Sinais Ela não se importa mais com você

Só um desabafo de tudo que está acontecendo comigo

2020.10.03 08:27 Shadow_sev Só um desabafo de tudo que está acontecendo comigo

Olha por favor não me julguem e não me xinguem pq isso é a última coisa que eu preciso agora... Eu to crescendo passando pela adolescência e não sei se eu estou assim por isso mas vou falar oq eu to sentindo, eu costumava ser uma pessoa muito comunicativa, que gostava de conversar e rir com as pessoas, mas depois de um momento eu parei de ser assim pois percebi que tinha gente q sempre queria fazer oq eu gostava e isso tava me deixando triste pq tipo véi é muito ruim a pessoa ficar falando q gosta de tudo que você gosta só pra te irritar, e não era só isso, se eu não soubesse de alguma coisa me zoavam e falavam q gostavam antes sendo q começaram a gostar só pq eu falei, e isso foi me deixando muito triste e sozinha pq eu comecei a não falar mais das coisas que eu gosto, eu faço tudo sozinha agora pq peguei um "trauma" Mas isso ta me destruindo e não é uma coisa simples tipo só voltar a falar das coisas que eu gosto, eu não consigo mais, eu tenho muitos gostos diferentes tipo eu sou army/otaku e mais algumas coisas, mas eu não tenho ninguém pra conversar sobre isso, então eu acabo me fechando e fazendo tudo sozinha, só que tem um problema, como eu não falo pros outros das coisas que eu gosto eu tenho q ter cuidado pra eles não descobrirem, as únicas pessoas q sabem são as pessoas que moram comigo e algumas amigas (mas elas n sabem tudo), então eu estabeleci umas regras na minha cabeça, mas fica difícil pq meus parentes vem muito na minha casa e pra completar minha tia ainda deixa o filho dela na minha casa pra ela ir na igreja e ir trabalhar, então quando ele ta aqui eu n posso fazer nada, então eu fico no quarto no cllr e tenho que esperar até ele ir embora pra eu fazer minhas coisas, então minhas "regras" são basicamente, 1- Não ver anime e nem escutar música quando tem gente em casa principalmente ao dia; 2- Esconder todas as coisas e não dar sinais de que você gosta daquelas coisas; 3- não deixar ninguém mexer no seu cllTV pq tudo q vc gosta esta lá etc. Essas regras vem me deixando muito paranóica, e isso fez com que eu odiasse que as pessoas vem na minha casa, pq como eu disse antes, quando elas estão aqui eu não posso fazer nada, mas quando eu vou fazer sendo q tem gente na minha casa praticamente todo dia? E eu não posso reclamar se não me chamam de ignorante, sem educação, sem coração etc. EU NÃO SEI OQ EU FAÇO MAIS, eu só queria gostar das minhas coisas sem ter q esconder, eu queria ser eu mesma sabe?Mas doq adianta eu reclamar se eu não faço nada pra mudar!? Pq eu não consego mais mudar, quando eu penso em falar vem uma dor no meu coração e uma vontade de chorar imensa, por isso eu não sei mais oq fazer, minhas coisas são o meu refúgio, onde eu posso ser quem eu sou e me divertir, eu vejo o povo zoar mas tudo q eu queria era ter uma blusa do BTS e um quarto cheio de posters de anime, pq isso me faz feliz, era só isso que eu queria...
Eu não sei se eu escrevi tudo oq eu queria mas nem importa, eu não sei por tudo oq eu sinto em palavras, então como eu disse antes, eu não consigo mudar, então n adianta me dar dicas etc... Se você leu eu espero que você tenha entendido oq eu to sentindo, obrigada por ler...
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2020.09.25 17:00 Vedovati_Pisos Doenças de cascos em vacas: Dermatite interdigital e Panarício interdigital

Sabemos que garantir a saúde e o bem-estar de bovinos é a um grande desafio para produtores de leite, pecuaristas e, obviamente, veterinários. As vacas leiteiras, especialmente as mais pesadas (Girolando e Holandesa), precisam de cuidados e condições especiais para que tenham maior tempo de vida e posam produzir um leite de alta qualidade.
Entre esses cuidados, está a prevenção de muitas doenças e infecções que comprometem a saúde das vacas e, consequentemente, do leite que elas produzem, causando um grande prejuízo aos produtores.
Principais doenças de cascos de gado leiteiro
Existem duas doenças de cascos que preocupam bastante os produtores e médicos veterinários:
Dermatite interdigital
Consiste em uma inflamação da pele do espaço que separa os dois cascos, devido à ação de duas bactérias. Aparentemente, é contagiosa. O animal atingido apresenta, no espaço entre os dedos, uma enduração (endurecimento e necrose das fibras) de coloração acinzentada e odor repugnantes.
A dermatite interdigital pode ser observada em qualquer estação nos animais mantidos em estábulo, embora seja mais frequente no inverno, em especial nos estábulos cujo piso ou as camas estejam úmidas ou sujas. Essa doença é o resultado da falta de asseio e tende a se disseminar entre um grande número de animais, pois é contagiosa.
A má higiene das camas favorece a fixação do bacilo. São necessárias, portanto, medidas preventivas, como o cuidado das camas e dos ambientes por onde as vacas circulam ou ficam (comedouro, acesso a sala de espera, sala de espera, sala de ordenha e corredor retorno free stall ou compost barn) e o diagnóstico, isolamento e tratamento precoce dos animais reconhecidamente atingidos.
Panarício interdigital
É a doença dos cascos mais conhecida dos criadores de bovinos. Trata-se de uma moléstia infecciosa que tem, muitas vezes, uma aparência contagiosa devido à intervenção de várias bactérias.
Os sinais clínicos da doença são uma claudicação – onde o animal manca ou arrasta uma perna (a claudicação é um distúrbio frequente nas vacas de leite e, na maioria das vezes, causada por manifestações clínicas das lesões de cascos) – pronunciada e um inchaço avermelhado, quente e doloroso no espaço entre os dedos. Parece atingir todas as raças igualmente, se bem que as leiteiras sofram mais com os seus efeitos.
O panarício interdigital pode ser observado em qualquer estação. No entanto, aparece com mais frequência no final da primavera e do verão e no início do outono, quando o tempo está muito seco ou, ao contrário, muito chuvoso.
Como você pode verificar, essas doenças são bastante comuns em rebanho leiteiro e podem se espalhar por um número enorme de vacas se não for tratada ou, melhor ainda, evitada.
Pisos de borracha evitam doenças de casco em vacas leiteiras
Um dos elementos principais para a prevenção de doenças de cascos em vacas leiteiras é a instalação de pisos de borracha (ou tapetes emborrachados macios) por onde as vacas caminham ou permanecem em pé por uma grande quantidade de tempo como comedouro, corredor de acesso, sala de espera, sala de ordenha e retorno para free stall ou compost barn.
Quanto mais as vacas caminham por pisos de concreto, duros e ásperos, maiores serão os problemas que as vacas leiteiras terão. Assim, para prevenir problemas nos cascos das suas vacas, a área de acesso do free stall, a sala de espera, a sala de ordenha e onde as vacas leiteiras caminham para voltar ao free stall ou compost barn devem ter pisos emborrachados (tapetes de borracha antiderrapante).
É por isso que os pisos e tapetes de borracha Vedovati são altamente recomendados para esses ambientes do gado de leite. Ideais para todas as salas de ordenha: do tipo espinha de peixe, fila indiana ou carrossel, a qualidade dos pisos Vedovati garante um ambiente seguro (antiderrapante), macio e confortável para as vacas, o que pode prevenir inúmeras doenças e evitar grandes prejuízos para os produtores, reduzir custos com medicamentos e melhorar a rentabilidade da produção leiteira.
Não importa e você usa ordenhadeiras Delaval, Gea, Gimenez, Westifalia ou Eurolatte; e nem se sua ordenha é mecânica ou manual, você precisa oferecer conforto e bem-estar com os pisos de borracha Vedovati para bovinos.
Também é importante entender que, seja seu sistema a pasto, semi-confinamento ou confinamento, quanto menos suas vacas caminharem por pisos duros, úmidos e ásperos, menores serão as chances de terem problemas de casco.
E, como você sabe, a instalação de tapetes/pisos de borracha são a estratégia imbatível para prevenção de doenças cascos das vacas, bem como melhorar o conforto, bem-estar e a saúde do rebanho. Além disso, faça avaliação dos cascos das vacas com frequência, três vezes por semana realize o pedilúvio com formol ou sulfato de cobre, de acordo com as lesões observadas. O cuidado com os cascos das vacas, demonstra zelo e preocupação pelo conforto, bem estar e saúde das vacas de leite. Temple Grandin, Psicologia, mestrado em Zootecnia, Professora de ciência animal, na “Colorado State University”, conhecida como “A mulher que pensa como as vacas” disse “Paredes sólidas e um chão que não escorrega são essenciais. Os animais entram em pânico quando escorregam”.
Para saber mais sobre como a Vedovati pode ajudar a prevenir doenças de cascos em vacas leiteiras com tapete de borracha para vacas, clique aqui para conhecer nossos produtos e entre em contato para maiores informações.

https://www.vedovatipisos.com.bnoticias-artigos/doencas-de-cascos-em-vacas-dermatite-interdigital-e-panaricio-interdigital/
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2020.09.23 17:35 Vedovati_Pisos 7 dicas para manter seu cavalo saudável

Manter um cavalo saudável é desejo de qualquer pessoa que tenha ou lide com este animal magnífico no dia a dia.

Os cavalos são animais incrivelmente úteis para o trabalho no campo, para fins esportivos, (esportes equestres) ou mesmo para cavalgadas. São também animais fáceis de tratar e fazer amizade, sendo usados até mesmo em práticas terapeûticas.

Além disso, os cavalos podem ser criados com um grande potencial de produtividade e valorização na venda. Não importa de qual perspectiva se observe, não há forma de não amar os cavalos.

Mas, para que o animal viva bem e renda o máximo possível é fundamental que você que cria cavalos ou apenas possui alguns cavalos saiba como manter seu cavalo saudável.

Pensando nisso, separamos sete dicas de cuidados para cavalos que vão ajudar muito você nesta tarefa.

1# Alimentação adequada: primeiro passo para manter seu cavalo saudável
Fornecer alimentação adequada, balanceada e na quantidade certa é um ponto fundamental para quem deseja ter um cavalo saudável sempre.

Como qualquer outro ser vivo, cavalos precisam de uma nutrição balanceada e adequada. Que consiga fornecer a energia que precisa no dia a dia, além de preservar sua saúde, acelerar seu desenvolvimento e melhorar a produtividade.

Praticamente todo criador de cavalos sabe da importância disso, mas não são todos que entendem de nutrição ou da dieta adequada para seus cavalos.

Você que é apaixonado por cavalos e quer o melhor para seu companheiro deve seguir algumas regras e critérios a na hora de montar a dieta do seu cavalo.

Mas antes, leve em consideração a raça do animal, idade, peso do cavalo, do clima no qual ele está, do que está disponível localmente e o tipo de atividade que ele desempenha, ou seja entender as necessidades nutricionais do seu cavalo.

Em relação a oferta de alimento, é regra geral que ela deve ser administrada em pequenas quantidades ao longo do dia. Feno, grãos, sais, aveia e minerais devem ser distribuídos em uma dieta balanceada para a correta nutrição do cavalo.

Segundo André Cintra, que Médico veterinário, especialista em nutrição equina, o cavalo é um animal herbívoro, que se alimenta de vegetais, chamados de volumosos, ou ainda de “verde”.

André fala que o aparelho digestivo do cavalo possui particularidades onde são exigidos altos teores de fibras na dieta para que ele possua uma ótima digestão. As fibras são conseguidas através do volumoso que pode ser oferecido ao animal através de diversas formas (capim fresco, feno, silagem, cana-de-açúcar).

Deve também oferecer-lhe os complementos de uma alimentação (ração), para que possam atingir os níveis energéticos, protéicos, vitamínicos e minerais suficientes para suprir suas necessidades, mas sempre respeitando sua natureza e valorizando o volumoso.

Caso seja necessário, pode complementar as necessidades de cavalo utilizando suplementos nutricionais, como por exemplo probióticos, óleos vegetais, vitamínicos, minerais, energéticos, protéicos, etc.

Cada um deles tem sua especificidade e deve ser ofertado conforme a real necessidade do cavalo.

Porém, quando a alimentação do cavalo é feita com ração é fundamental que você fique atento e trabalhe com um especialista. Pois a ração deve ser aquela recomendada com base em análise das necessidades nutricionais do equino.

Mais de 95% das cólicas em cavalos são causadas por um mau manejo alimentar, que o homem impõe ao animal.

Para saber mais sobre alimentação para equinos, confira esta matéria com um guia completo.

1.1# Hidratação do animal
A água também deve ser fornecida em quantidades suficientes ao longo do dia para os equinos. E é importante que a água esteja fresca, limpa e sempre à disposição para consumo do animal.

2# Adote um programa de exercícios diários de acordo com a raça do seu cavalo e para qual fim vai usá-lo
É quase uma regra da Mãe Natureza que praticamente todos os seres vivos precisam de movimento e atividade.

Seres humanos, por exemplo, precisam de alguma atividade física diária para se manterem saudáveis. Por saudáveis pode ser entendido os estados onde o corpo possui um funcionamento geral ótimo. Que confere saúde, energia e boa disposição para o dia a dia.

Da mesma forma que as pessoas, cavalos também precisam de mais movimentos que os humanos para manterem a saúde.

A nossa segunda dica para manter um cavalo saudável é a de estabelecer e manter um regime diário de exercícios.

O tipo de exercício, bem como a intensidade, não são os fatores mais importantes aqui. O criador pode submeter o cavalo diariamente a um galope ou caminhada prolongada por uma trilha.

A intensidade dos exercícios pode variar conforme questões como o tipo de trabalho que o cavalo desempenha e o objetivo que quer atingir. Um cavalo de corrida, por exemplo, certamente terá que praticar exercícios que melhorem suas capacidades e, portanto, são naturalmente mais intensos.

Se você desejar, pode perguntar ao seu veterinário de sua confiança por exercícios adequados para a idade, peso e nível de atividade do cavalo.

3# Cuidados adequados com as patas do cavalo
As patas de um equino merecem uma atenção e cuidado especial na busca por manter um cavalo saudável.

As patas são uma área que simplesmente merecem um cuidado redobrado. Afinal, são elas que sustentam o peso do animal e precisam sempre estar em ótimas condições. O que pode ser alcançado com a prática de exercícios regulares que fortaleçam os músculos das patas.

Os cascos de um cavalo também precisam ser cuidados de forma diária e impecável. É importante avaliar sempre se o animal está com algum problema no casco, como a claudicação. E em caso positivo tomar as medidas necessárias para tratar deste e qualquer outro problema no casco que surgir.

Esses cuidados com o casco ajuda a manter o cavalo saudável pois previne problemas como infecções e dificuldades de locomoção.

4# Atenção ao tratamento dos pelos do cavalo
Já os pelos também precisam de uma atenção especial, ainda mais se você tem cavalos para competições ou exposições. Estes precisam de escovação diária, além da limpeza para manter boa higiene e aparência.

Para a escovação dos pelos do cavalo é recomendado utilizar uma escova dura, especialmente depois de cavalgadas. A escova dura causa, no pelo do cavalo uma sensação similar a de uma massagem. O que ajuda a liberar as tensões do animal, sem falar de eliminar a sujeira do pelo.

5# Vacinação em dia
Cavalos, assim como a maioria das criaturas vivas, são propensos a doenças infecciosas. E por isso, ter um cronograma de vacinação para equinos em dia é essencial para quem deseja manter seu cavalo saudável sempre.

A vacinação nos cavalos é importante para dar imunidade contra algumas doenças como:

Influenza: responsável por provocar gripes, dentre elas a H1N1. Adultos e éguas prenhes devem tomar a vacina anualmente. Já os potros precisam da 1ª dose após a desmama, e a 2ª dose depois de 30 dias da primeira aplicação;
Tétano: o tétano é um tipo de infecção que pode chegar a ser letal para o cavalo. Ela é causada pela toxina da bactéria Clostridium Tetani, que reside no trato gastrintestinal do animal. Mas que pode viver no ambiente por longos períodos de tempo, sob forma esporulada.
Cavalos também precisam de vacinação preventiva para evitar o problema. Adultos e éguas prenhes devem tomar a vacina anualmente. Potros devem tomar a 1ª dose após a desmama, e a 2ª dose depois de 30 dias da primeira aplicação.
Raiva: uma das principais causas de morte em equinos no Brasil. De acordo com o veterinário Gustavo Braune alerta que uma vez que o sistema nervoso de um animal com raiva foi atingido não há mais intervenção possível que possa tratar do cavalo.
Em cavalos adultos e éguas prenhes a vacina precisa ser dada anualmente, em potros é necessário vacinar com uma 1ª dose após a desmama e depois de 30 dias aplicar uma 2ª dose;
Encefalomielite: a encefalomielite é uma doença infectocontagiosa caracterizada por sinais neurológicos de perturbação da consciência, disfunções motoras e paralisia.
Adultos e éguas prenhes devem tomar a vacina anualmente. Já os potros precisam da 1ª dose após a desmama, e a 2ª dose depois de 30 dias da primeira aplicação.
Para realizar a vacinação em dia no seu cavalo — ou criação — é preciso ficar atento a dois pontos fundamentais. O primeiro é o de contar com o trabalho especializado de um veterinário de equinos.

Esse profissional será encarregado de acompanhar a vida do animal e assim recomendar e organizar o cronograma de vacinas do cavalo.

O outro ponto a observar é que a vacinação só pode ser feita com animais livres de parasitas. O que torna a vermifugação do cavalo um componente indispensável antes da vacinação.

6# Baias para cavalos confortáveis e seguras
O local onde o cavalo fica e descansa é também de extrema importância para a saúde do equino. Não existe forma de manter um cavalo saudável sem que ele tenha uma cocheira ou baia para cavalos cuidadosamente preparada.

A cocheira é um local que tem um papel muito maior do que o de proteger o cavalo do sol e da chuva. Ele precisa ser visto pelo criador ou mesmo proprietário de cavalos como um ambiente de descanso e de promoção de bem-estar e qualidade de vida para o animal.

Escolher a cama adequada para as baias de equinos sempre foi um desafio para os criadores e proprietários de cavalos, que, além de pensar no conforto para o animal, tem que levar em conta o custo e a disponibilidade do material, manutenção e facilidade de limpeza das baias.

Uma solução que tem sido utilizada há mais de vinte anos no Brasil é instalação dos estrados de borracha Vedovati nas baias como camas.

A baia é a casa do cavalo, e ela precisa estar limpa e ser capaz de oferecer o conforto que o equino necessita.

A baia/cocheira do cavalo precisa ser capaz de proporcionar ao menos uma modesta movimentação para que o animal não se estresse, a definição da dimensão deve levar em conta a raça e o porte do cavalo, mas um tamanho de baia muito utilizado é de 4,00 x 4,00 m. Também precisa ter vantagens para os cavalos que não são movimentados de forma regular ou que possuem movimentação insuficiente.

Também é recomendado que haja espaço adequado para o fornecimento de comida e água para o animal dentro da baia.

Por fim, ainda é preciso que o criador se atente a necessidade de que a baia tenha um piso adequado para maximizar o conforto do cavalo.

E por falar em piso para baias de cavalos, continue lendo para saber mais sobre esse componente fundamental para a criação de um cavalo saudável.

7# Cama adequada e de alta qualidade para equinos
Ninguém em sã consciência gostaria de dormir em um colchão duro, sujo e que pode causar danos a saúde, certo?

Pois é, mas infelizmente é isso que muitos criadores fazem com os seus cavalos nas baias. E o pior disso é que muitos deles ainda esperam ter um cavalo saudável. O que simplesmente não é possível sem que haja uma cama de borracha adequada na baia.

Existem diversos tipos de camas e pisos para baias de cavalos. Mas é comprovado que as camas de borracha (emborrachados) são os melhores para baias de cavalos.

Uma boa cama de borracha consegue oferecer tudo o que um cavalo precisa para ter conforto em sua baia na hora de descansar.

Esse tipo de piso é antiderrapante, o que evita possíveis escorregões e quedas que geram estresse e lesões ao animal. Problemas nos cascos de um cavalo também podem ser evitados com o uso deste tipo de piso.

Importante, o termo piso de borracha é usado popularmente, no entanto não é adequado ao falar de camas e estrados de borracha. A cama de borracha vai em cima do piso convencional da baia. Ou seja, o estrado de borracha é instalado sobre o contrapiso da baia da cocheira do cavalo.

As camas e estrados de borracha também são de fácil limpeza e evitam o acúmulo de urina e mau-cheiro, desde que a baia tenha um ralo para drenagem e caída/desnível para o ralo (não pode ter um ralo em canto da baia e a urina escorrer para outro lado, não pode ficar urina empossada).

Além disso, previne possíveis doenças respiratórias cujo outros tipos de camas, como como serragem, maravalha, casca de arroz desenvolvem.

O que gera economia de custo em medicamentos, além do melhor que é dar mais saúde e qualidade de vida para o animal.

7.1# Como deve ser instalada uma cama de borracha (estrado de borracha) para cavalos e os cuidados para ter sucesso
Existe algumas condições ou pré requisitos para se instalar a cama de borracha Vedovati nas baias/cocheiras para seu cavalo.

A primeira condição para usar a cama de borracha para seu cavalo é que ela tenha um piso de cimento, ou seja não pode ser ter terra batida com aquele sistema de filtro (brita,areia e carvão) pois a baia com a cama de borracha lava-se com frequência e se ela for de terra vai encharcar;
A segunda condição é a baia/cocheira ter um ralo para drenagem, o ralo pode ser no centro da baia ou em canto;
E por último, um cuidado muito importante para instalar a cama/estrado de borracha Vedovati nas baias para seus cavalos com sucesso, é que o piso deve ter um caimento adequado, ou seja precisa de um caimento (desnível) entre 1,5 e 2,5% em direção ao ralo. Assim, se sua baia/cocheira tem 4,00 x 4,00 m, com um ralo para drenagem no centro da baia, quer dizer que o ralo precisa ser mais baixo 4 centímetros que as laterais da baia (calculando com 2% de queda).
O caimento do piso da baia/cocheira deve ser feito durante a construção das baias, e deve ser projetado de forma a criar um ângulo de inclinação no piso da baia/cocheira, que deve ser feito na direção do ralo, o que vai proporcionar o escoamento da urina, evitando que fique empoçada e cause mau cheiro.

Além deste ângulo, é importante que o sistema hidráulico (tubulação) possua um diâmetro adequado para escoamento da água sem que ela fique empoçada na baia.

O que fazer para arrumar o caimento de água do chão da baia/cocheira. A seguir 3 passos para arrumar o caimento de água da baia:

1. Verificação da inclinação

Quando a água fica empoçada na baia, o primeiro passo é verificar se o ângulo de inclinação do piso foi construído de forma adequada, o que pode ser feito com o uso de uma régua de nível.

2. Tubulação do escoamento

Em seguida é necessário verificar se a tubulação tem um diâmetro ideal para escoamento da água (mínimo de 100 milímetros, ideal de 150 milímetros), e se não há entupimentos na rede de , o que pode causar retorno da água/urina na cocheira.

3. Profissional para conserto

Depois de identificado o problema será necessário corrigi-lo com a contratação de um profissional especializado na área (um bom pedreiro), que terá que poderá remover o piso da baia para fazer outro com o ângulo de caimento ideal, e também substituir o sistema hidráulico caso seja necessário.

Estando ok esses pré-requisitos, você pode instalar a cama de borracha Vedovati diretamente sobre o piso de cimento.

É importante ressaltar que as camas de borracha, são as mais recomendadas para baias por um simples motivo. As camas tradicionais para baias acumulam umidade e por mais cuidadoso que seja o tratador sempre haverá umidade na baia, e portanto um maior risco de problemas nos cascos.

Outro problema comum das camas tradicionais (serragem, maravalha, casca de arroz, palhas, etc) é que vem com muito pó que podem causar alergias ao cavalo.

Outro detalhe muito importante é a limpeza da cama do cavalo, que precisa estar sempre em dia. Dentre todas as opções possíveis no mercado, as camas/estrados emborrachados são os mais fáceis de fazer a limpeza.

Dando uma boa cama/estrado de borracha na baia/cocheira do seu cavalo, boa parte dos problemas são resolvidos e é o caminho para ter um cavalo saudável já foi trilhado.

E se você deseja saber mais sobre e cama de emborrachadas para baias só precisa conferir o link abaixo..

