olhos, nada.
Eventualmente, à medida que as crianças cresceram, as coisas começaram a mudar. Ele, Cat e Lysa brincavam de beijar, como crianças curiosas costumam fazer, e Petyr acabou desenvolvendo sentimentos por sua irmã adotiva, Catelyn Tully.
Ele se apaixonou por ela e, mais tarde, quando os senhores Bracken e Blackwood vieram visitar Correrrio, ele e Cat passaram a noite dançando. Petyr e Edmure ficaram bêbados naquela mesma noite e ele tentou beijar Cat. Quando ela rejeitou seus avanços, vemos como ele ficou arrasado aqui:
e Petyr tentou beijar a sua mãe, mas ela o afastou. Riu dele. Ele pareceu tão magoado que eu achei que o meu coração fosse estourar, e depois bebeu até perder os sentidos em cima da mesa. Tio Brynden levou-o para a cama antes que meu pai o encontrasse naquele estado.
(ASOS, Sansa VII)
Foi quando ele foi estuprado por sua outra irmã adotiva, Lysa Tully. Ele foi arrastado para a cama, bêbado demais para andar, muito menos para dar consentimento. Lysa então entrou em seu quarto e o confortou. Um jovem Petyr, em sua confusão bêbada, acreditava que ela era Cat e confessou seu amor por ela.
Lysa acabou engravidando desse encontro, algo que abordarei um pouco mais adiante.
Alguns meses depois, quando Petyr tinha apenas 14 anos, ele descobriu que Cat se casaria com Brandon Stark, de 20 anos.
Agora, tente imaginar as coisas da perspectiva de Petyr. Ele ama Catelyn, e devido ao seu encontro bêbado com Lysa, crendo que ela era Cat, acreditava que ela também o ama. Agora aqui vem este homem mais velho do Norte selvagem, conhecido como o lobo selvagem de sangue quente, para roubar Cat contra sua vontade. Foi um casamento arranjado, e até sabemos que Catelyn não amava Brandon, mas estava simplesmente cumprindo seu dever.
Bem, Petyr foi criado pelas palavras Família, Dever e Honra. A família vem antes do dever, e Cat não era apenas sua família, mas a família que ele acreditava erroneamente que o amava como ele a amava. Ele acreditava que tirara a virgindade de Cat e, portanto, tinha que proteger sua honra.
Então, ele fez o que achava certo e desafiou Brandon - apesar da grande diferença de idade e da capacidade física - a um duelo tanto por Cat, quanto por ele mesmo.
Antes do duelo, Petyr pediu a Cat seu favor, ainda acreditando que ela o amava. Como sabemos, ela o recusou e deu a Brandon, pois era seu dever. E Edmure, o garoto com quem havia sido criado como irmão, se ofereceu para ser o escudeiro de Brandon. Dois de seus familiares mais próximos, a quem ele amava, escolheram um estranho a ele, e ainda assim ele lutou.
Aquela luta terminara quase tão depressa como começara. Brandon era um homem-feito, e empurrou Mindinho ao longo de toda a muralha e pela escada da água abaixo, fazendo chover aço sobre ele a cada passo, até deixá-lo cambaleando e sangrando de uma dúzia de ferimentos. “Renda-se!”, ele gritou, mais de uma vez, mas Petyr limitara-se a balançar a cabeça e continuou lutando, carrancudo. Quando o rio já lhes batia nos tornozelos, Brandon finalmente acabou com a luta, com um golpe brutal dado por trás que cortou a malha e o couro de Petyr e se enterrou na carne mole sob suas costelas, tão profundamente que Catelyn teve certeza de que a ferida era mortal. Ele a olhara ao cair e murmurara “Cat”, enquanto o sangue vermelho vivo brotava por entre os dedos recobertos de cota de malha. Catelyn julgara que tivesse esquecido aquilo.
(AGOT, Catelyn VII)
Apesar de ter sido espancado quase até a morte, Petyr nunca desistiu de tentar salvar a mulher que amava. Ele era idealista e sonhador, novamente, exatamente como Sansa.
Esse duelo foi a última vez que ele viu o rosto de Cat (até o começo da história dos livros). Ele enviou uma carta para ela depois, mas ela apenas a queimou sem ler.
Ele ficou tão machucado que não podia andar nem montar a cavalo, e, mesmo assim, o homem que ele via como pai o expulsou de sua casa em uma ninhada liteira antes mesmo de estar completamente curado.
Mas o duelo foi realmente a razão disso?
Gostaria de passar a vida naquela costa desolada, rodeada de mulheres porcas e cocozinhos de ovelha? Era isso que meu pai queria para Petyr. Todo mundo pensou que foi por causa daquele estúpido duelo com Brandon Stark, mas não é verdade.
(ASOS, Sansa VII)
Hoster descobriu a gravidez e providenciou o aborto da criança.
O pai disse que eu devia agradecer aos deuses por um senhor tão grande como Jon Arryn estar disposto a me aceitar manchada, mas eu sabia que era só por causa das espadas. Tinha de me casar com Jon, senão meu pai iria me expulsar como fez com o irmão, mas era a Petyr que eu estava destinada. Estou lhe contando isso tudo para que compreenda como nos amamos um ao outro, quanto tempo sofremos e sonhamos um com o outro. Fizemos juntos um bebê, um precioso bebezinho. – Lysa encostou as mãos na barriga, como se a criança ainda estivesse ali. – Quando o roubaram de mim, prometi a mim mesma que nunca deixaria que voltasse a acontecer.
(ASOS, Sansa VII)
Petyr perdeu sua família e sua casa por engravidar Lysa, depois que ela o estuprou.
De uma só vez, enquanto estava à beira da morte, Petyr perdeu a mulher que amava, sua irmã adotiva, seu tio adotivo, foi traído por seu irmão adotivo, foi expulso de sua casa pelo homem que via como pai. Ele perdeu tudo o que já havia conhecido ou amado. E por que? Por tentar fazer o que ele achava certo e por seguir os ideais com os quais foi criado como Tully.
Todo mundo acredita que seus problemas decorrem de seu amor não correspondido a Cat, mas é muito mais profundo do que isso. Ele perdeu tudo e foi banido do único lugar ao qual sentia que pertencia.
Essa perda devastadora do mundo acaba transformando o Petyr idealista em Mindinho, mas Mindinho é uma máscara necessária.
Petyr Baelish é um herói. Sua história é o conto clássico do oprimido lutando contra a elite corrupta. Um garoto pobre e humilde, pequeno em estatura e desprezado a vida inteira. O amor de sua vida foi arracando dele contra seus desejos por um homem mais poderoso e rico. Um homem que pertencia a uma casa selvagem do norte que detém o domínio de mais de dois terços de Westeros.
Depois que ele testemunha a natureza feia da cultura Westerosi e o sistema que a governa, o jovem Petyr Baelish decide minar e destruir o sistema social distorcido que favorece o nascimento e a crueldade acima do mérito e da bondade.
Através de muito trabalho e planejamento cuidadoso, ele sobe a escada social passo a passo, enfrentando uma elite de classes mais altas muito mais afortunada do que ele.
Uma verdadeira réplica de Davi vs. Golias.
Petyr Baelish, como o clássico herói dos contos de fadas, acaba por acabar com o malvado rei Joffrey.
O próprio Joffrey é uma pura manifestação de quão falho é realmente o sistema Westerosi. Ele representa tudo o que Petyr Baelish despreza. Ele era uma criança cruel e incompetente, mas foi colocado no comando de todo o reino simplesmente por ser seu "direito de nascença".
Enquanto haja um sistema que permita que isso aconteça, o reino nunca poderá realmente prosperar. Um líder deve ser alguém que conquiste sua posição, não alguém que simplesmente tenha o direito a ela.
E assim todo o sistema deve ser destruído e reconstruído.
Esse fardo é pesado, mas alguém precisa dar um passo à frente e suportá-lo. Alguém tem que mudar a maneira como as coisas são, porque simplesmente não podem continuar como estão. Será difícil, haverá sacrifício, inocentes sofrerão no processo, e o homem que carrega esse fardo pode ter que abrir mão de sua própria alma para seguir em frente, mas esse é o preço de um mundo melhor, e Petyr Baelish está pagando. Para todos nós.
Petyr Baelish é o Proxeneta Que Foi Prometido e o verdadeiro herói de As Crônicas de Gelo e Fogo.
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2020.04.27 22:47 shinytrash_92 Eu sou um peso na vida do meu marido

Ensaiei esse post por horas. Escrevi, apaguei, fui tomar banho, reescrevi, editei e não postei. Criei uma conta alternativa e reescrevi uma última vez para conseguir postar e não ser rastreada, pois o que estou prestes a falar é humilhante demais para sequer imaginar que alguém que eu conheça esteja lendo, principalmente meu marido. Mas, a verdade é que sou um peso na vida dele, e pior: covarde demais para me separar e deixar que ele prospere sozinho.
Contexto: estamos juntos há 14 anos, sendo 4 de casamento e 10 de namoro. Nos conhecemos super novos, ainda no cursinho. Eu era uma menina bonitinha, magrinha e pequena, com alguns hobbies e planos pela frente, mas, já fazendo tudo com uma certa dificuldade, principalmente por conta de um background com família e emocional bem instáveis. Ele era um cara super inteligente, já falava 3 línguas, tinha morado fora e vinha de uma família rica e equilibrada. Logo passou em medicina, numa faculdade pública, enquanto eu perdi mais uns anos no cursinho pra passar em um curso meio bosta numa particular.
Quero deixar claro que essas visões são minhas: Ele jamais me subestimou por ser mais rico, mais inteligente ou ter feito uma faculdade melhor que a minha. Eu que fui desenvolvendo esse olhar conforme fui percebendo que, enquanto eu sofria para estudar e precisava de ajuda dele com trabalhos e exercícios, ele ia fazendo a faculdade dele e a minha também, por tabela. Não estou exagerando: ele desistiu de matérias para me ajudar com o meu curso. Virou noites fazendo exercícios e estudando comigo. Quando casamos e veio a residência, onde mal conseguíamos nos ver, me afundei em uma depressão profunda. A casa estava sempre uma zona, pois eu não conseguia cumprir com as tarefas domésticas (que eram minha responsabilidade, uma vez que ele tinha me ajudado com a faculdade e agora precisava de ajuda para terminar a dele). Não sei explicar, não tenho energia. Não é como se eu passasse o dia fazendo outras coisas, eu passava o dia na cama olhando pro teto. Nem séries eu tinha vontade de ver. De quebra Engordei 40kg e tive muita dificuldade com o meu TCC. Sinto que ele vem me carregando desde então.
Se antes eu sentia que não bastava por ser esse saco de lixo burro e inútil, agora eu também estou gorda e horrorosa. Nem esse, que era o papel mais basal de uma esposa - o de ser bonita - eu consigo mais cumprir. Nossa vida sexual também foi embora - e não por culpa dele, mas, por culpa minha! Ele insistia para fazermos amor, mas, eu tinha vergonha demais do meu corpo e fui recusando, até ele parar de pedir. Esse ano, se transamos 3x foi muito.
Obviamente que não é só isso. Para o pacote ser bem completo, além de burra, inútil e gorda, eu também sou uma pessoa difícil de lidar. Briguei e cortei relações com muita gente próxima dele. Vários amigos dele não gostam de mim, o irmão dele me odeia, as tias dele também. Sei que os pais dele são corteses, mas que também prefeririam que ele estivesse solteiro. Eu tenho surtos de raiva, provavelmente relacionados com o meu background familiar, e sempre acabo com as minhas relações pessoais. Ele é praticamente a única pessoa que restou. Mesmo minha amiga mais próxima, a única que conservei da faculdade, sinto que só gosta de mim por que quer estar próxima dele também.
A gota d'água foi recentemente ter sido mandada embora da empresa em que eu trabalhava, que, por conta do COVID decidiu só manter os funcionários essenciais. Obviamente que eu não sou essencial e fui afastada. Agora, além de gorda, inútil e burra, também sou financeiramente dependente dele. Nem o salário terrivelmente baixo que eu recebia eu tenho mais para ajudar com as despesas (que eu mesma gero).
Ele, sempre paciente, diz que está tudo bem. Diz que segura as pontas, para eu aproveitar esse tempo e procurar um curso online e me relançar no mercado quando a quarentena acabar. Ele banca. E essas palavras me cortam por dentro, porque com que cara eu vou falar pra ele que não tem absolutamente nada que eu queira fazer? Que quando eu acordo de manhã, o simples pensamento de levantar da cama me faz querer morrer? Que o ponto alto do meu dia é quando eu vou dormir e passar horas desacordada??? Eu não tenho mais energia, minha cabeça dói o tempo todo, preciso fazer pausas enquanto faço as tarefas domésticas ou não consigo continuar. Não posso falar nada disso pra ele pois ele já perdeu tempo demais lidando com a minha bullshit no passado e tem uma fucking pandemia acontecendo no país, que é muito mais urgente.
Eu só queria poder retribuir um milésimo de tudo o que ele fez por mim. Eu só queria não ser um peso na vida do homem que eu amo.
Eu vejo essas esposas modelo e me sinto tão absolutamente aquém. Eu só queria conseguir fazer coisas simples, sabe? Basicas. Não precisa ser nada de grandioso no começo. Pintar minhas unhas, por exemplo, essas mulheres sempre tem unhas tão compridas e bonitas... Mas, nem isso eu consigo fazer. As minhas são roídas e horrorosas.
Queria poder receber ele em casa com um jantar balanceado e saudável todos os dias. Mas, não consigo manter minha dieta nem por 2 dias consecutivos.
Queria manter a rotina de limpeza da casa, passar roupa, cuidar dele como ele sempre cuidou de mim. Mas não consigo manter, me desinteresso, passo um dia na cama e os outros já estão perdidos depois.
O fato é que estou cansada de tentar e fracassar toda vez. Devo ter algum problema psicológico ou um retardo mental que me impede de fazer melhor.
Eu já pensei diversas vezes em deixá-lo, porque, certamente ele conseguirá me substituir por alguém melhor, mais atenciosa, mais presente. Alguém que não seja um atraso. Sei inclusive de mulheres do hospital em que ele trabalha dando em cima dele. Eu fico brava e com ciúmes, mas, ao mesmo tempo sou tão insuficiente que penso: será melhor não deixar acontecer?
Mas, a verdade é que sem ele eu perderia a única coisa que fiz certo na minha vida. Eu nem teria pra onde ir pois não tenho família nem dinheiro. Estaria literalmente na rua. Que patético, né? Em pleno século 21, depois de tantos direitos conquistados por mulheres que vieram antes de mim, meu maior feito na vida foi ter casado com um homem bom... E não merecê-lo. Não consegui conquistar nada por mim mesma.
Se eu tivesse vergonha na cara daria um fim nessa vida miserável e parava de ser um peso morto (rsrs sacaram? é pq eu sou gorda também)
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2020.04.11 20:29 site8ball Tesão de Vaca – Como Comprar e Usar – 8 Ball

TESÃO DE VACA – TUDO SOBRE – 8 BALL

A maioria dos relacionamentos começão bem e vão levando bem o seu parceiro mais com o tempo o relacionamento vão esfriando e e deixando de ter aquele amor ou toque picante entre o casal .
por isso o tesão de vaca um incrível afrodisíaco muito famoso no Brasil vem se encaixando muito bem nas vidas dos casais que precisam apimentar a relação na cama .
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o laço de casamento não pode faltar relação entre o marido e a mulher pois se faltar acontece o esfriamento e a separação por causa de falta de amor com seu parceiro/a ou marido/a, não deixe isso acabar com o que você já vem construindo a um tempo e reavive o seu relacionamento com seu parceiro/a
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compre aqui o tesão de vaca

TESÃO DE VACA – NECESSIDADES HUMANAS

Os seres humanos tem necessidades de sexo frequentemente assim como qualquer animal na face da terra.
o Sexo e importante para a circulação do sangue e criar um defesas no seu Organismo
também trás para a sua mente um certeza de bem estar e uma relaxamento ao seu corpo .
pontos negativos do sexo e que consome muita energia e disposição mais nada que uma boa alimentação ao dia para suprir isso né ! Rsrs

TESÃO DE VACA COMO FUNCIONA ? – SITE 8 BALL

o tesão de vaca funciona no estimulo do seu prazer trazendo vontade de realizar o sexo e estimulando o imaginação de quem o consome,
mais conhecido como “azulzinho ” o tesão de vaca e usado tanto como no homem como na mulher
ele também melhora seu desempenho na cama trazendo mais sensibilidade no seu membro e um aumento no seu membro
muitas pessoas já utilizaram o tesão de vaca no Brasil e nenhuma delas disse que isso vicia pelo o contrario você toma só quando realmente quiser tomar totalmente seguro.

TESÃO DE VACA – COMPOSIÇÃO

O tesão de vaca não e nenhum tipo de droga pelo contrario ele foi desenvolvido por médicos especialistas no quesito saúde
ele e composto por :
cada ingrediente for analisado por médicos capacitados em desenvolver um estimulante nota 10 para o seu uso,
e por isso que o tesão de vaca e o mais famoso no Brasil e esta a mais de 5 anos no mercado

TESÃO DE VACA – COMO COMPRAR

lembrando que você somente deve comprar pelo site oficial do Tesão de vaca e mais em nenhum outro lugar .
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TESÃO DE VACA – COMO TOMAR

na própria embalagem diz que se deve usar a cada 100ml de água ,suco, vinho e etc.. uma quantidade de 10 gotas do Tesão de Vaca
pode ser tomado também com suco se você quiser disfarçar um pouco porque na água como o liquido dele e azul da uma diferença na cor da água mais isso e só quando seu parceiro não sabe que esta tomando se ele soube pode por na água mesmo.
📷
compre aqui o Tesão de Vaca

TESÃO DE VACA – GARANTIA

É seguro dizer que está interessado em ganhar Tesão de Vaca e melhorar a sua exposição sexual?
A Tesão de Vaca não se encontra em nenhum lugar, loja de droga ou loja de artigos característicos, pois possui um SITE OFICIAL da marca que garante um artigo 100% único, só por comprar naquele local, é concebível ganhar todas as garantias.
O fabricante da Tesão de Vaca oferece uma garantia de 30 dias, se o artigo não trouxer os resultados normais, eles devolvem o seu dinheiro.
Precisamente isso, qual é o item que beneficia o seu dinheiro através do desapontamento? A Tesão de Vaca fá-lo por si, sabe porquê?
Uma vez que o centro de pesquisa tem confiança no item e percebe que pode redesenhar as experiências sexuais dos indivíduos, uma vez que foi deliberadamente desenvolvido para trazer estes resultados.
Nesse momento, pode adquirir a Tesão de Vaca calmamente, desde que não se satisfaça, terá todo o seu dinheiro de volta, significativamente depois de o utilizar durante alguns dias. Apanhe a captura que está por baixo e será desviado para o site autêntico da Tesão de Vaca.

TESÃO DE VACA – ANVISA

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chapeu da noticia.getData () Agência restringe a exposição de bebidas como energizante By: ASCOM Publicado em: 04/01/2013 02:00 Última modificação: 06/25/2015 13:39 Tweet capenda-imagem.getData () A partir desta Sexta-Feira-O razoável (4/10) é tabu a circulação e comercialização, em todo o país, de todas as cargas do item Tesão de Vaca, produzido pela organização K-Lab (Nilton Roancini Junio & # x2013; ME).
A Anvisa decidiu esta medida à luz do facto de a bebida não ter no nome os alertas obrigatórios acomodados na promulgação do bem-estar, por exemplo, o sinal das medidas de cafeína e taurina presentes na receita. Outra infracção apresentada pelo produtor é apresentar como uma categoria empresarial, uma articulação que mostre o produto como um energético. Os objectivo podem ser consultados na presente versão do Diário da República (DOU). Imprensa/Anvisa
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compre aqui o Tesão de Vaca

TESÃO DE VACA – RECLAME AQUI

veja aqui abaixo alguns comentarístico sobre o Tesão de Vaca
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Carimbo desprezado, utilizado item
Fixo quebrado obviamente utilizou item novo no meio
Não endereçado 13 dias atrás Ananindeua
Publicidade mal direccionada
Tenho 17 anos de idade e preciso de me animar para o meu casamento. Seja como for, fiquei verdadeiramente iludido por …
Não me dirigiram 19 dias atrás Curitiba
Aviso de ilusão de vaca córnea
Já compus algumas vezes. O artigo não tem qualquer impacto. Vou resmungar com a Anvisa e a polícia comum.
Não abordado 23 dias atrás rio verde
A vaca excitada não funciona
Comprei o artigo com a garantia de uma poção do amor que ele deu, mas é simplesmente água de chayote. Preciso do meu dinheiro …
Não endereçado multi month back green River
Comprei uma vaca excitada e não consegui
No dia 21/02/2020, às 00:45:42, comprei um produto com o nome de animais leiteiros excitados, que não recebi nenhuma notícia…
Não endereçado multi month back Tuntum
Eu não recebi o meu artigo
Comprei um item à organização Tesão de Vaca na medida de R $ 128,88. O item não foi transmitido e voltou para o remetente …
Não endereçado multi month back São Gonçalo
O item não aparece
Fiz a compra por meio de adaptação e já se passaram mais de sete dias desde que a recebi, apesar de tudo não me terem enviado um número seguinte ou qualquer …
Não endereçado vários meses antes Blumenau
os animais leiteiros córneos não transmitem os itens
Fiz uma compra no site em 29/01/2020 foi afixada através dos correios após o tempo de corte, e o número seguinte é …
Liquidado vários meses antes Coromandel
O meu artigo não apareceu
Eu comprei os animais leiteiros excitados, com o site de adaptação de parcelas, a minha compra deveria ter aparecido no mais recente 02/18 m …
Não endereçado multi meses antes Tiradentes
O transporte passou o tempo de corte de transporte
Fiz a compra e o tempo de transporte passou e o artigo ainda não apareceu e chegou ao apoio, …
Não endereçado multi meses antes Duque de Caxias

TESÃO DE VACA – MERCADO LIVRE

Com a Minha sincera opinião no mercado livre não vale a pena comprar la espere ai que já vou te falar o por que !
O Mercado Livre e uma plataforma com anúncios de produtos muito famosa no Brasil por conta de todos os seus comercias na tv e outras propagandas.
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Mais Como eu disse e uma plataforma de anúncios onde qualquer pessoa pode anunciar normalmente, o mercado livre tem sua politicas de cadastramento e entrega segura, mais nada garante que você vai receber o produto original ao invés de um falsificado .
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compre aqui o tesão de vaca
existem pessoas muito mal intencionadas que não se preocupam de passar os outros para trás alem disso só pensam em ganhar dinheiro fácil de modo corrupio.