➥ Quero saber mais sobre pisos emborrachados para baias e melhorar a saúde e qualidade de vida dos meus cavalos

https://www.vedovatipisos.com.bnoticias-artigos/7-dicas-para-manter-seu-cavalo-saudavel/
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2020.07.27 04:51 altovaliriano Stannis Baratheon (Parte 4)

Todos os eventos do cerco a Ponta Tempestade formam um enredo ardilosamente planejado para vermos a transformação de Stannis de Senhor para Rei.
Como vimos, ainda que ele tenha se autoproclamado rei em Pedra do Dragão, Stannis se irrita ao ser chamado de Vossa Graça depois de saber da recusa dos Senhores da Tempestade em apoiá-lo (ACOK, Prólogo). Em seguida, quando Catelyn o chama de “Lorde Stannis” ao invés “Rei” ou “Vossa Graça”, Stannis ainda range os dentes, mas “não a incomodou com títulos” (ACOK, Catelyn III). Porém, após a morte de Renly, Stannis não esboça qualquer reação quando Cortnay Penrose o chama de Senhor (ACOK, Davos II).
Estes detalhes não são aleatórios e revelam a quantidade de confiança que Stannis vai adquirindo em seu destino e nas previsões de Melisandre. Eu fui um pouco precipitado ao terminar o último texto dizendo que Melisandre só passaria a usar Stannis depois de ele perder a Batalha da Água Negra. Os primeiros sinais de seus usos começam após a tomada de Ponta Tempestade. Como veremos, ainda que sejam sinais muito incipientes, estão lá.
Por outro lado, quando Stannis deixa de se sentir um pretendente que suplica o apoio de grandes senhores temos um pequeno vislumbre de como Stannis se comportaria caso viesse a assumir o governo dos Sete Reinos. Surpreendentemente, ele não é de modo algum o Stannis que Mindinho e Varys pintaram a Ned Stark no final de A Guerra dos Tronos.
Tudo ocorre em dois capítulos diferentes, Catelyn III e Davos II de A Fúria dos Reis. Os capítulos são tão parecidos que parecem narrar a mesma história duas vezes: Stannis está com Melisandre negociando termos no cerco, as negociações falham, os personagens POV prolongam o debate a procura de alternativas para o impasse e, por fim, a sombra de Stannis mata o adversário (no caso de Catelyn, a sombra surge no capítulo seguinte, mas acho que vocês entenderam...).
A narrativa, porém, não é a mesma, especialmente no que concerne ao personagem em questão. Em ambos os capítulos, o rei tem seus trajes observados por ambos os POVs. Reparamos que toda a sua roupa era muito simples, exceto nos adornos de poder – a coroa. No capítulo de Catelyn há menção às jóias na espada e no cinto que a carrega, que não se repetem no capítulo de Davos porque Stannis não a está carregando. Isso também é digno de nota, mas por razões diferentes.
De todo modo, o contraste entre os trajes e os adornos parece indicar que os últimos derivam de uma influência da mulher vermelha. Afinal, quando está fazendo uma comparação entre Stannis e Jon Snow, Melisandre critica o Lorde Comandante por levar uma vida espartana depois de ter ascendido ao cargo:
Nunca foi sábio para um governante evitar as armadilhas do poder, pois o poder flui em quantidades não pequenas de tais armadilhas.
(ADWD, Melisandre)
Entretanto, o que a repetida descrição dos trajes nos fala é que Stannis não mudou neste aspecto após ter reconquistado a lealdade dos Senhores da Tempestade. A mudança de Stannis é comportamental e política.
No encontro com Renly, ele apenas tem o apoio de Melisandre, enquanto Renly acha suficiente levar apenas Brienne. O Baratheon mais novo está ricamente vestido, acompanhado da porta-estandarte vestida em armadura azul, enquanto Stannis era acompanhado da mulher vermelha e trajava-se com simplicidade. A simbologia já denunciava a polaridade.
No encontro com Penrose, no entanto, o rei defronta seu adversário cercado de nobres com armaduras garbosas, a ponto de o próprio Stannis parecer “deslocado naquela companhia rica e régia”, salvo pela coroa, que lhe emprestava “um certa grandeza” (ACOK, Davos II). Caso não estivesse cercado por estes senhores, é bastante possível que não houvesse grandes contrastes entre Sor Cortnay e o rei Stannis.
A forma como o Rei do Coração Flamejante entra na negociação também difere nas duas cenas. Com rei Renly, Stannis inicia o debate com a intenção de ser mais brando com o irmão do que havia anunciado:
– Não negociarei com Renly – respondeu Stannis num tom que não admitia discussão. – Pelo menos enquanto ele se disser rei.
(ACOK, Prólogo)
– Não tenho qualquer querela com Renly, se ele se mostrar respeitador. Sou seu irmão mais velho, e seu rei. Desejo apenas o que é meu por direito. Renly deve-me lealdade e obediência, e pretendo conquistá-las. Dele e desses outros senhores […].
(ACOK, Catelyn III)
Entretanto, conforme rei Renly demonstra a intenção de debochar e humilhar o irmão (que também o insulta severamente, diga-se de passagem), este expressa arrependimento em ter deixado o irmão mais novo sequer abrir a boca:
– Jurei que nunca lidaria com você enquanto usasse sua coroa de traidor. Gostaria de ter mantido essa promessa.
(ACOK, Catelyn III)
Vale ressaltar, todavia, que Stannis já demonstrou aqui não ser a pessoa inflexível que falam que ele é. Renly está sendo tão intransigente quanto ele e ambo estão oferecendo a senhoria de Ponta Tempestade um ao outro. O grande problema com Renly é que ele não tem nenhum pudor em reconhecer a ilegalidade do que está fazendo, especialmente porque ele mesmo admite não acreditar na bastardia de Joffrey, Myrcella e Tommen:
Nunca suspeitei que fosse tão esperto, Stannis. Se ao menos fosse verdade, seria realmente herdeiro de Robert.
Se ao menos fosse verdade? Está me chamando de mentiroso?
Pode provar alguma palavra dessa fábula?
Stannis rangeu os dentes.
(ACOK, Catelyn III)
Ao não reconhecer as acusações de bastardia dos filhos de Cersei, Renly não só está reconhecendo que está pulando o irmão mais velho, como está admitindo sem vergonha alguma que pretende usurpar o Trono de quem ele mesmo pensa serem os herdeiros legítimos de Robert.
Diante de tudo isso, Stannis ameaça raivosamente o irmão e chega a puxar sua espada para o irmão que carregava apenas um pêssego. Essa precipitação para a arma dá lugar a uma explosão de raiva e ameaças que encerra as negociações com um tom funesto. Mais tarde, Stannis diria que o pêssego do irmão seria uma memória que levaria para a tumba, alegando que não conseguia entender o seu significado.
Apesar de que GRRM já tenha dado uma explicação para o que Renly queria com o gesto, eu tenho para mim que a razão que a experiência tenha causado forte impressão em Stannis foi a realização de que ele quis a morte de Renly a partir daquele instante. Mas a realização do seu desejo acabou custando muito de sua paz de espírito e o preenchendo com a culpa, por mais que ele procure ativamente se convencer de que não teve nada com o ocorrido:
Basta! – Stannis retrucou. – Foi vontade do Senhor da Luz que meu irmão morresse pela sua traição. Quem cometeu o ato não importa. [...]
Se alguém dissesse que eu tinha me transformado num javali para matar Robert, provavelmente acreditariam nisso também.[...]
Só Renly conseguiria me irritar tanto com um pedaço de fruta. Ele condenou-se a si próprio com a traição que cometeu, mas eu gostava dele, Davos. Sei disso agora. Juro, irei para a cova pensando no pêssego do meu irmão.
(ACOK, Davos II)
Outro fato que eu acho que pesa na consciência de Stannis é que, por mais que ele propague aos quatro ventos que sua cruzada pelo Trono não motivada pela ambição, mas pelo dever, nos sabemos que isso não é verdade.
O Rei do Coração Flamejante é lembrado por dizer que, embora não tenha escolhido ser rei, esse tipo de questão não tem relação com a vontade. Mas isso é o que ele fala quando ele é o beneficiário da situação. Quando outra pessoa é a agraciada com títulos, Stannis pensa diferentemente, como ele deixou claro para Catelyn:
[…] Eu é que devia ter sido Mão de Robert.
Isso foi vontade de seu irmão. Ned nunca quis o cargo.
Mas o aceitou. Aquilo que devia ter sido meu. Mesmo assim, dou-lhe minha palavra, terá justiça por seu assassinato.
(ACOK, Catelyn III)
Assim, quando passou a ser atormentado com pesadelos vívidos em que assassinava seu irmão, rei Stannis deve ter passado a achar mesquinhos os motivos que o levaram a utilizar dos poderes de Melisandre.
Diga-se de passagem, o simples fato de Stannis ter lançado mão de feitiçaria para eliminar Renly e Cortnay deveria ser suficiente para desmontar a sua fama de homem honrado. Requer uma grande dose de hipocrisia para que até mesmo o próprio Stannis acredite que não maculou sua autoimagem.
Na verdade, neste capítulo vemos o próprio Stannis informar o leitor que sua tão reverenciada imagem de homem rígido, justo, austero e cumpridor do dever convencia muitos, mas não a seus irmãos. De fato, Stannis justifica não ter levado suas suspeitas da bastardia dos filhos de Cersei a seu irmão mais velho porque Robert poderia desconfiar dele:
A consideração que meu irmão tinha por mim nunca passou de dever – Stannis respondeu. – Vindas de mim, tais acusações pareceriam impertinentes e interesseiras, uma maneira de me colocar em primeiro lugar na linha de sucessão. [...]
(ACOK, Catelyn III)
Mas, justiça seja feita, talvez esta desconfiança tenha sido desenvolvida quando Stannis criou o hábito de suplicar a Robert que Ponta Tempestade lhe fosse passada, de modo que tudo pode não ter passado de uma desconfiança tola de Robert.
E Stannis sempre se sentiu espoliado de Ponta Tempestade – Cersei disse, pensativa. – A sede ancestral da Casa Baratheon, legitimamente sua… Se soubesse quantas vezes foi até Robert para cantar essa canção tediosa naquele tom sombrio e ofendido que tem. Quando Robert deu o lugar a Renly, Stannis apertou tanto os dentes que pensei que fossem se estilhaçar.
(ACOK, Tyrion III)
De todo modo, o que estou especulando é que a culpa esteja pesando forte na consciência de Stannis, a ponto de que o subconsciente esteja dando combustíveis aos pesadelos sobrenaturais que lhe tiram o sono. Porém, nem mesmo isso parece ter sido suficiente para impedir o Rei e Melisandre de empregarem o mesmo truque novamente 15 dias depois.
A dinâmica com Sor Cortnay Penrose não repete os mesmos problemas e questões havidos com Renly, mas tem o mesmo desfecho. Ainda assim, curiosamente, Stannis parece menos ávido em matar Cortnay.
Não só a conversa termina em ameaças mais amenas do que o ultimato na ponta da espada proferido contra Renly, como Stannis passa o capítulo quase inteiro buscando alternativas de como lidar com o cavaleiro de forma limpa – mesmo já sabendo de antemão que poderia utilizar as sombras de Melisandre.
O castelo cairá. Mas, como fazê-lo rapidamente? – Stannis cismou com aquilo por um momento. Sob o ritmado clac-clac dos cascos, Davos conseguia ouvir o tênue som do rei rangendo os dentes. – Lorde Alester insiste para que traga aqui o velho Lorde Penrose. Pai de Sor Cortnay. Conhece o homem, creio? [...]
O que você me aconselharia a fazer, contrabandista?
(ACOK, Davos II)
Por que Stannis estava mais diplomático com Sor Cortnay do que com o próprio irmão?
Poder-se-ia alegar, em primeiro lugar, que o ritual para matar Renly havia tido um custo muito alto que o rei não desejava pagar novamente. E, com efeito, Davos nota um envelhecimento muito preocupantes de seu suserano.
E ele também parece meio cadavérico, anos mais velho do que quando parti de Pedra do Dragão. […] visto de perto, Stannis parecia pior do que Davos julgara de longe. Seu rosto tinha se tornado macilento, e possuía círculos escuros sob os olhos.
(ACOK, Davos II)
Outra razão que podemos arguir seria que Sor Cortnay era um homem fiel a seus princípios e tão teimoso quanto o próprio Stannis. Assim, o rei estava prestigiando um homem de nascimento não tão alto quanto seu irmão por conta de sua o cavaleiro estava assumindo o papel que o próprio rei havia feito no passado, com a mesma tenacidade.
Por fim, penso que é possível especular que Stannis estava mais confortável agora que Melisandre havia lhe dado os 20 mil homens que prometeram. Com uma única tacada, Melisandre deixou o rei mais confiante em suas leituras das chamas e saciou sua sede por apoio.
Qualquer que seja o motivo, os diálogos entre Davos e o rei nos dão uma dimensão de Stannis que não havíamos experimentado até então. Vemos Stannis mais calmo, agindo no comando de vassalos de sua própria região que o haviam traído e recusado em prol de um notório usurpador. Guardadas as devidas proporções, são as mesmas circunstâncias em que Stannis assumiria o governo do reino caso sentasse no trono e ele não sai fazendo justiça cega como alardearam Varys e Mindinho a Ned Stark.
Na verdade, Stannis se mostra incrivelmente flexível e pragmático. O rei fala que concede perdões que o enojam somente para obter apoio.
Os senhores meus vassalos são inconstantes até em suas traições. Necessito deles, mas deve saber como me enoja perdoar gente assim quando puni homens melhores por crimes menores.
Até mesmo a inutilidade dos conselhos dos novos súditos é encarada pelo rei com simples tom de escárnio e uma boa dose de permissividade.
As mulas adoram o som de seus zurros, por que outro motivo? E eu preciso delas para puxarem minha carroça.
A pessoa que vemos e ouvimos em nada se parece com o homem verdadeiramente justo que Varys nos acautelara a temer. Na verdade, Stannis reflete sobre a justiça que aplicou a Davos, em razão da vida de crimes deste, mas não se propõe a nenhum ato real além de dizer que não se esquecerá da ofensa.
Um bom ato não lava os maus, e um mau não lava os bons. Cada um deve ter sua recompensa. Você foi um herói e um contrabandista – olhou de relance para trás, para Lorde Florent e os outros, cavaleiros do arco-íris e vira-casacas, que o seguiam a distância. – Aqueles senhores perdoados fariam bem em refletir sobre isso. Homens bons e leais lutarão por Joffrey, considerando-o erroneamente o legítimo rei. Um nortenho até pode dizer o mesmo de Robb Stark. Mas estes senhores que se reuniram aos estandartes do meu irmão sabiam que ele era um usurpador. Viraram as costas ao seu legítimo rei por nenhum motivo melhor do que sonhos de poder e glória, e eu tomei nota do que eles são. Perdoei-lhes, sim. Estão desculpados. Mas não esqueci.
Por fim, quando nenhuma se alternativa melhor do que a feitiçaria se apresenta, Stannis volta a depositar a questão nas garras de seu “falcão vermelho”, que estava certo e lhe trouxe 20 mil homens. A confiança na sacerdotiza fica tão alta que Stannis se permite pela primeira vez reproduzir o discurso cíclico R’hllorista.
Há luzes que lançam mais do que uma sombra. Ponha-se em frente da fogueira da noite e verá por si próprio. As chamas mudam e dançam, nunca estão quietas. As sombras crescem e encolhem, e cada homem lança uma dúzia. Algumas são mais tênues do que outras, é tudo. Pois bem, os homens lançam também as suas sombras sobre o futuro. Uma sombra ou muitas. Melisandre vê todas.
[…] Será possível que Sor Cortnay procure uma maneira de se render com honra? Mesmo que isso signifique sua vida?
Uma expressão perturbada cruzou o rosto do rei como uma nuvem passageira.
O mais provável é que planeje alguma traição. Não haverá nenhum combate de campeões. Sor Cortnay estava morto antes mesmo de arremessar aquela luva. As chamas não mentem, Davos.
E no entanto precisam de mim para que se tornem verdadeiras, pensou. Há muito tempo Davos Seaworth não se sentia tão triste.
Quando Ponta Tempestade finalmente cai para as sombras assassinas de Melisandre, ficamos sabendo em segundo mão que Stannis concedeu a Melisandre permissão para queimar “o bosque sagrado em Ponta Tempestade como oferenda ao Senhor da Luz” (ACOK, Tyrion XI). Essas pequenas permissões se parecem bastante com os mimos que Victarion Greyjoy pensa estar fazendo a Moqorro cada vez que o sacerdote o ajuda a capturar um navio.
Portanto, a influência da mulher vermelha sobre Stannis vem crescendo conforme ela se mostra eficiente, de forma que Melisandre vai se tornando cada vez mais exigente em seus mimos.
Por fim, quero propor uma reflexão: Por que Cortnay Penrose se negou a entragar Edric Storm a Stannis?
– O bastardo do meu irmão deve ser entregue a mim.
– Neste caso, minha resposta continua a ser não, senhor.
(ACOK, Davos II)
­ Ele acha que Stannis fará algum mal a Edric? Ou tem a ver com o nojo que Stannis sente por bastardos (ou por aquele bastardo em específico)?
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2020.06.03 21:35 Zorubark Obrigada pelo ouro estranho gentil

Reddit é tão inimaginavelmente inteligente até mesmo um usuário móvel como eu não consigo entender as profundezas das mentes do Redditor médio. Assinando ambos dankmemes e politics, este homem alcançou o auge do que ele acha que pode ser espirituoso, sua caixa de entrada enche com respostas de seu último post de formato quente em prequelmemes e metade deles espalha exatamente a mesma carta de volta para ele 'F'. Enquanto ele assiste legiões de crianças de quinze anos apressadamente digitar "Wholesome 100" em uma tentativa bajuladora de reivindicar pontos virtuais da internet, ele não pode deixar de se sentir especial como ele se banha na luz laranja dim de sua tela de computador. Os seus dedos também são cor de laranja, com pó de Cheeto, mas a cor de laranja intriga-o. As setas ao lado da tela são visivelmente laranja, mas a camada grossa de gordura em seus óculos tapados com fita cromática aberra a luz até que eles aparecem perto de vermelho na cor. O hamster perpetuamente animado em sua cabeça começa a girar, um novo esquema inútil e frívolo de karma-making poderia estar em ordem com isso; e se o botão de laranja 'updoot' não era tão laranja como todos dizem que é? É claro que Reddit adora as suas lutas internas, a partir das constantes guerras de chamas moderadoras de animemes e historymemes em grande escala, ao lado de todas as repetidas piadas de 'França rende'. E assim o homem pensa para si mesmo (como fez tantas vezes nos últimos meses) 'A-ha! Tenho uma ideia.’ Ele deve criar o meme final, o meme que une todos os maiores aspectos do Reddit, a luta interna, o humor repetitivo e sem graça, a ostracização de certos grupos com base em fatores inteiramente arbitrários - ele é o homem que vai mudar o curso da história do Reddit, mais do que Reddit mudou a vida daquele alegado bombista. Ele cuidadosamente move seu rato, prejudicado por anos de masturbação ritualística para pornografia cada vez mais hardcore, o túnel carpal o força a fazer movimentos cada vez mais juddery, as imagens pré-formatadas dart através da tela. Fora do arquivo template meticulosamente ordenado, e no GIMP (o bem-estar já não paga para Photoshop). Ele acrescenta texto, na melhor das hipóteses sem graça, mas isso não importa, ele tem uma missão, uma visão, uma ideia que vai incendiar o mundo, desde que por "mundo" você queira dizer como ele é definido na política 'mundo'. Uma única gota de água cai do tecto. O quarto dele é acima do solo, mas as pilhas de parafernália empilhada por acaso removem qualquer aparência de aridez. Ele afoga-se à luz do seu monitor curvado, e à medida que as teclas RGB tremem de cores diferentes, os seus óculos parecem maravilhosos, resíduos de sabão de um mês de idade e mistura de gordura, banhando o homem no mundo em que ele vive. Ele vive em Reddit. Ele respira Reddit. Ele respira, segurando seu inalador-ele acabou de se lembrar de um engraçado Big chungus meme que ele viu na tarde anterior (ou, pelo menos o que ele acreditava ser a tarde, ele não faz distinção entre AM ou PM). O canto dos pássaros lá fora é abafado por uma cornucópia de almofadas corporais e caixas de pizza muitas vezes reabertas. Às vezes, ele gostava que eles se reabastecessem. Nunca o fazem. O homem do restaurante de pizzas que lhe serve conhece-o bem, talvez o único homem no mundo que o faz fora da sua família próxima. Sempre o mesmo, grande americano quente. Nunca um extra grande, mas sempre um grande. Quando o seu apetite pela cozinha italiana se afasta por alguns dias, afasta-se do seu curso normal e pode pedir algo diferente. Mas, claro, o homem da pizzaria estraga o pedido. A massa está mal cozida, super cozida, sobre as coberturas, bolhas, ou talvez a gravidade tenha tido o seu preço no jantar do nosso herói, rolando para uma calzone ao lado da caixa, quase envergonhado de mostrar a sua face ao mundo. De certa forma, o homem é muito parecido com a pizza que ele pede, ele está em silêncio. Ele está sempre lá, sempre presente no mundo, ninguém gostaria de admitir que eles têm tanto contato com ele como eles têm - e a maioria das pessoas ficam longe dele. No entanto, naquela caixa de pizza, o homem está seguro, ele tem uma marca no exterior, uma etiqueta, uma casca dura para afastar qualquer pessoa que ainda pode ser capaz de se meter no seu caminho, se ele não estava tão fora do caminho para começar. As caixas de pizza amontoam-se no canto, às vezes a mãe dele esvazia-as. Parece que ela só vem uma vez na Lua Azul, as suas visitas coincidem com os barulhos barulhentos do camião do lixo enquanto ele conduz sobre o seu jardim da frente mal mantido, confundindo a flora severamente desnutrida com mais pavimento. O coração dele bate mais depressa, e também cronometrou perfeitamente. Karma máximo para adicionar ao seu total. "Os europeus não vão ter este até acordarem! ele chora sozinho. Há uma pausa-ele esqueceu um componente crítico de seu meme - a marca D'água. Mas não apenas uma marca d'água, uma que realmente mostra o resto da internet que ele é um avermelhado e orgulhoso, ele hasteia a bandeira laranja como se fosse o país em que ele vivia, alegando que ele fez este meme, apesar da natureza reciclada tanto do formato e da legenda. Mas não há mais nada a dizer. Todas as ideias foram feitas aqui. Todas as combinações de meme foram feitas. Tudo o que há agora é um vazio de humor que vai lentamente apodrecer e degradar-se no nível de Memes Cheezburger. Este Redditor olha para aqueles em R / f7u12, eles não têm a habilidade ou inteligência daqueles que fazem memes que são 50% imagem de reação. Eles reagem a tanta coisa de formas tão estereotipadas, e ainda riem de pessoas no YouTube que passam a vida inteira seguindo a mesma fórmula que eles fazem. Ele vacila. Ele clica 'Post Image'. E enquanto uma chuva de upvotes inunda a tela para cumprimentá-lo, ele sente um pequeno formigueiro em seus braços, uma euforia, seu chapéu inconscientemente inclina-se para fora de sua cabeça enquanto seus olhos rolam para trás e ele se inclina em sua cadeira. Quando seu coração começa a tropeçar em seus próprios sinais para fornecer sangue suficiente para a moldura girítica recém-despertada de seu, ele vê uma mensagem aparecer na tela. Recebeu um prémio de Ouro.’ Sua boca está agora Ágape, ruídos assobiando escapar dele e seu braço esquerdo começa a se sentir muito mais forte, sua boca convulsiva e Baba ao mesmo tempo, sua cabeça cai para o lado, batendo contra o material finamente maquinado de sua cadeira de aperto. Quando o seu último suspiro deixa a boca, mas fica na sala, só tem uma coisa a dizer. Obrigado pelo ouro, gentil estranho.’
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2020.05.04 00:40 altovaliriano Jon Snow (Parte 4)

O primeiro capítulo de Jon é o quarto de A Dança dos Dragões e ele se inicia com Jon tendo sonhos de lobo. Dentro de Fantasma Jon adquire uma sensibilidade para saber quantos irmãos estão vivos.
Esta é uma habilidade que pode ser muito útil caso Jon venha a habitar Fantasma após ter sido morto em seu último capítulo, mas isso é assunto para o sexto livro, Os Ventos do Inverno.
No quinto livro, o que importa notar é que os capítulos de Jon começam com ele dentro de Fantasma, e terminam com ele pronunciando o nome do lobo gigante. Parece que Martin se utiliza da tendência dos leitores a desejarem histórias com fechamento de ciclo para deixar implícito o futuro de Jon.
Depois do sonho, porém, vemos um personagem diferente daquele que deixamos em A Tormenta de Espadas. Jon está mais orgulhoso, não aceita provocações de Sor Godry Farring ou de Stannis Baratheon. Os diálogos internos marcam mais presença do que suas palavras para descobrirmos seu estado espírito. Muito diferente daquele garoto que Janos Slynt e Alliser Thorne conseguiram arrancar uma confissão pesarosa de que quebrara seus votos com Ygritte.
Em verdade, a forma como Jon se impõe sobre Stannis durante todo o livro é admirável. Talvez por isso Martin tenha escolhido que víssemos Lorde Snow tratando com o rei antes do que viria a seguir com Goiva, Samwell e Janos. A mesma irredutibilidade ocorre com Melisandre, mas ela também é outra pessoa de quem o leitor foi treinado a desconfiar, por isso o novo Lorde Comandante parece prudente em não toma-la como conselheira.
Olhando em retrospectiva, porém, fica claro que Jon Snow tinha medo do que me Melisandre pudesse fazer. Afinal, suas primeiras atitudes como Lorde Comandante são todas voltadas a impedi-la de ferir os dois Aemons (o Targaryen e o filho de Mance).
Isso nos leva aos primeiros sinais de que há algo errado com Jon Snow. A princípio parece que o cargo está lhe subindo à cabeça, mas por fim acabamos por entender que, baseado no conselho que meistre Aemon deu a Aegon V (e ao próprio Jon), o recém-empossado Lorde Comandante acredita que seus sentimentos devem passar pelo filtro da maturidade e que o jeito maduro de resolver as coisas é agir em desacordo com sua idade.
Curiosamente, as lições da história deveriam alertar Jon de que Aegon V morreu tragicamente, governando em isolamento, cercado de inimigos. Talvez assim teria hesitado em ouvir Aemon neste quesito.
Pois bem. Após Jon Snow ter se mostrado competente no jogo de palavras com Stannis e Melisandre ele tenta tomar as rédeas do assunto do filho de Mance. Sabendo-se incapaz de exercer pressão real sobre a corte de Baratheon, Jon inteligentemente força o elo mais fraco da corrente: Goiva.
Em uma cena de monstruosa tirania, digna de Randyll Tarly, Jon usa a falta de força de vontade de Goiva contra ela. Usa sua submissão para força-la a abandonar o filho. Chega ao ponto de obriga-la a por uma mão sobre um chama para mostrar como a criança de Mance morreria. E completa com uma ameaça, para incentivá-la a não lhe desobedecer:
Uma coisa eu lhe prometo: no dia em que queimarem o filho de Dalla, o seu morre também.
(ADWD, Jon II)
É claro que o leitor conhece as intenções de Jon e, naturalmente, duvida que ele levaria a cabo este tipo de empreitada. Mas Goiva não sabia, como Jon está ciente. A forma exagerada como executa a manipulação lembra a ameaça que Jaime faz a Edmure, que nunca saberia que Jaime dificilmente cumpriria a promessa de atirar a criança em uma catapulta (isso porque, com a ameaça, Jaime estava tentando manter a promessa, feita à Catelyn, de que não levantaria armas contra os Tully).
Algo de semelhante acontece na conversa com Samwell. Quando dá a ordem de partir para Vilavelha, Jon esperava que o jovem intendente cooperasse alegremente. Mas Tarly fica nervoso, amedronta-se e fica na defensiva sobre suas capacidades. Jon, então, toma a decisão de matar “o menino em você e o menino nele” para se sobrepor até mesmo ao medo que Samwell tem de desobedecer o próprio pai.
Desobedecer Jon se torna mais temível do que desobedecer Randyll Tarly para Sam. Isso diz algo.
– Não vai tentar. Vai obedecer. [...]
Sam pareceu ceder. – Como meu senhor ordena. [...]
Sam fugiu dele como Goiva havia feito.
(ADWD, Jon II)
Com Janos Slynt, porém, a conversa foi totalmente diferente. Em nenhuma vez Jon pensou “mate o menino e deixe o homem nascer”. Na verdade, Jon já pensava em decapitar Janos Slynt desde o primeiro momento em que os vimos juntos em A Dança dos Dragões:
Jon deslizou o oleado pela espada bastarda, observando as luzes da manhã brincando em suas ondulações, pensando em quão fácil a lâmina atravessaria pele, gordura e tendões para separar a cabeça feia de Slynt de seu corpo. Todos os crimes de um homem eram esquecidos quando ele vestia o negro, assim como todas as alianças, ainda assim era difícil pensar em Janos Slynt como um irmão. Há sangue entre nós. Esse homem ajudou a assassinar meu pai e fez o melhor que pôde para me matar também.
(ADWD, Jon II)
Jon tem boas razões para ter um tratamento rígido com relação a Janos. Somente por intervenção de Cotter Pyke foi que o ex-Capa Douradas não conseguiu enforcar Snow. E mesmo depois disso, ainda assim o enviou para matar Mance Rayder durante uma negociação, uma missão sabidamente suicida. Então, agora eleito Lorde Comandante, era necessário que Jon lidasse rapidamente com Janos Slynt.
Caso o garoto fosse um jogador do Jogo do Tronos como Tyrion, teria angariado o apoio de alguém tão influente quanto Janos e Alliser para poder executar Janos por ter o enviado a morte de propósito. Porém, eu acredito que Jon tenha se deixado levar pela formalidade de Janos de querer justificar seus atos. Primeiro, quando precisou que Jon confessasse ter traído seus votos, e depois ao disfarçar a nova sentença como uma oportunidade de redenção:
– Mesmo assim – falou Slynt –, não quero que se diga que Janos Slynt enforcou um homem injustamente. Não quero. Decidi dar-lhe uma última chance de demonstrar que é tão leal como diz ser, Lorde Snow.
(ASOS, Jon X)
Portanto, inconscientemente, Jon Snow sente a necessidade de arranhar um subterfúgio para acabar com Slynt. Talvez enviar Janos para Guardagris tenha sido a forma encontrada por Jon para que esse subterfúgio viesse a tona.
Afinal, por que outro motivo Jon teria pensado o seguinte quando Janos pergunta “Você acha que não vejo o que está fazendo?”:
Estou lhe dando uma chance, senhor. É mais do que deu para meu pai.
(ASOS, Jon X)
A resposta violenta de Janos à ordem já era esperada. O ex-Capa Dourada o xingou e fez ameaças veladas, se negou a obedecer e ainda fez uma demonstração de violência ao sair.
– Não. – Lorde Janos levantou-se abruptamente, derrubando a cadeira para trás. – Não vou partir humildemente para congelar e morrer. Nenhum bastardo de um traidor vai dar ordens para Janos Slynt! Não estou sem amigos, fique sabendo. Aqui e em Porto Real também. Eu era Senhor de Harrenhal! Dê sua ruína para um dos tolos cegos que atiram uma pedra por você, porque eu não vou para lá. Você me ouviu, rapaz? Não vou para lá!
– Você vai.
Slynt não se dignou a responder, mas chutou a cadeira para o lado quando saiu.
(ASOS, Jon X)
Jon entretanto sabia que tudo aquilo era encenação e ameaças vazias, tanto que assim pensou ao assistir a cena:
Ele ainda me vê como um garoto, Jon pensou, um garoto inexperiente que pode ser intimidado por palavras raivosas.
(ASOS, Jon X)
No dia seguinte, Janos deu resposta similar, em público, mas não repetiu as ameças de que tinha amigos em Porto Real. Na frente dos homens da Patrulha apenas xingou novamente Jon e abertamente disse para ele enfiar a ordem no rabo. No final de A Tormenta de Espadas, mesmo que Jon tenha feito comentários sarcásticos e até tenha se revoltado quando foi sentenciado à forca, este não foi tratamento que Snow ofereceu a Janos quando este estava provisoriamente no comando.
Matar Slynt, entretanto, não era a única alternativa, como Jon bem ponderou. Como Lorde Comandante poderia prendê-lo ou força-lo a ir para Guardagris como subalterno de outro oficial. Ainda que Jon considere que seria apenas uma questão de tempo até que Slynt revidasse, estes pensamentos revelam que Snow sabia que a atitude de Slynt não era necessariamente punida com a morte. Matar Janos Slynt foi uma atitude política.
Quando Goiva se negou a obedecer Jon, ele a ameaçou. Não houve ameaças com Slynt. Na verdade, quando Jon estava coagindo Goiva e Sam a obedecerem-no, ele lembrava da lição de meistre Aemon, “mate o garoto”, indicando que deveria fazer o que achava certo, mesmo que fossem amargas.
enquanto enfrentava Slynt, Jon em nenhum momento pensou na lição de Aemon. Nem no primeiro encontro privado, nem durante a confrontação pública. Jon queria matar Slynt desde o começo. Inclusive, Martin magistralmente inseriu uma breve parágrafo entre o insulto de Janos e a ordem de Jon:
Alliser Thorne deu um tênue sorriso, os olhos negros fixos em Jon. Em outra mesa, Godry, o Matador de Gigantes, começou a rir.
(ASOS, Jon X)
Seria coincidência que o escritor tenha colocado dois homens que zombaram de Jon no passado para rir quando ele era insultado em público por um subalterno? Acho que não.
Em seus pensamentos, não constatamos que Jon estivesse ofendido pelas risadas. Porém, eu acredito que aquilo afetou a percepção de todos que estavam no recinto. As pessoas ao redor, que não estavam presentes na primeira vez que Janos insultava Jon, devem ter concluído que Jon estava estabelecendo que puniria o desafio e a zombaria com a morte.
Na cabeça de Jon, a morte de Janos era uma mensagem para Alliser Thorne e quaisquer conspiradores que estivessem ali. Um lembrete de que ele não pegaria leve com aqueles que lhe ameaçassem. Não era uma mensagem para qualquer homem que pensasse em desobedê-lo, haja vista que Jon apenas descartou as outras opções porque achava que elas beneficiavam a conspiração de Janos e Alliser.
Entretanto, as pessoas ali presentes não estavam dentro da cabeça de Jon Snow. Tampouco estavam presentes quando Goiva e Sam contestaram as ordens de Jon. O que eles viram foi que, ao primeiro sinal de desobediência, Jon decretou a morte de um subalterno. Alguns até podem ter visto além e pensado que, primeira oportunidade que lhe foi dada, Jon estava eliminando o segundo lugar na eleição ao cargo de Lorde Comandante.
Mas a punição, por mais dura e desproporcional que fosse, não era ilegal. Por isso o próprio Alliser Thorne abriu caminho para Emmet e Edd imobilizarem Janos. Ainda assim, é evidente que Jon alimentava expectativas os apoiadores de Janos se rebelassem. Na verdade, ele queria um subterfúgio para matar Alliser Thorne também. Pode ser que, inconscientemente, tenha escolhido matar Janos justamente para também acabar com Thorne:
Sor Alliser Thorne alcançou o punho da espada. Vamos lá, Jon pensou. Garralonga estava pendurada em suas costas. Mostre seu aço. Me dê motivo para fazer o mesmo.
(ASOS, Jon X)
Mas o fato é que Jon temia os eventuais eleitores de Janos Slynt que ali poderiam estar presentes. Martin fez constar um parágrafo inteiro em que Jon pensava o quanto o mundo parecia "equilibrado no fio da espada". No entanto, neste mesmo parágrafo, Martin faz uma menção breve aos homens de Stannis no recinto.
Este é outro elemento que pode ter funcionado como um freio para um eventual revolta. Ninguém em sã consciência acreditaria que Stannis seria tolerante com um motim. Especialmente quando Jon parecia ser aliado do Rei (o que deve ter ficado mais evidente quando Stannis assentiu para Jon depois a execução, parecendo aprová-la).
A caminho da execução Janos continua a esbravejar. Pela primeira vez neste dia grita que tem amigos em Porto Real, citou até o nome de Tywin e diz que não está assustado. Entretanto, quando Jon volta atrás (na verdade, apenas muda a forma de execução), uma coisa interessante ocorre.
Ficamos sabendo que Bowen Marsh parece ser um seguidor da Fé dos Sete ("Oh, os Sete nos salvaram – ele ouviu Bowen Marsh gritar"), muito embora provenha de uma Casa Nortenha. Isso é que se mostra importante ressaltar, pois que Septão Cellador foi uma dos acusadores de Jon quando Slynt havia chegado a Castelo Negro. Assim, fica menos estranho que Marsh (do Norte), Yarwick (das Terras Ocidentais) e um septão tenham mais tarde se aliado contra Jon. Essa devoção aos Sete diminui as diferenças culturais entre eles e torna a aliança mais crível. Sem falar que isso ressignifica as acusações de Janos sobre Jon ter a “marca da besta” com Fantasma (elo de warg), uma acusação que deve parecer mais abominável à luz dos Sete.
O insulto final aos conspiradores veio logo depois da cabeça de Janos ter rolado, quando, como dizem, o cadáver não havia nem esfriado. A última fala do capítulo vem de Owen Idiota, que estava sob o cadáver de Slynt pedindo suas botas a Jon, como um saqueador pedindo licença a um comandante. Esta obscenidade que pode ter soado como o escárnio final para os opositores de Jon.
Vai ter parte 5.
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2020.04.12 04:33 altovaliriano A Grande Conspiração Nortenha - Parte 7

Texto original: https://zincpiccalilli.tumblr.com/post/53134866390
Autores: Vários usuários do Forum of Ice and Fire, mas compilado por Yaede.
Índices de partes traduzidas: Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4, Parte 5, Parte 6, Parte 7

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Sinais e Portentos

Uma das habilidades mais impressionantes doeGRRM como escritor, em minha opnião, é sua capacidade de ocultar prenúncios [foreshadows] em cenas aparentemente irrelevantes a serem revisitadas pelo leitor, que maravilhará com elas. Por exemplo:
Quando Podrick quis saber o nome da estalagem onde esperavam passar a noite, Septão Meribald apegou-se avidamente à pergunta [...].
– Alguns a chamam Velha Estalagem. Ali existe uma estalagem há muitas centenas de anos, embora esta só tenha sido construída durante o reinado do primeiro Jaehaerys […].
Mais tarde, passou para um cavaleiro aleijado chamado Jon Comprido Heddle, que se dedicou a trabalhar o ferro quando ficou idoso demais para combater. Ele forjou um novo sinal para o pátio, um dragão de três cabeças em ferro negro que pendurou em um poste de madeira. [...]
– O sinal do dragão ainda está lá? – Podrick qui saber também.
– Não – Septão Meribald respondeu. – Quando o filho do ferreiro era já um velho, um filho bastardo do quarto Aegon ergueu-se em rebelião contra seu irmão legítimo e escolheu como símbolo um dragão negro. Estas terras pertenciam então a Lorde Darry, e sua senhoria era ferozmente leal ao rei. Ver o dragão de ferro negro o deixou furioso, e por isso derrubou o poste, fez o sinal em pedaços e os atirou ao rio. Uma das cabeças do dragão foi dar à costa na Ilha Quieta muitos anos mais tarde, embora nessa época estivesse vermelha de ferrugem. O estalajadeiro não voltou a pendurar outro sinal, e os homens esqueceram-se do dragão.
(AFFC, Brienne VII)
Aqui está a essência da teoria de que Aegriff é um pretendente de Blackfyre explicada por meio de brasões. O dragão negro retornando a Westeros via mar disfarçado de vermelho. Existem inúmeros pequenas recompensa nos livros para os fãs desenterrarem e, geralmente, quanto mais importante é a história, mais difusas são as dicas. R + L = J é provavelmente o atual campeão disso, com alusões a ela freqüentemente despontando em diálogos casuais sobre Jon ou envolvendo-o. Como por exemplo, esta conversa de quando ele soltar Val na Floresta Assombrada para encontrar Tormund:
[Jon:] Você voltará. Pelo menino, se não por outra razão. [...]
[Val:] Assegure-se de que esteja protegido e aquecido. Pelo bem da mãe dele, e pelo meu. E o mantenha longe da mulher vermelha. Ela sabe quem ele é. Ela vê coisas nas chamas.
Arya, ele pensou, esperando que fosse assim.
– Cinzas e brasas.
– Reis e dragões.
Dragões novamente. Por um momento, Jon quase os viu também, serpenteando na noite, suas sombras escuras delineadas contra um mar de chamas.
(ADWD, Jon VIII)
Muito irônico que, mais cedo, em seu próprio capítulo, Melisandre olhe para as chamas e veja Jon, como ela faz há algum tempo. Jon, que é é rei e dragão (se R+L=J for verdade).
Portanto, a questão agora é se o GRRM deixou pistas que levem à Grande Conspiração Nortenha.
Mais homens de neve haviam sido erguidos no pátio quando Theon Greyjoy voltou. Para comandar as sentinelas de neve nas muralhas, os escudeiros haviam erigido uma dúzia de senhores de neve. Um claramente pretendia ser Lorde Manderly; era o homem de neve mais gordo que Theon já vira. O senhor de um braço só podia ser Harwood Stout, a boneca de neve, Barbrey Dustin. E um que estava mais perto da porta com a barba feita de pingentes de gelo devia ser o velho Terror-das-Rameiras Umber.
(ADWD, O vira-casaca)
Que escolha interessante de bonecos de neve para citar e assim chamar à atenção. No mesmo capítulo, especula-se que Manderly, Terror-das-Rameiras, Stout e a Senhora Dustin formam uma espécie de corrente humana para transmitir informações sobre os Starks (a sobrevivência de Bran e Rickon, com certeza) com o fim derradeiro de trazer a Senhora Dustin e os Ryswells para a secreta liga anti-Bolton.
Ainda mais intrigante é o fato de que isso também pode ser lido como um jogo de palavras que sugerem o apoio norte de Jon. Assim como Wylla Manderly proclama sua lealdade aos Starks durante a audiência de seu avô com Davos, dizendo que os Manderlys juravam ser sempre “homens Stark”, se Lord Wyman e seus co-conspiradores decidissem apoiar o decreto de Robb de nomear Jon seu herdeiro, eles seriam "homens de neve" [Snow men].
Outro conjunto de pistas em potencial está na escolha de músicas de Manderly durante a festa do casamento (ADWD, O príncipe de Winterfell). Por que Manderly quer que Abel contemple os Freys com uma música sobre o Rato Cozinheiro já foi discutido, mas qual das outras duas músicas ele pede pelo nome? Os tristes contos de Danny Flint e "A Noite que Terminou".
Fortenoite surgia em algumas das histórias mais assustadoras da Velha Ama. Tinha sido ali que o Rei da Noite reinou, antes de seu nome ter sido varrido da memória dos homens. Foi ali que o Cozinheiro Ratazana serviu ao rei ândalo seu empadão de príncipe e bacon, que as setenta e nove sentinelas mantiveram-se de vigia, que o bravo jovem Danny Flint foi violado e assassinado.
(ASOS, Bran IV)
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[Jon:] Mance alguma vez cantou Bravo Danny Flint?
[Tormund:] Não que eu me lembre. Quem era ele?
– Uma garota que se vestiu de menino para tomar o negro. Sua canção é triste e bonita. O que aconteceu com ela não foi. – Em algumas versões da canção, seu fantasma ainda caminhava pelo Fortenoite.
(ADWD, Jon XII)
Já foi teorizado que o elemento chave da história de Danny Flint que Manderly tem em mente é a farsa por meio de uma identidade falsa. Jeyne Poole é outra garota que finge ser alguém que não é e, embora o faça sob coação, seu destino é tão terrível quanto o de Danny Flint.
Manderly pode ter desvendado a falsa Arya? Como? Na verdade, duas falsas Aryas são analisadas e julgadas não convincentes - primeiro Jeyne por Theon (ADWD, Fedor II), depois Alys Karstark por Jon (ADWD, Jon IX). Theon percebe imediatamente que os olhos de Jeyne são castanhos, não cinza. Jon também verifica o cabelo e a cor dos olhos de Alys, que combinam com os de Arya, mas percebe que ela é velha demais para ser sua irmã mais nova. O mesmo vale para Jeyne, que era a melhor amiga de Sansa e, portanto, provavelmente da mesma idade dela, alguns anos mais velha que Arya. A questão é que o estratagema dos Bolton não é perfeito, e uma pessoa familiarizada com Arya pode identificar as discrepâncias. Existe alguém assim em Winterfell além de Theon?
Os Cerwyns são bons candidatos, em minha opinião. Eles moram a apenas meio dia de viagem de Winterfell (ACOK, Bran II) e pode-se esperar que tenham visitado os Starks com frequência suficiente para observar Arya de perto. O próprio Mance Rayder é outro, tendo supostamente aparecido em Winterfell durante o festim real em A Guerra dos Tronos com o propósito declarado de espiar. Harwin, se ele é realmente o misterioso homem encapuzado que Theon encontra. Outros senhores do Norte talvez também suspeitem, pois se interessariam em Arya pelas perspectivas de seu casamento.
Por fim, “A Noite que Terminou” é aparentemente uma música que comemora a última Longa Noite e a vitória da humanidade sobre os Outros.
Muito mais tarde, depois de todos os doces terem sido servidos e empurrados para baixo com galões de vinho de verão, a comida foi levada e as mesas encostadas às paredes para abrir espaço para a dança. A música tornou-se mais animada, os tambores juntaram-se a ela, e Hother Umber apresentou um enorme corno de guerra encurvado com faixas de prata. Quando o cantor chegou à parte de A Noite que Terminou, em que a Patrulha da Noite avançava ao encontro dos Outros na Batalha da Madrugada, deu um sopro tão forte que fez todos os cães latirem.
(ACOK, Bran III)
Em conjunto, a playlist de Manderly no casamento diz àqueles inteligentes o suficiente para ouvir que ele não está se deixando enganar pelas mentiras dos Bolton, ele já derramou sangue Frey às escondidas e seu lado será o vencedor no final. Há outra singularidade em sua seleção de músicas, no entanto. Uma que sugere novamente uma conexão com Jon. Todos as três cançoes são sobre a Patrulha da Noite.
O Rato Cozinheiro era um irmão negro que se vingou, e Danny Flint queria ser um. " A Noite que Terminou " apresenta a Patrulha em glorioso triunfo sobre os Outros, salvando o reino no processo. Certamente, há outras músicas sobre garotas bonitas disfarçadas e mentirosas recebendo sua punição, ou sobre vitórias Stark sobre os ândalos, selvagens ou homens de ferro que Manderly poderia ter pedido. A menos que ele (ou GRRM!) esteja, de fato, inserindo outro ponto muito sutil com isso: que Jon Snow não tenha sido esquecido pelos vassalos leais de seu falecido pai e irmão.
E há uma terceira referência a Jon! Quais são os nomes das duas garotas que tão comovente e retumbantemente falam do amor do Norte pelos Starks? Wylla Manderly e Lyanna Mormont. Pode ser simples coincidência que uma compartilhe um nome com a ama de leite de Jon (que Ned afirmou ser sua mãe) e a outro tenha o nome da verdadeira mãe biológica de Jon (assumindo R + L = J como verdadeiro). Uma vez que estamos falando das Crônicas de Gelo e Fogo , no entanto, eu digo que provavelmente não é coincidência.
Um último potencial prenúncio tem a ver com Stannis e sua campanha para ganhar o Norte.
Stannis estendeu uma mão, e seus dedos fecharam-se emvolta de uma das sanguessugas.
– Diga o nome – ordenou Melisandre.
A sanguessuga retorcia-se na mão do rei, tentando se prender a umde seus dedos.
– O usurpador – disse ele. – Joffrey Baratheon. – Quando atirou a sanguessuga no fogo, ela enrolou-se entre os carvões como uma folha de outono e incendiou-se.
Stannis agarrou a segunda.
– O usurpador – declarou, dessa vez mais alto. – Balon Greyjoy. – Deu-lhe um piparote ligeiro para dentro do braseiro […]
A última sanguessuga estava na mão do rei. Estudou aquela por ummomento, enquanto se contorcia entre seus dedos.
– O usurpador – disse por fim. – Robb Stark. – E atirou-a para as chamas.
(ASOS, Davos IV)
Joffrey, Balon e Robb morrem nas mãos de homens, cujos planos estão em andamento muito antes de Stannis realizar qualquer ritual, não porque sejam amaldiçoados magicamente ou porque R'hllor quer que seja assim. Para que serve Stannis queimando as sanguessugas? Em seu capítulo em A Dança dos Dragões, vimos Melisandre apostar pesado nas aparências como uma maneira de conservar sua influência, mantendo os homens admirados por sua aura de misticismo. Uma demonstração de poder, a fim de recuperar a confiança de Stannis, não seria ruim após a derrota desastrosa no Àgua Negra e, por mais risíveis que tenham sido suas interpretações sobre Azor Ahai, Melisandre consegue prever eventos de importância política em suas chamas, às vezes com detalhes e precisão impressionantes.
[Jon:] Outros senhores se declararam por Bolton também?
A sacerdotisa vermelha deslizou para mais perto do rei.
– Vi uma cidade com muralhas de madeira, ruas de madeira, cheia de homens. Estandartes se agitavam sobre suas muralhas: um alce, um machado de batalha, três pinheiros, machados de cabos longos cruzados sob uma coroa, uma cabeça de cavalo com olhos flamejantes.
– Hornwood, Cerwy n, Tallhart, Ryswell e Dustin – informou Sor Clayton Suggs. – Traidores, todos. Cãezinhos de estimação dos Lannister.
(ADWD, Jon IV)
Melisandre vê nas chamas que Joffrey, Balon e Robb não demorarão muito no mundo dos vivos e orquestra uma pequena farsa para Stannis; portanto, quando a notícia de suas mortes chegar até ele, sua crença nela e em suas habilidades será reforçada. Como tudo isso é relevante para a Grande Conspiração Nortenha? Lorde Bolton é chamado por alguns de Senhor Sanguessuga pelas sanguessugas que frequentemente usa para tratamentos de saúde.
[Roose:] Tem medo de sanguessugas, filha?
[Arya:] São só sanguessugas. Senhor.
– Meu escudeiro poderia aprender alguma coisa com você, ao que parece. Sangramentos frequentes são o segredo de uma vida longa. Um homem tem de se purgar do sangue ruim.
(ACOK, Arya IX)
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O quarto do senhor estava cheio de gente quando [Arya] entrou. Qyburn encontrava-se presente, bem como o severo Walton com seu camisão e grevas, além de uma dúzia de Frey, todos eles irmãos, meios-irmãos e primos. Roose Bolton estava na cama, nu. Sanguessugas aderiam à parte de dentro de seus braços e pernas e espalhavam-se por seu peito pálido, longas coisas translúcidas que se tornavam de um cor-de-rosa cintilante quando se alimentavam. Bolton não prestava mais atenção nelas do que em Arya.
(ACOK, Arya X)
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– O que você quer agora? – Gendry perguntou numa voz baixa e zangada.
[Arya:] Uma espada.
– O Polegar Preto mantém todas as lâminas trancadas, já lhe disse mais de cem vezes. É para o Senhor Sanguessuga?
(ACOK, Arya X)
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Os olhos de Harwin desceramdo rosto de Arya para o homem esfolado que trazia no gibão.
– Como é que me conhece? – disse, franzindo a testa, desconfiado. – O homem esfolado... quem é você, algum criado do Lorde Sanguessuga?
(Arya II, ASOS)
Qyburn, Jaime e a Senhora Dustin também observam a associação de Roose com sanguessugas (ASOS, Jaime IV / ADWD, O Príncipe de Winterfell). Figurativamente falando, Stannis está novamente queimando sanguessugas para se exibir em sua guerra contra os Boltons, esperando convencer os nortenhos a apoiarem sua tentativa pelo Trono de Ferro. Mas, assim como o teatro de Melisandre não resulta em nada além de aprofundar a confiança de Stannis nela, os experimentos de Stannis em A Dança dos Dragões podem ser inúteis caso outro Stark seja proclamado rei no norte. E há uma dica de que isso acontecerá.
A voz de Melisandre era suave. – Lamento, Vossa Graça. Isso não é um fim. Mais falsos reis irão se erguer em breve para tomar a coroa daqueles que morreram.
– Mais? – Stannis parecia comvontade de esganá-la. – Mais usurpadores? Mais traidores?
– Vi nas chamas.
(ASOS, Davos V)
Em A Dança dos Dragões, mais reis falsos parecem ter substituído os que morreram, como profetiza Melisandre. Tommen assume a coroa de Joffrey e Euron a de Balon. E a coroa de Robb? Quem é o novo rei do norte?
Roose pode ter algumas ambições por lá (ADWD, O Príncipe de Winterfell), mas ele ainda não desafiou o Trono de Ferro ou os Lannisters, que o nomearam Protetor do Norte. De qualquer forma, é improvável que ele pudesse ganhar o apoio dos nortenhos, que prefeririam que um Stark os governasse. Pessoalmente, acho que a opção mais dramática para o próximo usurpador e traidor é Jon, que ganhou o respeito relutante de Stannis por um conselho honesto e pode continuar tendo discussões tensas (leia-se: divertidas!) com ele, de uma maneira que Rickon, de cinco anos de idade, bem, realmente não conseguiria.