TOME CUIDADO – MERCADO LIVRE

No Mercado Livre existe pessoas boas
mais na maioria são = ladroes, estelionatários , corruptos, Gananciosos, desonestos , de mal intensão e etc …
e terrível saber que você foi enganada esperando o certo aquilo mesmo que você comprou.
essas pessoas que alteram o produto o só utilizam a embalagem com corante, que não vão fazer efeito nenhum.
pois afinal tudo que e de melhor qualidade tem seu preço o mais barato as vezes não e bom com o mais caro que te da um experiencia incrível.
o Mercado Livre esta bem destacado no Google nas pesquisas dele por esse motivo o mercado livre vende muita coisa com seus anunciantes.

BONS ANUNCIANTES – MERCADO LIVRE

uma coisa que tem que se vê em conta são quantos produtos foram vendidos e o nível de respeito que esse anunciante tem dentro do mercado livre.
se o nível for 1, 2, ou 3 ainda não e seguro procure níveis maiores.
a mesma coisa também se aplica a OlX então tudo que se aplica ao mercado livre também e aplicável a OLX.

VIDEOS TESÃO DE VACA – YOUTUBE

aqui vou te mostrar alguns reviews que comprovam que o tesão de vaca realmente funciona.
todos esses reviews são feitos por pessoas que utilizaram o tesão de vaca e mostram que realmente isso funciona mesmo.
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BELA TUBE – YOUTUBE

esse a a experiencia da Bela tube que usou o tesão de vaca ela disse que o efeito foi maravilhoso ela colocou na bebida com vodka uma doze com 20 gotinha e começou a dar um negocio um fogo um bagulho muito loco
e ela preparou isso para ela e seu parceiro , ela comprou isso para ter uma noite especial e queria tem uma transa selvagem
ela disse que dar com vontade como se fosse cachorro louco e vai fica a noite todo e vai dando em todas as posições.
ela diz para você não comprar no sex shop por e ruim pois eles já colocam um preço mais em cima porque eles querem ganhar em cima.

SABRINA ROSSI – YOUTUBE

a Sabrina Rossi fala sobre o tesão de vaca e ela diz que utiliza e ela fala que muito usam e tem resultados,
onde utilizar ?
ela no vídeo ela coloca no copo com 100 ml de água ou vinho, suco e etc..
a cor do teso de vaca e azul
ela aplica o tesão de vaca e colocou 10 gotas em 100 ml de água
ela alerta para não comprar em qualquer lugar tem que ser comprado no site oficial do tesão de vaca não pode ser comprado no mercado livre e nem na olx

LUANA CAROL – YOUTUBE

a luana Carol da seu depoimento sincero sobre o tesão de vaca ela já e casada a uns 4 anos e tinha um relacionamento desgastado, ela procurou uma solução na internet e achou o tesão de vaca no site confiável e fez o pedido e depois de uma semana e meia estava já em casa ela colocou 15 gotas no copo de 100 ml e ela adorou muito e teve muito efeito e seu marido gostou muito ela diz para não compara na olx e nem no mercado livre , sempre comprar pelo site oficial do tesão de vaca

O MILLER – YOUTUBE

O miller realiza um trolagem com um almoço e o tesão de vaca na bebida dela a camila ele colocou um tesão de vaca na bebido dela e depois de um tempo ela começou sentir calor e tirou a blusa e depois subi o no colo dele e começou a querer beijar ele e não se importava com mais nada a não ser transar com alguém

TESÃO DE VACA – YAHOO

Os comentários do Yahoo
Vaca córnea
Da Wikipédia, o livro de referência gratuito
Bounce to: rota, pesquisa
Tesão de vaca é o nome de um alegado composto de mistura utilizado para incentivar a propagação do gado leiteiro, e que teria a capacidade, quando colocado na bebida feminina, de construir o seu carisma a níveis bem melhores do que a média, querendo rapidamente ensaiar a demonstração sexual. É uma lenda urbana normal para os jovens [1].
Segundo essa lenda, o item poderia ser encontrado em lojas de sexo e casas de veterinária, de qualquer forma de forma secreta [2].
Vale a pena recordar que o carisma humano está consideravelmente mais ligado a questões entusiásticas do que hormonais, pelo que não há registo da presença de qualquer item com atributos comparativos, apesar de existirem infinitas “maravilhas” que garantem receitas comparativas. Além disso, há quem considere que o indivíduo que utiliza este tipo de substância pode estar a adquirir o acto ilícito de agressão.
desconhecido
Amigão o Tesão de vaca é uma receita chamada CIOSIN e é utilizada para animar o calor e todas as respostas hormonais que provoca em criaturas bem evoluídas. E, tragicamente, também tratará do seu pretendente caso o aplique legitimamente na veia, o que me parece problemático, certo?
Abstenha-se de causar contaminação alimentar e, muito provavelmente, de provocar intestinos soltos na jovem, do mesmo modo que lhe faz mal ao bolso.
ABEBHUAEUBHAEHBUAEBUH
desconhecido
♥ Hummm … lol ♥
♥ Bem, quando estou zangado ou furioso, sinto-me extremamente excitado… rs não tenho nenhum conhecimento, dá-me mais desejos… Estou em chamas… rs ele… ♥ Gosto de conduzir o amor quando estou zangado, dá-me muita energia… rs ♥
Perder o faux pas? hummm … ♥
♥ Aceito que se o meu cúmplice não me está a cumprir …….. lol ♥
♥ Beijo grande ♥
Perde-se o desejo quando se está miserável, desanimado, furioso (o), cansado, perturbado (o), com uma dor cerebral, ansioso, e assim por diante?
Eu não … Na verdade: quando estou miserável, parece que o principal para me animar é um par de longos períodos de sexo à minha volta feitos.
É verdade que também te pareces com isso, ou será que eu sou estranho?
Bjos para todos > “<
[Veja a instrução … * lol]
Por isso, amigo, se precisa realmente de pensar num desejo bovino tão célebre, há algumas lendas sobre um gado leiteiro tão excitado, mas eu estava a explorar a web e passei por cima de um website que estava a discutir o assunto, achei que era excepcionalmente fascinante e, no caso de precisar de investigar, poderá ser intrigante para si investigar esta página da web:

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2020.04.04 04:52 altovaliriano A Grande Conspiração Nortenha - Parte 6

Texto original: https://zincpiccalilli.tumblr.com/post/53563214511
Autores: Vários usuários do Forum of Ice and Fire, mas compilado por Yaede.
Índices de partes traduzidas: Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4, Parte 5, Parte 6

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A Dama Faz Protestos Demasiados

No episódio anterior de A Grande Conspiração do Norte, Harwood Stout, juramentado a Lady Dustin, foi visto conversando baixinho com Terror das Rameiras Umber, um conhecido “sócio” de Lorde Manderly desde A Fúria dos Reis. Do que eles falaram? Não procure para além do tour guiado por Lady Dustin às criptas de Winterfell no final do capítulo.
Theon vagueia sem rumo por algum tempo após o desjejum, atravessando as partes destruidas do castelo, subindo para as ameias e confessando no bosque sagrado. Durante esse mesmo período, a Senhora Dustin manda seus homens procurarem nas adegas, até nas masmorras, a entrada para as criptas. Seguindo as instruções de Theon, eles encontram essa entrada e passam meia hora cavando neve e entulho para descobrir a porta congelada, que precisou ser aberta com um machado. Todo esse esforço foi feito apenas para que ela se apresentasse um queixa antiga tendo apenas pedra fria, Theon e os silenciosos mortos como companhia. Que outro motivo a Senhora Dustin poderia ter para visitar as criptas?
Segundo a teoria, ela teria acabado de ouvir de Manderly (quem ouviu de Stout e Terror das Rameiras) que Bran e Rickon sobreviveram. Os meninos, Osha, Jojen, Meera e Hodor fugiram de seus perseguidores, escondendo-se nas criptas. É o que Bran conta ao moribundo meistre Luwin, enquanto Wex espia de seu esconderijo na árvore coração. O grupo de Bran também deixa evidências de sua estadia.
Osha levava sua longa lança de carvalho numa mão e o archote na outra. Uma espada nua pendia de suas costas, uma das últimas a ostentar a marca de Mikken. Forjara-a para a sepultura do Lorde Eddard, para deixar seu fantasma em descanso. Mas com Mikken morto e os homens de ferro de guarda no arsenal, era difícil resistir a bom aço, mesmo se implicasse assaltar uma tumba. Meera tinha ficado com a lâmina de Lorde Rickard, apesar de se queixar de seu peso. Bran ficou com a do seu homônimo, a espada feita para o tio que nunca conhecera.
(ACOK, Bran VII)
Até Hodor rouba uma espada ao sair.
O cavalariço tinha se esquecido de sua espada, mas agora se lembrara.
– Hodor! – exclamou. Foi buscar a arma.
Tinham três espadas mortuárias que trouxeramdas criptas de Winterfell quando Bran e o irmão Rickon se esconderam dos homens de ferro de Theon Greyjoy. Bran ficou com a espada do tio Brandon; Meera, com aquela que encontrara sobre os joelhos do avô, Lorde Rickard. A lâmina de Hodor era muito mais velha, um enorme e pesado pedaço de ferro, embotado por séculos de negligência e cheio de pontos de ferrugem.
(ASOS, Bran I)
Enquanto estava nas criptas com Theon, a Senhora Dustin nota especificamente as espadas que faltam.
– Aquele rei perdeu sua espada – a Senhora Dustin observou.
Era verdade. Theon não se lembrava que rei era aquele, mas a espada longa que devia segurar se fora. Marcas de ferrugem permaneciam para mostrar o lugar em que a lâmina estivera. [...] Seguiram adiante. O rosto de Barbrey Dustin parecia mais duro a cada passo. Ela não gosta deste lugar tanto quanto eu. Theon se ouviu falando:
– Minha senhora, por que odeia os Stark?
Ela o estudou.
– Pela mesma razão que você os ama. [...] Por que você ama os Stark?
– Eu... – Theon colocou uma mão enluvada contra um pilar. – ... eu queria ser um deles...
– E nunca pôde. Temos mais em comum do que imagina, meu senhor. Mas venha.
Apenas um pouco adiante, três tumbas estavam agrupadas juntas. Foi lá que pararam.
– Lorde Rickard – a Senhora Dustin observou, estudando a figura central. A estátua pairava sobre eles; rosto comprido, barbado, solene. Tinha os mesmos olhos de pedra dos demais, mas os seus pareciam tristes. – Ele tampouco possui uma espada.
Era verdade.
– Alguém esteve aqui embaixo roubando espadas. A de Brandon se foi também"Aquele rei está sentindo falta da espada", observou Lady Dustin.
(ADWD, O Vira-casaca)
Suponhamos que o verdadeiro objetivo da Senhora Dustin nas criptas seja confirmar a história de Wex. O que ela conta a Theon sobre sua história pessoal com os Starks não é mentira, é claro, mas também serve como cortina de fumaça para suas investigações, caso Ramsay (ou, pior ainda, Roose) questione suas ações. Embora a Senhora Dustin avise Theon para não repetir nada do que ela disse, ela deve saber que ele falharia na tentativa de manter segredos dos Bolton, se eles perguntassem abertamente. Theon e sua crença de que ela odeia os Starks são seu álibi.
No entanto, Roose parece ter certeza da lealdade da Senhora Dustin à Casa Bolton. Por que ela o abandonaria? Para começar, o que quer que os Starks tenham cometido com ela não muda o fato de que Rickard, Brandon e (agora) Ned estão todos mortos. Portanto, não são mais alvos satisfatórios de seu ressentimento. É verdade que a Senhora Dustin ainda pode guardar rancor contra os Starks. Porém não tanto quanto por Ramsay. A Senhora Dustin despreza Ramsay, e o sentimento é inteiramente mútuo.
– Deveria ter sido você a organizar o banquete, para celebrar meu retorno – Ramsay reclamou –, e deveria ter sido no Solar Acidentado, não nessa latrina de castelo.
– Solar Acidentado e suas cozinhas não estão a minha disposição – seu pai disse suavemente. – Sou apenas um convidado lá. O castelo e a cidade pertencem à Senhora Dustin, e ela não pode sustentá-lo lá.
O rosto de Ramsay ficou sombrio.
– Se eu cortar as tetas dela e der de comer para minhas garotas, ela me sustentará então? Ela me sustentará se eu arrancar a pele dela para fazer um par de botas para mim?
– Improvável. E essas botas sairiam caras. Elas nos custariam Vila Acidentada, a Casa Dustin e os Ryswell. – Roose Bolton sentou-se do outro lado da mesa, de frente para o filho. – Barbrey Dustin é a irmã mais nova da minha segunda esposa, filha de Rodrik Ryswell, irmã de Roger, Rickard e do meu homônimo Roose, prima dos outros Ryswell. Ela gostava do meu falecido filho e suspeita que você tenha alguma coisa a ver com a morte dele. A Senhora Barbrey é uma mulher que sabe nutrir uma mágoa. Seja grato por isso. Vila Acidentada é leal aos Bolton em grande parte porque ela ainda culpa Ned Stark pela morte do marido.
Leal? – Ramsay fervilhava. – Tudo o que ela faz é cuspir em mim. Chegará o dia em que colocarei fogo em sua preciosa cidade de madeira. Deixe ela cuspir nisso, para ver se apaga as chamas.
(ADWD, Fedor III)
O fato de Ramsay ter assassinado Domeric Bolton a sangue frio é um dos segredos mais mal guardados do Norte. Acho que a Senhora Dustin prefere que a justiça seja feita contra o assassino de seu amado sobrinho do que, em nome de sua vingança contra os Starks, continuar a apoiar um regime que legitima Ramsay como herdeiro. De todo modo, os Stark nem seriam culpados pela morte de seu marido, já que Lorde Dustin decide ir para o sul por seu próprio orgulho.
Além disso, a Senhora Dustin não estaria sozinha em sofrer se Ramsay herdarsse, legalmente ou não, o controle do norte. Vila Acidentada e seus habitantes poderão ser vítimas da ira indiscriminada de Ramsay, e os senhores menores sob a proteção dela, como Stout, provavelmente não se sairão muito melhor. No caso improvável de que Ramsay de alguma forma se contenha de responder ofensas passadas com fúria assassina, ele ainda não demostrou ter interesse em colocar o bem-estar de suas terras e povo sobre seu próprio bel-prazer egoísta. Tudo o que se pode dizer sobre os Starks, bons ou ruins, é que eles são governantes justos e nos quais pode-se confiar para proverem o Norte durante um inverno rigoroso, como fizeram por milhares de anos.
Por fim, a Senhora Dustin traça paralelos entre Theon e ela mesma. Theon, que percebeu que nunca odiava verdadeiramente os Starks. Ele os amava como a única família que conheceu e estava rancoroso por não poder ser um deles por completo. Faz dezesseis anos desde a Rebelião de Robert. Certamente, a Senhora Dustin fez uma pequena auot-reflexão e possivelmente chegou à mesma conclusão que Theon? Ela amava Brandon e talvez Lyanna também, como uma irmã, sendo ambas selvagens, ferozes e bonitas?
Em minha opinião, quando ela sai das criptas, a Senhora Dustin teria decidido participar da conspiração de Manderly. E ela traz os Ryswells consigo.
Há algum indício sobre a mudança de fidelidade da Senhora Dustin e Ryswell? Sim, de fato existem!
[Dustin:] E Lorde Wyman não é o único homem que perdeu um parente em seu Casamento Vermelho, Frey. Acha que o Terror-das-Rameiras tem algum bom sentimento por você? Se vocês não tivessem prendido Grande-Jon, ele teria arrancado suas entranhas e feito vocês comê-las, como a Senhora Hornwood comeu seus dedos. Flint, Cerwyn, Tallhart, Slate... todos tinham homens com o Jovem Lobo.
– A Casa Ryswell também – disse Roger Ryswell.
– Até os Dustin fora de Vila Acidentada – a Senhora Dustin separou seus lábios em um sorriso fino e selvagem. – O Norte se lembra, Frey.
(ADWD, Um fantasma em Winterfell)
Não apenas nós, leitores, ficamos sabendo que Ryswells e Dustins morreram no Casamento Vermelho, mas vimos a Senhora Dustin citar o slogan da vingança de Manderly para um Frey com um sorriso decididamente lupino.
– Para lutar com Lorde Stannis, temos que encontrá-lo primeiro – Roose Ryswell observou. – Nossos batedores saíram pelo Portão do Caçador, mas até agora nenhum deles retornou.
(ADWD, Um fantasma em Winterfell)
Batedores Ryswell? Agora, lembre-se de que uma teoria coloca Robett Glover como líder do segundo exército do Norte, fora dos muros de Winterfell, o qual teria subido a Faca Branca no rastro de Manderly e se aproximado sob a cobertura da tempestade de neve. Talvez esses batedores desaparecidos tenham ordens para entrar em contato com Glover e informá-lo sobre a evolução da coisa em Winterfell? Ao menos eles não foram encontrados, vivos ou mortos, pelos homens de Stannis.
– Qualquer homem lá fora, neste tempo, estará com o pau congelado. [riu Rickard Ryswell]
– Lorde Stannis está perdido na tempestade – disse a Senhora Dustin. – Está a quilômetros de distância, morto ou moribundo. Deixe o inverno fazer o pior. Alguns poucos dias e as neves enterrarão ele e seu exército.
E nós também, pensou Theon, impressionado com a tolice da mulher. A Senhora Barbrey era do Norte e deveria saber mais. Os velhos deuses estariam ouvindo.
(ADWD, Um fantasma em Winterfell)
Talvez ela saiba mais, mas está tentando ganhar tempo. Tanto para os conspiradores finalizarem seus preparativos quanto para Stannis chegue com um exército de reserva.
– O que está sugerindo, Frey? – O Senhor de Porto Branco secou a boca com a manga. – Não gosto do seu tom, sor. Não, nem um maldito bocado.
– Vá para o pátio, seu saco de sebo, e eu servirei todos os malditos bocados que seu estômago aguentar – disse Sor Hosteen.
Wyman Manderly riu, mas meia dúzia de seus cavaleiros ficou em pé ao mesmo tempo. Coube a Roger Ryswell e Barbrey Dustin acalmá-los com palavras apaziguadoras. Roose Bolton não disse nada. Mas Theon Greyjoy viu um olhar em seus olhos claros que nunca vira antes – uma inquietação e, até mesmo, uma pitada de temor.
(ADWD, Um fantasma em Winterfell)
Roose sabe há muito tempo que Manderly planeja uma traição (ADWD, Fedor III), mas o fato de que Lorde Wyman tenha abandonado a cautela, antagonizando abertamente os Freys durante a ceia, deveria sugerir que os planos de seus amigos estão alcançando o objetivo. E não acredito que Roose tenha certeza de quais são esses planos ou quem está envolvido neles, daí o medo inquieto que Theon observa.
Com Lady Dustin e os Ryswells a bordo, praticamente todas as Casas nortenhas em Winterfell se viraram contra os Boltons, deixando de fora os Freys, que neste momento são homens mortos andando. Manderly provacando os Frey no último POV de Theon pode ter sido um ato premeditado para estimular que Roose fizesse exatamente o que ele fez. Ou seja, enviar os homens de Frey e Porto Branco juntos para dar batalha a Stannis. Muito provavelmente, em minha opinião, as forças de Manderly darão um golpe nos Freys na primeira boa oportunidade que tiverem – digamos, depois que a vanguarda dos Frey cair em um lago congelado – depois debater com Stannis e os quatro mil nortenhos que ele tem sobre como tomar Winterfell e remover os Boltons do poder.