Um tempo para lobos

Uma objeção comum à Grande Conspiração Nortenha é que, por mais persuasivo que seja, é otimista demais acreditar que GRRM permitirá que os Starks e seus aliados triunfem. Afinal, ele ganhou reputação por subverter clichês de fantasia de bem vs. Mal, e por matar ou mutilar personagens amados enquanto saboreia as lágrimas amargas de seus leitores.
GRRM é realmente tão pouco convencional? A morte de Ned Stark em A Guerra dos Tronos é frequentemente citada como o momento em que a ASOIAF rompe com as tradições de gênero, transcendendo a tendência juvenil da fantasia por finais de contos de fadas cortando a cabeça do protagonista. No entanto , eu argumentaria que não apenas os críticos da fantasia são os culpados por estereotipar e simplificar outros trabalhos como Senhor dos Anéis a ponto de não fazer sentido, em uma demonstração de memória seletiva. A própria estrutura narrativa da ASOIAF disfarça o fato de que Ned nunca foi o herói da história de GRRM, para começo de conversa.
Ned é uma figura paterna, um mentor protetor e guia do tipo que quase sempre morre, às vezes antes de o primeiro ato de uma fantasia épica terminar (vide Obi-wan Kenobi). As crianças Stark nunca se desenvolveriam de verdade por si mesmas, a menos que o “porto seguro” Ned fosse removido, assim como Harry Potter não pôde depender de Dumbledore em seu confronto final com Voldemort. Dadas as habilidades de vidente verde de Bran, Ned pode até aparecer do além-túmulo para transmitir sabedoria ou divulgar segredos como fizeram Obi-wan e Dumbledore. Tudo isso é bastante convencional. GRRM é simplesmente um mestre da desorientação, e sua manipulação é evidente em muitas das grandes reviravoltas de ASOIAF.
Robb? Nunca teve um ponto de vista. Contos da carochinha sobre reinos perdidos por coisas pequenas são tão comuns quanto as sagas de reis guerreiros heróicos vitoriosos em conquista. As lendas arturianas, por exemplo, contam sobre a fundação da utópica Camelot e a morte de Arthur nas mãos de seu filho bastardo com sua meia-irmã, e sua rainha fugindo com um de seus cavaleiros.
GRRM explora inteligentemente o desejo do leitor de ver Ned vingado. Os Starks se reúnem para distrair os leitores para o prenúncio da morte de Robb no sonho de Theon (com um banquete de mortos em Winterfell) e as visões de Dany na Casa dos Imortais, ambos em A Fúria dos Reis.
Portanto, se a previsibilidade no desdobramento de um enredo não serve como teste para teoria dos fãs, em quais critérios os leitores da ASOIAF podem confiar? Penso que a questão-chave que deve ser colocada em qualquer especulação é: "como isso faz a história avançar?"
A Guerra dos Cinco Reis está marcada pelas mortes de Ned e Robb, a primeira instigando o conflito e a segunda efetivamente encerrando-o – ou pelo menos limpando a lousa para a próxima rodada. Por outro lado, em minha opinião, é narrativamente fraca a ideia de que Jon Snow está permanentemente morto e que seu assassinato levará à queda da Muralha, pensando-se que o atentado sozinho seja capaz de trazer caos a Castelo Negro, pois assim também perderemos Jon como personagem pelo resto da série, tornando inúteis todas aquelas páginas gastas em fazer dele indivíduo e não um simples instrumento do enredo.
Voltando finalmente à Grande Conspiração Nortenha, o que vejo como um dos principais problemas de GRRM em Os Ventos do Inverno é que, depois de cinco livros e quase duas décadas, os Outros ainda não causaram muito impacto. O apocalipse dos zumbis de gelo prometido no prólogo de A Guerra dos Tronos é bom acontecer em breve ou GRRM pode ser justamente acusado de deixar sua história inchar até ficar anticlimática.
Além disso, quando os Outros invadirem inevitavelmente Westeros, eles devem fazê-lo com poder devastador, a fim de estabelecer sua credibilidade como uma ameaça ao reino. No entanto, como pode o Norte, nas condições em que se encontra em A Dança dos Dragões – já devastado pela guerra e pelo inverno, dividido pela política e pelos conflitos de sangue, além de amplamente ignorante do perigo para-lá-da-Muralha –, suportaria realisticamente esse ataque? E as casas do norte, assim como os homens, devem sobreviver em número significativo.
Caso contrário, a tarefa de vencer a Batalha da Alvorada recairá inteiramente sobre Dany, seus dragões, quaisquer forças que a acompanhem de Essos e quaisquer senhores do sul que possam ser convencidos a prestar atenção nela. Acho essa uma perspectiva bastante desagradável, sem mencionar tematicamente inconsistente com o título da série, em que apenas os seres inumano feitos de gelo desempenham papéis principais.
Se for verdade, a Grande Conspiração Nortenha tem o benefício de rapidamente unificar o Norte novamente sob o comando dos Starks, que provavelmente serão liderados por Jon como o mais velho e com mais experiência militar aparente. Isso não recupera magicamente as baixas sofridas pelo Norte durante a guerra, nem produz colheitas para alimentar seu povo faminto e com frio (a menos que Sansa conquiste o Vale), mas garante que as Casas do norte viverão para, em minha opinião, participar do objetivo final de ASOIAF.
As bases para um ressurgimento Stark foram lançadas durante Festim e Dança. Os senhores do rio derrotados estão descontentes e os nortenhos mantêm fé nos Stark. Os Frey são párias para inimigos e aliados, enquanto os Lannisters estão em declínio ignominioso; O legado de Tywin compara-se pejorativamente ao de Ned, apesar da conveniência política do primeiro ser elogiada em detrimento do idealismo rígido do último. Parece que a honra muitas vezes ridicularizada de Ned alcançou uma vitória póstuma, o amor misturado com um respeito saudável provando ser uma influência muito mais duradoura sobre as pessoas do que um reino garantido pelo medo e pela força, que não apenas morre com você, mas também transforma seus filhos em herdeiros inadequados .
Além disso, a mera existência de um complô para coroar Jon não significa que ele será rei no norte. Por acaso, acho que o maior problema nos planos que especula-se que os nortenhos têm é que, após a devida consideração, Jon recusará categoricamente a legitimação e os títulos oferecidos. Considerando que ele seja filho de Lyanna e Rhaegar e que isso o põe como o herdeiro Targaryen do trono de ferro antes mesmo de Dany, seria bastante estranho Jon ser formalmente reconhecido como o rei Stark do norte separatista; Um imperativo dramático exige que Jon seja livre para aceitar o governo de todos os Westeros, quer ele o faça ou não. Jon ouvir a intenção de Robb de reconhecê-lo um verdadeiro filho de seu pai é suficiente para completar o arco de personagens discutido na Parte 1, e os Starks sobreviventes se aliariam a Jon, independentemente de como ele fosse estilizado, por ainda serem um alcatéia.
Não há necessidade de provar o vínculo de afeto de Jon e Arya. Ao resolver a disputa pelas terras de Hornwood, Bran prefere nomear herdeiro bastardo de Lorde Hornwood tendo Jon em mente (ACOK, Bran II). Enquanto isso, Sansa ficou completamente desiludida com o futuro como rainha e quer apenas ir para casa em Winterfell, a salvo de homens que desejam seu dote. É irônico, então, que Jon é um cavaleiro direto das canções outrora queridas de Sansa, pois é um príncipe oculto, cavalheiresco e verdadeiro, seu papel confirmado pela execução que fez de Janos Slynt. Não importa as maldades infantis que Sansa fez a Jon para agradar sua mãe e decorrentes de um senso de adequação, ela pensa com carinho nele agora e entende melhor como ser um bastardo o afeta.
Lorde Slynt, o da cara de sapo, sentava-se ao fundo da mesa do conselho, usando um gibão de veludo negro e uma reluzente capa de pano de ouro, acenando com aprovação cada vez que o rei pronunciava uma sentença. Sansa fitou duramente aquele rosto feio, lembrando-se de como o homem atirara o pai ao chão para que Sor Ilyn o decapitasse, desejando poder feri-lo, desejando que algum herói lhe atirasse ao chão e lhe cortasse a cabeça. Mas uma voz em seu interior sussurrou: Não há heróis.
(AGOT, Sansa VI)
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[Sansa] havia séculos que não pensava em Jon. Era apenas seu meio-irmão, mesmo assim... Com Robb, Bran e Rickon mortos, Jon Snow era o único irmão que lhe restava. Agora também sou bastarda, como ele. Oh, seria tão bom voltar a vê-lo. Mas estava claro que isso nunca poderia acontecer. Alayne Stone não tinha irmãos, ilegítimos ou não.
(AFFC, Alayne II)
E Rickon?
A procissão passara a não mais de um pé do local que lhe fora atribuído no banco, e Jon lançara um intenso e demorado olhar para todos eles. O senhor seu pai viera à frente, acompanhando a rainha. [...]Em seguida, veio o próprio Rei Robert, trazendo a Senhora Stark pelo braço. [...] Depois vieram os filhos. Primeiro o pequeno Rickon, dominando a longa caminhada com toda a dignidade que um garotinho de três anos é capaz de reunir. Jon teve de incentivá-lo a seguir, quando Rickon parou ao seu lado.
(AGOT, Jon I)
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Bran bebeu da taça do pai outro gole do vinho com mel e especiarias, [...] e se lembrou da última vez que tinha visto o senhor seu pai beber daquela taça.
Havia sido na noite do banquete de boas-vindas, quando o Rei Robert trouxera a corte a Winterfell. Então, ainda reinava o verão. Seus pais tinham dividido o estrado com Robert e sua rainha, com os irmãos dela a seu lado. Tio Benjen também estivera lá, todo vestido de preto. Bran e os irmãos e irmãs tinham se sentado com os filhos do rei, Joffrey, Tommen e a Princesa Myrcella, que passou a refeição inteira olhando Robb com olhos de adoração. Arya fazia caretas do outro lado da mesa quando ninguém estava olhando; Sansa escutava, em êxtase, as canções de cavalaria que o grande harpista do rei cantava, e Rickon não parava de perguntar por que motivo Jon não estava com eles.
– Porque é um bastardo – Bran teve de segredar-lhe por fim.
(ACOK, Bran III)
Jon tem duas vantagens adicionais sobre qualquer pessoa de fora para conseguir que Rickon o obedeça: 1) Fantasma, que pode subjugar Cão Felpudo. 2) Sua semelhança com Ned, de quem Rickon provavelmente se lembra como seu pai de tempos mais felizes. Assim como a semelhança de Sansa com Catelyn leva Mindinho a uma falsa sensação de segurança, a aparência de Jon pode reforçar sua posição como uma figura de autoridade para Rickon.
Em resumo, sinto que há boas chances de que o primeiro ato do rei Bran ou Rickon, da rainha Sansa ou de Arya seja nomear Jon seu conselheiro, confiável acima de todos os outros, e dê a ele o comando estratégico de seus exércitos, ou se não legitimá-lo como um Stark conforme os últimos desejos de Robb. E, francamente, a noção de que Stannis, Mindinho ou Manderly possamem convencer os Starks a uma disputa de sucessão mesquinha quando Jon é claramente o mais qualificado para liderar o Norte em uma segunda Longa Noite me parece implausível, contradizendo a caracterização estabelecida e a dinâmica familiar.
O que me leva à outra objeção comum a todas as variações de Jon como rei. Jon é honrado demais para quebrar seus votos, certo? Também usurpar os lugares de direito de seus irmãos enquanto eles estão vivos!
Lembremos a lição que Qhorin Meia-mão ensina a Jon: "Nossa honra não significa mais que nossas vidas, desde que o reino esteja seguro". (ACOK, Jon VII) No final de Dança dos Dragões, Jon resolveu fazer o que considerava certo e condenar o que as pessoas dizem sobre ele.
– Tem minha palavra, Lorde Snow. Retornarei com Tormund ou sem ele. – Val olhou o céu. A lua estava meio cheia. – Procure por mim no primeiro dia da lua cheia.
– Procurarei. – Não falhe comigo, pensou, ou Stannis terá minha cabeça. “Tenho sua palavra de que manterá nossa princesa por perto?”, o rei dissera, e Jon prometera que sim. Mas Val não é nenhuma princesa. Disse isso a ele meia centena de vezes. Era uma desculpa fraca, um triste farrapo enrolado em sua palavra quebrada. Seu pai nunca teria aprovado aquilo. Sou a espada que guarda os reinos dos homens, Jon recordou-se, no fim, isso deve valer mais do que a honra de um homem.
(Jon VIII, ADWD)
Apesar de sua aparência essencialmente Stark, Jon não é um clone de Ned, o qual, de todo modo, confessou uma traição que não cometeu, a fim de poupar a vida de Sansa e quase completsmente só sustenta a maior mentira da série em nome de Jon (supondo que R+L=J), por muitos anos antes disso. O entendimento de Jon sobre obrigações, juradas ou não, sempre foi flexível, porque sua própria existência é a prova de que o mais honroso dos homens pode falhar em seu dever. Se Ned, seu modelo de comportamento, não pode cumprir seus votos de casamento, como Jon pode esperar ser melhor, já que é um bastardo?
Depois de seu período com Meia-mão e Ygritte, a tarefa sísifa original de Jon, de alcançar padrões de honra impossivelmente altos, transformou-se em uma dedicação firme ao mais alto mandamento da Patrulha da Noite – ou seja, defender o reino contra os Outros. Existem inegáveis complicações emocionais por parte de Jon ao lidar com o Norte, já que ele não pode reprimir totalmente suas preocupações com a família e o lar, mas assumir o comando de nortenhos que não querem dobrar os joelhos para Stannis garantirá que o Muralha receba reforços e suprimentos necessários. Jon consideraria sua honra pessoal mais importante do que isso? Eu duvido.
Isso tudo, é claro, pressupõe que a Patrulha da Noite continue a existir de alguma forma após o fiasco do assassinato de Bowen Marsh, o que de maneira alguma é certo que ocorrerá.
Que a última cena de Jon em Dança dos Dragões faz paralelo com a morte de Júlio César é uma ideia amplamente aceita. Agora, considere que os senadores que mataram César, em vez de salvar a república romana de um tirano, precipitaram sua queda, descobrindo, para seu choque, que o povo não estava particularmente agradecido pelo assassinato de um líder popular, embora cometido em seu nome.
Guerras civis se seguiram, um império surgindo das ruínas. Ainda não se sabe se Jon é Otaviano / Augusto nesta reconstituição na fantasia. Ele tem à sua disposição um exército pessoal – depois de inconscientemente se tornar rei dos selvagens na ausência de Mance Rayder –e um contrato com o Banco de Ferro (ao que tudo indica).
Concluindo, passo a proibir que discussões posteriores a esta teoria de argumentem que uma conspiração para coroar Jon Rei do Norte esteja fora do mão para os (hipotéticos) conspiradores e os pretendentes Stark para Winterfell ou para GRRM, devido a sua aversão crônica a clichês. Ambas as afirmações foram usadas para descartar a teoria sem abordar as evidências que sustentariam a falta de substância, especialmente tendo em vista a maleabilidade de personagens e tropes nas mãos de um bom escritor (o que eu acredito que a maioria dos fãs da ASOIAF confia que o GRRM seja). Todo mundo deseja a ele boa sorte com Os Ventos do Inverno!
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2019.12.26 03:25 Ofeu APENAS UM LONGO DESABAFO EM FORMA DE TEXTO...

Eu não durmo cedo, não mas, no início eu achei que fossem somente as férias, eu achei que fosse somente uma vontade de ficar acordado para poder assistir series durante a madrugada inteira. Infelizmente isso me trouxe consequências, eu acordo tarde todos os dias, por isso sou chamado de preguiçoso, de lerdo, de inútil, eu escuto todos os dias coisas que ninguém deveria escutar, no início você poderia pensar estar lendo algum tipo de poema que retrata uma história sobre um típico adolescente com problemas... mas é nessa linha que você descobre que o que se passa aqui é um desabafo de um garoto de apenas 17 anos de idade que já esta cansado de viver, eu sofro de ansiedade, mil coisas se passam em minha mente, enquanto em sua mente eu sou preguiçoso. Eu sofro de depressão, você não sabe o quanto é difícil levantar da cama todos os dias, enquanto para você eu sou apenas lerdo e preguiçoso, eu sofro de TOC, eu arrumo meu quarto sem que ninguém veja todos os dias, mas para você... eu sou apenas um inútil, lerdo e preguiçoso. Eu escuto você dizer isso de mim todos os dias, você diz isso para outas pessoas, é assim que as pessoas me veem. Um garoto dramático, inútil, lerdo e preguiçoso. Eu tenho ansiedade e depressão, isso me mantem acordado durante toda a madrugada, e no outro dia, eu não quero levantar da cama, por que não importa o quanto eu tente eu serei novamente o dramático, viciado, inútil, lerdo e preguiçoso, escutar essas palavras me deixam mais triste, ficar triste me traz uma noite em claro, uma noite em claro me leva a não querer levantar, não querer levantar... me leva a ser um monte de coisas que ninguém gostaria de ser, eu estou preso a essa rotina, nesse circulo sem fim, e todos os dias se tornaram chatos e cansativos, por que todos os dias ultimamente estão sendo todos iguais, eu tento te mostrar, te dar sinais... EU NÃO ESTOU BEM, ESTOU MORRENDO. Mas você já não tem mas olhos para mim, toda sua atenção é voltada para ele, você já não se importa mais comigo, você não quer entender o por que de eu estar assim... tudo que você quer é me obrigar a fazer muitas coisas, coisas das quais parecem simples para você, mas são extremamente difíceis para mim, mas você não se importa com isso não é mesmo? Você só quer que eu faça, na hora que você quer, do jeito que você quer. Eu percebo que nunca serei seu favorito, para o seu favorito você não das ordens, por que ele é frágil, não é? Para o seu favorito você da boa noite e um beijo sempre antes de dormir, para o seu favorito você não reclama por coisas erradas que ele faz, você não da ordens para ele, e caso der uma ordem e o mesmo não a cumpra... ele sai imune, eu olho para tal situação e penso. “eu provavelmente seria um inútil e preguiçoso caso não cumprisse tal ordem” . Talvez você não perceba, mas eu também sou frágil por dentro, eu estou quebrando e dilacerando, mas você não nota isso. Os dias voltavam a se repetir, eu sou o único que poderia fazer algo, eu não sabia exatamente o que fazer, mas eu não poderia deixar que todos os dias da minha vida fossem um circulo repetitivo de dor e ódio...
Todos os dias ao acordar eu ligo meu computador, eu me entreguei totalmente ao mundo virtual, ao mundo dos games, ao mundo digital, onde você pode recomeçar do 0, onde pode ser quem quiser, do jeito que quiser, sem ninguém te dando ordens ou enchendo sua cabeça, onde você não precisa fingir que esta se sentindo bem ou mal por algo, onde não precisa fingir ser alguém que você não é. Cada história de cada game jogado, eu consigo sentir emoções que nunca havia sentido antes, elas são boas, eu posso ser o protagonista da minha própria história, cada twet escrito ou compartilhado, me faz sentir como se eu fosse alguém importante, cada personagem criado, cada um deles são partes distintas de quem eu sou, são baseados nos pensamentos mais profundos do meu subconsciente, os dias se passam, e eu estou, noite, tarde e dia nesse incrível mundo digital, isso não me ajudou a dormir mais cedo, não me ajudou a vencer a ansiedade, não diminui meu TOC, nem sei se contribuiu de forma positiva para minha vida, mas minha vida real já esta sendo deletada... agora eu vivo on-line e não sou capaz de me desconectar do servidor, por que o mundo digital foi o único lugar que encontrei onde eu não sinto dor, o único lugar capaz de suportar o vírus que a realidade criou em mim.
Talvez a depressão faça eu aumentar as coisas
Eu poderia dizer que não é sua culpa Talvez não seja algo exagerado Mas sim, eu te culpo
Eu culpo ele Vocês são os culpados por isso.
... Não se preocupem se finalmente perceberem que eu não estou mais aqui. Que eu não estou mais presente. Que eu não sou mais o mesmo que vocês veem nas fotos.
Eu já fui deletado há muito tempo. Vocês apenas não estavam conectados em meu servidor.
err_connection_failed
delete/realplayeaccount
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2019.12.21 03:23 jvcscasio Ariadne, a cidade da rainha dragão

Essa é mais uma cidade do meu mundo homebrew de Parabellum. Espero que vocês consigam tirar ideias interessantes daqui.

Ariadne

Visão

Uma formação rochosa em forma de taça se eleva sobre um pequeno planalto rodeado de várias colinas cobertas de casas negras. Essas casas feitas de lama e ossos de wyvern são obscurecidas pela longa sombra projetada pela principal formação rochosa. Uma pequena escada liga as colinas a um pequeno platô e uma rampa leva ao topo da formação. A sombra faz com que a cidade abaixo fique em constante escuridão, então as pessoas usam o feitiço Chama Contínua dentro de lanternas azuis e rosas para iluminar as ruas, e a maior parte da cidade é atingida por "chuva", que na realidade é a água da parte superior caindo na cidade.

História

A rainha do dragão, Hwang-geum Tongchija, nasceu no topo dessa estranha formação rochosa no início de Parabellum. Ela é um dos primeiros seres a existir. Para acabar com sua solidão, ela criou cinco dragões metálicos para manter sua companhia e, quando viram a necessidade de acumular riqueza, decidiram criar criaturas para trabalhar para eles, Hwang-geum criou os kobolds, enquanto os outros dragões metálicos criaram os dragões.
Corrupção
O envenenamento por chumbo da rainha dragão está criando um campo mágico que chega longe da cidade e está mudando a natureza dracônica. Dragonborns que sentem culpa pelos erros que cometeram e dragonbrons com alinhamentos malignos estão começando a se tornar corruptos e a perder suas escalas metálicas por cromáticas. Há 25% de chance de que, ao entrar na cidade, um dragão cromático apareça. Role um d6 para decidir a cor do dragão: 1 - Preto, 2 - Azul, 3 - Verde, 4 - Vermelho, 5 - Branco, 6 - Sombra. Escolha uma "idade" para o dragão recém-nascido de acordo com o nível do seu grupo.
Sociedade
Ariadne é uma cidade de três níveis e governada por dragões metálicos, pois os dragões cromáticos ainda estão por vir à vida. A rainha do dragão, Hwang-geum Tongchija, governa junto com um conselho, cujos membros juntos têm o mesmo poder que ela. Os dragões vivem em um platô acima da cidade dracônica, alheios à maioria das transgressões entre sua criação, os draconatos.
Os dragonborns vivem no nível mais baixo da cidade, construindo casas sobre as colinas abaixo do platô, onde as casas mais altas são de propriedade dos cidadãos mais ricos e poderosos. Eles têm que pagar tributos aos dragões na forma de tesouros que compram, roubam ou conquistam. Alguns draconatos se tornaram proficientes em fazer jóias para esses fins. Os draconatos nunca encontram seus senhores, em vez disso, o tesouro é coletado e entregue a um grupo especial de draconianos que vivem nos castelos que bloqueiam a entrada do platô. A maioria dos dragonborns fala apenas dracônico, e aqueles que falam em comum costumam ter um ensino superior. A maioria das tábuas mágicas são escritas em comum e estão fora do alcance da maioria das pessoas comuns.
Terrasys
Terrasys (Terraforming systen) é um satélite que orbita Parabellum, pairando acima de Ariadne por volta das 16h. Os kobolds reaproveitaram a tecnologia para escanear a superfície em busca de criminosos procurados.
O sistema foi originalmente criado por seres humanos como um meio de encontrar fontes de carbono e transformá-las em gás com um feixe poderoso. No entanto, os kobolds inventivos encontraram esse sistema em Ariadne e assumiram o controle do raio, mirando em seus inimigos. Quem tem controle sobre o terminal no terceiro nível pode fazer um teste de inteligência CD 22 para comandar o satélite para atacar um ponto específico do mundo (desde que o satélite esteja sobre aquele local). O feixe causa 55 (10d10) de dano de fogo e 21 (6d6) de força.
Kobolds
Os kobolds no terceiro nível descobriram dados antigos sobre Tiamat e se tornaram cultistas da rainha do dragão diabólica. O plano deles é envenenar a rainha Hwang-geum, para que ela enlouqueça e depois prossiga com um ritual de sacrifício para transformá-la no avatar de Tiamat. O ritual inclui envenenamento por chumbo de um dragão de ouro até que ele enlouqueça e, em seguida, faça-o devorar cinco dragões metálicos, depois cantar uma invocação para Tiamat enquanto o dragão de ouro banha-se em sangue de dragão.
Sanjeog
Sanjeog é um grupo de criminosos que roubam tesouros dos viajantes e os usam para pagar os impostos e viver melhor do que em comparação com seus compatriotas que trabalham duro. Seu esconderijo é uma série de túneis sob a maior colina, com a única entrada secreta dentro de sua padaria, chamada Miànbao, de propriedade do mestre padeiro Miànbao Ji. O líder deles é Lupi An-ui, um veterano half-dragon azul que viaja com uma varinha de bolas de fogo pronta para disparar. Ele tem um acordo com o kobold chamado Fangpi, de quem compra itens mágicos em troca de parte do saque.
Yi Jí Zhànshì
Os Zhànshì são um grupo revolucionário que planeja derrubar os kobolds, seu plano atual é tentar contrabandear alguém para dentro do conselho no terceiro andar com histórias de como as pessoas estão vivendo mal, na esperança de que o conselho aprenda sobre suas vidas duras e decida mudar. O líder deles, Gemìng Hónsè, é um veterano nascido do dragão de ouro e acredita corretamente que os kobolds estão filtrando as informações que o conselho recebe para impedir que alterem a estrutura social que mantém os kobolds no poder. No entanto, ele está preocupado que algumas de suas escamas douradas estejam caindo e sendo substituídas por escamas vermelhas, a razão desconhecida por trás disso é que Gemìng está sendo corrompido pela culpa de matar uma criança durante um ataque rebelde a uma caravana kobold.

Primeiro nível - Diyiji

O primeiro nível, chamado Diyiji, é composto por várias colinas de diferentes tamanhos e centenas de casas, feitas com ossos de grandes animais e lama negra seca e colocadas sobre essas colinas de maneira desorganizada. A sobra da comida que os dragões comem é jogada nos níveis mais baixos, deixando a cidade com o aspecto de um aterro sanitário.
Os jogadores podem conhecer algumas personalidades notáveis ​​deste nível, como:
Gemìng Hóngsè, o líder dos revolucionários Zhànshì, passando seu tempo livre na biblioteca lendo tabuletas de guerra.
Miànbao Ji, o padeiro mestre da cidade, responsável por alimentar as centenas de habitantes da cidade, com pão muito abaixo do preço normal (graças ao patrocínio do grupo criminoso Sanjeog).
Nosugja Namja, um plebeu sem teto commoner com 1 hp que enlouqueceu depois de beber água venenosa de uma fonte na floresta de cerberus, ele sempre pede dinheiro e, se receber alguma coisa, joga o dinheiro na pessoa dizendo que não vai aceitar desrespeito dos outros.
Agmaui Yeoja é um guarda da cidade que passa seu tempo livre no DRAG no pub da cidade. Ele é um espião secreto dos revolucionários Zhànshì.
Ming, um commoner dragonborn de cobre que deseja fugir da cidade e viver uma vida de crime, mas não pôde se juntar ao Sanjeog por sua falta de discrição e incapacidade de mentir.
Locais no primeiro nível:
A A.G. é uma enorme fábrica onde 96% das dragas trabalham, recebendo 1% das jóias produzidas por elas como pagamento (apenas o suficiente para cobrir os impostos exigidos pelos kobolds). Uma gigante senzala com mesas compridas, onde milhares de pedras preciosas e barras de ouro são derretidas com sopro de dragão, batidas e moldadas em jóias pelos trabalhadores mal pagos. Jaebeol é o dono do lugar, dragonborn branco, mas ele não é encontrado em nenhum lugar, pois na maioria das vezes ele está viajando pelo mundo com o dinheiro que ganha.
O albergue Hoseutel é o único local disponível para os viajantes dormirem e está cheio dos clientes estranhos. Cada quarto custa 1 peça de ouro por dia, por pessoa e tem o mínimo necessário para ser considerado um albergue. Os alimentos podem ser pedidos separadamente e sempre são servidos frios e encharcados. Entre as pessoas que ficam aqui estão um druida anão chamado Qazam de Apollinaris que vende todas as poções incomuns no DMG, um mago githyanki chamado Inigida procurando o book of vile darkness que ele acredita ter caído neste mundo, e um halfling plebeu chamado Viśrānti viajando ao redor do mundo.
A padaria Miànbao é o esconderijo secreto do grupo criminoso Sanjeog, que rouba dinheiro dos viajantes draconatos e estrangeiros para obter itens mágicos, entre outras coisas, dos kobolds no terceiro nível. Acessar o esconderijo exige que um nascido do dragão diga a senha para Miànbao Ji, que é "pão sem ovo". Os personagens que passam algum tempo na padaria terão vislumbres de alguns membros entrando nos fundos da loja dizendo coisas como "Eu vim pelo pão sem ovo" e "Posso comprar um pão sem ovo, chefe?"
O pub Nun-ui Yong é um pub degradado feito com o que parece ser ossos de dragão e madeira escura. Os buracos no teto fazem com que a água da chuva caia sobre os clientes enquanto eles bebem cerveja e sakê doce. Sendo o único pub de verdade na cidade, a maioria das pessoas não se importa com a qualidade da comida ou com as condições do local, desde que obtenham o que pediram.
A delegacia é onde menores criminosos são mantidos antes de serem julgados. Gyeongchal é o chefe corrupto da polícia, um draconato branco prateado, com um belt of dwarvenkind que ele recentemente recebeu de Sanjeog e gloves of snaring missiles que lhe permitem reduzir ataques de armas à distância em 1d10 + seu modificador de destreza. Se os personagens são pegos por algum crime, como roubo ou assassinato, eles passam 1d4 + 2 horas esperando por um julgamento, onde Gyeongchal decide que eles são culpados e colocam seus nomes para extermínio por Terrasys, pois ele realmente não se importa o suficiente para manter criminosos trancados aumentando seu trabalho. É mais fácil envia-los para serem alvejados pela luz mágica nos céus.
As escadas do segundo nível são longas e grandes, feitas de ossos e lama que levam as pessoas ao segundo nível, um platô de 100 pés. acima da colina mais alta.
Silheomsil é um laboratório escondido na base do platô, veja mais abaixo.
Taiteuhan Maejang é o mercado da cidade, centenas de dragonborn passam o dia lotando as quatro ruas que compõem o que é apelidado de mercado de terra. Dezenas de vendedores ambulantes colocam seus itens sobre mesas de madeira e osso, gritando um com o outro e chamando os clientes a experimentarem frutas ou carne. As pessoas vendem e usam drogas abertamente nessas ruas e não é incomum ver alguém desmaiado sendo assaltado. Os membros da Sanjeog ganham dinheiro nesse mercado vendendo itens mágicos incomuns e raros que não desejam mais.
Missões no primeiro nível:
Picada de mosquito
Os agentes de Sanjeog descobriram que um item mágico chamado “Mordida de Mosquito” (adaga que cura 1d4 com 3 cargas diárias) está na posse de um viajante gith noble que está passando pela cidade procurando comprar drogas. O githzerai, que leva o nome de Nullak Azarzig, é atacado quando os PCs passam pelo mercado. Ele lhes dá 400gp se eles o protegerem e salvarem sua adaga. Se eles não fizerem nada, no dia seguinte a adaga estará disponível para compra no mercado. O grupo de atacantes consiste em três bandits draconatos de cobre e um bandit captain dragonborn.
Criança perdida
Eomeoni é uma plebéia draconata de cobre, cujo filho fugiu para o segundo nível. Ela está disposta a dividir com três dias em rações (toda a comida que ela possui) em troca de seu filho. A criança, Adeul, pode ser encontrada no segundo nível dentro de 1d4 horas e está disposta a voltar com os personagens, se eles forem amigáveis.
O oblex
Sasil é um draconato de ouro noble que vive em uma das colinas mais altas da cidade. Ela está preocupada com sua criada draconata de cobre, que está agindo de forma estranha. Ela pergunta se alguém pode falar com a empregada e investigar. A empregada, chamada Gajeongbu, está angustiada depois de descobrir o marido de seu chefe, um draconato de prata chamado Geojis foi substituído por um Oblex adulto, embora a empregada não saiba o que é um oblex, ela sabe que o draconato cheira e fala de maneira estranha. Ao ser descoberto, o oblex mata e assume o lugar de Sasil, tenta demitir os heróis além de consumir a criada.
Porta estranha
Um draconato desabrigado, cujo nome há muito esquecido, diz que viu uma porta na base da pedra do terceiro nível. Se os personagens investigarem com ele, encontrarão a porta do laboratório Silheomsil.
Ajude os Stormcloaks
Banlangun é um draconato de prata do grupo Zhànshì que está tentando levar uma caixa de alimentos altamente calóricos de Apollinaris para Ariadne, para alimentar os pobres em sua região de controle, mas a caravana foi atacada por um wyvern a caminho e perdeu a comida. Ele paga aos personagens que ajudam com qualquer arma +1.
Ajude a padaria
A padaria Miànbao está contratando pessoas suspeitas para espancar dois jovens bandidos que não pagaram pelo "pão". Os jovens drogados são dois draconatos de cobre chamados Malih e Wana e podem ser encontrados usando drogas em uma casa abandonada.