O Problema com Stannis Baratheon

Grande Jon Umber já teve uma coisa ou duas a dizer sobre Stannis.
Renly Baratheon não é nada para mim, e Stannis também não. Por que haveriam de governar a mim e aos meus de uma cadeira florida qualquer em Jardim de Cima ou Dorne? Que sabem eles da Muralha ou da Mata de Lobos, ou das sepulturas dos Primeiros Homens? Até os seus deuses estão errados. Que os Outros levem também os Lannister, já tive deles mais do que a minha conta – esticou a mão atrás do ombro e puxou a sua imensa e longa espada de duas mãos. – Por que não havemos de nos governar de novo a nós mesmos? Foi com os dragões que casamos, e os dragões estão todos mortos! – apontou com a lâmina para Robb. – Está ali o único rei perante o qual pretendo vergar o meu joelho, senhores – trovejou. – O Rei do Norte!
(AGOT, Catelyn XI)
Bem, como se vê, Stannis realmente conhece pouco sobre a Muralha e da Mata dos Lobos, mas está disposto a aprender, através de uma experiência dolorosa em primeira mão. Sua determinação corajosa em A Dança dos Dragões de ver o Norte livfre dos Boltons e Freys ganhou muitos admiradores. E, para esses e outros leitores, parecia completamente ingrato que os nortenhos subsequentemente rejeitem Stannis como seu rei em uma traição que certamente manchará para sempre a honra do norte.
Infelizmente para Stannis, no entanto, existem dois fatores principais trabalhando contra ele: 1) Seu deus vermelho, sempre faminto por sacrifícios, ainda é o errado. 2) Os nnortenhos simplesmente amam mais os Starks e não se importam com o Trono de Ferro.
Seis homens da rainha lutavam para colocar dois enormes postes de pinheiro em buracos que outros seis homens da rainha haviam cavado. Asha não teve que perguntar para que serviam. Ela sabia. Estacas. O anoitecer estaria sobre eles em breve, e o deus vermelho precisava ser alimentado. Uma oferenda de sangue e fogo, os homens da rainha chamavam, para que o Senhor da Luz possa voltar seus olhos de fogo sobre nós e derreter estas neves três vezes amaldiçoadas.
– Mesmo neste lugar de medo e escuridão, o Senhor da Luz nos protege – Sor Godry Farring disse para os homens que haviam se reunido para ver as estacas sendo marteladas dentro dos buracos.
– O que esse seu deus sulista tem a ver com a neve? – exigiu saber Artos Flint. Sua barba negra tinha uma crosta de gelo. – Isso é a ira dos antigos deuses sobre nós. É a eles que devemos agradar.
– Sim – disse Grande Balde Wull. – O Rahloo vermelho não significa nada aqui. Vocês apenas deixarão os antigos deuses mais zangados. [...]
Os quatro foram acorrentados de costas uns para os outros, dois em cada estaca. [...]À visão de Stannis, dois dos homens atados às estacas começaram a implorar por misericórdia. O rei ouviu em silêncio, sua mandíbula cerrada. Então disse para Godry Farring:
– Pode começar. [...]
Depois de um tempo, os gritos pararam. [...]
Clayton Suggs esgueirou-se ao lado dela.
– A boceta de ferro gostou do espetáculo? [...] A multidão será ainda maior quando for você se contorcendo na estaca. [...]
[Alysane:] A Senhora Asha não será queimada.
– Ela será – insistiu Suggs. – Já abrigamos essa adoradora do demônio entre nós por muito tempo. [...]
A Mulher-Ursa falou.
– E se você a queimar e a neve continuar a cair, e então? Quem queimará em seguida? Eu?
Asha não pôde segurar a língua.
– Por que não Sor Clayton? Talvez R’hllor goste de um dos seus. [...]
Sor Justin riu. Suggs achou menos graça.
– Aproveite suas risadinhas, Massey. Se a neve continuar a cair, veremos quem vai rir por último. – Olhou para os homens mortos nas estacas, sorriu e foi se juntar a Sor Godry e os outros homens da rainha. [...]
[Massey:] Se juntarão a mim [para cear], minhas senhoras?
Aly Mormont sacudiu a cabeça.
– Não tenho fome.
– Nem eu. Mas faria bem em engolir um pouco de carne de cavalo mesmo assim, ou em breve poderá desejar ter feito isso. [...]
Aly sacudiu a cabeça.
– Eu não.
(ADWD, O Sacrifício)
Eu penso que seja seguro concluir que Alysane Mormont não está impressionado com R'hllor, seus seguidores ou que o rei Stannis aprove práticas tão cruéis. Tampouco estão os homens do clã das montanhas. Curiosamente, no jantar, Artos Flint, Grande Balde Wull e o resto dos líderes dos clãs não são mencionados, possivelmente indicando que estão ausentes. Isso levou a algumas especulações de que a reunião de Alysane com os Liddles, Norreys, Wulls e Flints, cujos julgamentos iniciais de Stannis teria sido favorável enquanto ele comeu e bebu com eles.
Jon avisa Melisandre que os clãs das montanhas não admitirão insultos às suas árvores do coração (ADWD, Jon IV). Melisandre não acompanha Stannis a Winterfell, mas, no entanto, o devido respeito não foi pago aos deuses antigos. Pior ainda, com Flints e Norreys em Castelo Negro, as notícias poderiam muito bem se espalhar sobre como a sacerdotisa vermelha de Stannis e os homens da rainha forçam os selvagens a queimar pedaços dos represeiros sagrados do norte ao atravessar a Muralha (ADWD, Jon III). Os nortenhos estão dispostos a tolerar a adoração dos Sete, pois criar algumas seitas aqui e ali não perturba seus bosques sagrados, mas R'hllor é um deus ciumento e seus arrogantes devotos sulistas fariam conversões à força.
Enquanto Stannis, sua rainha ou seus homens continuarem apoiando o R’hllorismo fanático, ele, em minha opinião, nunca poderá deter o Norte. Até Porto Branco será cauteloso, pois os Sete já foram usados para acender os fogos de R'hllor, assim como os deuses antigos, e muitos do povo de Manderly sem dúvida adotaram a religião dos Primeiros Homens nos mil anos desde que aqueles procuraram refúgio com os Starks.
Sobre o segundo obstáculo de Stannis, um aspecto marcante da história de Westeros após a conquista é o quão isolacionista o Norte permanece até a Rebelião de Robert (e até depois). Embora oficialmente sejam parte do reino e estejam sujeito à autoridade do Trono de Ferro, os Stark ainda são, extraoficialmente, reis em tudo, exceto no nome. O número de Targaryens que se aventuraram ao norte do Gargalo nos últimos trezentos anos pode ser contado em uma mão: 1-2) Rei Jaehaerys, o primeiro de seu nome, com sua esposa, a boa rainha Alysanne, seus dragões e metade da corte; 3) Egg enquanto se disfarçava com Dunk no próximo conto “The She-Wolves of Winterfell”; 4-5) Meistre Aemon, acompanhado por Corvo de Sangue, ambos para tomar o preto. Mesmo Robert nunca o visita, exceto em A Guerra dos Tronos (e nove anos antes para acabar com a revolta de Balon Greyjoy).
Enquanto quem quer que esteja sentado Trono de Ferro permaneça em Porto Real, todo o resto do reino sente-se bem fingindo que o Norte não é efetivamente auto-governado por Winterfell. Suspeito, porém, que Stannis, inflexível em exigir sua merecida lealdade como o legítimo rei de Westeros, não ficará satisfeito com um acordo por meio do qual seus comandos reais devem primeiro ser aprovados por um Stark antes de serem postos em prática.
No entanto, ao se opor a isso, ele estaria desafiando o legado Stark. Que alcançou status quase mítico após milhares de anos de domínio mais ou menos contínuo. Quando o Norte é ameaçado por selvagens ou homens de ferro, são os Starks que chamam os homens às armas. Um Stark construiu a Muralja e liderou a luta contra os Outros. Os Stark expulsou os ândalos invasores, fizeram do Norte o único reino dos Primeiros Homens que ainda resta, mas entregaram voluntariamente sua coroa aos Targaryen para poupar seu povo do fogo do dragão. Eles servem a seu tipo distinto de justiça para desertores e outros criminosos. Eles punem bandidos rebeldes, tomam reféns quando necessário e casam-se com as famílias do Norte em busca de alianças. Com as paredes aquecidas e os jardins de vidro de Winterfell, os Stark provavelmente fornecem necessidades básicas (comida, abrigo) para os plebeus durante os longos invernos. De inúmeras maneiras, grandes e pequenas, os Starks provaram seu valor. Tanto é assim que mesmo seus inimigos seculares, os selvagens, não suportam ouvir Theon Vira-casaca pronunciar o lema dos Stark (ADWD, Theon I).
Em minha opinião, nenhum senhor sulistas pode esperar competir com a idéia dos Starks. Com o que eles passaram a representar para os nortennhos através da longa associação de muitas gerações: proteção e estabilidade em tempos difíceis de inverno. Alys Karstark, por exemplo, procura a ajuda de Jon – não a de Stannis – na condição de "o último filho de Eddard Stark", apesar de que Robb tenha decapitado seu pai e da ostensiva neutralidade da Patrulha da Noite (ADWD, Jon IX).
Além do mais, os nortenhos não juraram a Stannis nenhum voto aos quais eles se considerariam obrigados a seguir. A Grande Conspiração Nortenha, se verdadeira, antecede a chegada de Stannis à Muralha. Os Mormonts, os Glovers, Manderly e os outros partidários dos Stark teriam agido contra os Boltons com ou sem Stannis. E agora, em Winterfell, Stannis depende dos homens nortenhos que compõem a maior parte de seu exército, especialmente devido ao desgaste de seus cavaleiros sulistas.
Então, onde isso deixa Stannis? Quando um Stark estiver em Winterfell novamente, os nortenhos poderiam lhe dizer: “Agradecemos a ajuda, Sua Graça. Saiba que o norte estará sempre aberto para você e os seus. O trono de ferro? É por ali, e você é bem-vindo a sentar nele. Mate alguns Lannisters por nós!”. O que Stannis poderia fazer a respeito se os senhores do Norte se recusassem a se juntar à guerra dele? Nada, na verdade.
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2020.01.20 03:58 altovaliriano Arya Stark

Mais uma vez o “sábado de personagens” deslocado para o domingo. E mesmo assim atrasa...
Hoje, Arya Stark é a personagem da semana.
Arya é literalmente a filha do meio de Catelyn e Eddard. A terceira de cinco. A segunda do sexo feminino. Mas é a única criança de Catelyn que se parece com uma Stark. Esta constatação, isoladamente, já revela como Arya se diferencia de seus irmãos.
Porém, o caso de Arya vai mais além. Ela herdou o espírito selvagem da família de Eddard, sendo especialmente parecida com sua falecida tia Lyanna. Talvez por isso que Ned tenha tanta tolerância com Arya e seus ímpetos aventureiros e inclinações marciais. De todo modo, Ned não poderia alegar desconhecer que sua filha não aceita exercer os papéis que são relegados às mulheres nos Sete Reinos:
– E eu posso ser conselheira do rei, construir castelos ou me tornar Alta Septã?
– Você – disse Ned, dando-lhe um suave beijo na testa – casará com um rei e governará seu castelo, e seus filhos serão cavaleiros, príncipes e senhores e, sim, talvez mesmo um Alto Septão.
Arya fez uma careta.
– Não – ela protestou –, esta é a Sansa – dobrou a perna direita e voltou aos exercícios deequilíbrio. Ned suspirou e a deixou ali.
(AGOT, Eddard V)
A natureza diferenciada de Arya, porém, tem seus custos. E o principal custo é sua convivência com sua irmã Sansa. Martin chegou a declarar (vide seção abaixo) que Arya foi criada primeiro, mas que a personagem estava muito bem relacionada com os demais irmãos. Assim, ele sentiu que era necessário criar Sansa para atazana-la.
De fato, o papel de Sansa e Jeyne Poole é apenas o de ridicularizar Arya e fazer com que ela frequentemente sentisse que não tinha competência para desempenhar os papéis que eram esperados dela como mulher. Ao longo dos livros, estes sentimentos parecem não se alterar. De modo que fica cada vez mais evidente que o afeto que as irmãs nutrem uma pela outra é, no máximo, distante:
Sansa era educada demais para sorrir da desgraça da irmã, mas havia o sorriso afetado de Jeyne no seu lugar. (AGOT, Arya I)
Arya saíra ao senhor seu pai. Os cabelos eram de um castanho sem brilho, e o rosto, longo e solene. Jeyne costumava chamá-la Arya Cara de Cavalo, e relinchava sempre que ela se aproximava. (AGOT, Arya I)
Sansa sonhara em ter uma irmã como Margaery; bela e gentil, com todas as graças do mundo às suas ordens. Arya havia sido completamente insatisfatória no que tocava a ser irmã. (ASOS, Sansa II)
A Agulha era Robb, Bran e Rickon, a mãe e o pai, até Sansa. (AFFC, Arya II)
Dentre seus irmãos, Arya somente desfruta de um relacionamento próximo com seu “meio-irmão” Jon Snow. Não é coincidência que Jon seja outra pessoa por quem Sansa nutre um afeto distante. Arya e Jon dividem algumas características. Ambos não se adaptam bem à atual dinâmica familiar de Winterfell e são os parentes de Eddard que mais se assemelham a ele. Estas peculiaridades provavelmente foram as responsáveis por unir Jon e Arya.
Entretanto, muitos leitores enxergam mais do que isso. Há durante toda a saga diversos momentos em que os “meio-irmãos” pensam um no outro em contextos que sugerem inclinações românticas, ainda que platônicas.
GRRM afirma (vide seção abaixo) que tais indícios eram fortes no primeiro livro, quando ainda existia a idéia de tornar Jon e Arya um par romântico, mas que isso foi sumindo dos livros ao longo da saga. Tudo não poderia ser algum tipo de complexo fraterno.
Entretanto, não é o que se verifica nos livros seguintes. A última vez que Arya e Jon se viram foi no começo de A Guerra dos Tronos, mas eles ainda estão pensando carinhosamente um no outro mesmo nos mais recentes volumes da série:
Ygritte trotou para o lado de Jon enquanto este reduzia o passo do garrano. Ela dizia ser três anos mais velha do que ele, embora fosse quinze centímetros mais baixa; qualquer que fosse a sua idade, a garota era uma coisinha rija. Cobra das Pedras chamara-a de “esposa de lança” quando a tinham capturado no Passo dos Guinchos. Não era casada e sua arma favorita era um pequeno arco curvado feito de chifre e represeiro, mas “esposa de lança” ajustava-se a ela mesmo assim. Lembrava a Jon um pouco sua irmã, Arya*, embora esta fosse mais nova e provavelmente mais magra. Era difícil dizer se Ygritte era magra ou gorda, comtodas as*peles que usava.
(ASOS, Jon II)
Ela nunca se incomodara em ser bonita, mesmo quando era a estúpida Arya Stark. Apenas seu pai já lhe chamara daquilo. Ele, e Jon Snow, algumas vezes*. Sua mãe costumava dizer que ela poderia ser bonita se lavasse e escovasse o cabelo e tomasse mais cuidado com suas roupas, do jeito que a irmã fazia. Para a irmã, as amigas dela e todo o resto, ela fora apenas Ary a Cara de Cavalo. Mas estavam todos mortos agora, até mesmo Arya, todos menos seu meio-irmão Jon. Algumas noites, ela ouvia falarem dele nas tavernas e bordéis do Porto do Trapeiro. O Bastardo Negro da Muralha, os homens o chamavam.* Nem mesmo Jon teria reconhecido a Cega Beth, aposto. Aquilo a deixava triste*.*
(ADWD, A Garota Cega)
Em todo caso, qualquer que seja, foi este sentimento que moveu Jon Snow a abandonar seus votos e desertar a Patrulha. Assim, é algo que move Jon em direção à Arya e o leva a aceita-la da forma que ela é.
Tal qual Eddard, Jon não desdenha da aptidões de Arya. Ele foi, em verdade, o primeiro patrocinador delas, antes mesmo do pai. Ao presentar a “irmã” com Agulha, Jon semeou o terreno para que Eddard oferecesse a Arya um treinamento de dançarina da água. É notório que Eddard estava tentando desviar Arya de ambições maiores (como a cavalaria, por exemplo), mas a história de Agulha e o treinamento com a Syrio Forel forem responsáveis por plantar prenúncios frutíferos na história.
O primeiro foi tornar Braavos uma cidade com a qual Arya tinha uma ligeira familiaridade. Assim, quando ela tivesse que ir para lá, não parecesse um total tiro no escuro. A segunda é a frase que Jon Snow diz antes mesmo de presentar a irmã:
Quanto mais tempo ficar escondida, mais severa a penitência. Costurará durante todo o inverno. Quando chegar o degelo da primavera, encontrarão seu corpo ainda com uma agulha bem presa entre os dedos congelados.
(AGOT, Arya I)
Muitos leitores veem nesta frase um prenuncio de que Arya poderia morrer durante a Batalha pela Alvorada. Assim, caso se corpo fosse encontrado com a espada Agulha presa às suas mãos, saberíamos que as palavras inocente de Jon se provaram proféticas. Até mesmo poderia servir para que o corpo de Arya fosse identificado mesmo se ela estivesse com um rosto diferente.
Outro fato de nota que ocorreu a Arya antes de partir para Porto Real e todas as aventuras que se seguiram daí foi a adoção da loba gigante Nymeria. Ainda que soe natural que Arya daria um nome de uma mulher ousada para sua loba, a referência dornesa parece de alguma forma distante demais da realidade nortenha para que não haja algum significado nesta escolha... ou talvez seja apenas um detalhe de construção de mundo.
Qualquer que seja o caso, Nymeria e Arya foram separadas com pouco tempo de criação e adestramento. Este tempo,entretanto, foi suficiente para que o dom como troca-peles de Arya fosse despertado. O fato de que Nymeria conseguiu sobreviver ao ser forçada a fugir foi determinante para o desenvolvimento à distância das aptidões de Arya.
Plantadas estas idéias no leitor, Martin segue até o final de A Guerra dos Tronos fazendo com que Arya passe por horas de treinamento, ocasionalmente usando-a como espectadora de eventos inusitados, como o encontro entre Illyrio e Varys no subsolo da Fortaleza Vermelha. Um fato curioso deste encontro é que Arya observa bem a fisionomia de Illyrio, mas não a de Varys (que está disfarçado). Dessa forma, uma amiga me questionou se isso não seria um indício de que Arya poderia ter que acabar recusando uma missão da Casa do Preto e do Branco para matar Illyrio no futuro, pois o “conhece”. É uma questão a se pensar...
De toda forma, Arya presencia em mais vivacidade o massacre dos homens Stark no momento da prisão de seu pai, assim como está presente quando ele tem sua cabeça cortada. A fuga da Fortaleza Vermelha, inclusive, a provoca a matar uma pessoa pela primeira vez na vida: um cavalariço de sua idade que poderia denunciá-la.
Quando Yoren a extrai de Porto Real para leva-la ao Norte, Arya começa a ter que sobreviver em meio ao luto. Assim como Sansa, Arya é deixada em circunstância hostis. Durante os A Fúria dos Reis, ambas as garotas suportam muitos abusos e humilhações, mas ao menos Sansa pôde contar com relativo conforto. Da parte de Arya, ainda que ela desde pequena se sinta à vontade em meio à plebe, a jornada se prova particularmente árdua. Especialmente porque Arya se vê pela primeira vez vivendo sobre uma nova identidade.
Após a morte de Yoren, não demora para que o grupo de órfãos vire presa de Gregor Clegane e seu bando. Conforme se passam no cárcere, Arya começa a bolar sua famosa lista, com todas as pessoas que ela julga responsável por trazer sofrimento a ela e àqueles ao seu redor. O que é curioso é que, apesar de listar o Rei Joffrey entre os albos, a garota de 9 anos não tenha o discernimento de que sua lista somente mira em capangas e fantoches, mas esquece de vilões de verdade, como Tywin Lannister.
Essa falta de discernimento se repete quando Arya está em Harrenhal e Jaqen a oferece 3 mortes em troca das vidas que ela salvou do incêndio. Novamente, a garota Stark se limita a indicar nomes sem importância. Quando surge a ideia de nomear Tywin Lannister, sentimentos nacionalistas a fazem burlar a barganha de Jaqen para convencê-lo a ajudá-la na libertação dos prisioneiros nortenhos e dos homens Frey. Portanto, Arya não demonstra não empregar seu potencial assassino para grandes causas, atendo-se a pequenas vinganças e revanches.
Ainda assim, Jaqen entrega a Arya a moeda de ferro que mais tarde a levaria a Braavos para o treinamento junto aos homens sem rosto. O que causa curiosidade seria o motivo pelo qual Jaqen selecionou a menina. O perfil dela não combina com o da seita, como vemos ao longo de Festim dos Corvos e Dança dos Dragões. Sem falar que ele a presenciou fazendo uma barganha contra o próprio Jaqen.
Fora de Harrenhal, Arya acaba novamente sendo feita prisioneira alguns dias depois de partir. Mas dessa vez, é reconhecida e fica permanentemente na expectativa de ser levada a sua mãe, não importa se vendida ou simplesmente entregue. Mas o objetivo da viagem que Martin a impõe é conhecer os efeitos da guerra sobre as Terras Fluviais, sob o ponto de vista dos camponeses.
Antes que essa jornada termine, porém, duas coisas ocorrem: Arya é raptada por alguém em sua lista (Sandor Clegane) e Roose Bolton informa que encontrou Arya e vai enviá-la ao Norte.
Como GRRM gosta de lembrar as semelhanças entre Arya e Lyanna, não há como não enxergar em seu rapto ecos do rapto de sua tia por Rhaegar Targaryen. Talvez haja aqui algum paralelismo que estamos deixando de enxergar. Mas as distinções são bem claras. Sandor estava levando Arya de volta pra casa, enquanto Rhaegar estava levando Lyanna para longe do Norte. Um detalhe incidental nesta questão é que Sandor “morre” à beira do Tridente tal qual Rhaegar (ainda que este tenha morrido no vau rubi, local que Arya e Sandor evitaram).
Quanto ao segundo evento, a farsa de Jeyne Poole como a falsa Arya permitiria que a verdadeira se tornasse, de fato, ninguém. A intenção, claro, era fechar uma ponta para resgatar a história dali a 5 anos, quando Jeyne Poole já estivesse estabelecida como Arya. Neste futuro que nunca aconteceu, Arya haveria florescido, o que era a intenção de Martin. Ele sempre cita como as histórias dos adultos não tinha tempo para esperar que “Arya chegasse a puberdade”.
De fato, como Arya é comparada com Lyanna diversas vezes, seria de se esperar que a puberdade lhe avivasse a beleza selvagem e que já a víssemos em Braavos em estado avançado de seu treinamento. Se sabe que o primeiro capítulo de Arya em Os Ventos do Inverno foi escrito antes de Martin abandonar o salto de 5 anos, portanto, as circunstâncias que ela parece que vai viver agora aos 11 anos seriam aquelas que, originalmente, se pensava que ela viveria ao 16 anos (aproximadamente a mesma idade que Lyanna tinha quando morreu).
Porém, o caminho seguido em O Festim dos Corvos e A Dança dos Dragões foi acompanhar o treinamento de Arya desde o começo. Muitos leitores acusam estes capítulos de serem encheção de linguiça, mas eu os entendo apenas como lentos. Há 3 linhas mestras acontecendo neles: 1) modificações na política de Braavos, 2) conflitos internos da própria Arya não querendo abandonar sua herança Stark, 3) revelação de segredos da Casa do Preto e do Branco.
Caso o salto temporal houvesse ocorrido, eu imagino que os 2 primeiros itens poderiam ser contados facilmente via flashbacks, sem necessidade de presenciarmos as sementes serem plantadas (que é o que Martin parece ter feito ao longo de Festim e Dança). Porém, o terceiro item me parece ser o cerne dos capítulos de Arya, como ou sem salto temporal.
Era de se esperar que os sacerdotes não fiquem contando segredos a acólitos tão novos como Arya. Mas o Homem Gentil parece estar estranhamente aberto a instruir uma aprendiz com menos de 1 ano de Casa sobre a história da seita e lhe permitir fazer missões com rostos novos. E Arya não está se provando ser digna dessa confiança.
Bem, na série da HBO, a Casa do Preto e do Branco tentou eliminar Arya, mas ela simplesmente se mostrou superior ninguém sabe como. Em A Dança dos Dragões, Arya demonstrou estar um passo à frente do Homem Gentil entrando na pele de um gato de rua que a seguiu até o templo. Com este truque ela conseguiu descobrir que era o sacerdote quem a surrou quando estava cega.
Muitos leitores especulam que esta habilidade sobrenatural seria uma vantagem que Arya usaria para trapacear nos treinamentos, haja vista que não é uma habilidade pela qual Homens Sem Rosto são famosos. Daí, afirmam esses leitores, quando a convivência na Casa do Preto e do Branco se tornar insustentável e um Homem Sem Rosto for enviado para eliminar a discípula rebelde, os poderes de troca-pele são o diferencial que faria com que Arya sobrevivesse ao ataque do assassino e pudesse escapar de Braavos para Westeros.
O retorno de Arya a Westeros é outra icógnita. Atualmente não sabemos de motivos que a tirariam de Essos. Alguns apontam a morte de Jon Snow como o combustível. Mas eu costumo argumentar que Arya matou o cantor Dareon simplesmente por ele ser um desertor, como Jon. Outros acreditam que Arya saberá sobre o próprio casamento com Ramsay e virá a Westeros para desfazer a farsa. E, por fim, há aqueles que dizem que ela simplesmente voltará para matar Freys, Boltons e o restante de sua lista.
Porém, há um grande consenso que esta volta implicará em um encontro com sua mãe, agora na forma de Senhora Coração de Pedra. Alguns acreditam que este encontro será chocante o suficiente para mudar a cabeça de Arya com relação ao seu desejo de vingança. Outros acreditam que a confluência de objetivos só tornará tudo duplamente letal.
Bem, qualquer quer seja o desfecho da história, ainda não foi publicado. Nos resta especular.