Segundo nível - Dierji

O segundo nível, chamado Dierji, é o local reservado para os dragões menores que ainda são considerados superiores aos draconatos. É uma milha de largura e duas milhas de comprimento. Para atingir esse nível, você precisa subir as escadas do segundo nível ou voar 100 pés da colina mais alta da cidade. Das escadas, os personagens encontram uma estrada dourada que leva aos portões do terceiro nível, enquanto nesta estrada, os personagens não são atacados por nenhuma criatura do segundo andar.
Aqui drakes, wyverns e pseudodragon vivem em uma floresta de árvores esparsas e chão rochoso, com a maioria dos alimentos sendo os restos dos banquetes dos dragões no nível mais alto.
O grande monte coberto de plantas e musgo visto no meio deste andar é uma tartaruga-dragão criada tristemente por Partum Lapis longe da água. Incapaz de deixar o platô, a tartaruga-dragão descansa, aguardando algumas mudanças e permite que ela voe para longe ou se teleporte para o oceano, o nome da tartaruga-dragão é Olaedoen San. Para cada hora que se move por esse nível, role para a tabela de encontros aleatórios:
d100 Encontro : ---: : ------------ 1 - 25 Nada. 26 - 40 1d4 + 2 guarda azul drakes. 41 - 55 1d4 - 1 wyverns (min. 1). 56 - 70 1d6 pseudodragões. 71 - 99 1d4 preto guarda drakes liderar por 1 guarda vermelho drake. 100 Olaedoen San
Para alcançar o terceiro nível, os personagens devem andar pela estrada dourada, uma caminhada de uma hora feita pelos kobolds para esgotar quem tentar alcançá-los. Deixar a trilha reduz a viagem para 20 minutos, mas as câmeras na floresta registram os rostos dos personagens e enviam para a Terrasys. Observar a câmera antes de ser gravada exige um teste de Sabedoria (percepção) CD 18.

Terceiro nível - Shenji

O terceiro nível, chamado Shenji, é o lar dos verdadeiros dragões metálicos. Elas vivem em êxtase ignorante, recebendo tesouros e comida dos kobolds, que lentamente envenenam a rainha em um monstro maligno ganancioso, para seu ritual. Esse envenenamento faz com que ela às vezes aja como seu equivalente maligno.
O plano kobold
Trinta kobolds moram no terceiro andar, comandados por Lashi, um artífice kobold de pele vermelha com um arco curto +1. O plano deles é fazer com que a rainha do dragão Hwang-geum devore seus subordinados durante um eclipse duplo (quando as duas luas cruzam o sol ao mesmo tempo). Fangpi, um warlock kobold de pele vermelha, com uma capa de banco de montanhas, é o responsável para o ritual e o veneno alimentar, ele nunca sai da sala do trono. Chuwanwei é um inventor kobold de pele azul com um anel de proteção e uma inteligência de 23, que é o único capaz de comandar a Terrasys, usando um computador antigo que ela consertou usando livros encontrados no laboratório.
Os jogadores podem encontrar alguns dragões neste nível:
Huang Tóng é uma dragão de bronze adulta faladora e curiosa, ela rapidamente aprende novos idiomas e gosta de perguntar sobre a cultura local. Ela tem muito medo de ir contra a rainha e voará para longe em caso de briga.
Qīng Tóng é uma dragão de bronze adulta, animada e contente, que gosta de assumir a raça da pessoa com quem está falando. Ela pode ser convencida a vir para o lado dos jogadores, se eles parecerem curiosos e aventureiros.
Long Tóng é uma dragão de cobre adulta sempre cercada por fairy dragons que ela chama de filhos, eles adoram brincar com outros dragões e kobolds. Ela tentará parar qualquer briga que aconteça, até a morte.
Yín Dàshī é uma dragão prateada adulta preguiçosa, que passa a maior parte do tempo dormindo e contemplando sua reflexão sobre as jóias que possui. Ela é leal à rainha do dragão e a defenderá a todo custo.
Jīn Tàiyáng é uma dragão de ouro adulta estudiosa, mas cautelosa, ela finge comer a comida que os kobolds lhe trazem, mas à noite ela caça pássaros para se alimentar. Ela é magra e fraca, mas já suspeita das tramas dos kobolds. Se ela conseguir uma desculpa para deixar o palácio e investigar, ela irá. Ela é a única pessoa que ajudaria os personagens com qualquer coisa que eles precisassem sem precisar convencer o necessário.
Hwang-geum é a rainha do dragão de Ariadne, ela foi envenenada pelos kobolds e seu corpo mostra sinais de corrupção. Em vez de ficar completamente coberta de ouro, Hwang-geum tem uma energia escura fluindo sob suas escamas, o que é visível para quem olha atentamente para seu corpo ou à vista de todos quando olha para seus olhos. Suas escamas de ouro também estão se tornando cromáticas, com cores diferentes crescendo em lugares diferentes. Ela se comporta como um dragão de ouro na maioria das vezes, no entanto, quanto mais tempo uma conversa é, mais impaciente ela se torna e mais violenta.
Hwang-geum é uma dragão de ouro adulto com o seguinte ataque de sopro no lugar do sopro de fogo: ___ > Respiração por plasma (custa 3 ações). Hwang-geum respira uma explosão de plasma quente em um cone de 90 pés. Cada criatura nessa área deve fazer um teste de resistência de Destreza CD 21, recebendo 72 (16d8) de dano de fogo em um teste que falhou, ou metade do dano em um teste de sucesso. Todo objeto de metal em contato com a respiração começa a brilhar em brasa. Qualquer criatura em contato físico com esses objetos recebe 9 (2d8) de dano de fogo. Se uma criatura estiver segurando ou usando os objetos e sofrer o dano, a criatura deve ter sucesso em um teste de resistência à Constituição ou soltar o objeto, se puder. Se não soltar o objeto, ela tem desvantagem nas jogadas de ataque e nos testes de habilidade até o início do seu próximo turno. Se os kobolds conseguem corromper Hwang-geum, ela se torna uma Tiamat Falha.
Locais no terceiro nível:
Os túneis de entrada são uma série de intricados corredores esculpidos e guardados por kobolds para impedir que alguém veja os dragões sem permissão. A movimentação pelos túneis garante encontrar pelo menos uma patrulha de 2d6 kobolds e 1d4 kobold inventores.
A sala do trono é conectada ao laboratório pelo elevador e conectada à parte externa através dos túneis de entrada. Três dragões estão sempre aqui, conversando frivolamente sobre filosofia e vida, às vezes discutindo fervorosamente a ética, o bem e o mal. No entanto, uma vez por mês, Hwang-geum chega ao trono, e todos sentam-se em silêncio enquanto a rainha faz discursos incoerentes sobre traição e conspiração, após o qual ela volta ao seu covil para comer e ter delirantes discursos por si mesma, planejando e descobrindo coisas que não são reais.
Fonte mágica Esta fonte mágica brilha uma luz amarela brilhante sobre os jardins, pois cria 1d4 gramas de ouro a cada hora.
O covil do conselho é um jardim gigantesco onde o conselho mora, cada dragão tem um lugar favorito, Huang dorme sobre uma enorme árvore nas margens do jardim, Qing construiu casas de diferentes raças para viver, e cada dia ela dorme parecendo um diferente Por um lado, Longa vida entre as flores e dorme em um monte perto da floresta, Yín dorme o dia todo no seu tesouro perto de Hwang-geum e Jīn quase nunca dorme, em vez de voar para o primeiro nível e ouvir a conversa nas ruas.
O Great Wyrm Lair é uma antena parabólica que se comunica com a Terrasys, que também serve como o covil de Hwang-geum. O prato tem 1.000 pés de amplitude está cheio de tesouros dos impostos que os draconatos pagam, todo mês seu tesouro aumenta enormemente, mas sua ganância nunca acaba. Um personagem pode acessar o controle direto dos Terrasys na base da antena parabólica com três verificações bem-sucedidas de inteligência DC 20 usadas para compreender e assuma o controle do satélite, cada verificação executa uma ação.
Tesouro: 42.000 peças de ouro, 3.300 peças de platina, uma cota de malha +1, uma espada vorpal, um caixão de criança em ouro puro (7500gp), espada longa dourada com bainha de platina (7500gp), 5000gp em escamas douradas, um trono de cristal feito por elfos de Granicus (5000gp), um mármore brilhante feito de éter puro (4000gp), a cabeça com joias do primeiro gigante nascido neste mundo (4000gp), uma corrente de ouro (2000gp), uma harpa de Granicus (2000gp), um escudo de bronze com um diamante no centro (500gp).

Lab Silheomsil

Entrada
Para entrar pela primeira porta, os caracteres devem passar por uma verificação de Inteligência DC20 (investigação) que permite que eles encontrem um botão oculto ainda funcionando. A porta no final da entrada só abrirá quando todos estiverem do lado de fora. O salão bombeia a sala cheia de ar e abre a segunda porta do vestiário.
O vestiário está cheio de roupas rasgadas e podres, a maioria ainda dentro dos guarda-roupas de metal. Os personagens podem avançar para o segundo andar por escadas, pois o cofre do elevador está vazio nesse andar. Um espectro de uma cientista morta chamada Moriana Bohn percorre este andar, atacando à primeira vista.
Armazenamento
O armazenamento contém dezenas de caixas de madeira cheias de pedras e sujeira que costumavam ser estudadas pelos cientistas deste laboratório.
Um personagem que investiga a sala encontra documentos detalhando estudos sobre a terraformação de um planeta chamado Marte, sobre a quantidade de oxigênio e hidrogênio no solo e as plantas para um poderoso sistema de aquecimento a ser colocado em um satélite. Os personagens podem avançar para o terceiro andar através de escadas, pois o cofre do elevador está vazio nesse andar.
Laboratório
Um único computador está quebrado no chão e as escadas para o quarto nível estão enterradas sob toneladas de pedras. Sobre os papéis de mesa de metal, cheios de cálculos para o satélite, estão sob o corpo de um cientista, que segura uma faixa de intelecto. Interagir com o corpo desperta o fantasma do cientista, que acredita que os personagens estão tentando roubar sua pesquisa. Na vida, seu nome era Edd Murray e ele é tão implacável na morte quanto na vida, quando lançava estagiários no deserto do planeta marciano com apenas um tanque de oxigênio se eles não obtivessem os resultados que ele esperava. Os personagens podem entrar no elevador neste andar e rastejar através de um buraco no teto para alcançar o quarto andar.
Sala de jantar
Comida podre por trezentos anos repousa sobre a mesa central, enquanto um fogão a gás enche a sala com gás explosivo. Qualquer feitiço ou faísca de fogo criado dentro desta sala explode a sala inteira, fazendo com que todos dentro sofram 2d6 de dano de fogo e a sala fique sem ar por três minutos. Duas sombras atacam bons caracteres alinhados assim que chegam à mesa. Os personagens podem avançar para o quinto andar através de escadas, pois o cofre do elevador está vazio nesse andar.
Quartos de dormir
Os corpos de três cientistas estão no chão, ainda em suas camas. Dois deles eram casados, e o marido agora é um Allip depois de um sonho ter vislumbres do futuro, o fim dos seres humanos e o nascimento da magia. Ele tenta colocar na mente do personagem visões de humanos tocando um meteorito e depois se tornando ladrões. Os personagens podem avançar para o sexto andar por escadas, pois o cofre do elevador está vazio nesse andar.
2 quartos
Cinco cientistas voltaram à vida como zumbis irracionais e vagam pelo chão tentando comer qualquer coisa que possam ver. Os personagens podem avançar para o sétimo andar através de escadas, pois o cofre do elevador está vazio nesse andar.
Centro de Controle
Um laptop em funcionamento neste andar é administrado por Ling Yao, um artífice kobold. Um grande datacenter registra tudo, de posições a rostos de criminosos procurados. Ling insere criminosos aqui para permitir que os Terrasys os eliminem.
Ele é acompanhado por sua torre, dez guardas kobold e um veterano kobold. O datacenter tem um AC de 20 e 200 pontos de vida. Uma vez destruído, o Terrasys é incapaz de atingir qualquer pessoa específica. Os personagens podem usar e modificar dados no computador com três testes de inteligência bem-sucedidos do DC 20. Os personagens podem alcançar o nível da sala do conselho através do poço do elevador.
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2019.10.21 21:36 simonekama Melhores Dicas De Automação Instagram Para Turbinar Seus Resultados.

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2019.09.25 16:14 MundodaAvaliacoes O que Falar e o que não Falar para Alguém com Depressão

O que Falar e o que não Falar para Alguém com Depressão:
Conhecer alguém com depressão, é de fato triste demais. Este mal está cada vez mais se tornando mais comum, e pode ser que você conheça uma delas, de modo que está preocupado com o que vai ou não falar para ela.
Dessa forma, eu vou lhe mostrar agora mesmo algumas frases do que deve ou não falar para uma pessoa assim.

Índice de Conteúdo:

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Fonte: https://adepressaotemcura.com
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2019.09.09 21:32 petitpapillonbebe COMO PROTEGER AS CRIANÇAS DO SOL?

Estudos comprovam que apenas uma queimadura na infância pode dobrar o risco de melanoma, a forma mais letal de câncer de pele. Pele jovem e sensível é especialmente vulnerável a raios prejudiciais, portanto, proteger a criança e o bebê passa a ser muito importante.
Agora vamos entrar nas estações mais quentes do anos e na época de calor, verão e férias muitas famílias viajam para praia ou frequentam clubes e piscinas e então aparece a dúvida sobre como melhor proteger os bebês e as crianças do sol.
1) QUAL A DIFERENÇA ENTRE UVA E UVB?
Os raios ultravioleta A (UVA) são os responsáveis pelo bronzeado da pele; os raios ultravioleta B (UVB) causam queimaduras na pele.
Mas não se deixe enganar pensando que o bronzeado é mais saudável. Ambos são sinais de que as células da pele foram danificadas pela radiação do sol.
Os raios UVB sempre foram tidos como os vilões e culpados por causar câncer de pele, mas novas pesquisas mostram que o UVA é igualmente prejudicial. Isso é particularmente preocupante, já que os raios UVA são 30 a 50 vezes mais prevalentes e penetram mais profundamente nas células da pele.

2) O QUE SIGNIFICA FPS? UM NÚMERO MAIOR É MAIS EFICAZ?
Um FPS, ou fator de proteção solar, indica a eficácia de um protetor solar na prevenção de queimaduras solares.
Exemplo: Se a pele do seu filho demora 10 minutos para ficar vermelha sem o protetor solar, um FPS 15 multiplicaria esse tempo (10 minutos) por 15, significando que ela estaria protegida contra queimaduras por aproximadamente 150 minutos ou 2 horas e meia. Importante ressaltar que isso depende de uma aplicação adequada de filtro solar e é baseado em cálculos SPF com luz solar artificial em vez de natural.
A Academia Americana de Pediatria (AAP) recomenda o uso de filtros solares com pelo menos um SPF de 15, que bloqueia 93% dos raios UVB.
SPF’s mais altos fornecem proteção ainda maior, mas apenas até certo ponto.

3) O QUE DEVO PROCURAR EM UM FILTRO SOLAR? OS PROTETORES SOLARES E SPRAYS SÃO TÃO EFICAZES QUANTO AS LOÇÕES?
Contanto que você esteja usando um protetor solar com FPS 15 ou superior que seja de amplo espectro (o que significa que bloqueia os raios UVA e UVB), não importa se você usa loção, creme, gel, bastão ou spray.
O problema com alguns dos produtos mais fáceis e cosmeticamente aceitáveis ​​é que eles frequentemente não bloqueiam adequadamente os raios UVA e UVB. Mas ressalto que o melhor protetor solar é aquele que o seu filho concorda em usar.
Dito isto, sprays que contêm a "substância certa" são ótimos para crianças e pré-escolares em movimento.
Algumas crianças pequenas são sensíveis a certos ingredientes de proteção solar. Protetores solares com dióxido de titânio ou óxido de zinco costumam ser menos irritantes porque os ingredientes não são absorvidos pela pele. Se a criança vai estar na água ou ficar suada, procure por protetores solares resistentes à água.
Sempre complemente a proteção utilizando camiseta com proteção solar ou roupas com proteção UV.
Leia informações mais completas no artigo https://www.petitpapillon.com.bblog/como-proteger-as-criancas-do-sol
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2019.05.24 01:20 ricardoorganizacao Câncer de mama: dos primeiros sinais ao tratamento

que é Câncer de mama?
O câncer de mama é um tumor maligno que se desenvolve na mama como consequência de alterações genéticas em algum conjunto de células da mama, que passam a se dividir descontroladamente. Ocorre o crescimento anormal das células mamárias, tanto do ducto mamário quanto dos glóbulos mamários. Esse é o tipo de câncer que mais acomete as mulheres em todo o mundo, sendo 1,38 milhões de novos casos e 458 mil mortes pela doença por ano, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). A proporção em homens e mulheres é de 1:100 - ou seja, para cada 100 mulheres com câncer de mama, um homem terá a doença. No Brasil, o Ministério da Saúde estima 52.680 casos novos em um ano, com um risco estimado de 52 casos a cada 100 mil mulheres. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Mastologia, cerca de uma a cada 12 mulheres terão um tumor nas mamas até os 90 anos de idade. Segundo o INCA, é que represente, em 2016, 28,1% do total dos cânceres da mulher.
Tipos
Existem diversos tipos e subtipos de câncer de mama. No geral, o diagnóstico leva em conta alguns critérios: se o tumor é ou não invasivo, seu tipohistológico, avaliação imunoistoquímica e seu estadio (extensão):
Tumor invasivo ou não
Um câncer de mama não invasivo, também chamado de câncer in situ, é aquele que está contido em algum ponto da mama, sem se espalhar para outros órgãos - a membrana que reveste o tumor não se rompe, e as células cancerosas ficam concentradas dentro daquele nódulo. Já o tipo invasivo acontece quando essa membrana se rompe e as células cancerosas invadem outros pontos do organismo. Todo câncer in situ tem potencial para se transformar em invasor.
Avaliação Imunoistoquímica
Também chamada de IQH, a avaliação imunoistoquímica para o câncer de mama avalia se aquele tumor tem os chamados receptores hormonais. Aproximadamente 65 a 70% dos cânceres de mama tem esses receptores, que são uma espécie de ancoradouro para um determinado hormônio. Existem três tipos de receptores hormonais: o de estrógeno, o de progesterona e o de HER-2. Esses receptores fazem com que o determinado hormônio seja atraído para o tumor, se ligando ao receptor e fazendo com que essa célula maligna se divida, agravando a doença.
A progesterona e o estrógeno são hormônios que circulam normalmente por nosso organismo, que podem se ligar aos receptores hormonais do câncer de mama, quando houver. Já o HER-2 (sigla para receptor 2 do fator de crescimento epidérmico humano) é um gene que pode ser encontrado em todas as células do corpo humano, que tem como função ajudar a célula nos processos de divisão celular. O gene HER-2 faz com que a célula produza uma proteína chamada proteína HER-2, que fica na superfície das células. De tempos em tempos, a proteína HER-2 envia sinais para o núcleo da célula, avisando que chegou o momento da divisão celular. Na mama, cada célula possui duas cópias do gene HER-2, que contribuem para o funcionamento normal destas células. Porém, em algumas pacientes ocorre o aparecimento de um grande número de genes HER-2 no interior das células da mama. Com o aumento do número de genes HER-2 no núcleo, ficará também aumentado o número de receptores HER-2 na superfície das células.
Tipo histológico do câncer de mama
O tipo histológico é como se fosse o nome e o sobrenome do câncer. Os tipos histológicos se dividem em vários subtipos, de acordo com fatores como a presença ou ausência de receptores hormonais e extensão do tumor. Os tipos mais básicos de câncer de mama são:
· Carcinoma ducta in situ: é o tipo mais comum de câncer de mama não invasivo. Ele afeta os ductos da mama, que são os canais que conduzem leite. Ele não invade outros tecidos nem se espalha pela corrente sanguínea, a membrana que reveste o tumor não se rompe, e as células cancerosas ficam concentradas dentro daquele nódulo mas pode ser multifocal, ou seja, pode haver vários focos dessa neoplasia na mesma mama. Caracteriza-se pela presença de um ou mais receptores hormonais na superfície das células.Todo câncer de mama in situ tem potencial para se transformar em invasor.
· Carcinoma ductal invasivo: ele também acomete os ductos da mama, e se caracteriza por um tumor que pode invadir os tecidos que os circundam. O câncer do tipo ductal invasivo representa de 65 a 85% dos cânceres de mama invasivos. Esse carcinoma pode crescer localmente ou se espalhar para outros órgãos por meio de veias e vasos linfáticos. Caracteriza-se pela presença de um ou mais receptores hormonais na superfície das células.
· Carcinoma lobular in situ: ele se origina nas células dos lobos mamários e não tem a capacidade de invasão dos tecidos adjacentes. Frequentemente é multifocal. O carcinoma lobular in situ representa de 2 a 6% dos casos de câncer de mama.
· Carcinoma lobular invasivo: ele também nasce dos lobos mamários e é o segundo tipo mais comum. O carcinoma lobular invasivo pode invadir outros tecidos e crescer localmente ou se espalhar. Geralmente apresenta receptores de estrógeno e progesterona na superfície das células, mas raramente a proteína HER-2.Tem maior de afetar as duas mamas.
· Carcinoma inflamatório: raramente apresenta receptores hormonais, podendo ser chamado de triplo negativo. Ele é a forma mais agressiva de câncer de mama – e também a mais rara. O carcinoma inflamatório se apresenta como uma inflamação na mama e frequentemente tem uma grande extensão. Ele também começa nas glândulas que produzem leite. As chances dele se espalhar por outras partes do corpo e produzir metástase é grande.
· Doença de Paget: é um tipo de câncer de mama que acomete a aréola ou mamilos, podendo afetar os dois ao mesmo tempo. Ele representa de 0,5 a 4,3% de todos os casos de carcinoma mamário, sendo portando uma forma mais rara. Ele é caracterizado por alterações na pele do mamilo, como crostas e inflamações – no entanto, também pode ser assintomático. Existem duas teorias para explicar a origem da doença de Paget da mama: as células tumorais podem crescer nos ductos mamários e progredir em direção à epiderme do mamilo, ou então as células tumorais se desenvolvem já na porção terminal dos ductos, na junção com a epiderme.
Estadiamento do câncer de mama
O câncer de mama é dividido em quatro estadios ou estágios, conforme a extensão da doença, que vão do 0 ao 4:
· Estadio 0: as células cancerosas ainda estão contidas nos ductos, por isso o problema é quase sempre curável
· Estadio 1: tumor com menos de 2 cm, sem acometimento das glândulas linfáticas da axila
· Estadio 3: nódulo com mais de 5 cm que pode alcançar estruturas vizinhas, como músculo e pele, assim como as glândulas linfáticas. Mas ainda não há indício de que o câncer se espalhou pelo corpo
· Estadio 4: tumores de qualquer tamanho com metástases e, geralmente, há comprometimento das glândulas linfáticas. No Brasil cerca de 60 a 70% dos casos são diagnosticado em estadio 3 ou 4.
Fatores de risco
Os principais fatores de risco para o câncer de mama são:
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Histórico familiar
Os critérios para identificar o risco genético para a doença são:
· Dois ou mais parentes de primeiro grau com câncer de mama
· Um parente de primeiro grau e dois ou mais parentes de segundo ou terceiro grau com a doença
· Dois parentes de primeiro grau com esse tipo de câncer, sendo que um teve a doença antes de 45 anos
· Um parente de primeiro grau com câncer de mama bilateral
· Um parente de primeiro grau com a doença e um ou mais parentes com câncer de ovário
· Um parente de segundo ou terceiro grau com câncer de mama e dois ou mais com câncer de ovário
· Três ou mais parentes de segundo ou terceiro grau com a doença
· E dois parentes de segundo ou terceiro grau com câncer de mama e um ou mais com câncer de ovário.
Idade
As mulheres entre 40 e 69 anos são as principais vítimas. Isso porque a exposição ao hormônio estrógeno está no auge com a chegada dessa idade. A partir dos 50 anos, particularmente, os riscos entram em uma curva ascendente.
Menstruação precoce
A relação com a menstruação está no fato de que é no início desse período que o corpo da mulher passa a produzir quantidades maiores do hormônio estrógeno. Esse hormônio em quantidades alteradas facilita a proliferação desordenada de células mamárias, resultando em um tumor. Quanto mais intensa e duradoura é a ação do hormônio nas células mamárias, maior é a probabilidade de um tumor. Se a primeira menstruação ocorre por volta dos 9 ou 10 anos de idade, é porque os ovários intensificaram a produção do hormônio cedo e, assim, o organismo ficará exposto ao estrógeno por mais tempo no decorrer da vida.
Menopausa tardia
A lógica nesse caso é a mesma do caso acima - enquanto a menstruação não cessa, os ovários continuam a produzir o estrógeno, deixando as glândulas mamárias mais expostas ao crescimento celular desordenado.
Reposição hormonal
Muitas mulheres procuram a reposição hormonal para diminuir os sintomas da menopausa. Mas essa reposição - principalmente de esteroides, como estrógeno e progesterona - pode aumentar as chances. Na menopausa, os tecidos ficam ainda mais sensíveis à ação do estrógeno, já que os níveis desse hormônio estão baixos devido à ausência de sua produção pelo ovário. Como alternativa à reposição hormonal, é indicada a prática de exercícios físicos e uma dieta balanceada.
Colesterol alto
O colesterol é a gordura que serve de matéria prima para a fabricação do estrógeno. Dessa forma, mulheres que altos níveis de colesterol tendem a produzir esse hormônio em maior quantidade, aumentando o risco de câncer de mama.
Obesidade
O excesso de peso é um fator de risco para o câncer de mama principalmente após a menopausa. Isso porque a partir dessa idade o tecido gorduroso passa a atuar como uma nova fábrica de hormônios. Sob a ação de enzimas, a gordura armazenada nas mamas, por exemplo, é convertida em estrógeno. O alerta é mais sério para aquelas que apresentam um índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 30. A redução de apenas 5% do peso já cortaria quase pela metade os riscos de desenvolver alguns dos principais tipos da doença. A constatação é de pesquisadores do Centro de Prevenção Fred Hutchinson (EUA), com base na avaliação de dados de 439 mulheres acima do peso entre 50 e 75 anos de idade.
Ausência de gravidez
Mulheres que nunca tiveram filhos têm mais chances devido a ausência de amamentação. Quando a mulher amamenta, ela estimula as glândulas mamárias e diminui a quantidade de hormônios, como o estrógeno, em sua corrente sanguínea.
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Lesões de risco
Já ter apresentado algum tipo de alteração na mama não relacionada ao câncer de mama também pode aumentar as chances do surgimento de tumores. Dessa forma, pequenos cistos ou calcificações encontrados na mama, ainda que benignos, devem ser acompanhados com atenção.
Tumor de mama anterior
Pacientes que já tiveram câncer de mama têm mais chances de apresentar outro tumor - nesse caso é chamado de câncer recidivo ou que sofreu uma recidiva.
Sintomas
Sintomas de Câncer de mama
Os sintomas do câncer de mama variam conforme o tamanho e estágio do tumor. A maioria dos tumores da mama, quando iniciais, não apresenta sintomas.
Caso o tumor já esteja perceptível ao toque do dedo, é sinal de que ele tem cerca de 1 cm³ - o que já é uma lesão muito grande. Por isso é importante fazer os exames preventivos (como a mamografia) na idade adequada, antes do aparecimento deste e de qualquer outro sintoma do câncer de mama.
Veja os outros sinais possíveis do câncer de mama:
· Vermelhidão na pele, inchaço ou calor
· Alterações no formato dos mamilos e das mamas, principalmente as alterações recentes, é possível até que uma mama fique diferente da outra
· Nódulos na axila
· Secreção escura saindo pelo mamilo
· Pele enrugada, como uma casca de laranja
· Em estágios avançados, a mama pode abrir uma ferida.
Diagnóstico e Exames
Diagnóstico de Câncer de mama
Além da mamografia, ressonância magnética, ecografia e outros exames de imagem que podem ser feitos para identificar uma alteração suspeita de câncer de mama, é necessário fazer uma biópsia do tecido coletado da mama. Nesse material da biópsia é que a equipe médica identifica se as células são tumorosas ou não. Caso seja feito o diagnóstico, os médicos irão fazer o estudo dos receptores hormonais para saber se aquele tumor expressa algum ou não, além de sua classificação histológica. O tratamento vai ser determinado pela presença ou ausência desses receptores na célula maligna, bem como o prognóstico do paciente.
Na consulta médica
Chegando ao consultório com a mamografia suspeita para câncer de mama, o médico fará perguntas sobre seu histórico familiar da doença, idade, data de início da menstruação, se você já está na menopausa e outras questões relacionadas a fatores de risco. Depois, fará a análise da mamografia e da biópsia a fim de encontrar o diagnóstico.
Caso você já tenha recebido o diagnóstico, é importante tirar todas as suas dúvidas com o médico e não deixar nada escapar. Confira algumas dicas para aproveitar ao máximo a consulta:
· Se não entender o médico, peça que repita com termos mais simples ou usando desenhos
· Leve um caderno para a consulta e anote os pontos mais importantes e para levar dúvidas anotadas para as consultas
· Caso queira informações adicionais sobre seu caso, peça a seu médico que indique livros, sites ou artigos
· Prefira levar um acompanhante para ajudar na assimilação de novas informações.
Segue uma lista de perguntas importantes para fazer na consulta:
· Onde está a doença nesse momento e qual a sua extensão?
· Meu câncer é receptor de hormônio positivo ou negativo?
· Meu câncer é HER-2 positivo ou negativo?
· Quais são as opções de tratamento e como elas funcionam?
· Quais são os efeitos colaterais mais e menos comuns do tratamento?
· Como esse tratamento me beneficiará?
· Posso evitar os desconfortos do tratamento? Como?
· Qual a previsão de duração do tratamento?
· Precisarei visitar o médico e realizar exames com que frequência durante o tratamento? Quais exames serão necessários?
· Precisarei ficar internada?
· Precisarei seguir dieta específica?
· Posso fazer a reconstrução mamária? Como ficará minha mama?
· Posso apresentar linfedema? Quais são as chances?
· Meu câncer voltará? Quais são as chances?
· Para quem devo ligar se tiver dúvidas e problemas relativos ao tratamento?
· Quando terminar, quais serão os próximos passos?
· Eu tenho outras doenças concomitantes que afetam a minha capacidade de tolerar tratamentos?
· Há alguma recomendação especial para esse momento?
Tratamento e Cuidados
Tratamento de Câncer de mama
Existem diversos tratamentos para o câncer de mama, que podem ser combinados ou não. Todo câncer deverá ser retirado com uma cirurgia, que pode retirar parte da mama ou ela toda – entretanto, em alguns casos pode ser que a cirurgia seja combinada com outros tratamentos.
O que vai determinar a escolha do tratamento é a presença ou ausência de receptores hormonais, o estadiamento do tumor, se já apresenta o diagnóstico com metástase ou não.
Outro fator determinante para o tratamento é a paciente e qual o seu estado de saúde e época da vida. Tratar o quadro em uma mulher de 45 anos, saudável, é completamente diferente de fazer o tratamento em uma mulher com 80 anos e doenças relacionadas – ainda que o tipo e extensão do câncer sejam exatamente iguais. Nesse caso, deve ser levado em conta o impacto dos tratamentos e se eles irão interferir na qualidade de vida da paciente. Os tratamentos são divididos entre terapia local e terapia sistêmica:
Terapia local de câncer de mama
O câncer de mama tratado localmente será submetido a uma cirurgia parcial ou total seguida de radioterapia:
· Cirurgia: é a modalidade de tratamento mais antiga. Quando o tumor se encontra em estágio inicial, a retirada é mais fácil e com menor comprometimento da mama
· Radioterapia: terapia que usa radiação ionizante no local do tumor. É muito utilizada para tumores que ainda não se espalharam e não metástases, para os quais não é necessária a retirada de grande parte da mama. A radioterapia também pode ser usada nos casos em que o câncer de mama não pode ser retirado completamente com a cirurgia, ou quando se quer diminuir o risco de o tumor voltar a crescer. Dura aproximadamente um mês.
Terapia sistêmica do câncer de mama
O tratamento sistêmico se faz com um conjunto que medicamentos que serão infundidos por via oral ou diretamente na corrente sanguínea. Em ambos os casos, o tratamento não é feito de forma local – ou seja, o medicamento irá circular por todo o organismo, inclusive onde o tumor se encontra. Há três modalidade de terapia sistêmica:
· Quimioterapia: tratamento que utiliza medicamentos orais ou intravenosos, com o objetivo de destruir, controlar ou inibir o crescimento das células doentes. A quimio pode ser feita antes ou após a cirurgia, e o período de tratamento varia conforme o câncer de mama e a paciente
· Hormonioterapia: tem como objetivo impedir a ação dos hormônios que fazem as células cancerígenas crescerem. A hormonioterapia, portanto, só poderá ser utilizada em pacientes que apresentam pelo menos um receptor hormonal em seu tumor. Essa terapia no geral é feita via oral, e as drogas agem bloqueando ou suprimindo os efeitos do hormônio sobre o órgão afetado
· Imunoterapia: também conhecido como terapia anti HER-2, essa modalidade é constituída de drogas que bloqueiam alvos específicos de determinadas proteínas ou mecanismo de divisão celular presente apenas nas células tumorais ou presentes preferencialmente nas células tumorais. São medicamentos ministrados geralmente via oral. Quando o tumor expressa a proteína HER-2 em grande quantidade, por exemplo, são utilizadas drogas que irão destruir essas células especificamente. Existem outras proteínas ou processos celular que podem se acentuar no tumor e intensificar seu crescimento, e as drogas da terapia alvo irão agir nesses pontos específicos.
Caso o tumor tenha grande extensão, pode ser que o médico recomende uma terapia sistêmica inicialmente, para diminuir o tamanho do câncer de mama e assim fazer a cirurgia parcial. Se o câncer apresentar metástases, a terapia sistêmica também é indicada, já que as drogas agem no corpo inteiro, encontrando focos do tumor e eliminando. A escolha do tratamento tem que levar em conta a curabilidade da doença e a tolerância à toxicidade do tratamento (algumas mulheres não podem se expor a tratamentos muito severos durante um longo período). Pacientes que sofreram metástases deverão se submeter ao algum tratamento sistêmico para o resto da vida, além do acompanhamento clínico.
Complicações possíveis
Entre as complicações está a recidiva, que é a volta de um tumor já tratado. A recidiva do câncer de mama ocorre nos dois ou três primeiros anos após a retirada do tumor, por isso é necessário fazer um acompanhamento próximo nesse período, com mamografias regulares em intervalos de seis meses ou anualmente mais análise clínica do paciente. O tumor também pode invadir outros tecidos e se espalhar pela circulação sanguínea ou linfática, atingindo outros órgãos como fígado e ossos - causando as chamadas metástases. Se o câncer for metastático, o tratamento deve ser sistêmico e acompanhado também individualmente.
Além disso, há os efeitos colaterais das terapias. Após a cirurgia, é necessário acompanhamento com médico e fisioterapeuta para evitar o rompimento dos pontos e necrose de tecidos - também é importante manter a higienização do local para evitar infecções. A cirurgia também envolve a modificação e pode causar uma série de alterações psicológicas na paciente, além das físicas.
A hormonioterapia pode piorar os sintomas da menopausa, favorecer a osteoporose, aumentar o risco de trombose e coágulos nas pernas - entretanto, esses efeitos colaterais são raros e as pacientes no geral tem uma alta tolerância ao tratamento.
Durante a quimioterapia a mulher pode sofrer infecções bucais, queda de cabelo, diarreia, náuseas e baixa imunidade temporária. Algumas quimioterapias também pode afetar a saúde cardiovascular - por isso é importante o acompanhamento com cardiologista. O sistema reprodutor também pode ser afetado, por isso, se você estiver em idade reprodutiva e pretende ter filhos, discuta com seu médico e parceiro(a) a possibilidade de se fazer o congelamento de óvulos. A queda dos cabelos é efeito mais comum da quimioterapia e não é controlável - isso porque o tratamento irá matar tudo aquilo que está crescendo. Dessa forma, além da queda de cabelo, pode ser que você perceba as unhas mais fracas também.
A terapia anti HER-2 tem menos efeitos colaterais, mas pode induzir uma toxicidade no coração - por isso, muita atenção com o cardiologista se optar por esse tratamento. Os anticorpos monoclonais, ligando-se às células cancerígenas e destruindo-as especificamente, apresentam geralmente menor grau de toxicidade que os quimioterápios convencionais. Ainda sim, pode gerar efeitos como falta de ar, sensação de calor, queda da pressão arterial e rubor. Notifique imediatamente a equipe que te atende ao sinal desses sintomas. Normalmente, esses efeitos diminuem nas administrações posteriores. Já a radioterapia pode causar cansaço e queimaduras leves na pele que voltam ao normal com o fim da terapia.
Convivendo (prognóstico)
Câncer de mama tem cura?
A maior chance de cura é por meio do diagnóstico precoce. Um tumor diagnosticado no estadio 0 ou 1 chega a ter mais 90% de chance de cura. Já um câncer de mama no estadio 3 ou 4 tem de 30 a 40% de chance de cura total. Mas isso não é motivo para desistir ou achar que o seu caso não tem cura – com o tratamento adequado e força de vontade, todo o obstáculo é transpassado. Mesmo cânceres em estadios mais avançados podem responder bem ao tratamento, podendo ser operados e retirados completamente. Por isso é importante conversar com seu médico e sempre buscar novas formas de lidar com a doença.
Convivendo/ Prognóstico
O prognóstico do câncer de mama depende de todas as características do tumor e paciente, como também da disponibilidade das drogas adequadas. No Brasil ainda não está disponível a terapia anti HER2 para doença metastática, por exemplo. Além disso, 40% das mulheres com câncer no geral que precisam de radioterapia não recebem o tratamento porque não tem equipamentos suficientes no país para suprir a demanda. Esse tipo de complicação pode piorar o prognóstico de uma paciente, que fica dependente de uma fila de espera ou então precisa se inscrever em programas internacionais. Existem modelos matemáticos que ajudam a estimar o risco de recidiva nos próximos dez anos – mas seus resultados não são 100% corretos ou perfeitos. Existem métodos mais modernos que avaliam o tumor da paciente em sua composição genética, individualmente. Com base na avaliação dos genes do tumor da paciente faz-se um prognóstico individualizado e o benefício que qualquer tratamento vai trazer para a cura do câncer de mama. Entretanto, esses testes são mais sofisticados e não precisam ser enviados para fora do país para avaliação.
O tratamento também envolve uma serie de cuidados e práticas para minimizar os efeitos das terapias:
Como minimizar os efeitos adversos da quimioterapia?
· Náuseas e vômitos: consuma alimentos de fácil digestão e converse com seu oncologista sobre a necessidade da utilização de antieméticos.
· Planeje a alimentação: algumas pessoas sentem-se bem comendo antes da quimioterapia e outras, não – nesse caso, o hábito varia conforme a necessidade da paciente com câncer de mama. Entretanto, deve-se sempre aguardar pelo menos uma hora após a sessão para consumir qualquer alimento ou bebida.
· Coma devagar: consuma pequenas refeições, cinco ou seis vezes por dia, em vez de três grandes refeições, evitando ingerir líquidos enquanto come. Isso evite enjoos e vômitos.
· Prefira alimentos frescos e evite consumi-los muito quentes
· Evite alimentos e bebidas fortes, como café, peixe, cebola e alho. Eles também favorecem os vômitos.
Cuidados durante a radioterapia
O radioterapeuta e a equipe de enfermagem debem orientá-la sobre os cuidados específicos que deverão ser adotados durante o tratamento de radioterapia. Esses cuidados variam muito de acordo com a região a ser irradiada.
· Pele: lave a pele irradiada com sabão suave e água morna. Tente não coçar nem esfregar a área.
· Pomada: aplique pomadas ou cremes sobre a pele somende com aprovação médica.
· Prefira roupas folgadas e confortáveis e se possível cubra a região irradiada com roupas claras.
Mais do que viver, a paciente pode viver bem, cuidando de si própria com carinho e atenção. Para ajudar as pacientes nesse desafio, é cada vez mais comum a abordagem multidisciplinar para o câncer de mama, com apoio de dentistas, nutricionistas, fisioterapeutas, enfermeiros, psicólogos, preparadores físicos e etc.
Fisioterapia para câncer de mama
Ela promove a independência funcional da paciente, permitindo que realize as atividades que deseja sozinha e sem inconveniências. Proporciona alívio da dor e reduz a necessidade do uso de analgésicos. Geralmente o tratamento é indicado após a cirurgia.
Nutrição
O acompanhamento nutricional ajuda a prevenir a perda de peso e a desnutrição durante o tratamento. Além disso, ele ajuda a paciente com câncer de mama a seguir as restrições dietéticas corretas para evitar possíveis efeitos colaterais do tratamento.
Exercícios físicos e câncer de mama
Não importante a atividade - o que importa é praticar. A atividade física ajuda a "mandar" a fadiga embora, aumenta a energia, a disposição e a autoestima, além de proporcionar convívio social.
· Depois da cirurgia: converse com seu médico sobre o retorno às atividades físicas. Isso varia de acordo com o tempo de recuperação esperado para cada procedimento e estado paciente.
· Algumas pacientes podem apresentar queda de imunidade durante o tratamento, o que pode ocasionar infecções oportunistas. Por isso, não se recomendam atividades com a natação – já o contato com a água da piscina pode favorecer infecções.
· Caso a ideia seja frequentar uma academia de ginástica, opte pela atividade supervisionada por um profissional de educação física. Relate seu caso, para que ele indique a série de exercícios mais adequada.
Sexualidade e sensualidade
Durante o tratamento do câncer de mama, diversas situações como diminuição da libido, alterações hormonais e incômodos emocionais podem influenciar diretamente no seu comportamento sexual. É importante que entenda que esses transtornos são causados por situações físicas que você está enfrentando e não tem a ver o que você é em essência. Tente resgatar nesse período a sensualidade que há em você – mas tudo em seu tempo.
· Fale com seu parceiro ou parceira: converse sobre a diminuição da libido para que a pessoa não se sinta rejeitada e confusa com seu possível desinteresse sexual. A comunicação aberta poderá ajudar a buscar maneiras criativas de despertas a sua libido.
· Fale com seu oncologista: seu médico pode prescrever medicamentos para combater os efeitos colaterais do tratamento, motivos que levam ao desinteresse sexual.
· Fale com um psicólogo: o profissional pode ajudar identificando e tratando os obstáculos emocionais que colaboram com o desinteresse sexual.
Cuidados com a autoestima
A queda de cabelos e a mastectomia são os pontos que mais podem afetar a autoestima da paciente. Tente não se render a esses sentimentos e procure saídas para esses incômodos, que são pequenos perto da sua qualidade de vida e da luta que você está travando. Você pode guardar os fios naturais para aplicar em rabo de cavalo quando cabelos voltarem a crescer, ou então comprar perucas e usar lenços coloridos, refletindo sua personalidade. Busque outras atividades que façam você se sentir bem, como cursos de uma área que você se interesse. Tudo vale para reconquistar a autoconfiança ou então não deixar que ela se vá.
Administrando sentimentos
O câncer de mama pode gerar uma série de sentimentos, diversos altos e baixos. Isso tudo é normal – o ser humano é cheio de emoções e a doença pode maximizar esse aspecto. Entenda que alguns dias serão melhores que outras, mas não permita que o mais estar se instale. O importante é que você não se desespere em meio aos sentimentos que experimenta. Se você perceber algum sinal de depressão, como tristeza profunda, falta de sono e apetite, insegurança e desânimo, converse com seu oncologista sobre o assunto. Ele poderá recomendar uma visita ao psicólogo.
Impacto do câncer de mama na minha vida
· Casa: se você ainda não divide a tarefas com seu parceiro (a) e filhos, essa é a hora para determinar novas funções. Durante o tratamento pode ser que você se sinta indisposta, e todo o apoio é importante nesse sentido.
· Trabalho: se você se sentir disposta e com vontade de trabalhar, vá em frente - isso ajudará a manter o convívio social e atrelará compromissos a sai vida que não estão relacionados com o tumor. Porém, em alguns momentos, você poderá se sentir debilitada e pode ser que opte por deixar o trabalho.
· Vida financeira: seu orçamento pode ficar abalado caso você precise parar de trabalhar, mais as despesas do tratamento. Saiba que é possível requisitar auxílio-doença e não se envergonhe se precisar pedir ajuda a um parente ou amigo mais próximo. Rever os gastos durante esse período também é essencial.
Conversando com seus filhos
· A pessoa mais indicada para contar é você. Fale o mais rápido possível, para não criar um clima de omissão. Além disso, evite omitir a palavra câncer ou tratar o câncer de mama como um tabu. Isso somente criará medo em torno da doença
· Você não precisa contar detalhes da doença, mas esteja preparada para questionamentos
· Explique os efeitos colaterais da doença do tratamento, que é normal você ficar mais triste em alguns momentos, que é normal a queda de cabelos e outros efeitos. Isso evite choques.
· Seus filhos poderão apresentar mudanças de comportamento e desempenho na escola. É importante que o educador saiba lidar com isso e tenha liberdade de comentar com você se algo diferente ocorrer.
· Se sentir a necessidade, busque apoio de um psicólogo familiar.
Conversando com seu marido ou companheiro
O seu companheiro ou companheira é a pessoa que, assim como os filhos, estará mais próxima de você nesse momento. Conversem francamente sobre as demandas que surgirão e peça ajuda para enfrentar a doença.
Reconstrução de mama
Passível de ser realizada em quase todas as pacientes porém há dificuldade de acesso nas pacientes do SUS principalmente por fatores econômicos. Para quem não tem acesso, é recomendado o uso de prótese externa afim de equilibrar um pouco do peso sobre a coluna e principalmente para alívio estético e maior liberdade para vestimenta da paciente.
Prevenção
Prevenção
A prevenção do câncer de mama pode ser dividida em primária e secundária: a primeira envolve a adoção de hábitos saudáveis, e a segunda diz respeito a realização de exames de rastreamento, a fim de fazer o diagnóstico precoce:
Exercícios
Um estudo publicado no Journal of the National Cancer Institute apontou que adolescentes praticantes de exercícios físicos intensos diminuem as chances de sofrer de câncer de mama na fase adulta em até 23%. Nessa análise, a prática de atividade física deveria começar por volta dos 12 anos e durar por pelo menos dez anos para que a proteção contra a doença seja notada. Os exercícios são capazes de reduzir os níveis de estrógeno, hormônio relacionado ao risco de câncer. A prática de exercícios também diminui o estresse e ajuda no controle do peso, fatores que também influenciam no desenvolvimento do tumor. É importante na prevenção do câncer e na prevenção da recidiva.
Amamentação
Mulheres que amamentam os seus filhos por, pelo menos, seis meses, têm 5% menos chances de desenvolver a doença. Quando a mulher amamenta, ela estimula as glândulas mamárias e diminui a quantidade de hormônios, como o estrógeno, da sua corrente sanguínea.
Dieta balanceada
Manter uma dieta adequada ajuda no controle do peso, na prevenção de doenças crônicas e melhora a saúde como um todo. Além disso, um corpo saudável trabalha melhor, prevenindo o surgimento de tumores. Mulheres que consomem vegetais com frequência têm até 45% menos chances de desenvolver câncer de mama, de acordo com um estudo realizado pela Boston University. Alimentos como brócolis, mostarda, couve e hortaliças verdes são ricos em glucosinolatos, que são aminoácidos com um papel importante na prevenção e tratamento.
Estresse
Mulheres que vivem uma rotina muito agitada e estressante têm quase o dobro de chances de desenvolver câncer de mama, quando relacionada a outros fatores de risco. Técnicas de respiração, meditação e relaxamento, praticadas em Tai Chi e ioga, ajudam a controlar o estresse e a ansiedade.
Álcool
O consumo de apenas 14 gramas de álcool por dia pode aumentar as chances de câncer de mama em 30%. O mecanismo de ação pelo qual o consumo de álcool aumenta esse risco ainda permanece desconhecido, mas sabemos que ele influencia as vias de sinalização do estrógeno.
Controle do peso
Ao atingir a menopausa, mulheres com sobrepeso ou obesidade correm mais risco de desenvolver o tumor. E mais: o excesso de peso ainda aumenta as chances do câncer ser mais agressivo.
Faça a mamografia
A maioria das mulheres devem começar a fazer mamografias anualmente após os 50 anos, mas, para quem tem histórico familiar de câncer de mama, o exame deve começar 10 antes do caso mais precoce na família. Assim se um parente próximo teve esse tipo de câncer aos 40, é preciso começar a fazer mamografias anualmente a partir dos 30 anos. Fazer a mamografia anualmente em idade adequada pode reduzir a morte por câncer de mama em até 30%, segundo um estudo publicado na revista Radiology.
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Seus direitos
· Reabilitação profissional: o serviço da Previdência Social visa readaptar ou reeducar o profissional para o retorno ao trabalho, com o fornecimento de materiais necessários à reabilitação (tais como taxas de inscrição em serviços profissionalizantes e auxílios para transporte e alimentação). Todos os segurados da Previdência têm direito à reabilitação.
· Auxílio-doença: você terá direito ao benefício mensal desde que fique por mais de 15 dias com incapacidade para o trabalho atestada por perícia médica da Previdência Social e que tenha contribuído com o INSS por no mínimo 12 meses (embora haja exceções). Compareça pessoalmente ou por intermédio de procurador a uma agência da Previdência Social, preencha o requerimento, apresente a documentação exigida e agende a perícia. O auxílio-doença deixará de ser pago quando você recuperar a capacidade para o trabalho, ou caso o direito se reverta em aposentadoria por invalidez.
· Aposentadoria por invalidez: você terá direito ao benefício se for segurada da Previdência Social e a perícia constatar que está incapacitada permanentemente par ao trabalho. Via de regra, é preciso ter contribuído com o INSS por, no mínimo, 12 meses para obter o benefício. Compareça pessoalmente ou por procurador a uma agência da Previdência Social, preencha o requerimento, apresente a documentação exigida e agende a perícia. Você ainda pode requerer o auxílio-doença pela internet, no site da Previdência Social ou pelo telefone gratuito 135.
· Isenção de imposto de renda: você tem direito à isenção do imposto de renda sobre os valores recebido a título de aposentadoria, pensão ou reforma, inclusive as complementações recebidas de entidades privadas e pensões alimentícias, mesmo que a doença tenha sido adquirida após a concessão da aposentadoria, pensão ou reforma. Procure o órgão responsável pelo pagamento da aposentadoria, pensão ou reforma e solicite a isenção do imposto de renda que incide sobre esses rendimentos.
· IPTU: não existe uma legislação nacional que garanta a isenção do IPTU para pessoas com determinadas patologias, como o câncer de mama, mas, como se trata de um imposto municipal, algumas cidades já garantes a isenção. Informe-se na Secretaria de Finanças do seu município.
· Cirurgia de reconstrução mamária: você tem direito a realizar a cirurgia reparadora gratuitamente, tanto pelo SUS como pelo plano de saúde. Se estiver em tratamento no SUS, exija o agendamento da cirurgia no próprio local e, se não estiver, dirija-se a uma Unidade Básica de Saúde e solicite seu encaminhamento para uma unidade especializada em reconstrução mamária. Pelo Plano de Saúde, consulte um cirurgião credenciado.
Compartilhando a experiência
A solidão pode ser um sentimento que assola a paciente com câncer de mama. Mas lembre-se que você não está sozinha. Peça ajuda, compartilhe sua experiência, procure centros e locais que façam terapia em grupo. Dissemine seu conhecimento e sua luta contra o câncer de mama e ajude a quebrar o estigma que existe em torno da doença. Incentive as mulheres a fazer a mamografia, converse com suas amigas e colegas sobre a importância do exame. Relate sua experiência para entidades de apoio ao paciente ou crie um blog para dividir suas questões com os leitores.
Perguntas frequentes
Qual a porcentagem de cânceres de mama que acontecem por conta da mutação genética?
A população geral tem cerca de 10 a 12% de riscos de desenvolver a doença. De acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia, a presença da mutação entre os casos de câncer de mama gira em torno de 5 a 10%, sendo que 5% de todos os cânceres de mama são de mulheres com a mutação genética BRCA. Por isso, a maneira mais segura de tratar e prevenir é visitar o seu mastologista, quando indicado, e seguir suas orientações.
Uma pessoa que tem risco comprovado para câncer de mama pode fazer uma mastectomia preventiva?
Uma mulher com alto risco pode, sim, optar por fazer a mastectomia preventiva. A mastectomia preventiva mamária consiste na retirada da região interna da mama - ou seja, da glândula mamária juntamente com os ductos mamários - que são os locais onde pode acontecer a formação de um tumor. Com a retirada do interior da mama, os riscos de câncer reduzem em até 90%. As chances do câncer ainda existem porque 10% do tecido mamário é preservado para a nutrir a pele, auréola e mamilo. Na cirurgia sempre serão removidas as duas mamas, daí a denominação de dupla mastectomia preventiva.
Existem também tratamentos que usam os chamados anti-hormônios ou moduladores hormonais, que inibem a produção de estrógeno e impedem as células da mama de se multiplicarem. Esse tratamento, no entanto, é recomendado apenas para cânceres de mama hormonais - ou seja, que acontecem ou podem acontecer em decorrência de alterações hormonais - não sendo indicado para pessoas que tem o risco genético, por exemplo.
Para pacientes com risco genético, uma alternativa é redobrar a atenção e acompanhamento da mamas, partindo para exames de rastreamento, como ultrassom de mamas e mamografias, em intervalos de tempos mais curtos, a cada seis meses, por exemplo, dependendo do que o seu médico considerar mais seguro. O objetivo nesse caso é identificar o câncer numa fase muito precoce e iniciar o tratamento adequado a partir desse diagnóstico.
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2019.03.09 17:25 O-Pensador Por que imposto é roubo?