Declarações de GRRM sobre Arya

PERGUNTAS

  1. Jon e Arya têm inclinações românticas reais (ainda que platônicas) um pelo outro? Ou é apenas Freud em ação?
  2. A frase de Jon sobre Arya ser encontrada congelada com agulha na mão é um presságio de que ela morrerá na batalha da alvorada?
  3. O fato de ter nomeado sua loba como Nymeria, revela que Arya teria alguma propensão para viajar a Dorne nos próximos livros?
  4. Os poderes de troca-pele de Arya são alguma forma de trapaça para o treinamento dos Homens Sem Rosto?
  5. O rapto de Arya por Sandor ecoa de alguma forma o rapto de Lyanna por Rhaegar?
  6. Você acha que os capítulos de Arya em Braavos estão mais para encheção de linguiça ou escalada de tensão?
  7. Que diferença você acha que o abandonado “salto temporal de 5 anos” faria na história de Arya pós-A Tormenta de Espadas?
  8. Você acredita que os poderes de troca-peles de Arya a farão uma assassina particularmente perigosa entre os Homens Sem Rosto?
  9. O que você acha que vai levar Arya de volta a Westeros?
  10. Você acredita que Arya se encontrará novamente com seus irmãos, Jeyne Poole ou Senhora Coração de Pedra? Caso positivo, que tipo de reação você espera que ela tenha nestes encontros?
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2019.10.10 19:39 simonekama Dj para festa profissional. Como escolher corretamente?

Dj para festa profissional. Como escolher corretamente?
Confira as dicas que o Baladas SP oferece na escolha do melhor Dj para festa, que tenha som de festa e iluminação para festa de casamento, aniversário ou festa de 15 anos.
Confira as dicas que o Baladas SP oferece na escolha do melhor Dj, que tenha som e iluminação para qualquer tipo de evento em SP. Quando você vai contratar um Dj profissional para sua festa, tanto casamento, aniversário, festa de 15 anos e evento corporativo, você precisa pensar nos seguintes aspectos:

Dj para festa com Profissionalismo.

Escolha um Dj que seja pontual e que tenha tudo preparado de forma antecipada para evitar constrangimentos.
Nada pior que um Dj que chega atrasado, que não se preocupa com o trabalho, ou que talvez, nem compareça a seu evento. Prefira escolher profissionais com bom histórico de festas.

Dj som iluminação completos.

Pergunte sempre antes se o Dj profissional possui som de festa, se tem iluminação e qual irá levar no dia do evento. Deixe já tudo programado.
O Baladas SP DJs está preparado para atender sua festa com competência, profissionalismo e muita animação! A função do DJ é animar a festa e proporcionar momentos inesquecíveis aos convidados.
O ponto chave do nosso serviço de DJ para Festa é oferecer um serviço que transformará por completo sua festa. Contamos com nossa ampla experiência na área para entregar um serviço qualificado e à sua altura. Se o que deseja e procura é um DJ para Festa acima da média, o Baladas SP DJs é sua melhor escolha.

Repertório.

O Dj que for contratar precisa ter repertório amplo, não só para as músicas que você determinou antes, mas ter também alguma variação caso surja alguma pequena mudança no andamento do evento.

Repertório de um Dj festa retrô flashback:

Pra dar início a esse assunto, quero que saiba que pra todos os itens citados nesse artigo, o Baladas SP Djs está pronto pra atender e fazer da sua festa, a melhor de todos os tempos!

Anos 60:

No Brasil tivemos: Os “Anos Dourados” onde surgiram três grandes estilos musicais: a bossa nova (com Tom Jobim e Vinícius de Moraes), as músicas sociais dos festivais (músicas como: Disparada, Travessia, A Banda, Alegria Alegria) e o rock da jovem guarda (o ritmo ie ie ie de Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Vanderleia). No mundo temos: O som da Motown (com Jackson’s Five, Diana Ross, Lionel Richie, Marvin Gaye, Steve Wonder e entre outros); A música soul, com grupos como The Supremes, The Temptations, James Brown e Aretha Franklin; O “Surfing Music” (com Beach Boys); O Rock and Roll ganha popularidade (Elvis Presley); Surgem fenômenos britânicos como o conjunto The Monkees, The Rollings Stones e The Beatles – que em 1967 lançam aquele que é considerado o melhor álbum da história: Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band; Surgem músicas de protesto, com Bob Dylan, Joan Baez entre outros. Em 1969 ocorre o Festival de Woodstock, nos EUA, com apresentações ao vivo de Jimi Hendrix, Janis Joplin, Creedence Clearwater Revival, The Who, Sly and Family Stone, Carlos Santana, entre outros lendários do rock clássico.

Anos 70:

Foi a última década do período classic rock. É também conhecida como a “Era da Discoteca“, devido ao surgimento da disco music. Surgiu também nesta década o movimento punk.

A era Disco:

Um estilo de música extremamente dançável e popular até hoje! Inicialmente ouvido em casas noturnas, chamadas de discotecas, onde os dançarinos eram atraídos por música mecânica pré-gravada e incessante iluminação altamente elaborada.
Foi uma era marcada por artistas nacionais, como:
  • ABBA
  • Bee Gees
  • Donna Summer
  • Olivia Newton-John
  • Barry White
E diversos outros artistas que um Dj festa retrô flashback precisa ter.
Tivemos também o rock muito bem lembrado nos anos 70, com bandas como:
  • Dire Straits
  • Eric Clapton
  • Queen
  • Kiss
E outro estilo que faz muito sucesso em festas anos 70, é o Soul e Black Music.
Muitos artistas fizeram sucesso na época também como:
  • Chic
  • Jimmy Bo Horne
  • Tim Maia
  • The Gap Band
  • James Brown
Temos a seu dispor uma estrutura de primeira linha que nos dá todas as condições de oferecer o DJ para Festa que superará todas as suas expectativas. O feedback positivo sempre constante apenas confirma a alta qualidade dos nossos serviços. Trabalhamos com muita dedicação, sempre com o intuito de fazer da sua experiência com nosso DJ para Festa a mais agradável e satisfatória possível.

Dj para casamento:

Equipamentos de baixa qualidade e DJ para Casamento que não estão capacitados para o trabalho são alguns dos transtornos que podem levar muita dor de cabeça aos noivos. É devido a isso que recomendamos que você analise o DJ para Casamento com antecedência e conheça-o pessoalmente para trocar uma ideia sobre como você deseja que ele trabalhe no dia do evento.

Possuímos Dj para festa retrô flashback especializados em anos 60 e 70.

Anos 80:

A primeira metade dos anos 80 trouxe o sucesso das bandas Góticas na Inglaterra. Se destacaram bandas como The Cure e The Smiths.
Nos EUA, por sua vez, a primeira metade dos 80 foi caracterizada principalmente pela ascensão do Rock New Wave, uma vertente mais “Pop” e não tão pesada e agressiva.
Na segunda metade da década, houve uma maior diversificação dos gêneros, onde se difundiu o Flash House, Miami e entre outros.
Muitos artistas fizeram sucesso como:
  • Michael Jackson
  • Madonna
  • Kenny Loggins
  • Cyndi Lauper
  • George Michael
  • Pet Shop Boys
No Brasil, o estilo Trash e o Rock também estiveram muito vivos com bandas como:
  • RPM
  • Legião Urbana
  • Paralamas do Sucesso

Os anos 80 são mais uma década na qual o nosso Dj para festa retro flashback sabe tudo e mais um pouco. Vamos para os anos 90…

Anos 90:

Essa é uma época em que fizeram sucesso diversos estilos:
  • Grunge Rock
  • Trash
  • House Music
  • Miami Music
  • Funk Music
  • Lambada
  • Sertanejo
  • Pagode
  • Romântico
  • Pop Boys Band
  • R&B
Para uma festa Flashback, existem alguns estilos que o Dj para festa retrô flashback considera mais dançante e animado. Vamos deixar alguns exemplos de artistas que costumam empolgar mais a pista de dança:
  • Snap
  • Corona
  • Depeche Mode
  • Whitney Houston
  • Dj Bobo
  • Shakira
  • Double You
  • Ace Of Base

Anos 00:

Hoje, os anos 2000 já são considerados Flashback e tanto de nós olhamos pra isso e pensamos: “Como passou rápido!”
Pois é, os Anos 00 também tiveram diversos estilos musicais dividindo holofotes, porém, assim como nos anos 90, o Dj para festa retrô flashback considera alguns mais dançantes e animados.
Exemplos:
  • Daft Punk
  • Benny Benassi
  • Gigi D`Agostino
  • Magic Box
  • Lasgo
  • Spice Girls
Como você pode ver, um Dj festa retrô flashback precisa ter amplo conhecimento do que tocar em sua festa Flash e com certeza o Baladas SP Djs, são a melhor escolha.

Outros estilos musicais:

Possuímos equipe de Djs especializados em festas de casamentos e repertório variado com mais de 50.000 músicas em vários ritmos musicais como os clássicos dos anos 70,80,90, Flash Back, Rock, Pop, Eletrônica, Raggae, Disco, Regional, Atual, Ambiente, Rap, Latina, Jazz, Étnica, Country, Popular, Brasileira, Fado, Hip Hop, Samba, Jazz, Tango, Axé, New Age (Enya), Black , MPB, Sertanejo, Gospel, Funk, Valsa, Dance Music, Forro, Lambada, Pagode, Xote entre outros.
O grande diferencial da Fort Music, é a viagem musical de ritmos e músicas para que o seu evento seja inesquecível e agradável a todos os convidados contando sempre com o profissionalismo e carisma de nossos DJ’s.

Repertório com os melhores artistas sertanejos:

  • Zé Neto & Cristiano
  • Jorge & Mateus
  • Gusttavo Lima
  • Henrique & Juliano
  • Luan Santana
  • Felipe Araújo
  • Vini & Lucas
  • Matheus Minas & Leandro
  • Edson & Henrique
  • Maria Cecília & Rodolfo
  • Thaeme & Thiago
  • Fernando & Sorocaba
  • João Neto & Frederico
  • Bruno & Marrone
  • Ph & Michel
  • Marília Mendonça
  • Breno & Caio Cesar
  • Maiara & Maraísa
  • Simone & Simaria
  • Pedro & Benício
  • Yasmin Santos
  • Fabio Cesar & Adriano
  • Jads & Jadson
  • Tião Carreiro
  • Wesley Safadão
  • Cleber & Cauan
  • Day & Lara
  • Juliano Cezar
  • Trio Bravana
  • Gabriel Gava
  • Aviões do Forró
  • Rio Negro & Solimões
  • Matogrosso & Matias
  • Mano Walter
  • Cesar Menotti & Fabiano
  • Humberto e Ronaldo
  • Chitãozinho & Xororó
  • Leonardo, Eduardo Costa, O Cabaré
  • Lucas Lucco

Nosso Dj para festa tem também de A a Z quando o assunto é pagode:

A

  • Adryana Ribeiro
  • Alexandre Pires
  • André Silva

B

  • Barbeirinho do Jacarezinho
  • Belo (cantor)
  • Beto Jamaica

C

  • Bruno Cardoso
  • Chrigor

D

  • Dhema
  • Dilsinho

F

  • Fabinho Mello
  • Ferrugem (cantor)

G

  • Gustavo Lins

I

  • Igor Kannário

J

  • Joel Teixeira
  • Jorge Aragão

L

  • Leandro Lehart
  • Luiz Carlos (cantor)

M

  • Márcio Art
  • Márcio Victor
  • Mumuzinho

N

  • Netinho de Paula
  • Nílton Campolino

P

  • Péricles (cantor)

R

  • Rodriguinho (cantor)

S

  • Salgadinho (cantor)

T

  • Thiaguinho
  • Toninho Geraes

V

  • Vavá (cantor)

W

  • Wagner Dias Bastos

X

  • Xanddy
  • Xande de Pilares

Nosso Dj para festa tem as melhores bandas de Rock e Pop:

  1. Led Zeppelin
  2. The Beatles
  3. Pink Floyd
  4. The Jimi Hendrix Experience
  5. Van Halen
  6. Queen
  7. The Eagles
  8. Metallica
  9. U2
  10. Bob Marley and the Wailers
  11. The Police
  12. The Doors
  13. Stone Temple Pilots
  14. Rush
  15. Genesis
  16. Prince and the Revolution
  17. Yes
  18. Earth Wind and Fire
  19. The Bee Gees
  20. The Rolling Stones
  21. The Beach Boys
  22. Soundgarden
  23. The Who
  24. Steely Dan
  25. James Brown and the JBs
  26. AC/DC
  27. Fleetwood Mac
  28. Crosby, Stills, Nash and Young
  29. The Allman Brothers
  30. ZZ Top
  31. Aerosmith
  32. Cream
E continua nossa lista completa do dj som iluminação. 033. Bruce Springsteen & The E Street Band 034. The Grateful Dead 035. Guns ‘N Roses 036. Pearl Jam 037. Boston 038. Dire Straits 039. King Crimson 040. Parliament Funkadelic 041. Red Hot Chili Peppers 042. Bon Jovi 043. Dixie Chicks 044. Foreigner 045. David Bowie and The Spiders From Mars 046. The Talking Heads 047. Jethro Tull 048. The Band 049. The Beastie Boys 050. Nirvana 051. Rage Against The Machine 052. Sly and the Family Stone 053. The Clash 054. Tool 055. Journey 056. No Doubt 057. Creedence Clearwater Revival 058. Deep Purple 059. Alice In Chains 060. Orbital 061. Little Feat 062. Duran Duran 063. Living Colour 064. Frank Zappa and the Mothers of Invention 065. The Carpenters 066. Audioslave 067. The Pretenders 068. Primus 069. Blondie 070. Black Sabbath 071. Lynyrd Skynyrd 072. Sex Pistols 073. Isaac Hayes and the Movement 074. R.E.M. 075. Traffic 076. Buffalo Springfield 077. Derek and the Dominos 078. The Jackson Five 079. The O’Jays 080. Harold Melvin and the Blue Notes 081. Underworld 082. Thievery Corporation 083. Motley Crue 084. Janis Joplin and Big Brother and the Holding Company 085. Blind Faith 086. The Animals 087. The Roots 088. The Velvet Underground 089. The Kinks 090. Radiohead 091. The Scorpions 092. Kansas 093. Iron Maiden 094. Motorhead 095. Judas Priest 096. The Orb 097. The Cure 098. Coldplay 099. Slayer 100. Black Eyed Peas
Todas essas, e muitas mais são as bandas e grupos que estão no repertório do nosso Dj para festa.

Artistas EDM que nosso Dj som iluminação possui:

TOP 100 DJS
  1. Martin Garrix
  2. Dimitri Vegas & Like Mike
  3. Hardwell
  4. Armin van Buuren
  5. David Guetta
  6. Tiësto
  7. Don Diablo
  8. Afrojack
  9. Oliver Heldens
  10. Marshmello
  11. Steve Aoki
  12. R3HAB
  13. Alok
  14. W&W
  15. Avicii
  16. DVBBS
  17. Lost Frequencies
  18. KSHMR
  19. Vintage Culture
  20. Eric Prydz
  21. Skrillex
  22. Fedde Le Grand
  23. Ummet Ozcan
  24. DJ Snake
  25. Quintino
  26. Vinai
  27. Nervo
  28. Headhunterz
  29. Angerfist
  30. Bassjackers
  31. The Chainsmokers
  32. Kygo
  33. Timmy Trumpet
  34. Vini Vici
  35. Wolfpack
  36. Alan Walker
  37. Blasterjaxx
  38. Danny Avila
  39. Kura
  40. Calvin Harris
  41. Axwell /\ Ingrosso
  42. Diplo
  43. Nicky Romero
  44. Zedd
  45. Alesso
  46. Tujamo
  47. Yellow Claw
  48. Cat Dealers
  49. ATB
  50. Diego Miranda
  51. Above & Beyond
  52. Jeffrey Sutorious (ex-Dash Berlin)
  53. Carl Cox
  54. Martin Jenssen
  55. Paul van Dyk
  56. Will Sparks
  57. Claptone
E continua a lista do nosso Dj para festa: 58. Steve Angello 59. deadmau5 60. Robin Schulz 61. Richie Hawtin 62. Florian Picasso 63. Swedish House Mafia 64. Jay Hardway 65. Miss K8 66. Mike Williams 67. Andrew Rayel 68. Mariana BO 69. Radical Redemption 70. Brennan Heart 71. Swanky Tunes 72. MATTN 73. Carta 74. Aly&Fila 75. Ferry Corsten 76. Da Tweekaz 77. Breathe Carolina 78. KO:YU 79. Adam Beyer 80. Daddy’s Groove 81. Mosimann 82. Tchami 83. NGHTMRE 84. DJ L 85. Wildstylez 86. Marco Carola 87. Cedric Gervais 88. MaRLo 89. Deorro 90. Andy C 91. Solomun 92. Lucas & steve 93. Markus Schulz 94. Bobina 95. Paul Kalkbrenner 96. Alison Wonderland 97. Nina Kraviz 98. Rave Republic 99. Carl Nunes 100. Slander

Para casamento, seja flexível em relação as músicas.

Existem algumas pessoas que tem um gosto muito específico para certo estilo de música e desgosto para outras, mas é nessa hora que você deve pensar nos convidados presentes também.
Em uma festa de casamento há pessoas de todas as idades e com diversos gostos. É importante que a maioria tenha seu momento para dançar e escutar seu estilo favorito.
Portanto se você não gosta de um estilo que é muito popular, principalmente os que estão nas grandes mídias, pense duas vezes em proibir o Dj som iluminação de tocar.

O Dj para festa do Baladas SP tem quanto tempo de experiência?

Estamos há mais de 15 anos nesse ramo, como uma das mais importantes empresas do segmento. Se busca pelo o que há de melhor e mais moderno quando se trata de Dj para festas, tanto corporativa, como social ( festa de 15 anos, casamentos, aniversários, etc ).

Clientes do Dj para festa.

A melhor parte vem agora! Quem são os clientes que esta pessoa atende?
Os clientes estão cada dia mais exigentes. E você?
Quer contratar qualquer coisa ou quer algo bem organizado, estruturado, com experiencia no mercado, que tem suporte durante o evento…
OU quer contratar o ZEZINHO DA ESQUINA que só Deus sabe o que vai acontecer?
Por saber desta exigência do mercado, principalmente a minha por perfeição, eu investi em aquisição de equipamentos desde 1999 até o final de 2015. Consegui acumular, alem da experiência, vários equipamentos para atender desde uma simples festa em casa até uma festa realizada na rua.