Talvez a frase de efeito mais famosa dentre os libertários é: “Imposto é roubo.” Apesar de ser uma verdade, que implica, em particular, a ilegitimidade do estado — visto que roubo é um crime, independentemente se praticado por cidadãos ou se por governos —, o fato é que vejo poucas pessoas que sabem dar uma justificativa correta a essa afirmação. Isto se deve em parte à fácil intuição gerada por ela, pois qualquer um sabe que, se uma pessoa não pagar impostos e resistir às intimidações do estado, ela será sequestrada pelo governo, como ocorreu com o famoso ativista anti-imposto Irvin Schiff, que em 2015 faleceu na cadeia por defender a ilegalidade do imposto de renda nos EUA [1]. Porém, essa constatação da ameaça implícita por trás dos impostos não é suficiente para determinar que o imposto é de fato um crime, embora seja obviamente uma condição necessária. Sendo mais preciso, poderíamos ter duas, e apenas duas, situações onde o imposto poderia ser visto como como algo legítimo, caso fosse: 1) um pagamento previsto em um contrato implícito, chamado “contrato social”, onde, no passado, as pessoas, legitimamente possuidoras de suas propriedades, abriram mão de certos direitos para um governo ou outra autoridade a fim de obter as vantagens da ordem social; e/ou 2) uma taxa forçada feita pelo estado a fim de pagar suas despesas de manutenção, caso análogo a um condomínio, onde a posse territorial do estado seria legítima. Esses dois casos resumem todos os principais argumentos pró-imposto dos estatistas, de modo que para demonstrar que o imposto está fora da lei, é suficiente refutar ambos os casos, mostrando que o contrato social, caso exista como contrato implícito, não pode ser legalmente executável e que o território do estado não é legitimamente apropriado. Daí seguirá nossa famosa tese que imposto é de fato um assalto a mão armada.
Antes, porém, é importante ressaltar que questões sobre o estado ser necessário (e não é) para prover bens públicos [2] ou de seu surgimento ser ou não inevitável [3] dentro de uma sociedade livre são irrelevantes para determinarmos a justiça do imposto, pois estão em diferentes categorias epistemológicas: “imposto é roubo” é uma afirmação dentro do âmbito da Ética, das questões prescritivas, i.e., que tratam do dever, enquanto que as demais questões relativas ao estado são meramente descritivas. E como David Hume observou, [4] um dever nunca deve seguir de um ser, i.e., é epistemologicamente equivocado derivar verbos no imperativo de outros no indicativo – no nosso caso, derivar “você deve pagar impostos” de “o estado é necessário para manter a ordem” ou “o estado é inevitável”. Nesse artigo, vamos nos focar nas disciplinas da Ética e do Direito.
O Contrato Social é Uma Ficção Supérflua
Geralmente argumenta-se que o estado, tendo ou não posses legítimas, pode cobrar impostos, pois existe algum tipo de consenso implícito em torno desse arranjo social — a legitimidade se origina então da anuência dos cidadãos. A esse corpo de ideias que postulam um contratualismo implícito em sociedade feito para manter a ordem e instaurando, para isso, um regime político específico, se dá o nome geral de teorias do Contrato Social.
Antes de mais nada, é bom deixar claro que o Contrato Social jamais pode ser um contrato executável por lei, ou seja, um acordo cuja quebra pode resultar em retaliação legal. Primeiro porque — como os próprios teóricos contratualistas assumem — ele é implícito, não tendo uma expressão objetiva de consentimento. E, de fato, é deveras óbvio para qualquer um que ninguém foi consultado sobre a aderência ao arranjo político democrático que vivemos hoje. Nunca os estados modernos fizeram consultas entre as populações dominadas para que questionassem suas legitimidades e perguntassem sobre a possibilidade de elas gerirem suas propriedades por si mesmas, sem o estado como decisor último de instâncias. O ônus da prova desse consentimento recai todo sobre os contratualistas, que até agora não forneceram nenhuma evidência nesse sentido. E sequer poderiam. É um fato histórico que em geral os estados modernos surgiram não de um acordo voluntário em sociedade a fim de criar uma administração com a função de centralizar o poder público, mas sim pela conquista militar e ameaça de força física. Isto deveria ser deveras óbvio, pois é completamente irrealista que, dentro de um grupo de pessoas sempre alertas à possibilidade do surgimento de conflitos, alguém proponha, como solução a este problema, que ele próprio se torne o arbitrador supremo e monopolista de todos os casos de conflitos, inclusive daqueles em que ele mesmo esteja envolvido. Seria uma proposta no mínimo risível, por maior que seja a reputação que esse membro destacado tivesse.
Em segundo lugar, mesmo que tenha havido consenso no passado — e não temos registro algum disso, mas ao contrário, como veremos abaixo —, o Contrato Social é uma relação de subordinação individual e portanto precisa ter uma cláusula de rescisão, haja vista que a vontade humana é inalienável. Sob a ausência de tal cláusula, ele se torna um acordo tão absurdo como um contrato de “escravidão voluntária”, não tendo sentido legal algum. Com efeito, um consentimento sem rescisão prevista em contrato é uma mera promessa, de modo que a iniciação de força para fazer cumprir tal contrato tem o mesmo efeito legal de agredir pessoas em virtude de discursos. Vejamos o caso clássico de “contratos de escravidão” em mais detalhes. Suponhamos então que A promete (ou realiza contratos, ou concorda; a terminologia não é importante) em ser escravo de B, sendo assim uma tentativa de consentir agora para forçar ações no futuro. Se A depois muda de ideia e tenta fugir, pode B usar força contra A? Esta é a pergunta crucial. Se a resposta for sim, isso significa que A não tem o direito de se opor e alienou eficazmente os seus direitos. No entanto, isso não poderia acontecer simplesmente porque não há nenhuma razão para que A não possa retirar o seu consentimento. Assim, não é inconsistente para A, mais tarde, se opor ao uso de força. Tudo o que A fez anteriormente foi proferir palavras para B, tais como, “eu concordo em ser seu escravo.” Mas isso não agride B em qualquer sentido subjetivo tanto quanto não há agressão ao proferir o seguinte insulto: “Você é feio”. As palavras por si só não podem agredir, isso é – inclusive – uma das razões as quais justificam o direito à liberdade de expressão. Em poucas palavras, um proprietário de escravos deveria ter o direito de usar a força contra o escravo para que a escravidão seja mantida e que os direitos sejam dessa forma alienados, entretanto o escravo não teria previamente iniciado força contra o proprietário de escravos. Logo, o proprietário de escravos não tem o direito de usar a força contra o escravo e, assim, nenhum direito de fato foi alienado. O mesmo vale para o contrato social, que pode ser pensado como um caso particular do aqui exposto.
Em terceiro e último lugar, se existiu um contrato social para legitimar a espoliação moderna do estado, então ele certamente diz respeito às gerações passadas e não às nossas. E da mesma forma que crimes não podem passar de pais para filhos, visto que a pena é sempre individual, promessas de cumprimento contratual também não. Assim, um consentimento — implícito ou não — no passado não pode ser herdado hoje pelas gerações que não participaram direta ou indiretamente desse processo.
Tendo derrubado as teorias do Contrato Social sob o prisma jurídico, resta dele apenas mera formalidade, um conceito abstrato para ilustrar uma suposta necessidade do estado. Este foi o caso de Thomas Hobbes, que sustentou que, em estado natural, as pessoas iriam reivindicar cada vez mais direitos, ao invés de menos, levando a conflitos incessantes e cada vez maiores. Urge então a necessidade de um arbitrador soberano, acima e exterior à sociedade civil. A ideia jurídica por trás disso é clara: acordos requerem um fiscal externo que os torne vinculantes. O estado não pode portanto seguir daí, pois quem iria tornar esse mesmo acordo vinculante, se não há árbitros fora do estado? De duas, uma: ou será necessária a instauração de outro estado (caindo em regressão infinita) ou o próprio estado hobbesiano está, por si só, em estado de anarquia dentro de si mesmo. Na prática, nos encontramos no segundo caso, onde o estado não está vinculado a nenhum fiscal externo. Não há contratos fora do estado de modo que todos os conflitos envolvendo-o (seja dele com cidadãos privados, seja entre ele e seus parasitas) será sempre resolvido dentro de seus próprios mecanismos jurídicos, com suas próprias autoimpostas regras, i.e, com as restrições que ele mesmo, e apenas ele, se impõe a si. Em relação a si próprio, o estado ainda está no estado natural de anarquia caracterizada pela autofiscalização e pelo autocontrole, da mesma forma que a sociedade em “estado natural”. Só que pior: dado que o homem é como ele é, e dado que o estado é formado por homens, ele tem uma tendência natural a mediar seus conflitos em seu próprio benefício, em detrimento dos cidadãos privados. O totalitarismo é seu destino inevitável.
Outro teórico do Contrato Social foi John Locke, que assim como Hobbes inicia sua teoria focando num estado de natureza [5], que, através do contrato social, vai se tornar o estado civil. Porém, ao contrário de Hobbes, Locke vê a relação da sociedade com o Contrato Social não como uma subordinação, mas sim como um consentimento. E uma vez que o consentimento é dado, o governo, segundo Locke, tem o dever de retribui-lo garantindo a liberdade individual de duas formas básicas: fazendo valer o direito à propriedade para o homem conseguir seu sustento e sua busca à felicidade; e assegurando a estabilidade jurídica para que os homens possam resolver seus conflitos e assim assegurar a paz.
Um importante ponto do contratualismo lockeano é que a delegação de poder ao governante não retira dos indivíduos o direito de removê-la se eles julgarem que o governante traiu a confiança nele depositada:
“Pois todo poder concedido em confiança para se alcançar um determinado fim, estando limitado por este mesmo fim, sempre que este fim é manifestamente negligenciado, ou contrariado, a confiança deve necessariamente ser confiscada (forfeited) e o poder devolvido às mãos daqueles que o concederam, que podem depositá-lo de novo onde quer que julguem ser melhor para sua garantia e segurança.” [6]
Assim, o governante que quebra a confiança nele depositada está, segundo Locke, em estado de guerra com a sociedade, pois agiu de modo contrário ao direito, do mesmo modo que o indivíduo que viola a lei natural.
Apesar do significativo avanço do contratualismo lockeano frente ao de Hobbes no que diz respeito às liberdades individuais, dada sua ênfase na manutenção do direito natural à propriedade [7] e no consenso dos cidadãos, ele peca em ser demasiadamente ingênuo do ponto de vista político. O ponto de Locke a favor de um governo “voluntário” que tem legitimidade enquanto cumprir suas funções delegadas pela sociedade civil pode parecer razoável à primeira vista, mas, afinal, o estado é uma instituição de natureza definitiva, e as ações esperadas disso são determinadas pela sua natureza e não pelos nossos desejos e fantasias. Então, a verdadeira questão é se é realista esperar este tipo de operação automática e imparcial de um monopólio centralizado. E de fato, não é. O poder corrompe, porque atrai o corruptível. E o sistema de incentivos de um monopólio estatal é verdadeiramente perverso. A história está aí para mostrar que, como tendência geral, a liberdade humana é cada vez mais sufocada pela ameaça estatista e pouco ou nada pode-se fazer para deter isso dentro do âmbito político [8].
A experiência histórica da Revolução Americana foi profundamente influenciada por John Locke e ilustra muito bem o caráter utópico das ideias lockeanas de governo limitado e consensual. A famosa frase “Governos são instituídos entre os Homens, derivando seus justos Poderes do Consentimento dos Governados” foi proferida quando os revolucionários norte-americanos justificaram sua secessão do Império Britânico, dando um marco inicial à primeira república fundada por um ideário genuinamente liberal. A constituição americana foi redigida no propósito de limitar as funções do governo para os propósitos lockeanos e assim, em tese, proibia cabalmente o exercício de políticas esquerdistas (bem-estar social) e direitistas (belicismo). E é claro também que o significado geral da constituição não dá margens para dúvidas: o princípio dominante de que tudo que o Governo Federal não está autorizado a fazer está proibido de fazer. A décima emenda, por exemplo, proíbe o Governo Federal de exercer quaisquer poderes não especificamente atribuídos a ele pela constituição. Isso por si só invalidaria o estado de bem-estar social e, de fato, praticamente toda a legislação progressista. Mas quem se importa? Até mesmo o famoso jurista constitucional Robert Bork considerou a Décima Emenda politicamente inexequível.
A constituição americana já pode ser considerada morta desde a Guerra Civil, quando o direito de secessão foi negado aos estados do Sul. Ora, mas isso não era constitucional? Os estados federados não poderiam retirar-se da União? Lincoln, através dos resultados estabelecidos após a Guerra Civil, declarou que a União era “indissolúvel”, a menos que todos os estados federados concordassem em dissolvê-la. É sempre o próprio estado que irá decidir, pela força, o que a constituição “significa” firmemente decidindo a seu próprio favor e aumentando seu próprio poder em prol dos caprichos pessoais da casta política. Isto é verdade a priori, e a história americana apenas ilustrou isso. Assim, as pessoas são obrigadas a obedecer ao governo, mesmo quando os governantes traem seu juramento perante Deus de defender a constituição.
Daí em diante, as portas para o socialismo estavam escancaradas e o New Deal de Roosevelt foi a prova final desse fato. A América olhou calada a mais uma grave usurpação de poder, dessa vez de viés esquerdista, um claro golpe inconstitucional. Roosevelt e seus asseclas da Suprema Corte interpretaram a Cláusula do Comércio de forma tão abrangente de modo a autorizar praticamente qualquer reivindicação federal, e a Décima Emenda de forma tão restrita de forma a privá-la de qualquer força para frear tais reivindicações. Hoje, essas heresias são tão firmemente arraigadas que o Congresso raramente ainda se pergunta se uma proposta de lei é autorizada ou proibida pela constituição.
O estado não possui legitimamente propriedades
Ainda que não haja nenhum consenso em torno da estrutura política em que vivemos, o imposto para sustentá-la ainda poderia ser justificado caso o estado fosse considerado uma espécie de condomínio. Esse seria o caso se, e somente se, ele possuísse posses legítimas, pois daí seu território configuraria propriedade e o indivíduo que não estiver satisfeito com o retorno do imposto e se rejeitar a pagá-lo teria apenas a opção de deixar o “país” — do contrário, o uso de força por parte dos agentes do estado estaria justificada. Essa geralmente é a visão das ditaduras e dos regimes nacionalistas totalitários, onde o chavão “ame seu país, ou deixe-o” é muito comum e aparece em diversas versões nas propagandas governistas.
Veremos contudo que esse não é o caso e que a história do surgimento dos estados e de suas evoluções territoriais está profundamente marcada por guerras e injustiças nas delimitações de seus títulos de “propriedade”.
Dado que estamos analisando a justiça dos atos do próprio estado, precisamos de uma teoria legal consistente e independente do mesmo. Mais especificamente, precisamos de uma norma universal e atemporal acerca da justiça de delimitação de títulos de propriedade que nos forneça um critério preciso e objetivo de quando determinada posse é justa, i.e., quando ela configura a propriedade, entendida aqui como o direito legal de controle exclusivo de um bem escasso.
Comecemos então do início, respondendo à mais básica das perguntas do Direito: para que precisamos de leis? A chave para resolvê-la reside no conceito de escassez, que é o caracteriza nossa realidade econômica na Terra. Com efeito, se considerarmos um mundo de completa abundância, onde todos os recursos teriam replicabilidade infinita, sem danos às cópias originais, então nenhuma lei de delimitação de propriedades seria necessária e tampouco a ideia de “roubo” faria sentido. É apenas em virtude da finitude dos recursos disponíveis para o homem agir que necessitamos de uma regra universal para especificar quem tem o direito de controlar o quê. Na própria ação humana, o conceito de escassez já está subentendido, pois ao agir, o homem está fazendo escolhas específicas de como usar seu próprio corpo (também um recurso escasso) e os bens que o circundam. E escolher, i.e., preferir um estado de coisas a outro, implica que nem tudo, nem todos os prazeres ou satisfações possíveis podem ser obtidos de uma só vez e ao mesmo tempo. Ocorre na verdade o exato oposto: a ação humana implica que algo considerado menos valioso tem de ser declinado de forma a que se possa ater-se a qualquer outra coisa considerada mais valiosa. Assim, escolher também implica sempre a avaliação de custos: adiar possíveis prazeres porque os meios necessários para consegui-los são escassos e são ligados a algum uso alternativo que promete retornos mais valiosos que as oportunidades preteridas.
Assim sendo, a escassez combinada com o convívio do homem em sociedade produz conflitos que dizem respeito ao controle de um mesmo bem (i.e., um mesmo meio) para atingir fins distintos. Enquanto mais de uma pessoa existir, as amplitudes de suas ações se interceptarem, e enquanto não existir nenhuma harmonia e sincronização de interesses pré-estabelecidos entre essas pessoas, os conflitos sobre o uso do próprio corpo delas e dos recursos escassos em geral serão inevitáveis. É para resolver tais conflitos que as leis se fazem necessárias.
Uma vez que uma regra universal acerca do uso e controle de recursos escassos tenha sido estabelecida, e todos passarem a segui-la, então naturalmente os conflitos cessarão, pois as distinções entre o que é meu e seu estarão definidas por via dessa regra. As próximas perguntas que se seguem, que são inevitáveis nesse ponto, são: existe uma tal regra? E se existe, ela é única? Ou será que existe uma infinidade delas, sendo nossa escolha essencialmente arbitrária? A resposta é que existe apenas uma e sua escolha é uma necessidade lógica, dados os propósitos da lei. Pode-se concluir isto usando a exigência da universalidade e analisando a importante distinção entre posse e propriedade. A intuição aqui é bastante simples, pois se uma pessoa invade minha casa e toma meu carro, ela terá a posse dele, mas a propriedade do carro continua sendo minha, desde que, é claro, eu não tenha tomado esse carro de ninguém. Passemos a ser mais precisos.
Queremos determinar a justiça sobre a posse de um determinado bem X. [9] Vamos também exigir que o bem X seja de fato escasso, pois do contrário a própria noção legal de posse passa a não fazer sentido, já que bens não escassos, como as ideias por exemplo, podem estar em posse de uma infinidade de pessoas sem danos ou alterações ao bem original. Assim sendo, o bem X só pode ser controlado simultaneamente por um número limitado de pessoas. Suponhamos que ele esteja sobre a posse de um grupo de pessoas, que denotaremos por A e que outro grupo, digamos, B, reivindique essa posse. Quem tem direito ao controle exclusivo de X? Uma hipótese já pode ser descartada de antemão, a saber, se B reivindica X apenas por declaração verbal sem nunca ter tido um elo objetivo com X, pois se pudéssemos ter propriedades apenas por decretos, então jamais iríamos resolver conflitos, mas sim perpetuá-los, sistematizando-os legalmente no convívio em sociedade. Uma norma de delimitação por decreto verbal não atende ao propósito último da lei que é o de eliminar os conflitos.
Suponhamos então que a reivindicação de B se dá argumentando que, ao contrário de um mero decreto, ele teve um elo objetivo com X, assim como A o tem. O que deve ser feito a fim de determinar a propriedade de X? Novamente, precisamos nos ater à questão dos conflitos e distinguir quem é que teve o primeiro uso do bem X. Uma norma que visa resolver conflitos não pode ser consistente com as éticas retardatárias, dando privilégios de uso a quem tomou posse dos bens depois do usuário original. Com efeito, qualquer regra que fizesse com os que vieram depois, ou seja, aqueles que de fato não fizeram algo com os bens escassos, tivessem tanto ou mais direito quanto os que chegaram por primeiro, isto é, aqueles que fizeram algo com os bens escassos, então literalmente ninguém teria a permissão de fazer nada com nada, já que teriam de esperar pelo consentimento de todos os que ainda estivessem por vir antes de fazer o que quisessem. Se B fez uso posterior a A do bem X, sem o consentimento de A, então ele não pode ser proprietário de X, uma vez que uma tal regra, se universalizada, impossibilitaria o uso de X, também instaurando o conflito em sociedade. Em outras palavras, B, neste caso, seria classificado como um ladrão.
Resta-nos a última possibilidade de B ter feito o uso de X antes de A. Se assim for, então os papéis se invertem e A passa a ser um possuidor ilegítimo de X. Isto contudo não é suficiente para declararmos que B tem uma justa reivindicação a X, mas apenas que a reivindicação de B é mais justa que A. Pode ocorrer que outro indivíduo, ou grupo de pessoas, digamos, C, reivindique o bem X de B, mostrando, assim como B fez com A, que teve um elo objetivo mais antigo que o de B. Neste caso, C teria uma reivindicação melhor, mas que por si só não garante uma posse justa, pois com efeito, pode ainda surgir outro grupo D comprovando uma apropriação anterior a de C, e assim por diante. Obviamente, esse raciocínio para em um, e apenas um, dos dois seguintes momentos: 1) quando ninguém mais além do possuidor reivindica o bem X; ou 2) quando o bem X foi apropriado originalmente, i.e., retirado de seu estado natural. Em ambos os casos obtemos uma situação isenta de conflitos. E considerando, por abuso de linguagem, um bem abandonado, cujos possuidores anteriores não mais reivindicam sua propriedade, como um bem em “estado natural”, podemos — sem perda de generalidade para fins legais — unificar as análises dos casos 1) e 2) em uma só. Assim sendo, vemos da discussão acima que a posse de um bem escasso X só pode ocorrer isenta de conflitos se ela remonta a uma apropriação original, ou seja, no caso em que ela foi obtida por trocas contratuais voluntárias que formam uma cadeia que tem início em um possessor que retirou o bem o X de seu estado natural para o uso. E dado que a lei visa resolver conflitos, esta é a única posse do bem X legalmente justificável.
Obtemos então a famosa lei da apropriação natural, ou homesteading, que pode ser enunciada afirmando-se que todo homem tem o direito à posse exclusiva de qualquer bem escasso que ele remova do estado que a natureza tem proporcionado e deixado, fazendo para isso uso intencional de seu trabalho. Em poucas palavras, o homesteading diz que a primeira posse determinada a propriedade, i.e., o direito de excluir a posse terceiros ao bem apropriado. Nas palavras do filósofo libertário Hans-Hermann Hoppe:
“Para evitar conflitos desde o início, é necessário que a propriedade privada seja fundada a partir de atos de apropriação original. A propriedade deve ser estabelecida por meio de atos (em vez de meras palavras, decretos ou declarações), porque somente através da ação, que ocorre no tempo e espaço, um elo objetivo (verificável intersubjetivamente) pode ser estabelecido entre uma pessoa específica e uma coisa específica. E somente o primeiro apropriador de uma coisa anteriormente não-apropriada pode adquirir essa coisa e sua propriedade sem conflito, dado que, por definição, como primeiro apropriador, ele não pode ter incorrido em conflito com alguém ao se apropriar do bem em questão, uma vez que todos os outros apareceram em cena apenas posteriormente.”
Estamos agora em posição de determinar a justiça (ou a ausência dela) das posses estatais. São elas legitímas? A resposta é um claro e sonoro “não” e já foi analisada por diversos antropólogos e sociólogos. Exemplos de origens violentas de estados abundam na história antiga. O antropólogo alemão Franz Oppenheimer resumiu o que chamamos de origem exógena do estado pela típica história de um clã de famílias que, pressionado pela escassez de bens e pela queda no padrão de vida, resultante da superpopulação absoluta, resolveu por uma opção pacífica: não guerrear com outras tribos vizinhas e passar a produzir controlando a terra. E graças ao processo de produzir bens – ao invés de simplesmente consumi-los – eles passaram a poupar e estocar bens para o consumo posterior. Contudo, sendo que a natureza do homem é como ela é, outras tribos bárbaras passaram a cobiçar os bens acumulados desse clã e iniciou-se aí uma temporada de ataques violentos: mortes, sequestros e grandes assaltos. O clã voltou à condição inicial de pobreza e com menos capital humano demorou a se restabelecer para conseguir produzir excedentes novamente. Os bárbaros saqueadores se deram conta de que seus roubos seriam mais longos, seguros e confortáveis se eles permitissem que o clã continuasse produzindo mas com a condição de que agora os conquistadores se tornariam governantes, exigindo um tributo periódico sobre o uso dos bens de capital e monopolizando a terra para o controle de migrações. E é por esse processo de conquista e dominação que Oppenheimer definiu seu conceito sociológico de estado:
“O que é, então, o estado como conceito sociológico? O estado, na sua verdadeira gênese, é uma instituição social forçada por um grupo de homens vitoriosos sobre um grupo vencido, com o propósito singular de domínio do grupo vencido pelo grupo de homens que os venceram, assegurando-se contra a revolta interna e de ataques externos. Teleologicamente, este domínio não possuía qualquer outro propósito senão o da exploração econômica dos vencidos pelos vencedores.” [10]
Alguns exemplos bastante ilustrativos disso foram dados pelos arqueólogos Charles Stanish e Abigail Levine da universidade de Chicago. Em artigo publicado em 2011 pela Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), os autores descreveram processos de dominação sucessivas de algumas aldeias que precederam o Império Inca na América do Sul. Os primeiros sinais de guerra remontam a pelo menos a 500 a.C. e, com o aumento populacional, os conflitos foram se intensificando. Já no primeiro ano d.C. a aldeia de Taraco foi invadida, provavelmente por forças de Pukara, outro centro regional da área. Pukara, por sua vez, teve seu status como estado primitivo até cerca de 500 d.C., quando foi absorvido pela Tiwanaku, o estado principal do outro lado da bacia do Lago Titicaca.
Um processo muito similar de um estado inicial surgindo de decorrentes chiefdoms beligerantes foi identificado no vale de Oaxaca do México por um estudo de Kent V. Flannery e Joyce Marcus, dois arqueólogos da Universidade de Michigan, também publicado no PNAS. Por 4.500 anos atrás, havia cerca de 80 aldeias do vale. Com o aumento populacional, um período de guerra intensa se instaurou a partir de 2.450 a 2.000 anos atrás, que culminou com a vitória de uma cidade sobre todas as demais no vale e finalmente com a formação do estado Zapotec.
Dr. Stanish acredita que a guerra era a parteira dos primeiros estados que surgiram em muitas regiões do mundo, incluindo a Mesopotâmia e a China, bem como as Américas. Os primeiros estados, em sua opinião, não foram impulsionados por forças além do controle humano, como clima e geografia, como alguns historiadores têm suposto. Em vez disso, eles foram moldados pela escolha humana como pessoas procuraram novas formas de dominação e novas instituições para as sociedades mais complexas que estavam se desenvolvendo. O comércio era uma dessas instituições de cooperação para a consolidação de grupos mais organizados. Depois veio a guerra que serviu como força de conquista para a formação de grupos maiores, que vieram a ser os protoestados.
Apesar de ser o caso mais frequente, nem só de guerra os estados adquiriram a forma que têm hoje. Com o crescimento de seus territórios, novas formas mais complexas de anexação de territórios foram surgindo. Ao longo da história moderna, abundam exemplos de pactos feitos pelos estados europeus para aquisição de territórios por decreto verbal. Um famoso exemplo é o Tratado de Tordesilhas assinado entre Portugal e Espanha para declarar divisão de posse de terras ainda não exploradas ao longo da América Sul e assim resolver os conflitos de terras após a descoberta do Novo Mundo por Cristóvão Colombo. Mais precisamente, o Tratado estabelecia a divisão das áreas de influência dos países ibéricos, cabendo a Portugal as terras “descobertas e por descobrir” situadas antes da linha imaginária que demarcava 1.770 km a oeste das ilhas de Cabo Verde, e à Espanha as terras que ficassem além dessa linha. Outro exemplo de conquista territorial por decreto é o Tratado da Antártida, um documento assinado em 1 de dezembro de 1959 pelos países que reclamavam a posse de partes continentais da Antártida. Embora sem definir partes da Antártida como território dos países signatários, mas sim como “patrimônio de toda a Humanidade” — um termo que nada significa —, o fato é que o continente foi repartido para posses — ainda que parciais e temporárias [11] — desses países perante uma clara ausência de elo objetivo. Exemplos recentes no Oriente Médio, por exemplo, Israel, também ilustram aquisição territorial por parte de decretos.
No geral, a história territorial dos estados está majoritariamente marcada por aquisições fora da lei. Isto já basta para decretarmos os territórios que eles reivindicam como ilegítimos e os próprios estados como foras da lei. De fato, a apropriação por decreto tem o efeito de privar os indivíduos de se apropriar de terras virgens, o que obviamente configura um crime, visto que a apropriação original é um direito natural. Quem tem o costume de viajar por vias rodoviárias entre cidades ou até estados já deve ter notado a enorme quantidade de terra não trabalhada e não ocupada que está na posse de governos, conhecidas por terras devolutas.
No Brasil há também o famoso exemplo da Amazônia, uma valiosa terra de ninguém que o governo brasileiro reivindica para si de forma completamente arbitrária. Já a apropriação por conquista militar é um roubo, um assalto a mão armada em escala geográfica, sendo obviamente também uma ilegitimidade.
O fato é que a imensa maioria do território sob controle dos estados foi na verdade apropriado originalmente pelos seus súditos, que hoje, além de terem apenas um controle parcial da propriedade sobre seus nomes, ainda estão sob constante ameaça armada do estado para darem a ele significativas parcelas dos frutos de seus rendimentos (imposto). E ainda que asseclas do estado tenham também se apropriado por trabalho de terras a mando dos governantes, isso não dá ao estado a propriedade delas pois, como visto acima, o estado está em débito jurídico com seus súditos. Ao contrário do que ocorre hoje, é o estado quem deve ter o uso de suas posses conquistadas legitimamente restringido e aos seus súditos deve ser dado o pleno direito de usufruto de todas propriedades sob seus nomes, até que alguém mostre juridicamente que elas não são legítimas. Vale sempre a máxima do Direito que diz que o ônus da prova é sempre de quem afirma. Em outras palavras, todos os cidadãos pacíficos devem ter o direito inalienável à auto-determinação e portanto à secessão individual, desvinculando todas suas propriedades dos monopólios jurídicos estatais. Em particular, ninguém deve ser obrigado a pagar qualquer tipo de taxa não contratual ao estado e imposto é roubo.
Notas
[1] Visto que originalmente, a constituição americana não concedia ao governo federal o poder de cobrar imposto de renda, ainda hoje há um amplo debate nos EUA sobre a legitimidade da coleta do Imposto de Renda. Foi apenas com a 16ª emenda que esse poder foi concedido ao estado americano, mas tal emenda nunca foi adequadamente ratificada. Segundo o economista Peter Schiff, filho de Irwin, no seu artigo em protesto pela morte de seu pai encarcerado:
“meu pai sempre foi mais conhecido por sua inflexível oposição à legalidade do Imposto de Renda, postura essa que levou o governo federal a rotulá-lo como um “manifestante tributário”. Meu pai não era anarquista e, sendo assim, admitia uma tributação moderada e objetiva. Ele acreditava que o governo tinha uma função importante, porém limitada, em uma economia de mercado. Ele, no entanto, se opunha à ilegal e inconstitucional imposição de um confisco da renda pelo governo federal, no forma do Imposto de Renda.”
Por sua cruzada anti-imposto de renda, Irwin Schiff faleceu na condição de prisioneiro político americano no dia 16 de outubro de 2015, aos 87 anos de idade, cego e algemado a uma cama de hospital dentro de um quarto de UTI vigiado por agentes armados do estado.
[2] Para mais detalhes sobre isso, veja meu artigo “Da Natureza do Estado à Cooperação Pacífica Por Segurança e Ordem”. Lá são fornecidos exemplos de arranjos privados de ordem e justiça na história, além de uma análise econômica de sistemas de produção privada de segurança.
[3] Para argumentos no sentido oposto, ou seja, da possibilidade de uma sociedade sem estado poder prosperar e se defender do surgimento de máfias governantes, veja esse texto de Robert Murphy.
[4] Na parte I do livro III da sua obra Tratado da Natureza Humana, Hume escreveu:
“Em todo sistema de moral que até hoje encontrei, sempre notei que o autor segue durante algum tempo o modo comum de raciocinar, estabelecendo a existência de Deus, ou fazendo observações a respeito dos assuntos humanos, quando, de repente, surpreendo-me ao ver que, em vez das cópulas proposicionais usuais, como é e não é, não encontro uma só proposição que não esteja conectada a outra por um deve ou não deve. Essa mudança é imperceptível, porém da maior importância. Pois como esse deve ou não deve expressa uma nova relação ou afirmação, esta precisaria ser notada e explicada; ao mesmo tempo, seria preciso que se desse uma razão para algo que parece totalmente inconcebível, ou seja, como essa nova relação pode ser deduzida de outras inteiramente diferentes.”
HUME, David. Tratado da Natureza Humana. Tradução de Débora Danowiski. Livro III, Parte I, Seção II. São Paulo, Editora UNESP, 2000, p. 509
[5] Há contudo algumas diferenças importantes na teoria de ambos do estado de natureza. Nesse sentido, Locke se opõe a Hobbes e Filmer, que julgavam que o estado de natureza é a-social e pré-moral, pois nele os homens não estariam submetidos a lei alguma. Para Locke, não apenas a sociabilidade é natural aos homens (não há, segundo ele, existência humana que não seja social) mas também existe uma lei que limita as ações no estado de natureza e cada indivíduo exerce um poder de julgá-la e executá-la com respeito aos demais.
[6] LOCKE, John. 1993a [1690]. Two Treatises of Government. Ed. Peter Laslett. Cambridge: Cambridge Univ. Press. Trad. de Júlio Fisher: Dois Tratados sobre o Governo. São Paulo: Martins Fontes, 1998. xiii.149; trad. modificada.
[7] Note contudo a flagrante contradição lógica nisto: um monopólio forçado da segurança e da justiça jamais poderá garantir a propriedade privada, pois, barrando a entrada de concorrentes, ele vai arbitrar unilateralmente e sem restrições o preço de seus serviços que terão que ser obrigatoriamente pagos. Isso significa que ele, por definição mesmo, já inicia todo o processo roubando os cidadãos. Assim, um protetor monopolista é sempre um expropriador, uma contradição em termos. Nas palavras de Walter Block, em “National Defense and the Theory of Externalities, Public Goods, and Clubs”:
“Argumentar que um governo cobrador de impostos pode legitimamente proteger seus cidadãos contra agressão é cair em contradição, uma vez que tal entidade inicia todo o processo fazendo exatamente o oposto de proteger aqueles sob seu controle.”
[8] No artigo “Por que devemos rejeitar a política” eu discuto o fracasso e a imoralidade da política partidária e dos meios políticos em geral.
[9] Para uma outra abordagem para a justificação do homesteading, utilizando o conceito de Ética da Argumentação, veja o meu artigo “A ética argumentativa hoppeana”.
[10] Franz Oppenheimer, The State (New York: Vanguard Press, 1926) p. 15.
[11] As posses previstas no Tratado Antártico se limitam a fins pacíficos, com ênfase na atividade científica, sendo vedada a realização de explosões nucleares e o depósito de resíduos radioativos. O Tratado determinou que até 1991 a Antártida não pertenceria a nenhum país em especial, embora todos tivessem o direito de instalar ali bases de estudos científicos. Na reunião internacional de 1991 os países signatários do Tratado resolveram prorrogá-lo até 2041.
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2019.03.07 04:09 Leolenori AITA / EU SOU O C*ZÃO?