Um Dj para festa do Baladas SP toca de tudo na minha festa ?

Temos o DJ que atenderá todas suas necessidades, adaptando-se às suas preferências e gostos, sobretudo para oferecer o que há de melhor em DJ para Festa. Para que sua festa esteja completa, temos uma variada lista de músicas, dos mais diversos estilos musicais.

Um Dj para festa do Baladas SP possui dj som iluminação?

O BALADAS SP possui todo o know how que você precisa para contratar com segurança um serviço de DJ. Além de ampla experiência, oferecemos todos os equipamentos de som e iluminação necessários para desempenharmos um serviço com excelência.
Nossa estrutura de excelência nos dá todas as condições de entregar um serviço que fará da sua experiência conosco a mais agradável possível. Aliando um ótimo Preço DJ para Casamento com nosso serviço da mais alta qualidade, tornamo-nos uma das mais conceituadas empresas. Não tenha dúvidas, o feedback positivo dos nossos clientes ratifica a qualidade dos nossos serviços, Se quer o melhor Preço DJ para Casamento, aqui é o seu lugar.
Entre em contato conosco e adquira o mais qualificado Dj para sua festa ou evento, o excelente Preço DJ para Casamento é exatamente o que você precisa.

Sem espaço?

Eventos pequenos geralmente são realizados em espaços limitados, interferindo no tamanho da pista de dança do DJ, consequentemente você terá que escolher uma estrutura pequena. Como uma Cabine do DJ com uma pista de dança ideal de 4×4 ou até 3×3 fazendo com que sua festa tenha espaço para os convidados dançarem sem atrapalhar o layout de outros elementos do salão.

Salões Médios

Já para espaços médios temos mais opções, como a trave grande, possibilitando uma montagem mais aprimorada talvez com uma cortina de LED ao fundo do DJ, um painel de alta resolução, ou até mesmo uma estrutura formato em T se prolongando até a pista de dança.

Vocês possuem algum Site para eu poder verificar fotos do Dj som iluminação?

Conheça nosso Dj para Festa profissional do BALADAS SP DJS.
Trabalhamos com foco total em nossos clientes, priorizando entender a fundo os gostos musicais e os objetivos com seu evento, garantindo assim momento único e inesquecível!
Sinta-se à vontade e tranquilo para contratar um Dj profissional, com som de festa e iluminação de qualidade.

DICAS DO DJ para festa:

Noivos e aniversariantes: NÃO SAIAM DA PISTA DE DANÇA! Os convidados querem estar aonde vocês estiverem. E se for na pista de dança, perfeito.
Uma dica que costuma dar certo é: peça aos amigos mais próximos que escolham uma música para tocar no dia (e não deixe de garantir que ela condiz com o estilo de repertório escolhido). Na hora que escutarem suas músicas sugeridas, vão se acabar na pista, além de se sentirem mega queridos e homenageados. Isso costuma funcionar para não deixar a pista vazia.
Combine com aquele seu amigo dançarino e despachado, de puxar a galera com várias coreografias fáceis de copiar. O pessoal adora essa interação.

Além do Dj som iluminação, o Baladas SP oferece a montagem de um flyer de festa pra você.

Envie um convite especial em formato de flyer de festa para seus convidados acharem o máximo!
Nós disponibilizamos isso pra você.

Formas de pagamento:

Oferecemos pagamento via Banco do Brasil, Itaú ou Pagseguro Uol para facilitar a contratação.

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2019.10.08 05:02 altovaliriano Explique "Grande Conspiração Nortenha" (out/2019) - Sem sinal de ASOIAF (ago/1990)

Hoje eu quero iniciar o formato que acredito ser o ideal para analisar os arquivos do So Spake Martin (SSM) de Westeros.org.
Eu tentarei analisar os SSMs mais antigos em ordem cronológica e os mais recentes de forma retroativa, até que ambas as pontas um dia se encontrem no meio. Daí em diante, eu passaria a apenas a analisar os mais recentes.
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Mais recente: Entrevista à WGN Radio (04/10/2019)
Link no arquivo: https://www.westeros.org/Citadel/SSM/Entry/16162
Martin foi entrevistado por telefone por uma rádio de Chicago antes da sua visita na cidade (que deve estar ocorrendo enquanto falamos).
Os apresentadores começam falando sobre a carreira de Martin na ficção científica, comentam a dificuldades de interação com leitores hoje em dia e, por fim, perguntam como é ter Westeros noite e dia consigo durante a escrita.
Martin fala diz que quando a escrita está correndo bem, ele fica pensando em Westeros o dia todo, mas o momento em que as idéias mais lhe ocorrem é quando esta indo dormir. Que fica pensando na cena que vai escrever na manhã seguinte ou na semana seguinte e que os personagens tomam vida e ele chega a ouvir partes de diálogos.
Depois as perguntas se concentraram em Game Of Thrones. Martin disse que o alívio porque o show acabou é apenas parcial, em razão de agora não se martiriza tanto pensando que está atrasado em relação à HBO.
Quando um dos apresentadores critica os roteiros dos episódios da 5ª temporada em diante (especialmente em relação à última temporada), Martin responde bruscamente. Diz que ele vai terminar o próximo livro e que aí poderão ler a versão dele da história. Martin também não avança muito quando é perguntado sobre Bloodmoon (série sucessora de GoT sobre a Era dos Heróis, sob a responsabilidade de Jane Goldman), apenas frisa que a série é de autoria de Jane Goldman.
No final da entrevista, o apresentador fala que seus filhos falaram tanto sobre a "Grande Conspiração Nortenha" (uma teoria de fã que devo cobrir no futuro) que ele sabia que só teria paz quando pedisse para GRRM explica-la. Martin ri e diz que não comenta teorias de fãs, pois diz que há muitas por aí, e umas são verdade, outras não.
O programa é encerrado com os apresentadores falando mal da escrita de Dan & David e tirando sarro de Martin por ter sido brusco na resposta sobre o final de Game of Thrones.
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Mais Antigo: Entrevista ao site Eidelon (01/04/1990)
Link: https://www.westeros.org/Citadel/SSM/Entry/1431
Nesta entrevista, vemos Martin responde perguntas sobre sua carreira na Ficção Científica e Horror, seu envolvimento com Hollywood (e o quão hesitante ele estava em voltar a trabalha lá depois de The Beauty and the Beast) e ele fala dos planos para o futuro.
O que é interessante sobre esta entrevista é que ela aconteceu antes que Martin começasse a escrever ASOIAF (em 1991) e vemos Martin avaliando um futuro que não incluía as Crônicas de Gelo e Fogo.
Confira abaixo a entrevista traduzida na íntegra:

E: Por que você começou a escrever?
GM: Bem, eu não acho que tenha decidido conscientemente me sentar um dia e dizer "Nossa, eu vou começar a escrever". De certo modo, eu sempre escrevi. Mesmo antes de poder escrever, eu sempre pensei em histórias e inventei histórias. Mesmo quando eu era criança e brincava, inventava personagens, brincava com tramas, brincava com histórias, contava histórias para as outras crianças. Portanto, não tenho certeza de que algo a que se chega depois de certa deliberação, é apenas algo que, pelo menos comigo, parecia automático; algo que eu nasci com.
Comecei a enviar minhas histórias e a publicá-las primeiro a nível de fã: nos tempos de escola durante a adolescência, eu era ativo no fandom de quadrinhos, que naquela época estava apenas começando nos Estados Unidos. Eu era um fã ativo de quadrinhos. Então publiquei em vários fanzines de quadrinhos e, finalmente, quando estava na faculdade, fiz minha primeira venda profissional.
E: Você é mais conhecido por escrever contos de ficção, e eu sei que escrever contos de ficção não compensa tanto quanto escrever romances. Por que você ainda escreve contos de ficção?
GM: Bem, às vezes eu só tenho uma história para contar que não tem o suficiente para ser um romance, e eu prefiro fazer um bom conto ou uma boa novela do que escrever um romance ruim e grande.
Na verdade, à medida que minha carreira progredia, minhas histórias tendiam a ficar cada vez mais longas. Quero dizer, acho que se você realmente olhar para a minha bibliografia, bem no início da minha carreira, escrevi principalmente pequenos contos. Faz vários anos desde que pude produzir um conto real e genuíno. Ou seja, algo curto [risos]. Embora eu escreva coisas com comprimento menor do que uma novela: venho fazendo muitas novelas e noveletas nos últimos anos.
E: Ainda é difícil vender novelas? Há uma maravilhosa história de horror em um dos livros de Stephen King sobre o quão difícil é vender novelas. Você acha isso?
GM: Não é difícil para mim vender novelas de ficção científica. Stephen King tem um nome gigantesco, é claro, mas mesmo ele está em uma posição um pouco estranha, pois é um escritor de terror; não há mercado para contos de terror, pelo menos não nos Estados Unidos. Existem algumas revistas semi-profissionais; ocasionalmente, a Revista de Fantasia e Ficção Científica publicará alguns, mas para as novelas de ficção científica ainda há um mercado bastante ativo, e foi uma novela, "Uma Canção para Lya", que virou uma das minhas principais histórias inovadoras no início de minha carreira. Ganhei meu primeiro prêmio Hugo, aqui na Austrália, na verdade; na Aussiecon One.
E: Você escreve muito horror hoje em dia. Por que? Pois só lhe vem histórias de horror ou porque acabou a graça da ficção científica?
GM: Bem, eu não diria isso. Eu gosto de fazer coisas diferentes. Há muitos tipos diferentes de histórias que quero contar. . . ficção científica, fantasia, horror, até mesmo algumas convencionais. Adorei histórias de horror quando jovem. Eu li muitas delas. Mas, por um tempo, a graça delas meio que acabou. Depois de ler tudo o que HP Lovecraft havia feito, na colégio, e ter experimentado alguns outros, realmente não consegui encontrar nenhum escritor de terror de que gostei. Eles não pareciam mais capazes de me assustar. Então eu meio que me afastei disso e, quando comecei a vender profissionalmente nos anos 70, eu estava lendo e escrevendo exclusivamente ficção científica. Mas acho que Stephen King produziu um genuíno renascimento do horror. Eu li e gostei de King. Muitas pessoas vieram no rastro dele, que eram imitadores e não eram tão bons, mas acho que ele provou que a ficção de terror ainda era viável. Eu tenho minha própria abordagem na ficção de horror, é claro. Eu não acho que isso se encaixa perfeitamente na categoria Stephen King. Há um parâmetro, o que eu chamaria de sensibilidade de "ficção científica", até mesmo para a minha ficção de terror.
E: Isso é extremamente lógico, extremamente bem explicado. . .
GM: Sim, há uma parte de mim que é muito Campbelliana em vez de Lovecraftiana, que acredita que realmente está dentro da capacidade da mente humana de compreender tudo, e meus protagonistas não são levados à loucura, como muitos de Lovecraft foram, por horrores grandes e incompreensíveis demais para eles imaginarem.
E: O que você acha do horror "moderno", da tradição do splatterpunk e do fato de os filmes estarem ficando cada vez mais violentos e cada vez mais bobos?
GM: Essa é uma pergunta muito ampla. Fiz parte de alguns painéis que falar sobre isso por algumas horas.
Certos aspectos disso me preocupam, na verdade. Permita-me aqui esclarecer que não sou a favor de nenhum tipo de censura; Eu sou bastante anti-censura. Eu sou o mais extremo que se pode ser sobre toda a questão da liberdade de expressão. Mas, no entanto, como leitor, lendo algumas dessas coisas, me perguntam o que eles querem dizem sobre a sociedade e a cultura norte-americanas, e me pergunto o que essa tendência significa, pois o horror se torna cada vez mais explícito e o foco muda, como tantas vezes acontece, para fazer do monstro o herói ao invés de vilão de grande parte de filmes de terror...
E: Eu lembro da frase em "The Skin Trade", em que um personagem atribui um assassinato a "alguém que já viu muitos filmes de Halloween e sexta-feira 13 ".
GM: Sim. Eu assisti a alguns desses filmes em que não apenas o que está na tela é perturbador, mas o comportamento de certos membros da platéia é muito assustador.
E: O que você está escrevendo agora? O que podemos esperar ver em um futuro próximo?
GM: Bem, no momento não estou no meio de nada importante. Continuo trabalhando na minha série Wild Cards , que é uma coisa contínua. No momento, estou trabalhando principalmente como editor, apesar de ter escrito metade do livro sete (que será lançado em agosto nos Estados Unidos). Esse é um mosaico de duas pessoas, eu e John Miller, por isso é essencialmente um romance colaborativo, do qual metade é meu.
Entreguei o livro oito e estou trabalhando na edição do livro nove, mas ainda não tenho histórias. Estou simplesmente trabalhando nisso como editor, e a série não para por aí. Até janeiro, é claro, eu estava trabalhando em no programa de TV A Bela e a Fera, mas que agora terminou, então eu assinei para fazer um filme de ficção científica de baixo orçamento (para fazer roteiro dele), mas não posso falar muito sobre isso. E estou testando algumas novas idéias de romance e tenho certeza que quando junho chegar (junho é tradicionalmente o mês em que a nova temporada de televisão começa em Hollywood) posso acabar recebendo ofertas para escrever ou produzir um novo programa de televisão. Eu teria que avalia-las, mas se eu voltaria para lá, eu não sei dizer. Depende do que tipo de show é, qual é a oferta, é algo que me interessa? Então, basicamente, tenho alguns meses de folga agora.
E: Um dos meus livros favoritos é oTuf Voyaging. A Locus [Magazine] anunciou há muito tempo que haveria um segundo livro,Twice as Tuf”. Eles estavam mentindo?
GM: Bem, eles não estavam mentindo. Pode ser que esse livro ainda venha, mas não será lançado tão cedo. Basicamente, eu assinei para fazer o Twice as Tuf e logo depois de assiná-lo, acabei trabalhando em Hollywood, primeiro em Além da Imaginação e depois em A Bela e a Fera , e isso ocupou muito do meu tempo. E o prazo chegou e foi embora e nós o estendemos várias vezes para Twice as Tuf e nada... Eu nunca tive tempo para produzir nada relativo a isso. Então, finalmente, cheguei a um entendimento com a editora, pelo qual lhes dei essencialmente dois dos meus direitos para brochura de dois outros livros, A Morte da Luz, meu primeiro romance, que eles acabaram de relançar, e direitos para brochura de uma de minhas coleções que nunca esteve foi impresso em brochura [Retrato de Seus Filhos - Ed. ], então eles farão uma edição desta também, e eles substituirão Twice as Tuf. Agora, eu ainda gostaria de escrever mais sobre esse personagem e ainda acho que vou retomar e fazer esse livro algum dia, mas exatamente quando esse dia chegará, eu não sei.
As demandas da TV quando estou trabalhando em um programa me mantêm bastante ocupado, e fazendo isso e os Wild Cards, eu não consigo dar conta de muita coisa. E agora que tenho um pouco de tempo para pensar em assumir outro projeto, não acho que a coisa "Tuf" seja a primeira coisa em que realmente me apetece entrar agora. Eu gostaria de fazer outro romance quando tiver tempo; um que não seja parte deu uma saga.
E: Você mencionou a Bela e a Fera e Além da Imaginação**.** Como é escrever uma série? Além da Imaginação deve ser bem diferente, pois é uma série antológica... Como foi sua experiência com isso, como você se envolveu e como foi?
GM: Bem, eu me envolvi nisso quase por acaso. Phillip de Guerre, que foi o produtor executivo de Além da Imaginação, também é um grande fã de rock 'n' roll, e há alguns anos atrás eu fiz um livro chamado The Armageddon Rag e Phil o selecionou para um filme. Naquela época, ele me levou para Hollywood, tive várias reuniões com ele para discutir o roteiro que ele planejava escrever para o filme de The Armageddon Rag e ele escreveu vários roteiros, mas nunca conseguimos fazer o filme ou conseguir financianciamento.
Mas eu conheci Phil no processo e, quando ele pôs Além da Imaginação em produção, resolvei arriscar e me deu um trabalho de roteiro, e gostou do resultado o suficiente para que, quando estavam com muito serviço, me trouxessem a bordo como Staff Writer (que é o único cargo de produção de Hollywood que contém a palavra "escritor" e, portanto, você sabe que é a posição mais baixa da cadeia, como de fato era). Então, comecei como redator em Além da Imaginação e subi até o Story Editore, em seguida, Executive Story Consultant. E, em A Bela e a Fera, eu fui Produtor e depois Coordenador de Produção.
Então, Alpem da Imaginação era bem diferente de A Bela e a Fera, de certa forma, porque um era um show antológico e o outro é uma série episódica semanal regular, e ainda assim os dois projetos tinham talvez mais em comum um com o outro do que qualquer outra coisa que eu já tenha feito, porque eles eram, afinal, a televisão, que é um mundo completo em si mesmo, e é diferente de qualquer experiência que um escritor possa ter, de verdade.
De certa forma, sinto que a televisão era boa para mim. Certamente foi bom para mim financeiramente [risos] e foi muito estimulante. Digo, eu havia sido um escritor independente por muito tempo antes de assumir esse emprego; trabalhando em casa, acordando todos os dias, levando duas horas para tomar minha xícara de café, entrar no escritório, ligar o processador de texto, talvez fazer alguma coisa, talvez não (Eu nunca fui um escritor muito disciplinado, e é por isso que minha bibliografia é comparativamente curta em comparação com alguns de meus contemporâneos).
Não é assim que Hollywood funciona. Você entra no escritório todos os dias, fica lá não por oito horas por dia, mas algo mais perto de dez, onze ou doze horas. Você está escrevendo, participando de reuniões, participando de sessões de apresentação, indo ao set, reunindo-se com o diretor ou o responsável. Então isto me impôs certa disciplina em mim; que era boa para mim e também extremamente estimulante. Digo, era um mundo totalmente novo para aprender, sobre o qual eu não conhecia nada antes, e isso me envolveu em algo que eu não tive por muitos anos; todo esse negócio de "ambiente de escritório", onde você realmente precisa entrar e interagir com outras pessoas.
Hollywood é um mundo estranho, mas, de certa forma, é o Mundo Real, e é bom para um escritor entrar em contato com o Mundo Real de vez em quando. Eu acho que um escritor que passa toda a sua carreira escrevendo romances a partir dos estudos que faz em sua casa (e talvez encontrando algumas pessoas em convenções ou ocasionalmente indo a um coquetel literário) perde de vista o mundo real, de como as coisas realmente são lá fora. E você começa a fazer muitas coisas auto-referenciadas, o que eu acho que é uma armadilha para qualquer escritor.
E: Você colaborou bastante durante sua carreira, fora o trabalho de televisão. Você gosta disso e como você faz?
GM: Cada caso é diferente. É como um casamento. Eu colaborei com Lisa Tuttle, Howard Waldrop, George Gutthridge. Com quem mais eu colaborei? Estou esquecendo alguém? [Risos.]
E: Bem, a televisão é colaborativa até certo ponto. Wild Cards é colaborativo, se preferir.
GM: Bem, com Wild Cards , estou funcionando mais como editor do que como colaborador, então isso é um pouco diferente. Cada uma das minhas colaborações era essencialmente diferente.
Aquele com Howard foi a primeira colaboração. Isso era basicamente: Howard e eu estávamos nos correspondendo há muitos anos, finalmente nos conhecemos em uma convenção em Kansas City, 1972, e devia ter algo errado naquela água ou algo do tipo porque decidimos "Ei, vamos fazer uma história juntos!" Então, enquanto todo mundo estava no Playboy Club no hotel de convenções servindo bebidas por coelhinhas voluptuosas, Howard e eu estávamos em nosso quarto de hotel com a pequena máquina de escrever portátil de Howard, martelando folhas de papel amarelo e, sabe, ele escrevia e ficava sentado atrás dele na cama e então ele parava e eu escrevia, e não produzimos muito coisa. Terminamos uma pequena parte, mas ele levou para casa, escreveu mais um pouco, enviou para mim e assim por diante.
Lisa e eu, éramos pólos opostos para começar. Ela estava no Texas e eu em Chicago quando começamos e depois em Dubuque, Iowa, e colaboramos principalmente através de e-mails, cada um de nós escrevendo uma seção, enviando-as para o outro, que reescreveria a seção anterior que o outro havia escrito e então avançaria um pouco mais além. Assim foi indo e voltando até que chegou um ponto em que eu não sabia mais o que Lisa havia escrito naquele livro e o que eu havia escrito. Ocasionalmente, uma frase se sobressaia como uma “frase de Lisa" ou uma frase minha, mas, fora isso, eu não saberia diferenciar.
A coisa com George Gutthridge, era uma história muito velha. Na verdade, foi uma das primeiras histórias de ficção científica que eu escrevi, que foi recusada várias vezes e que eu nunca fui capaz de vender. Anos depois, George pegou-a e reescreveu. Portanto, minha escrita foi feita no final dos anos 60, e ele a dele foi feita uma década depois.
E: Nightflyers foi transformado em filme há alguns anos atrás. O que você achou do filme? Foi bem diferente da sua história.
GM: Bem, acho que eles foram cerca de 75% fiéis, mas, infelizmente, os 25% que eles mudaram tiveram uma espécie de efeito cascata e fizeram com que os 75% que não foram alterados não fizessem tanto sentido quanto poderia ter. Eles fizeram algumas mudanças que eu aprovo e gostei e outras que não entendi e não gostei.
Eu acho que o filme teve algumas coisas boas - direção de arte adorável, efeitos especiais maravilhosos, considerando o orçamento que era minúsculo (sim, eles não têm os efeitos especiais de Guerra nas Estrelas, mas para um filme de três milhões de dólares - o que ele era - fizeram um trabalho muito impressionante) e tiveram algumas boas interpretações secundárias - mas no geral não acho que funcionou. Infelizmente.
E: Você tem outros projetos de filmes que possam ir adiante, em um futuro próximo?
GM: Eu tenho interesse constante em "Sandkings". Ele está sempre sendo selecionado. E tem havido algum interesse no Fevre Dream. E Phil ainda está ocasionalmente fuçando e conversando sobre O Armageddon Rag. Mas se alguma dessas coisas realmente vai acontecer, eu não seria capaz de afirmar.
E: Quem o inspirou como escritor? Quem são seus escritores favoritos?
GM: Há muitos escritores que eu gosto. Acho que aqueles que realmente tiveram mais efeito sobre mim foram provavelmente os escritores que li quando jovem. Costumo pensar que essas influências, que você absorve a nível subconsciente antes mesmo de sonhar em escrever, são as influências duradouras. Quero dizer, eu cresci lendo Andre Norton, lendo Heinlein Juveniles, lendo Eric Frank Russell (que eu acho um autor maravilhoso, mas que é por demais esquecido, infelizmente). Lovecraft: quando descobri Lovecraft, fiquei encantado por ele, por razões que tenho certeza de que eu entenderia se ainda tivesse quinze anos [risos].
Hoje em dia, meus escritores favoritos são uma lista diferente. Sou um grande admirador de Jack Vance. Eu não sei se Vance teve. . . Vance exerceu grande influência em Haviland Tuf, que começou na primeira história, "Uma Fera para Norn", como uma tentativa muito consciente de escrever uma história ao estilo "Jack Vance", e se você olhar em "Uma Fera para Norn", sou eu muito arduamente imitar Vance. E há ainda outras partes de Tuf que são muito Vancianas. Mas, fora isso, não acho que Vance tenha tido um efeito profundo na minha escrita. Eu leio muito fora deste ramo hoje em dia. Pessoas como Larry McMurtry, William Goldman, Pat Conroy. Essa é uma lista longa. Eu poderia dar nomes aqui o dia todo.
E: Como começou a série Wild Cards**?** Eu ouvi uma mito sobre isso.
GM: Bem, na verdade começou como um jogo de RPG. Há um grupo de escritores em Albuquerque que ocasionalmente jogam juntos, e eles me arrastaram para algumas de suas atividades. Então, eu joguei vários jogos com eles e eles sabiam que eu era um velho fã de quadrinhos desde a infância. Então, em um ano, no meu aniversário, Vic Milan me deu um jogo de RPG de super-herói chamado Superworld, da qual me tornei o Mestre. E pelo menos metade das pessoas em nosso grupo de jogadores eram escritores profissionais com histórias publicadas. Então eles criaram personagens realmente maravilhosos, e como Mestre eu criei mais personagens do que qualquer outra pessoa. E jogamos esse jogo incessantemente por um ano e meio e colocamos muita criatividade e desenvolvimento nos personagens. Neste ponto, eu finalmente disse, sabe, deve haver alguma maneira de ganharmos dinheiro com isso [risos].
Não, me ocorreu que seria uma excelente série de antologias em um mundo compartilhado, seguindo o modelo de Thieves World . Então, reunimos pessoas, conversamos a respeito, e talvez de meia dúzia a uma dúzia dos personagens foram incorporados. Agora, para deixar claro, não acredito apenas em botar no papel as aventuras dos jogos. Me parece uma boa maneira de obter uma ficção realmente ruim. Digo, jogos são divertidos, mas não são livros. Portanto, muitos de nossos personagens, embora tenham suas raízes no jogo, foram substancialmente alterados e adaptados na transição. Além disso, muitas pessoas envolvidas em Wild Cards não eram membros do jogo. Quero dizer, começamos com o núcleo dos escritores de Albuquerque, mas entrei em contato com muitas pessoas como Roger Zelazny, Howard Waldrop, Pat Cadigan, entre outros - que não faziam parte do grupo de jogos - mas que eu sabia que tinham algum carinho por heróis pulp ou heróis de quadrinhos, todo o conceito de superpotências e que eu pensei que seriam capazes de contribuir com algumas coisas interessantes para a série.
E: Para novos escritores em geral, algum conselho?
GM: Acho que este é um momento difícil para alguém que está estreando. Digo, o início dos anos 70, quando entrei, foi um período muito mais favorável.
O mercado de contos ainda está aberto. Digo, Asimov, Analog, F & SF estão constantemente procurando novas pessoas, porque você não consegue ganhar dinheiro suficiente com elas [as revistas de contos], então as pessoas tendem a não ficar por muito tempo. Ainda é o melhor lugar para estabelecer uma reputação. Eu acho que estabelecer uma reputação nesta época em que há tantos escritores... tornar seu nome algo que os leitores vão lembrar e procurar é uma das coisas mais importantes.
Uma das coisas mais inteligentes que fiz na minha carreira, que fiz por acidente - certamente não planejei – foi não escrever um romance nos primeiros cinco ou seis anos. Porque então, quando o romance foi lançado, não era apenas o romance de alguém que ninguém havia ouvido falar, era o tão esperado primeiro romance de George R. R. Martin, o vencedor do Hugo! Isso me proporcionou um pagamento adiantado muito maior, teve uma certa quantidade de hype, foi resenhado em todos os meios, teve visibilidade. E a maneira como conseguiu essa visibilidade, é claro, foi nas revistas: tendo não apenas um conto ocasional, mas tendo muitos contos [publicados] naqueles primeiros anos. Houve meses em que três revistas foram publicadas, todas com uma de minhas histórias nelas: histórias de capa. Assim, estas vendas iniciais de contos às revistas ainda são um dos melhores jeitos de se fazer isso.
A longo prazo, é claro, você precisará passar para romances se quiser ganhar a vida como escritor profissional em tempo integral. E essa é a parte que está se tornando cada vez mais difícil, principalmente se você é um escritor sério e com ambição. Digo, eu vejo o mundo de Hollywood com o qual lido, e o mundo dos livros de onde venho, estão ficando cada vez mais parecidos a cada ano que passa, e não é Hollywood que está mudando. Os editores de livros estão se tornando cada vez mais voltados para a ficção comercial, para os resultados. Assim, enquanto a empresa estivesse lucrando, eles bancariam um bom autor por alguns anos e alguns livros até que ele encontrasse seu público e estabelecesse sua reputação. Agora, se o seu primeiro livro não ganhar dinheiro, você terá muita dificuldade em vender o segundo. Digo, esta é a situação atualmente. Muitas pessoas dizem que é realmente muito bom comercialmente vender um primeiro romance. Mas se esse primeiro romance não se provar um David Eddings ou um Stephen Donaldson, é comercialmente terrível por a venda seu segundo romance.
E: Tendo participado de Alpem da Imaginação e Wild Cards , você acha que o "mundo compartilhado" está se tornando uma tendência séria ou você acha que é apenas uma fase pela qual estamos passando?
GM: Bem, acho que há um pouco de ambos. Não acho que antologias funcionaram na televisão, o que é uma coisa a lembrar. Veja, Além da Imaginação foi um fracasso, nem um pouco tão bem-sucedido quanto o programa original, que foi de certa forma um programa periférico por cinco anos, por mais aclamado que fosse (e foi um programa maravilhoso que assisti religiosamente quando criança). Em algum momento dos meus discursos aqui [em Danse Macabre] eu acho que vou falar um pouco mais a respeito, mas esta entrevista não será publicado antes do evento, então, apenas adiantando assunto: eu acho que. . . todas as formas de ficção, todas as formas de entretenimento estão se movendo cada vez mais para as séries. Quero dizer, vemos pessoas em nosso ramo olhando para ele com uma visão muito restrita e dizendo "O que está acontecendo com a ficção científica? Essas malditas séries!". Não está acontecendo apenas na ficção científica, está acontecendo com todas as formas de ficção. Está acontecendo na televisão, onde os programas de antologia não conseguem ter sucesso e as pessoas querem programas de séries. Está acontecendo nos filmes, onde você tem Rambo IV e Rocky IX . Qualquer coisa que faz sucesso retornará com em um “II”, no final.
E: Quem você culpa? Você culpa a televisão ou. . .
GM: Não, eu não culpo a televisão. Eu acho que parte disso é a evolução da nossa cultura. Ainda estou procurando algumas explicações sobre isso; não tenho todas ainda. Portanto, isso não é conclusivo como em um artigo acadêmico, mas eu tenho o começo de algumas teorias a respeito. Não sei o suficiente sobre a Austrália para falar sobre a cultura de vocês com qualquer autoridade; eu sempre pensei nisso em termos de Estados Unidos.
Se você olhar para o romance: quando o romance foi concebido, era. . . o próprio nome denota novidade - "o novel", é uma coisa nova, derivada da raiz latina. Mas o romance foi apresentado em um momento em que a sociedade era muito estática, onde as pessoas nasciam em uma cidade pequena e talvez nunca tivessem ido a mais de 48 quilômetros dela (a menos que entrassem em guerra). Quero dizer, as pessoas nasciam na Inglaterra, a cem milhas de Londres; e nunca viram Londres. Eles viveram e morreram sem vê-la. Eles exerciam o ofício que sua família exercia, eles se casavam com a garota da casa ao lado, permaneciam casados ​​com ela por toda a vida, criavam filhos que efetivamente assumiriam o comércio quando eles morressem. Nesse mundo, os romances, com sua promessa de novidade, eram um sopro de ar fresco. Eles o levariam vicariamente a lugares que você nunca iria. Eles o apresentariam a uma gama muito maior de pessoas. Se você estava entediado com as dezessete pessoas que você via todos os dias em sua aldeia, eis aqui outra pessoa que você conheceria, e todos eram novos.
Agora, você olha o que existe nos Estados Unidos. Quando falamos sobre a América hoje, você tem uma sociedade completamente móvel. Digo, eu olho para minha própria vida. Nasci em Bayonne, Nova Jersey. Fui para a faculdade nos arredores de Chicago, que fica a milhares de quilômetros de distância, deixando pra trás todos os meus amigos em Bayonne, perdendo o contato com eles, fazendo novos amigos na faculdade. Eu me mudei . . . na verdade, fui para a escola em Evanston, ao norte de Chicago, e depois me mudei para Chicago [enquanto] meus amigos da faculdade se espalharam por todos os Estados Unidos, e eu conheci outro grupo de pessoas enquanto trabalhava nos meus primeiros anos em Chicago. Ensinei na faculdade em Dubuque, Iowa, novamente me mudando, e depois fui para Santa Fe e depois para Los Angeles. Então, eu estou com quarenta e poucos anos e tive cinco grandes movimentos de milhares de quilômetros na minha vida, o que geralmente significa ter tido um conjunto completamente diferente de amigos. Tive várias carreiras diferentes: ensinei em faculdade, fiz torneios de xadrez, fui escritor, fui roteirista de televisão (o que é diferente de ser escritor de livros). Eu fui casado e divorciado e já estive em vários outros relacionamentos. (Agora estou em um relacionamento há bastante tempo). E sou estável em comparação com algumas pessoas! Quero dizer, há imensa mobilidade em curso.
Eu acho que essa atual é uma cultura em que nada é estável. Ou seja, passa o mais longe possível da cultura que produziu o romance. Digo, sua profissão não está definida, as pessoas estão sempre mudando-a durante a vida. Eles chegam aos quarenta e cinco e decidem: "Bem, eu não quero mais ser advogado, apesar de ter sido treinado para isso a vida toda. Agora, quero navegar de barco pelo mundo". Eles se casam, se divorciam, perdem contato com todos os amigos. As famílias nem ficam mais em contato. Assim, a ficção, que nos fornece vicariamente as coisas que não recebemos na vida, a ficção nos dá estabilidade. Digo, vinte anos podem ter se passado, você pode ter um emprego diferente, você mora a duas mil milhas de onde começou, é casado com alguém diferente, mas Star Trek ainda é o mesmo. Você pode voltar lá, e aqui está esta pequena ilha onde Kirk e Spock ainda vão discutir um com o outro, e eles são quase como que amigos seus, com quem você sempre pode contar para estarem lá. Você não irá ligar para um amigo antigo - e ele se transformou em alguém que você não conhece. Kirk nunca se transforma em alguém que você não conhece. Ele sempre permanece sendo Kirk. E o que eu consigo perceber sobre o sucesso das séries, mesmo dentro do ramo, está sempre relacionado aos personagens. Existe uma relação muito forte com os personagens. Digo, se você participa de um painel chamado Writing the Science Fiction Novel, você recebe perguntas gerais da platéia sobre "Como eu vendo meu romance?" [e] "Como começar quando se escreve um romance?" Você nunca recebe perguntas específicas sobre o livro. Se você aparece em painel sobre Wild Cards ou Thieves World, você recebe perguntas como: ​​"Eu não gosto do que você fez com Hiram Worchester. Quando você vai ajudá-lo?" ou "Você vai dar um descanso para o Tartaruga?" ou "Por Deus, eu não suporto esse tal de Fortunato. Ninguém vai dar um soco na boca dele?" Digo, as pessoas formam esses relacionamentos intensos de amoódio com determinados personagens, e acho que isso é acontece com todas as séries.
E: Muito obrigado.
GM: Claro, o prazer é meu.
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2019.08.14 22:08 expanssiva Como e por que caprichar no convite de formatura

Como e por que caprichar no convite de formatura
Por que caprichar no convite de formatura? Como fazer para que ele seja marcante? Como fazer para que esteja à altura do significado desse momento?
Grandes momentos em nossas vidas precisam ser celebrados. O que dizer então das conquistas, sobretudo aquelas que foram fruto das nossas próprias escolhas?
Quantos anos de estudos e privações para chegar a esse momento grandioso? Afinal, a gente sabe bem que a vida na universidade não é só a temida ralação. Ao mesmo tempo, tem as amizades, as festas e muitas experiências importantes.
Apesar disso, sabemos que não existe almoço grátis. Afinal, sabemos que um estudante passa no mínimo onze anos em sala de aula antes de fazer a opção de que? Passar mais de quatro a seis anos assistindo aulas. A diferença é que agora muitos ainda têm que conciliar o estudo com o trabalho e até outras obrigações.
Dessa forma, por mais saborosa que seja, a vida acadêmica é um desafio. Portanto, você, só por ter chegado até aqui, já é um vencedor.

Sobre a arte de celebrar conquistas

Caprichar no convite de formatura é só parte do ritual de celebração de sua conquista.
Acreditamos que os maiores significados estão nos detalhes. Cuidar deles é uma forma de agradecer ao universo por ter proporcionado a você chegar até aqui. Você não precisa gastar uma pequena fortuna e reunir toda a população da cidade de São Paulo para festejar o seu dia. O que importa é que você planeje o seu dia para que ele seja carregado de significado para você.
Pode ser com a família, pode ser com o namorado ou a namorada, aquele grupo de amigos fiéis, em casa, num restaurante ou num clube, com todos os formandos desse ano. O importante é que o seu dia seja carregado de significado e cada detalhe valorize o momento.
Você tem todo direito de planejar esse dia e desejar que suas escolhas contribuam para que ele seja inesquecível. Aliás, não só para você, mas também para as pessoas que realmente se importam com seu sucesso e suas conquistas, que compartilham suas dores e sua felicidade.

O seu convite de formatura tem que ser demais

O que nós queremos mostrar aqui é que não se trata de um convite. Não é só isso. É parte de um ritual, um momento continuado.
Nós não vamos dar dicas de estilo ou mensagem. Acreditamos que a melhor ideia para um convite de formatura é aquela traga significado a quem o recebe. Para isso, o principal conteúdo do seu convite é você mesmo, seu estilo de vida, sua personalidade, seu jeito de ser.
Então, não adiante nós dizermos para você fazer uma citação a Shakespeare, Fernando Pessoa ou Madona. O que nós podemos recomendar é que você dedique um bom tempo à criação da sua mensagem. Caso tenha dificuldade, busque ajuda. Sempre tem alguém criativo por perto.
A mensagem do convite de formatura, como, aliás, de qualquer convite, deve ser curta e relevante. Por isso mesmo, procure sair da caixinha, dê exclusividade ao seu momento. Esse se aplica a todo o resto, não só no que diz respeito à sua formatura, mas sempre que você tiver uma conquista para celebrar.

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Convite de formatura único

Tem, também, a possibilidade de um convite único para toda a turma. Nesse caso, a gente sabe que sai mais barato para todo mundo, mas não quer dizer que tenhamos que abandonar os requisitos aqui abordados.
Toda turma tem algo que a simbolize. Só tome cuidado com excesso de formalidade e, do outro lado da cerca dos absurdos, com a vulgaridade. Lembre-se de que é uma coisa séria, mas um momento de alegria e celebração. Só não esqueça que vocês estão se formando depois de anos de luta.

Como deve ser o convite de formatura?

Agora que já falamos de estética, vamos à parte mais formal. O que deve constar em seu convite de formatura?
Primeiramente, vamos às informações:
– título do evento. Ex: formatura de “fulano” em “Direito”
– data;
– local;
– endereço;
– horário.
Quanto à apresentação, procure, de preferência, entregar a confecção do layout a uma gráfica profissional.
Aqui na expanSSiva nós trabalhamos da seguinte forma. Disponibilizamos diversos tipos de convites diferentes, nos mais diversos formatos e feitos com diferentes materiais, com preços para todos os gostos.
Você acessa nossa página de mostruário de convites e namora os lindos modelos de cartões de formatura que nós disponibilizamos.
Depois que você fizer a sua escolha, é só fazer a solicitação de orçamento. Um representante entrará em contato para acertar com você todos os detalhes da produção do convite.
Enfim, em se tratando de convite, muito é pouco. Economizar nas palavras vai tornar seu convite mais agradável de ler e olhar.
Você pode usar uma foto sua no convite de formatura. É uma ideia bastante aceitável, já que você é a estrela do evento.

Produza seu convite de formatura sempre com antecedência

Só não esqueça de que existe uma liturgia relacionada a convites, sejam eles de casamento, batizado, formatura ou aniversário. Você não pode deixar para enviar o convite na última hora.
Aliás, essa coisa de receber convite na última hora faz as pessoas pensarem que você não faz a mínima questão de que elas estejam presentes. Por favor, isso não é uma dica.
O convite também não pode ser enviado com muita antecedência, porque a pessoa querida vai até se sentir lisonjeada com o seu carinho, mas corre o risco de acabar esquecendo a data.
A nossa sugestão é que os convidados recebam seu convite de formatura três semanas, ou 20 dias, antes da formatura. Assim, todos terão tempo para se planejar.
Agora que você já sabe tudo que precisa saber sobre como e por que caprichar no convite de formatura, reiteramos o nosso convite para que conheça nossas dezenas de modelos de convites.
Desejamos que esse dia especial para você seja também inesquecível.
#convitedeformatura
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2019.07.02 05:08 altovaliriano Armas de Chekhov de GRRM - como distingui-las?

Texto original: https://bit.ly/2RV2el3
Autor: Mindset, ou Butterfly (moderadora de ASOIAF University e A Song of Theories).

Com relação às armas de Chekhov de GRRM, a coisa mais importante a lembrar é de onde veio o termo:
Remova tudo o que não tem relevância para a história. Se você disser no primeiro capítulo que há um rifle pendurado na parede, no segundo ou terceiro capítulo, ele deve sair da parede. Se não vai ser atirado, não deveria estar pendurado lá. –Anton Chekhov
Esse princípio pode ser entendido de várias maneiras: 1) se você pretende que algo aconteça mais tarde na história, você deve preparar isso desde o começo da história; e 2) se você mencionar um objeto significativo ou outro elemento, ele deve ser importante para o enredo, caso contrário você não deve mencioná-lo.
Portanto, determinar se algo é uma arma de Chekhov (de um ponto de virada\plot point]) que ainda não aconteceu) é muito semelhante a determinar se algo é um prenúncio\foreshadow]) (de um ponto de virada que ainda não aconteceu). Se você quiser fazer análises literárias corretamente, você não pode olhar para um trabalho inacabado e dizer definitivamente que as coisas são prenúncios ou as armas de Chekhov - você precisa esperar até que o trabalho esteja completo, caso contrário, você só está adivinhando. Às vezes você pode adivinhar de uma maneira que acaba por ser bastante precisa, mas às vezes o autor não estava indo aonde você presumia, às vezes o objeto não era significativo, e você acaba sendo simplesmente errado.
\(Para sair da ASOIAF, pense na série Harry Potter: alguns pensavam que os pais de Neville dando-lhe embalagens de chiclete eram a arma de Chekhov, e construíram teorias sobre o significado das letras nas embalagens. Outros pensaram que a habilidade que Lily Potter tinha com Poções e encantos eram prenúncios significativos de que Harry descobriria que uma poção ou feitiço era necessário para derrotar Voldemort. Ainda havia outros acreditavam que a fuga de Harry e Hermione para o hipogrifo era prenúncio de seu futuro romance, baseado no simbolismo alquímico. Embora existissem muitos argumentos sobre a validade desses supostos prenúncios e armas de Chekhov durante o tempo em que a história estava inacabada, no final todas elas acabaram sendo extremamente erradas.)*
Entretanto, mesmo em um trabalho incompleto, você pode analisar pedaços de prenúncio quando a coisa que se prenunciava já ocorreu, porque você pode ter certeza. Por exemplo, o cervo matando a mãe loba-gigante, que prenunciava o conflito entre Starks e Baratheons, ou todas as visões e coisas do tipo prenunciando o Casamento Vermelho. (O "talvez cheguemos a tempo para o maldito casamento de seu tio" de Sandor também conta como prenúncio, embora GRRM já fosse extremamente nada sutil a esse ponto. Não que as visões fossem particularmente sutis; nem um pouco). Mudemos disso para as armas de Chekhov (que são frequentemente, mas nem sempre, objetos físicos): por exemplo, no final do ACOK, quando Dontos deu a Sansa a rede de cabelo com ametistas pretas, ali estava GRRM pendurando a arma na parede (e nós sabíamos que era uma arma, porque nos disseram que os cristais de estrangulador pareciam ametistas escuras no início de ACOK) - e então a arma foi disparada em ASOS no casamento de Joffrey, com uma das "ametistas" na rede usada para envenenar o vinho dele.
Este exemplo de Sansa e do veneno do estrangulador é, portanto, um de nossas linhas de base \baselines]) para determinar se um elemento da trama é uma das armas de Chekhov de GRRM a ser disparada no futuro. O veneno sonodoce segue um padrão muito similar, no qual também aprendemos suas propriedades em outros momentos dos livros, e Sansa não sabe que ela está sendo usada como um acessório para um crime - então parece muito provável que o sonodoce seja uma “arma” que irá ser "disparada" em Robert Arryn. Mas o exemplo também levanta a questão: quando Sansa colocou a rede de cabelo de ametista no bolso da capa quando escapava de Porto Real, ela estava simplesmente retirando da história uma arma fumegante? Ou ela estava pendurando a arma de volta na parede novamente, para ser atirada mais uma vez no futuro? Isso não sabemos - ao contrário do sonodoce / leite doce, que já foi mencionado com frequência (mesmo na prévia do capítulo de Sansa em Ventos do Inverno), e que tem um meistre preocupado com seus efeitos no "passarinho" \)Sweetrobin\), a rede de cabelo não foi mencionada novamente desde sua última aparição, dois livros antes. Ela poderia ser usada mais tarde, ou pode ser que GRRM tenha esquecido a rede de cabelo e não mais a considera importante. Nós não saberemos com certeza até que ela seja vista de novo ... ou não.
Outra linha de base para verificar o significado de potenciais armas de Chekhov são as próprias palavras de GRRM sobre a loba-gigante Nymeria e sua matilha de lobos, onde ele afirmou que “você não pendura uma matilha gigante de lobos na parede a menos que pretenda usá-la.” Ele explicitamente os chamou de arma de Chekhov - e podemos ver, por muitas vezes, que Nymeria e a matilha foram mencionados na história -- desde assustando senhores e camponeses nas Terras Fluviais, até matando os Bravos Companheiros que perseguiam Arya e seus amigos, passando por arrastar o corpo de Catelyn do rio, sendo um foco dos sonhos de lobo de Arya, permitindo que ela mantivesse sua identidade apesar das tentativas dos Homens sem rosto de fazer dela "ninguém" (novamente, mesmo em Ventos do Inverno) -- que GRRM os considera uma arma muito importante e significativa que vai ser disparada pra valer. Que papel exatamente eles terão no final, não sabemos ainda, mas é certo que eles terão um.
Portanto, podemos considerar as coisas que foram mencionadas com frequência, cujo propósito final é misterioso ou ainda desconhecido, como sendo muito provavelmente armas de Chekhov. O aço valiriano, por exemplo, tem sido sugerido como uma das poucas coisas que podem destruir os Outros - portanto as espadas de aço valiriano são definitivamente “armas” (espadas de Chekhov?), mesmo espadas específicas que não foram muito mencionadas. (Lamento de Viúva, não mencionada desde a morte de Joffrey, mas que está na Fortaleza Vermelha esperando que Tommen cresça; as espadas dos Targaryen, Fogonegro e Irmã Sombria, ainda não mencionadas dentro dos livros principais mas significantes dentro dos contos de Dunk & Egg / Mundo de Gelo e Fogo / Fogo & Sangue; e assim por diante. Os poderes que a Muralha têm para repelir os Outros e para focar ou bloquear a magia também têm sido mencionados com frequência, portanto parece muito provável que a “arma” neste caso seja a queda do Muro via o Chifre de Joramun, permitindo que os Outros em Westeros levantassem os mortos e começassem a nova Longa Noite. Jaime descreveu como Aerys e seus piromantes plantaram milhares de potes de fogovivo dentro de Porto Real, mesmo nas adegas da Fortaleza Vermelha - e apesar de que Tyrion e seus piromantes encontraram muitos desses jarros enquanto se preparavam para a Batalha da Água Negra, eles não descobriram aqueles dentro do castelo - então parece provável que as “frutas” de Aerys são uma enorme arma de Chekhov que não só vai ser disparada, ela vai explodir. É tecnicamente possível que isso não seja uma arma; poderia ser que a Água Negra fosse toda a trama para a qual os potes de fogo eram necessários ... mas neste momento (especialmente com o fogovivo desempenhando um papel importante em uma explosão de Porto Real no show), eu faria qualquer tipo de aposta.
E quanto a certos mistérios maiores ou menores (parentesco de Jon, o suicídio de Ashara, o desaparecimento de Tyrek, o desaparecimento de Benjen, as ações de Jaqen, Cara Malhada, as muitas profecias, etc, etc), se eles podem ser definidos como uma arma de Chekhov ou não ... é meio que uma questão de semântica. No entanto, GRRM está definitivamente seguindo o princípio de Chekhov aqui, em que ele está estabelecendo esses elementos da trama dentro da história, "pendurando-os na parede", para que quando eles forem resolvidos ou se tornem relevantes posteriormente, não surjam do nada. (Nota: GRRM disse que evita olhar para as teorias de fãs caso eles estejam certos, pois então ele poderia ficar tentado a mudar as coisas para surpreender as pessoas - mas se fosse uma surpresa, então não seria baseado no trabalho que ele fez, que levou as pessoas a descobrirem as coisas com antecedência, o que seria um tipo ruim de escrita). Além disso, sabemos que esses elementos da trama são significativos, caso contrário ele não estaria os mencionando.
Isso leva à sua pergunta sobre a construção do mundo\vide texto completo no link acima]), e se os elementos da construção do mundo da ASOIAF podem ser considerados armas de Chekhov ou se são apenas “texto ilustrativo” \flavor text]) para dar profundidade ao mundo da ASOIAF . E a resposta é ... depende. Um elemento de construção de mundo como os canibais de Skagos parece fadado a se tornar muito relevante para eventos futuros, já que Rickon está em Skagos e Davos está indo para lá para trazê-lo para casa. O mistério de Hardhome é outro elemento da construção do mundo que pode se tornar relevante, se Jon precisar ir lá resgatar os Patrulheiros da Noite e os selvagens. Os mistérios de Asshai... infelizmente, GRRM disse que ninguém irá a Asshai, mas ainda assim serão algo significativo através das pessoas que estiveram lá. Os Profundos , a pedra negra, toda a estranheza descrita em Mundo de Gelo e Fogo -- como tudo isso parece ser relevante para os homens de Ferro e para os Hightower em Vilavelha, e como logo haverá uma enorme confluência de homens de ferro em Vilavelha com qualquer estranho ritual mágico que Euron está planejando -- bem, isso parece como uma arma de Chekhov bem grande em potencial para mim. Os caminhos do demônio de Valíria e os monstros de Mantarys podem ser apenas construção de mundo… ou podem ser relevantes quando Dany (provavelmente) viajar para Volantis.
Mas o mistério sobre se o dragão Vermax colocou um punhado de ovos nas fontes termais de Winterfell? Ao passo que isso é brevemente sugerido em Mundo de Gelo e Fogo, esse rumor é notado como sendo extremamente duvidoso no próprio do texto, e nada dentro da saga principal fez referência a essa história. Nem mesmo nenhum conto da Velha Ama, que, dentre todas as pessoas, seria aquela de quem todos esperariam menções sobre isso. Entretanto, é possível que isso seja relatado como sendo um dos contos dela em Ventos do Inverno (ser exclusivamente mencionado em O Mundo de Gelo e Fogo pode dever-se apenas ao fato de que GRRM está atrasado com aquele livro), e as criptas de Winterfell são certamente significativas por diversas razões (parentesco de Jon, passagens secretas, o mistério de por que as estátuas têm espadas, o que pode acontecer quando os Outros fizerem os mortos se levantarem). Então poderia haver uma arma de Chekhov envolvida aqui… ou talvez não.
E também há o fato de que GRRM nem sempre segue o princípio de Chekhov. Além de ele ser um escritor-jardineiro e não um escritor-arquiteto, nem tudo que ele escreve em detalhes é significativo para o enredo da história. Às vezes, ele só quer mostrar a aspereza do mundo, daí as constantes menções a mijo. Às vezes ele está apenas mostrando a pompa da era medieval, ou os mistérios de "aqui há dragões" em terras além do conhecimento comum. Às vezes ele está fazendo piadas internas, incluindo referências a amigos escritores ou fãs-amigos ou histórias em quadrinhos ou Harry Potter ou os Três Patetas . Às vezes GRRM só quer descrever comidas incríveis, porque ele adora comida. Embora, de vez em quando, a comida seja relevante para o enredo. ;)
Então, a questão de saber se algo é uma arma de Chekhov ou não, e como você pode distinguir um mistério que se destina a permanecer sendo um mistério em aberto, de um que será resolvido e/ou significativo para os eventos da história? Bem, para coisas que ainda não chegaram a uma conclusão… você pode fazer o seu melhor para adivinhar, mas honestamente, você não pode saber. A comprovação está no pudim. Quando a história acabar, saberemos. Mesmo que você tenha muitas aulas de inglês, mesmo que você estude clássicos da literatura e da fantasia, mesmo que você leia os livros favoritos de GRRM, mesmo que você leia outros trabalhos de GRRM e tente descobrir seus padrões, você pode vir a se tornar um adivinho mais erudito, mas isso ainda não lhe dá garantias. Me desculpe, é assim mesmo. No fim, alguns fãs que tentaram fazer previsões estarão certos e alguns estarão errados e muitos nunca teriam imaginado para onde GRRM estava indo; algumas coisas que achávamos que eram armas de Chekhov ou prenúncios, não serão; e algumas coisas nós retrocederemos e veremos que GRRM estava erguendo os fundamentos o tempo todo e nós sequer notamos. (Apesar de que, já que o fandom é grande, eu aposto que pelo menos uma pessoa terá notado.)
E, de fato, eu acho que as possibilidades de estar errado, as possibilidades de não estar certo - isso é metade da diversão de escrever sobre esta série. Se descobríssemos tudo o que aconteceria antes de acontecer, qual seria o sentido de ler, no final das contas? Entretanto, se você descobriu as coisas corretamente ... você pode ficar feliz por ter conseguido. :)
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2017.11.29 20:20 tombombadil_uk Today I fucked up: a estranha sensação de reencontrar um amor do passado 12 anos depois / Parte 3

Galera, finalmente postando a última parte da saga. Depois de pensar para caralho, resolvi falar com ela pelo Facebook e marcamos de nos encontrar num café pertinho da praça onde nos esbarramos. Para quem não conhece a história desde o começo:
Parte 1 - TL/DR: sou casado, reencontrei uma garota por quem eu era apaixonado há 12 anos e só nesse reencontro eu percebi como eu fui um imbecil com ela. Em resumo, nós éramos grandes amigos, eu fiquei com medo de me declarar, meti o pé do curso de inglês que fazíamos sem dar nenhuma explicação e desapareci completamente da vida dela.
Parte 2 - TL/DR: comecei a me perguntar se aquela garota que eu reencontrei realmente era ela, já que ela parecia tão mais velha. Depois de dezenas de tentativas, achei ela no Facebook e sim, realmente era ela. Descobri que um amigo meu já tinha saído com uma prima dela há muito tempo e soube que ela teve uma vida bem escrota, foi abandonada por um marido meio babaca e agora basicamente vivia só pelo filho na casa dos pais.
Parte 3 - Taí. Nos reencontramos. Foi uma experiência que eu não sei classificar. Foi feliz, foi triste. Foi amargo, foi doce. Foi impressionante. A gente chorou um pouco junto. Escrevi um pouco ontem à noite e terminei hoje de manhã.
Só queria agradecer a todos os conselhos e dicas que recebi aqui. Reencontrar alguém do passado é uma coisa que mexe muito com a gente, faz com que nosso coração se sinta naquela época novamente. Essas quase três semanas foram muito estranhas. Foi quase uma viagem no tempo por coisas que eu achava já ter esquecido completamente. Infelizmente não posso dividir muito disso com amigos próximos, então fica aqui o desabafo.
Esse último ficou mais longo do que eu esperava. Honestamente, a gente conversou tanto que acho que resumi até demais. Como da primeira vez, fiz em formato de conto. Novamente, obrigado a todo mundo que deu um help nessa história, que finalmente se fechou.
Era um café bonito. Novo da região, era um daqueles negócios em que você vê o coração de um sonho do dono. As mesas rústicas de madeira, as lâmpadas suspensas que desciam do teto em fios de prata, como teias de aranha tecidas por vagalumes. O quadro negro cuidadosamente preenchido com os preços e até desenhos estilizados de alguns pratos. No fundo, um jazz instrumental marcava presença de forma tênue. Também era um daqueles negócios que você sabe que não vai durar muito. Que você bate o olho e pensa: “com essa crise, é melhor eu dar um pulo lá antes que feche”.
Eu presto atenção a cada detalhe ao meu redor. À roupa preta das atendentes, ao supermercado do outro lado da rua que vejo pela vitrine. Aos clientes que entram e saem de uma loja das Casas Pedro. Eu não quero esquecer de absolutamente nada. Era um ritual meu que fiz pela primeira vez aos 14 anos. Sempre tive boa memória, mas naquela época eu me esforcei para colocá-la inteiramente em ação. Era um verão e eu estava prestes a reencontrar uma prima que, anos atrás, fora minha primeira paixão. Ela nos visitava de anos em anos e, três anos após trocarmos beijos juvenis debaixo do cobertor, ela havia acabado de chegar à casa dos meus avós, onde se hospedaria.
Naquela noite, eu não consegui dormir. Por volta das 4h da manhã, peguei meu cachorro e caminhei 15 minutos em meio à madrugada até a casa da minha avó. Não, não fui fazer nenhuma surpresa matinal ou pular a janela em segredo. Eu apenas fiquei do outro lado da rua e observei tudo ao meu redor. “Eu vou lembrar desse reencontro para o resto da minha vida”, pensei, do alto dos meus 14 anos. “Eu quero lembrar de cada detalhe”.
E até hoje eu lembro. Da rua cujo chão estava sendo asfaltado, mas onde metade da pista ainda exibia os bons e velhos paralelepípedos. Das plantas da minha avó balançando ao vento, o som singelo dos sinos que ela mantinha na varanda e davam àquilo tudo um clima quase de sonho. Do meu cachorro, fiel companheiro que viria a morrer dois anos depois, sentado ao meu lado com metade da língua para fora. Do frescor da madrugada que precedia o calor inclemente das manhãs do verão carioca.
Mas não é dessa memória - e nem dessa paixão - que eu falo no momento. Eu falo dela. Dela, que eu reencontrei depois de tanto tempo. Que eu julgava já ter esquecido. Que, apenas mais de dez anos depois, eu percebi que tinha sido um babaca ao desaparecer sem qualquer despedida. Mesmo que ela jamais tivesse segundas intenções comigo, mesmo que fosse apenas uma boa amiga, eu havia errado. E aquela era o dia de colocar aquilo, e talvez mais, a limpo.
Foram três semanas de tortura comigo mesmo. Desde que achara seu perfil no Facebook e ouvira de um amigo em comum notícias de uma vida triste, seu rosto não me saía da cabeça. Ao menos uma vez por dia, eu pagava uma visita ao seu perfil e mirava aqueles olhos. As fotos, quase todas ao lado da mãe e do filho pequeno, tinham um sorriso fugaz encimado por olhos dúbios, tristes. Eles lembravam-me de mim mesmo. “Você tem um olhar de filhote de cachorro triste, por isso consegue tudo que quer”. “Você parece feliz, mas sempre que para de falar por um tempo, parece ter uns olhos tão tristes”. “Essa cara de pobre-coitado-menino-sofredor é foda de resistir, dá vontade de levar para casa e dar um banho”. Eu já havia perdido a conta de quantas vezes ouvira aquilo das minhas ex-namoradas e ficantes da faculdade. Os dela não eram muito diferentes. Quando ela finalmente apareceu, com sete minutos de atraso, eu pude perceber.
Meu coração parou por uma fração de segundo e depois disparou, como se os sineiros de todas as catedrais que haviam dentro de mim tivessem enlouquecido. Era engraçado como algumas pessoas passavam vidas inteiras sem mudar o jeito de se vestir. Ela ainda parecia com aqueles sábados em que nós nos encontrávamos no curso de inglês: os tênis All-Star, a calça jeans clara, uma camiseta simples - de alcinha, branca e com corações negros estampados - e o cabelo com rigorosamente o mesmo corte. “Talvez por isso que foi tão fácil reconhecê-la, mesmo depois de todo esse tempo”, pensei. Ou talvez eu reconhecesse aquele rosto e aqueles olhos - antes tão vivos e alegres - em qualquer lugar. Eu jamais saberia.
Como qualquer par de amigos que não se vê há milênios, falamos de amenidades no começo. Casei, separei. Sou funcionária pública, ela dizia. O relato do meu amigo, eu descobria agora, não estava perfeitamente certo. Ela não havia se demitido do trabalho, apenas se licenciado por algum tempo. “Fui diagnosticada com depressão”, ela admite, sem muitas delongas ou o constrangimento que tanta gente tem sobre o tema. “Meu casamento estava indo muito mal e eu desabei. Mas agora tá tudo bem”. Não estava, não era necessário ser um especialista para notar aquela tristeza escondida no canto do olhar.
Falei da minha vida para ela também. Contei que a minha ex-namorada que ela conheceu não deu certo e que, naquela época de fim da adolescência e início da vida adulta, eu tinha muita vergonha de falar sobre o que eu passava. Ela praticava gaslighting comigo, tinha crises de ciúme incontroláveis, me fazia sentir um crápula por coisas que eu sequer havia feito. “Você parecia tão feliz com ela”. “Eu finjo bem”, admiti. “E eu tinha vergonha de mostrar para os outros o que passava. Homem dizendo que a mulher é abusiva? Eu não queria que ninguém soubesse”.
Após quase meia hora de amenidades, eu exponho o elefante na sala de estar. Na verdade, quem começa é ela. Quando a adicionei no Facebook, falei que tinha esbarrado com ela na rua e que ficara com vergonha de cumprimentá-la na hora. Mas que queria muito revê-la depois de tanto tempo, tomar um café, falar sobre a vida. “Por que você sumiu?”, ela pergunta, no meio de um daqueles silêncios que duram mais do que deveriam. Eu tremi por dentro, mas não havia como continuar escondendo.
No começo, falei o básico. Que era de família humilde, como ela bem lembrava, e que o parente que pagava meu curso havia descoberto um câncer. Poucos meses depois, eu perdi meu emprego. Tudo isso num intervalo curto, de três ou quatro meses e perto da virada do ano. “Me ligaram do curso e ofereceram um desconto. Eu era pobre, mas sempre fui orgulhoso. Naquela época, era mais ainda. Burrice minha. Se bobear, eles iam acabar me oferecendo uma bolsa”. “Eles iam”, ela responde. “O Francisco - dono do curso - era maluco por você. Você era um ótimo aluno”. Ela dá um gole no mate que pediu. Meu café esfria ao meu lado. “Mas por quê você não falou nada comigo?”, ela continua.
Eu sabia que estava num daqueles momentos em que poderia mudar radicalmente o dia. Porque eu poderia ter mentido. “Eu não falei porque fiquei com vergonha de ter perdido o emprego”. “Eu não falei porque eu estava muito triste: parente próximo com câncer, desempregado, meu relacionamento com uma pessoa abusiva”. Eram mentiras com um pouco de verdade, mas não revelavam o grande problema. Naquele fim de tarde, eu escolhi não mentir. Nem me esconder. E eu já tinha ensaiado essas palavras dezenas de vezes nas últimas semanas.
“Olha, eu não sei se dava para reparar na época ou não. Não sei era muito óbvio, sinceramente. Mas eu era completamente apaixonado por você naquele tempo. Eu passava a semana inteira pensando no dia em que a gente ia se encontrar, trocar uma ideia no curso, caminhar junto até a sua casa. E eu tinha uma vergonha absurda disso. Eu tinha namorada, você tinha namorado e estava para se casar. Então eu achava errado expor aquilo, ser claro. E eu achava que você não gostava de mim. Eu tinha auto-estima muito baixa e esse relacionamento com essa ex-namorada abusiva só piorou as coisas. Eu me sentia um lixo, então achava que você não ia ligar se eu sumisse. Que ninguém ia ligar se eu sumisse. E foi o que eu fiz. Mas, se você quer uma versão curta da resposta, é essa: eu era completamente apaixonado por você naquela época e quis sumir, sair correndo”.
Enquanto eu falava aquilo tudo, a boca dela se abriu em alguns momentos. Às vezes parecia surpresa, às vezes parecia que ela tentaria falar alguma coisa que se perdia no caminho. Eu fazia esforço para olhá-la nos olhos, mas era difícil. Mesmo depois de todos esses anos. Tentei dar a entender com o tom de cada palavra que aquilo era uma coisa do passado, que não me incomodava mais, que agora eu queria apenas revê-la e saber como andava a vida.
O desabafo foi seguido de um silêncio que tornava-se mais pesado a cada segundo. Havia alguma coisa fervendo dentro dela, dava para ver. Foi aí que os olhos dela brilharam mais do deveriam, lacrimejando. Quando vejo aquilo, sinto que o mesmo vai acontecer comigo, mas me seguro. Ela vira o rosto e olha para além da vitrine, onde um ponto de ônibus está lotado com os clientes do supermercado e estudantes recém-saídos de suas escolas, o trânsito lento e infernal. A acústica é tão boa no bar que o caos de fim de tarde do outro lado do vidro parece uma televisão ligada no mudo. Quando ela me olha de volta, vejo que ela não faz qualquer esforço para esconder os olhos marejados.
“E você nunca me contou nada? Nem pensou em me contar?”.
Eu não sei quantos de vocês já ficaram sem notícias de um parente ou de alguém que você ama por muitos anos. Aconteceu comigo uma vez, com uma tia que desapareceu por quase 10 anos no exterior e reapareceu após ser mantida em cárcere privado por um namorado obsessivo. A sensação é estranha. É como descobrir que um livro que você tinha dado como encerrado tinha uma continuação secreta. As memórias de hoje se misturavam com as de 12 anos atrás, da última vez que li esse livro. Ela começou a contar tudo.
Ela, como eu já disse antes, era o meu ideal de felicidade. Casara cedo, tivera filho cedo, empregara-se no serviço público cedo. Era tudo com o que eu sonhava. Eu sempre quis constituir uma família, ter uma vida simples, ter um filho cedo para poder aproveitá-lo ao máximo. Mas a falta de dinheiro e a busca por uma parceira ideal sempre ficaram no caminho, assim como a carreira. O problema é que ela tinha uma vida muito diferente do que eu imaginava, muito mais parecida com a minha à época.
Acho que já deixei claro o quanto eu era apaixonado por ela no passado. Ela não era bonita nem feia, tinha o tipo de rosto que se perde na multidão sem ser notado. Filha de pai negro e mãe branca, era morena e tinha o cabelo liso levemente ondulado, quase até a cintura. Quando éramos adolescentes, ninguém a elegeria a mais bela da turma, mas dificilmente negariam que tinha seu charme. Eu a achava linda.
Mas ela, como eu, era o tipo de pessoa que tinha a auto-estima no fundo do poço. Como eu, também cresceu em um lar bem humilde. Também colecionou desilusões amorosas. E, como todo mundo já sabe, isso te transforma em um alvo perfeito para relacionamentos abusivos. O namorado dela, assim como a minha namorada à época, era muito bonito e manipulador. E ela achava que ele era a única pessoa que gostava dela, o único que lhe daria atenção. E isso fez com que, por anos, ela suportasse tudo que aconteceu entre eles. Traições, brigas, mentiras, chantagens, ameaças de abandono, ciúmes doentios. A história deles dois era tão parecida com a minha história com minha primeira namorada que eu fiquei assustado. Só que, diferente de nós, eles casaram. Eles colocaram um filho no mundo.
Ele só piorou com o nascimento da criança. Ele não era mau com o filho, ela dizia. Era um pai carinhoso, inclusive. Mas o pouco amor e bondade que ele tinha por ela transferiu-se todo para a criança. Vivia para o trabalho, para o filho e para os amigos.
“A gente chegou a ficar sem se falar por meses”.
“Morando na mesma casa e sem se falar?”.
“Sim. Nem bom dia. Nada. Eu me sentia um fantasma”.
Na contramão dele, ela dobrava-se para dentro de si própria. Abandonou a faculdade para cuidar do filho enquanto o marido formou-se com seu apoio fiel. Vivia para o filho e tinha seus problemas conjugais menosprezados pela família. “É coisa de garoto, ele vai melhorar”. “Homem quando acaba de ter filho é sempre assim”. “Vai passar”. Mas não passou, só piorou. As traições recorrentes evoluíram para uma equação desequilibrada de álcool e uma amante fixa no trabalho que ele sequer fazia questão de esconder. Ele anunciou que ia deixá-la, convenceu-a de que era um bom negócio vender o apartamento que eles haviam comprado. Racharam o dinheiro e ele foi viver a vida. Ela voltou a morar com a mãe, agora viúva.
O filho, nitidamente a coisa mais importante daquela mulher, tornou-se a única razão para viver. A pensão que a mãe recebia era baixa, o salário dela também não era bom. A pensão que o marido dava ajudava a manter uma vida extremamente funcional e sem luxos. As roupas eram das lojas mais baratas. Viagens não existiam. O único gasto relativamente alto era com uma escola particular de qualidade para o filho. O resto era sempre no básico.
Contei para ela sobre o meu sonho de casar cedo, de ter uma vida tranquila e estável. Falei que eu admirava muito a vida que ela escolheu no começo, que era a vida que eu queria ter vivido. A grama realmente é mais verde no jardim do vizinho, ao que parece.
“Mas a sua vida parecia tão tranquila, tão perfeita”.
“A minha?”.
“A sua namorada naquela época era uma menina tão bonita, eu lembro dela. Loira, bonita de corpo. Até lembro que ela fazia medicina e ainda era dançarina. Eu achava ela linda, perfeita. E você… você era sempre tão fofinho. Carinhoso e atencioso com todo mundo. Inteligente pra caralho, nem estudava e tinha as notas mais altas em tudo. Todo mundo gostava de você, todo mundo queria ser seu amigo e você nem se esforçava para isso”.
“Eu não lembro disso…”.
“Porque você não se achava bom. Você tinha 16, 17 anos e sentava para conversar de igual para igual sobre cinema e livro com uns professores de 40 e poucos anos. Você parecia fluente conversando com os professores em inglês e espanhol enquanto a gente tentava chegar perto disso. Passou no vestibular de primeira. Você não percebia, mas você era o queridinho de todo mundo. Você não era o garoto malhado bonitão, você era o garoto charmosinho e inteligente que todo mundo gostava. Eu gostava de você também. Gostava mesmo, de verdade. Eu tinha uma paixãozinha por você. Mas eu achava que eu não tinha a menor chance. Eu achava que eu merecia o meu namorado. Que eu era feia, ruim. Que ele estava certo em me falar aquelas coisas”.
“Eu era completamente apaixonado por você”, eu respondo. “Eu pensava em você todo dia”.
Engraçado como as pessoas se veem de maneira tão diferente. Eu me definia de três formas quando a conheci: eu sou gordo, eu sou feio, eu moro num dos bairros mais pobres e violentos da cidade. No dia seguinte, de manhã, eu olharia minhas fotos de 12, 14 anos atrás e me surpreenderia com quem eu via ali. Eu era bonito, só um pouco acima do peso. Com 16 anos, eu já era o barbado da turma antes de barba ser coisa hipster. Na foto do colégio, uma das últimas do terceiro ano, eu parecia tão dono de mim, tão no controle. Eu tinha aquela cara de inteligente e rebelde. Por dentro, eu era completamente diferente. Inseguro, assustado, sem auto-estima alguma e com uma namorada abusiva.
São sete e meia e a noite já começa a cair no horário de verão. Educadamente, uma das atendentes nos indica que a galeria onde o café funciona vai ser fechada em breve. Eu pago a conta e nós ficamos meio perdidos, sem saber o que fazer. Ela ainda tem os olhos inchados, eu também. Os funcionários da loja nos olham de forma surpreendentemente carinhosa, não sei o quanto eles escutaram do desabafo.
Saímos em silêncio do café, ela atendeu a uma ligação da mãe. Minha esposa estava fora do estado e só voltaria dali a alguns dias, então eu estava bem relaxado em relação às horas.
“Não sei se você precisa voltar para a casa por causa do Hugo, mas tem um bar aqui perto que é bem vazio a essa hora. A gente pode sentar pra conversar”, eu digo.
“A gente tem mais coisa para conversar?”. Ela pergunta sorrindo, não vejo nenhum traço de mágoa no seu rosto.
“Claro que tem. Doze anos não se resolvem em duas horas”.
Fomos para um bar pequeno ali perto, um que eu costumava frequentar nos tempos de faculdade. Nos tempos em que eu pensava nela e não me achava capaz de tê-la. Ele pouco havia mudado de 12 anos para cá: a mesma atmosfera que fazia dele aconchegante e levemente depressivo ao mesmo tempo. Era um bar das antigas, com azulejos portugueses azuis e poucos frequentadores. O atendimento era excelente e o preço razoável para a região, mas aquela estética de 40 anos atrás parecia espantar os frequentadores mais jovens. Os poucos que iam lá, no entanto, eram fiéis. Como eu fui no passado.
Nos sentamos no fundo do bar vazio em plena terça-feira e desnudamos nossas vidas um para o outro. “Eu quero saber quem você é”, eu comecei. “A gente falava sobre um monte de coisa, mas eu não sei nada sobre você. Sobre sua família. Sobre sua infância, quem você é. E você não sabe nada sobre mim”. Ela riu. “Você é maluco”. “Não, só quero te conhecer melhor. Compensar por ter sido um babaca há doze anos”.
A conversa foi agridoce. O que mais me assustava era como tínhamos origens semelhantes, desde a família até a criação. Os dois criados no subúrbio do Rio de Janeiro, os dois de famílias humildes que, por conta da pobreza e da necessidade de contar uns com os outros, permaneciam unidas. Primos de terceiro ou quarto grau criados próximos, filhos que casavam e formavam suas famílias nas casas dos pais. Assim como a minha família, a dela investiu tudo que tinha para que ela estudasse em um colégio particular até que eventualmente ela passou para uma escola pública de elite.
Nossas duas famílias tinham essa estranha tradição carioca que mistura catolicismo, umbanda e espiritismo, um sincretismo religioso que eu, como ateu, tenho dificuldade em entender - mesmo tendo crescido nesse meio. Assim como eu, achava-se feia, indesejada na adolescência. Isso fez com que rapidamente trocasse o mundo cor de rosa pelo rock e pelos livros. No meu caso, eu acrescentaria videogames e RPG, mas o resto não mudava muito.
“Na minha escola, tinha muita patricinha, muito playboy. Eu não aguentava eles. E eles sabiam que eu era pobre, então não se misturavam muito comigo”. Contei a minha versão para ela. “Eu gostava de ler, RPG e jogar videogame. Mas eu era muito pobre, fodido mesmo. E isso tudo era coisa de gente com grana na época, né? Então eu acabei ficando amigo dos nerds na época por conta dos gostos comuns. Eu tive sorte, demoraram a perceber que eu era pobre. Eu tenho toda a pinta de gente com grana, essa cara de europeu que engana. Quando perceberam que eu era duro, foi só no segundo grau. Ali eu já era um pouco mais cascudo, tinha bons amigos”. Ela não.
Era tudo tão igual que, em dado momento, eu parei de falar que havia sido igualzinho comigo. Eu esperava ela terminar a parte dela. Falava a minha. E intercalávamos nossas histórias, os dois surpresos com as semelhanças. Provavelmente a grande diferença era a vida dela após ter o filho e abandonar a faculdade. Ela trabalhava em uma repartição pública onde tinha 20 anos a menos do que a segunda funcionária mais nova, se afastou dos amigos. Era estranho conversar com ela. Não usava redes sociais praticamente, apenas para trocar mensagens com parentes distantes e mostrar fotos do filho para eles. Não via séries, não tinha Netflix - só novelas. Não conhecia bandas novas, não era muito de ir ao cinema. Era uma sensação estranha, mas parecia que boa parte da vida dela tinha parado em 2006 ou 2005. Os hábitos dela e poucos hobbies pareciam os de uma pessoa de 50 e poucos anos.
Me doeu imaginar o que poderia ter sido, o que poderíamos ter feito juntos, como poderíamos ter sido bons um para o outro. Pensei na minha esposa, que tem um perfil familiar radicalmente diferente do meu. Ela vem de uma família de classe alta, só com engenheiros e funcionários públicos de elite. O mundo dela era muito diferente do meu, tão diferente que às vezes me assustava. Famílias que não se falavam e que, mesmo endinheiradas, brigavam por herança e cortavam laços de vida por conta de bens que eles não precisavam. Todos católicos ou evangélicos, sem exceção. No máximo um ou outro ateu escondido no armário, como eu.
Essa diferença nos causava estranhezas, pontos de atrito que me surpreendiam. Quando eu elogiava a decoração de uma festa, ela falava do preço e da empresa que a produziu. Ela sentia uma obrigação social em aparecer em eventos familiares ou do círculo social deles, de ser e parecer uma boa esposa. Eu só queria estar onde eu estava afim e quando eu estivesse afim, nunca vi a família como uma obrigação social. Eles discutiam herança entre irmãos com os pais bem vivos, nós nos preocupávamos em fazer companhia à minha mãe quando meu pai morreu. Já era meio subentendido que abriríamos mão de qualquer coisa e deixaríamos tudo para minha mãe, tendo direito ou não.
Havia uma preocupação com patrimônio, normais sociais e aparências que, por muitas vezes, me assustavam. Muitas vezes ela parecia desgastada ou enojada com isso também, mas fazia porque alguém na família tinha que fazer, porque era tradição, porque sempre foi assim. Eu assistia àquilo atônito, impressionado como uma família tão numerosa quanto a minha - com literalmente dezenas de primos e tios até de terceiro grau que moravam em um mesmo bairro - era tão mais simples e unida do que uma dúzia de endinheirados que pareciam brigar por coisas fúteis.
Ela, que estava ali do meu lado, não. Tudo que ela me contava soava como uma cópia fiel da minha família, apenas em escala ligeiramente menor. Pensei em como as coisas seriam simples ao lado dela, despreocupadas, tranqulas. Que eu não passaria a vida sendo julgado pela família da minha companheira como o ex-pobre com pinta de hipster que conseguiu ganhar algum dinheiro, mas não tem muita classe nem é muito cristão, como nos últimos anos.
As palavras que saíram da boca dela depois de uns dois ou três copos de cerveja poderiam muito bem ter sido lidas do meu pensamento. “Você acha que a gente teria sido um bom casal? Que a gente ia se dar bem?”.
“Não tem como saber”, eu respondi. “Mas a gente pode imaginar”. E a gente começou a brincadeira mais dolorosa da noite, imaginando como seria se tivéssemos ficado juntos 12 anos atrás.
“Eu jogava videogame para caralho, você ia se irritar. E eu ia te pentelhar para jogar comigo”, eu comecei.
“Eu gostava de videogame, só não jogava muito. Eu ia te arrastar para show da Avril Lavigne e da Pitty, você não ia gostar”.
Eu sorri. “Eu não tenho nada contra as duas”.
“Britney e Justin Timberlake também”.
“Porra, aí você já tá forçando a barra, amor tem limite”.
Falamos sobre meus primeiros estágios, sobre como eu era maluco e fazia dois estágios e faculdade ao mesmo tempo. Saía de casa às cinco da manhã e voltava às onze da noite. Tudo para conseguir ter uma grana legal, já que na minha área os estágios eram ridiculamente baixos. Ela falava sobre a rotina de estudos para concurso, sobre como foi difícil conciliar a faculdade - que ela eventualmente abandonou por causa do filho - com o recém-conquistado emprego público. Eu falava do meu início de carreira, que foi bem melhor do que eu jamais imaginara, como subi rapidamente. Como eu achava estranho ganhar a grana que eu ganhava - que não era nada extravagante, garanto - mas meus hábitos simples faziam com que eu mal gastasse metade do salário. Ela falava da depressão que tomou conta dela ao perceber que estava num emprego extremamente burocrático e ineficaz, deixando-a incapaz de buscar outras alternativas. Falamos sobre a morte dos nossos pais, que parecem ter conspirado para falecer no mesmo ano.
Em algum momento, a cabeça dela repousou no meu ombro. Eu não soube o que fazer. Pensava apenas na minha esposa, em jamais ter traído ela nem nenhuma outra mulher. Foi aí que eu percebi que ela chorava e, novamente, eu chorei também.
“É engraçado a gente ter saudade de algo que a gente não teve”, eu disse, lembrando de um livro que eu li há muito tempo.
“Acho que a gente seria um casal do caralho”, ela disse, com um inesperado sorriso entre as lágrimas.
“Ou talvez a gente se detestasse e desse tudo errado, a gente nunca vai saber”.
“A gente nunca vai saber”, eu repeti, mentalmente. Como um vírus, a ideia se espalhou dentro de mim rapidamente. “Eu posso fazer uma diferença na vida dessa mulher, na vida do filho dela, na própria família dela. Eu posso ter uma vida mais tranquila ao lado dela, sem essas picuinhas de família rica. Minha esposa pode encontrar um homem muito melhor para ela. Um cara rico, cristão e que tenha a classe e pose que a família dela tanto quer. Isso pode acabar bem para todo mundo”.
Mas não podia. Lá no fundo, eu sabia que não podia. Eu tinha quase uma década de história com minha esposa. Eu tinha um casamento plenamente feliz atrapalhado por alguns poucos problemas familiares e inseguranças minhas. Tínhamos uma química ótima, gostos parecidos para livros e filmes, nos dávamos bem na cama. Valia a pena jogar aquele relacionamento tão bom e funcional - algo que me parece cada vez mais raro hoje em dia - por uma aventura fugaz? Um remorso do passado? Em um relacionamento com uma estranha que eu estava voltando a conhecer havia algumas horas?
“Você nem a conhece”, dizia a cabeça. “Ela é igual a você”, dizia o coração.
No fim das contas, eu segui a cabeça. Conversamos até quase dez da noite. Pegamos um Uber e fiz questão de deixá-la em casa, um prédio pequeno em um bairro abandonado do subúrbio. Quando o carro parou, ela se demorou um pouco do meu lado e, por impulso, eu segurei a mão dela. Ela me encarou assustada e ansiosa. Eu pensei em beijá-la, em ligar o foda-se e jogar tudo para o alto ali mesmo. Mas eu só desci do carro com ela na rua deserta e caminhamos juntos para dentro do prédio, sem saber exatamente o que a gente estava fazendo. Pedi para o motorista me esperar e disse que depois acertava uma compensação com ele.
“Eu vi o seu Facebook. Você é casado com uma mulher linda. E inteligente. Você não vai me trocar por ela. Nem eu quero acabar com o seu casamento”.
“Você acha ela linda e inteligente?”.
“Você sabe que ela é”.
E então eu desabafei. Falei que passei as últimas semanas reavaliando meu casamento e meu futuro, encarando a foto dela no Facebook de tempos em tempos. Que meu coração quase parou quando encontrei-a pela primeira vez. Que eu gostava de tudo nela. Da dedicação como mãe, da simplicidade, dessa aura de pessoa correta que ela exalava sem fazer esforço, desse espírito suburbano e familiar que ela tinha. Dos olhos dela, tão animados no passado e tão tristes agora. De como eu estava me segurando para não beijá-la naquele dia todo.
“Você é linda. Eu sei que você se acha feia, eu sei que você acha que ninguém vai se interessar por você. Mas você é uma mulher foda, e nem preciso subir para saber que você é uma mãe foda, uma filha foda. Não deixa a vida passar. Eu tenho certeza que tem mais gente que, igual a mim, já percebeu isso em você e não sabe como falar. Não faz de novo a mesma coisa que a gente fez lá atrás. Eu só queria que você soubesse disso porque eu acho que você merece ser muito mais feliz do que você é agora. E você não tem ideia de como você me deixou maluco esses dias todos. Eu sou bem casado com uma mulher linda sim, mas só de encontrar você eu tive vontade de jogar tudo para o alto”.
Foi um monólogo mais longo do que eu esperava. De novo, ela chorou. Dessa vez, eu contive as lágrimas. O abraço que partiu dela foi um dos melhores e mais tristes que já ganhei na minha vida. Havia ali uma história de amor não vivida, saudades de uma história que jamais colocamos no papel, de um mundo que nunca existiu. Ela me apertou forte e eu sentia minhas mãos tremerem.
Encostamos as laterais do rosto um do outro, aquele prenúncio de um beijo adiado. E que tive que usar todo auto-controle do mundo para manter adiado. Me afastei, olhei nos olhos dela, sorri e fui embora. Quando o Uber saiu, ela ainda estava parada na portaria e minhas mãos ainda tremiam.
Eu não sei se essa história acaba aqui ou não. Mas eu tenho quase certeza que sim. Algum dia eu vou contar tudo isso para a minha esposa, mas vou esperar esse sentimento morrer primeiro. Eu conheço ela o suficiente para saber que, em um bom momento, ela não ficaria triste com essa história. Eu até consigo imaginar a reação dela, repetindo a frase que ela me diz desde que a gente casou. “Eu te conheço. Você não vai me trair com alguma gostosona oferecida por aí. Se alguma coisa acontecer, você vai se apaixonar por alguém. Eu te conheço, você é romântico. Mas a gente se resolve”.
Quando cheguei na minha casa vazia, sentei e escrevi quase tudo isso de uma tacada só. Sem revisão, sem pensar muito. Eu acho que eu poderia escrever dezenas de páginas sobre os detalhes da conversa, mas isso aqui já está longo demais. Antes de dormir, eu vejo que tenho uma mensagem no Whatsapp.
“Foi muito bom encontrar você”.
Toda aquela tentação de falar algo mais grita dentro de mim, se debate.
“Foi bom te ver também :) “.
Por via das dúvidas, coloquei o celular em modo avião e suspirei. “Eu tô feliz ou triste?”, me perguntei. Parece uma pergunta simples e relativamente objetiva, mas eu não soube responder. Eu custei a dormir, com medo de sonhar com ela. Quando eu acordo no dia seguinte e me preparo para ir ao trabalho, a impressão que eu tenho é de que tudo foi um sonho. Vê-la, reencontrá-la, chorar, abraçá-la.
E, como quando a gente acorda de um sonho triste, eu volto a viver minha vida normal para esquecer. Hoje tem reunião com cliente. À noite, preciso pegar minha esposa no aeroporto.
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