Essa história está me aborrecendo tem dias, e apesar de já ter tido alguns feedbacks eu gostaria de trazer para este sub.
ENTÃO PEGA AQUELA PIPOCA PQ LÁ VEM TEXTÃO (com tl;dr no final).
Tudo começou em novembro~ de 2018. Achei o perfil de uma moça no Instagram (não sei nem como) e comecei a seguir simplesmente pq achei ela bonita. Nem me dei ao trabalho de falar nada, ficava só vendo as fotos e stories.
Umas 3 semanas depois ela me seguiu de volta. Não faço ideia também, e agora nem sei se importa muito. Mas o fato é que por causa de um story dela, acabamos começando a conversar sobre várias coisas. E, sem surpresa alguma, comecei a ficar a fim dela. Afinal a moça não era só bonita, ela era bastante inteligente e divertida (GADO ALERT).
Papo vai papo vem, chegamos no Natal. Por volta de 23 de dezembro, ela me liga e me chama pra sair. Óbvio que fiquei mega ultra animado! Mas cheguei ao local e ela não estava lá. Ao mandar uma mensagem, sou batizado com a frase "estou na aula, não te avisei?". Fuck me.
Fiquei muito puto esse dia e estava disposto a largar mão do investimento. Mas ela não deixou barato: alguns dias depois veio falar comigo, perguntando pq não falava mais com ela. E o garoto apaixonado obvio que voltou a bater papo.
Ficamos nessa mais um tempo. No ano novo, passei com uns amigos e à meia noite chegou uma mensagem de vídeo dela. Abri mas não "ouvi", pois imaginei que era algo genérico. Só respondi com "haha feliz ano novo também" e pronto. Mas no dia seguinte, fui ouvir o vídeo e vi que não era genérico, era personalizado para mim com a moça falando que a resolução de ano novo dela era sair comigo.
Mais um pouco de esperança na vida do garoto. Mas ainda faltava aquela confirmação.
Confirmação essa que veio em meados de janeiro. Ela estava viajando, e enquanto conversávamos ela mandou aquele "gosto muito de você". Poxa, estava tudo armado. Mas ela voltou de viagem e ainda não a fim de me proporcionar o tão esperado date.
Com todos esses sinais malucos que eu não sabia interpretar, resolvi deixar ela de lado. Ela não quer nada mesmo, então vamos focar em outras coisas... mas ela não deixou barato de novo. Estou eu bem tranquilo em casa quando ela manda a mensagem "Pq você faz isso comigo?".
Óbvio que ela ficou falando que estava com saudades, que gostava de mim e queria saber se eu sentia saudades também. O gado aqui falou que sentia, e voltamos a conversar novamente. E é aqui que a trama fica mais densa: o papo estava, a meu ver, um pouco romântico demais.
"bom dia docinho", "pode me dar uma aliança" e outras coisas mais que me faziam pensar que o esquema estava quase fechado.
Fast forward para 25 de fevereiro. Ela me manda uma mensagem me convidando pra uma festa que ia rolar 01/03. Porra, quase postei no reddit que estavam todos convidados pro meu casamento! Fui todo animado, fiquei horas escolhendo a roupa (coisa que nunca faço em um date) e estava feliz.
Mas chegando lá, tomei um chá de espera. Fiquei preocupado, achei que ia me dar o bolo novamente, mas aguardei. Na terceira dose de whisky ela chega, para minha surpresa, e a noite começa. Mas não começa bem: ela não estava sozinha, estava com uns amigos. O que eu achei okay, afinal em uma festa quanto mais gente melhor.
Antes de continuar, quero abrir um parêntese. Como a maioria dos nerds desse nosso /Brasil, eu não sou fã de festas. Inclusive, essa foi literalmente a primeira festa que eu fui e só estava lá por causa da moça que disse que estava me convidando para não ir sozinha. E como não estava a vontade naquele ambiente, me apoiei na ideia de que ia conhecer ela e os amigos dela para uma noite divertida.
Errado. Ela não deu um pingo de atenção para mim. E eu sei que isso soa sentimental demais, mas se eu convido um amigo para algum lugar com gente que ele não conhece, vou fazer de tudo para que ele se sinta abraçado por aquele círculo. Então já que estávamos no que na minha cabeça parecia ser um encontro amoroso, eu esperava no mínimo esse nível de consideração.
Mas não teve. Então depois da terceira vez que ela chamou os amigos dela para ir a algum lugar e eu me vi seguindo aquelas pessoas que provavelmente não me queriam lá, eu fiz o que qualquer pessoa semi-sensata faria: fui pra casa.
E não foi tão simples assim. Como acabei ficando sem bateria no celular, não podia chamar um Uber. Tive que sair da festa e encontrar um táxi que me levasse à rodoviária às 03h40 da manhã. Ao chegar lá, descobri que só tinha ônibus para minha casa a partir de 06h. Então fiquei quase 3h sentado no chão frio da rodoviária, vendo uma mulher ser assaltada (sério) e depois de pagar 50 reais numa viagem de táxi de 10min para sair da festa aonde a mulher que me chamou não me dava bola.
Foi bem fácil uma das piores noites da minha vida.
Chegando em casa, nem estava tão puto/chateado. "História para contar", pensei. Até que consigo carregar meu telefone e tem várias mensagens da moça me procurando e dizendo que ela estava muito triste comigo por eu ter saído. Sim, ELA estava TRISTE. Aí sim, eu fiquei puto.
Mas mantive a classe. Só comentei que não estava muito a vontade, e como fiquei sem bateria não pude encontrá-la. Fui o mais polido que consegui. Entretanto, a moça estava chateadíssima! "Eu não merecia nem um tchau?!" dizia ela.
Isso foi dia 02/03. Hoje são 06/03 e ficamos esses dias todos só falando disso, de como estávamos ambos tristes pelo que aconteceu. E é aqui que eu queria chegar: eu sou o c*zão por ter largado ela lá?
Ela disse estar muito muito chateada, mas eu sinceramente não vejo assim. Não deu certo, e eu fiz o que achei melhor. E quando eu comentei com ela que se fosse o contrário, que se eu a chamasse pra um lugar eu não a deixaria no canto, ela me diz "você não precisaria ser minha babá".
Então por causa disso e de outras coisas, ela deixou claro que eu fui o errado da história. E agora, minutos antes de eu escrever esse post, disse para ela que como já tinha dito o que me chateou e que tinha pedido desculpas, eu não podia fazer mais nada. E a resposta foi: "agradeço".
Agora me diga você, amigo leitor. Eu fui o errado? O que você faria no meu lugar?
TL;DR: Uma moça que parecia gostar de mim me chamou pra uma festa mas não deu bola. Como achei que ela não tinha gostado de me conhecer fui embora numa boa. Mais tarde, descubro que ela está chateadissima e acha que eu que fui o errado.
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2019.01.22 23:29 tantofaz186 Ninja versus monge. A vingança - batalha final

Olá Reddit Brasil. Segue o primeiro conto que eu criei na vida, nunca postei em lugar nenhum e não sei onde postar, mas não aguento mais ficar com esse .txt me encarando na área de trabalho por 6 anos. Críticas são extremamente bem vindas. Espero que gostem:




Ninja versus monge. A vingança - batalha final parte 3

Aqui estou eu. Prestes a contar sobre uma estória verídica. Pode não parecer, mas ela é realmente verdadeira.
Por que EU estou contando esta estória você se pergunta. Por que não outra pessoa...
Porque eu sou o guardião dos sete universos e o observador das 12 dimensões, um ser que está presente em todos os lugares e em nenhum ao mesmo tempo. Talvez existam seres que vivem em dimensões acima da decima-segunda, com mais poderes que eu, mas essa discussão filosófica ficará para um tempo no qual estarei livre para jogar conversa fora.
Esta é a história de Wagno. Um monge protetor de sua dimensão.
Por coincidência essa estória aconteceu na sétima dimensão do sétimo universo. A mesma que deu origem à terceira dimensão, por isso é possível contar esta estória em apenas 3 dimensões e como não quero detalhar muito, é o que farei.
Não é aqui que a estória começa, mas esse é o ponto de partida crucial para o seu entendimento.


Wagno já estava cansado e a barreira de seu universo estava prestes a se romper. Tudo o que ele conseguia ver era a vastidão de seu universo. Sua visão estava composta de escuridão. Alguns pontos onde havia luz de sóis e galáxias distantes se destacavam naquele ambiente que apesar de vasto, era principalmente composto pelo vácuo.
O ninja berrava:
É só isso que o guardião desse universo tem a oferecer? Eu te admirava, mas percebo agora que você não passa de um homenzinho de merda!
O monge não se deixava abalar pelo discurso de seu inimigo. Logo se recuperou e esperou o ninja atacar primeiro.
Nessa batalha o único que desferia golpes era o ninja, mas o monge ainda estava à sua frente, apenas contra atacava e seus contra-ataques eram ferozes, mas isso não poderia continuar por muito tempo.
O ninja atacou e o monge, com seus braços resistentes como o aço, se defendeu. O som se parecia com o cair da água da chuva, o que demonstrava a batalha harmônica que os dois travavam. No mesmo momento que o ninja atacava, o monge se defendia e já partia para o contra-ataque.
Porém a batalha já havia durado séculos e Wagno, o protetor do sétimo universo, já estava cansado. O ninja se aproveitava disso para desferir seus golpes mais violentos e não dar chance ao monge de se levantar.
-Agora você não escapa de mim!- disse o ninja enquanto jogava o que pareciam ser papéis na direção do monge. Esses papéis tinham uma textura áspera como se fossem amassados, mesmo assim grudavam na pele como uma fita adesiva.
-papéis explosivos?- pensou o monge enquanto os papéis grudavam em sua pele- Não!!!- quando viu o sorriso do ninja já era tarde para o monge. Ele tentava tirar aqueles papéis que estavam sugando sua energia vital e com muito esforço, conseguiu.
-Agora já é tarde - disse o ninja rindo maleficamente- meus papéis já roubaram quase toda a sua energia. Você não é mais páreo para mim!!!
O monge reparou que, realmente, sua força lhe falhava, mas o ninja estava muito enganado sobre estar páreo para o monge. Wagno tinha ainda uma técnica para usar. Esse era seu último recurso como protetor de seu universo e era apenas para ser usado em casos extremos e esse caso já estava extremo à alguns anos. O monge sabia o que teria de fazer e estava apreensivo, porem, não mostrava essa apreensão à seu oponente.
O monge se preparou e olhou mais uma vez para aquele universo vasto. Ele prestava atenção nas milhões de galáxias brilhantes na vista de seus olhos. Preparou seu golpe.
Por fim, investiu contra o ninja agarrando em seu peito. Uma onda de energia foi criada e tinha a forma de uma esfera que crescia incontrolavelmente tomando primeiro o ninja, mas ficando tão grande a ponto de cobrir o monge e finalmente estourar. E então aquela vasta vista semi-escura coberta de grandes galáxias e grandes estrelas que clareavam o universo passou a ser apenas escura, composta por galáxias destruídas e sem mais vida. Aquilo que já fora uma vastidão agora se reduziu à nada, a um universo vazio e enquanto aquela explosão consumia, pouco a pouco o universo de Wagno, ele percebeu o que havia feito, acabara de matar sua filha...






Ninja versus Monge. A vingança - batalha final parte 1



... -Não me importa a sua história, o que me importa é se você sabe qual é o preço mocinha.
A besta não se mostrava. Apenas a projeção de sua sombra era visível, ela segurava um pote antigo inscrito com escrituras indecifráveis e pinturas que representavam o cotidiano de vários demônios lendários, mortos atualmente.
-Sim, mas o sangue de meu pai também será derramado.
O demônio riu -Que seja. Agora dê-me, para que fique completo.
A garota pegou a faca e cortou seu pulso verticalmente. O sangue escorria e caia no pote que o demônio segurava até que o mesmo se encheu por completo.
As figuras no pote começaram a mexer até se tocarem formando um feixe. Uma pequena energia mágica de cor vermelho opaco se formava ao toque dos demônios. A magia era fraca pois o demônio com quem a garota falava era apenas um servo de um servo, mas já lhe servia de alguma coisa. A magia percorreu o pote três vezes e brilhou um pouco mais, porem nada significativo.
As criaturas que se tocavam no pote, se viraram e apontaram para a jovem que apenas olhava tudo acontecer com desprezo. A energia então saiu do pote e penetrou diretamente a alma da garota que gemeu levemente de dor no momento.
O demônio riu mais uma vez -Está pronto, pode ir, vá em frente com essa vingancinha porque assim que acabar, você será minha.
A criatura riu uma ultima vez antes de desaparecer por completo. A jovem continuou com seu olhar de desprezo para a projeção da besta que se tornava transparente. Pegou sua máscara e colocou em sua boca cobrindo até uma parte do seu nariz. Seu poder emanava da alma que agora não mais lhe pertencia. O que sobrou de si era uma consciência fatigada e uma sede por vingança fervorosa...

Os dois se encaravam, ambos esperavam seu oponente desferir o primeiro golpe. Ao redor dos dois estava o sistema "Sept" um sistema não habitado que possui esse nome porque seus sete planetas estão na mesma distância da estrela mãe e consequentemente partilham a mesma órbita.
O monge contemplava esse sistema mais uma vez pois sabia que podia ser a última. Não sabia a extensão do poder do ninja, mas qualquer um que pode sobreviver no vácuo e desafiar o guardião de um universo tem uma capacidade respeitável.
O ninja sempre impaciente tomou o primeiro movimento e correu pra cima do monge.
-Essa é a última chance que dou para você parar e ir sem ninguém se machucar.
O ninja parecia não escutar os avisos e, antes que o monge pudesse acompanhar, agarrou seus robes e direcionou seu corpo para o maior planeta do sistema...
A destruição desse sistema era iminente assim como o fim desta batalha. O sétimo universo seria destruído novamente, mas um evento de tamanha magnitude não pode acontecer da mesma maneira. Quer dizer, até pode, mas eu já vi de tudo e ainda mais de uma vez, então porque não mudar as coisas um pouco?
Foi assim que eu fiz minha primeira alteração no tempo. Mandei uma visão para o monge sobre o final desse confronto, e, pela primeira vez na vida eu pude presenciar uma coisa até então inédita na minha existência, um novo final.






Ninja versus Monge. A vingança - batalha final parte 2



...O monge foi isolado para Cent, este que era o maior planeta de Sept. Seu corpo era gasoso e composto principalmente por magnésio que deixava seu contorno avermelhado que contrastava com o azul sólido de seu centro. Seu tamanho era aproximadamente 17 vezes o tamanho da terra, porém não possuía formas de vida. O monge foi levemente sugado pela pressão do planeta que se desfazia com o impacto que levara do corpo de Wagno.
"Mais um planeta destruído". O monge remoía esse pensamento enquanto se recuperava do golpe do ninja. Sabia que o planeta não era habitado, mas se sentia impotente perante a sua missão de proteger seu universo.
"Mais um planeta destruído". O ninja buscava sua vingança, e, apesar de sua crueldade não se limitar ao monge apenas, o ninja se importava com o universo que tinha nascido. Não demonstrava porém sinais de fraqueza em relação ao planeta, não sabia se possuía formas de vida, mas acreditava ser impossível devidas suas cores exóticas, e isso o aliviava.
O monge se recompôs e reuniu forças. O ninja era muito forte, mas Wagno ainda tinha sua técnica secreta, ele sabia, porem, que só deveria ser usada em último caso pois era um sacrifício, transformar toda a sua massa corporal em pura energia. Ninguém pode sobreviver à pura energia sem se esvair também, afinal as condições são constantes.
O monge pensou por poucos segundos se deveria usar a técnica, ele concluiu que ainda era cedo e que ainda tinha chances de ganhar a luta. Um erro natural.
Eu estava esperando minha mensagem chegar ao monge. Mesmo sabendo de tudo, estou confuso, afinal sou atemporal, então minha mensagem deveria chegar no momento que eu quiser, mas ainda assim esse universo brinca comigo e não atende às minhas vontades. Parece que não sei de tudo afinal.
O ninja foi em direção ao monge, pegou um escombro do planeta e atirou na direção de Wagno. O ninja sabia que aquilo não iria machuca-lo, mas precisava de uma distração. O monge isolou a pedra gigante com o antebraço e não viu mais o ninja.
-Onde você se escondeu? -Wagno olhava para todos os lados, mas não via nada.
Repentinamente um soco na sua barriga, bochecha esquerda; um chute no calcanhar, no queixo; neck scissors. Wagno não o via, mas sentia imensa dor nos golpes que recebia, estava sufocando com as pernas de seu oponente em volta de seu pescoço. Perdeu massa: onda de energia. Wagno ainda não via, mas conseguiu acertar o ninja. Perdeu mais massa: escudo de energia. O escudo tinha um grande diâmetro, com ele Wagno conseguia sentir tudo ao seu redor, os escombros de Cent, alguns planetas de Sept e com certeza o ninja. Fechou os olhos, agora eles só serviam para lhe enganar e gastar mais energia.
O ninja não conhecia essa habilidade, mas como os olhos do monge estavam fechados, isso lhe dava uma dica portanto se tornou visível novamente e esperava que o monge não abrisse os olhos, e não abriria. O ninja ficou visível novamente, mas o monge não perceberia, pois seus olhos permaneceriam fechados. A mensagem.
"Eu não consigo ver tudo. Por quê? Tudo está acontecendo".
Foi nesse momento... momento... momento que eu entendi. Momento... esse era o erro. Momento, horas, tempo. O tempo. Isso estava errado, o tempo, ele existia, ele fazia parte de mim. O tempo... o tempo.
Eu olhei para o lado tentando escapar desse pesadelo e eu vi o monge e o ninja por um breve segundo... segundo... Tempo. Me acalmei, reparei que o monge estava de olhos arregalados; mas ele nunca esteve, nunca deveria estar. A mensagem, era isso, mas algo estava errado, os olhos de Wagno expressavam medo e dor.
Eu vi. Ele viu o que eu via, tudo. A mente dele não estava preparada e tinha coisas que ele nem compreendia. Eu fiquei com medo do que ele pudesse fazer com todo aquele conhecimento, mas Wagno era um homem honrado, não iria faltar com seu dever de proteger seu universo, mas também não poderia matar sua própria filha. Fiquei com medo de que tudo se repetisse e o universo fosse destruído, mas ficaria mais horrorizado se o ninja vencesse a luta, porque seria um futuro o qual eu não tinha conhecimento.
No final eu não descobri a última ação de Wagno já que, quando ele ia tomar sua decisão, eu me virei pois algo estava me puxando. Nada existia ali antes, mas o tempo tinha penetrado. Ele agora me engolia para o esquecimento, eu tentei escapar, me mover ou apenas segurar em algo, mas não havia nada ali. o tempo, que agora existia no meu plano, me consumiu por completo para uma dimensão diferente, eu não estava morto, mas a sensação era idêntica.
Não via nada, sem luz, apenas escuridão, era um limbo. Eu podia me mexer, mas não tinha efeito, nada mudava pela minha presença e eu me senti impotente. Era pior que o inferno, eu não podia observar nada e, portanto, não tinha propósito.
Nada mais existia. Nem o monge, nem o ninja, muito menos os sete universos e suas doze dimensões, o que restou disso tudo era eu e o tempo... o tempo... ele ainda existia e me consumia aos poucos vendo meu sofrimento. O tempo tomava seu próprio tempo para me matar e me ensinar a lição de nunca mexer com ele.




Eu fechei meus olhos me sentindo impotente, imaginei que nada tivesse acontecido e que eu estava novamente observando tudo. Eu sei que é tudo uma ilusão e se eu abrir meus olhos tudo vai acabar, mas eu prefiro viver uma ilusão do que viver esse tormento até o fim da minha vida, por isso até hoje mantenho meus olhos fechados e assim os manterei até morrer. Não sei quanto tempo ainda vou durar, só espero que acabe, que meu corpo decomponha, mas está demorando muito. Estou cansado de imaginar.
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2018.05.05 07:59 koyaanisqatsi_guy Me apaixonei por uma colega de trabalho... e mudou minha vida.

O título já diz tudo. Vou contar brevemente essa experiência, pois é algo que eu vou precisar de muita força de vontade para superar.
Isso aconteceu um ano atrás...
Eu trabalho no mercado de comunicação, a rotatividade de pessoas entre empresas é muito grande, em um ano que consegui diversas entrevistas acabei passando por 3 empresas grandes, e na última delas eu conheci essa garota.
Foi por indicação de um amigo que eu fiz entrevista nesse lugar. E ele trabalhava com ela, não diretamente, mas no mesmo setor. Eu demorei um tempo pra notar que ela era diferente, a primeira vista foi só mais uma garota de 28 anos, linda e meio nerd. Porém, eu estava em uma fase de focar apenas no trabalho, pois sempre tive muita dificuldade com o lado social. Desde que me mudei para essa cidade decidi me envolver com qualquer garota que fosse fisicamente atraente, devido as frustrações de amar alguém profundamente, acabei me forçando a ser superficial. Isso foi me afetando aos poucos, até chegar em um ponto que eu simplesmente não via mais razão para isso, foi quando eu me afastei socialmente de tudo e comecei a trabalhar demais, o meu desempenho profissional aumentou, então decidi procurar lugar melhor, melhor salário, que no caso, foi a indicação do meu amigo.
Alguns anos atrás eu estava em uma faze em que projetava sinais e razões em tudo. Algo como me convencer a fazer algo por que música x que lembra pessoa y está tocando no momento em que eu estou no lugar z, então eu devo seguir meu "instinto" de investir naquela pessoa, mesmo se não tiver nenhuma chance.
Voltamos para o mês em que eu entrei na empresa nova, dezembro/16. Em janeiro eu estava almoçando com ela e com o grupo do setor dela, que incluía meu amigo, praticamente todos os dias. No terceiro dia meu amigo confirmou o que já se passava pela minha cabeça.
No almoço acontecia do grupo todo ter um assunto, mas eu e ela outro, não importa aonde estávamos sentados,longe, perto, a conversa era muito interessante pra ficar quieto.
Isso me deixou em completo estado de choque. Ela era simplesmente muito parecida comigo, eu ficava bugado, não sabia o que fazer.
Devido ao stress do trabalho, minha ansiedade tinha aumentado e como medida eu comecei a fazer terapia alguns anos atrás, meu terapeuta foi enfático em me dizer que eu deveria me permitir a amar e a me arriscar. Eu abracei a ideia.
Como um cara timído, nerd, com alto-estima baixa conquista uma garota? Eu não tenho a mínima ideia. Na minha humilde opinião e experiência própria isso é extremamente difícil. Mas não impossível.
Durante o processo da 'conquista' eu estava em um estado de negação a vida, pois eu achava ela atraente e interessante demais para minha pessoa. Passava horas questionando o por que do universo colocar essa pessoa em minha vida, pensando em todas coincidências que aconteceram para eu conhecer ela e de fato me interessar, era algo surreal. Mesmo gosto por música, filmes, nosso assunto preferido era realidade simulada, sério!
Eu decidi que iria ser sincero, deixar claro meu interesse e ver no que dava. Enquanto isso meu amigo e meus novos amigos da empresa comentavam que ela realmente dava sinais de interesse. Nesse ponto eu já estava imaginando coisas. Mas foi frustrante. Ela tinha acabado de sair de um namoro de 7 anos, engatado em uma relação breve de 3 anos e alguns meses antes ela tinha se envolvido com uma pessoa da empresa. Quando eu descobri isso, abri mão. Entrei em um estado de pré-depressão. Eu uso muito metro, ficava parado, esperando o vagão passar pensando em como seria mais facil me jogar ali do que esperar eu conseguir o amor dela.
Isso foi me dominando, essa vontade de querer fazer ela feliz e ver ela ao meu lado me implodia de angustia por não conseguir ver isso se concretizando. Há essa altura eu já sábia que ela não tava fazendo nem um pouco bem para mim, mas eu não estava pensando nisso, estava pensando em fazer ela feliz.
A primeira tentativa foi demonstrar interesse, coisa que fiz até demais. Chamava ela pra sair pro bar toda quinta e sexta feira, não conseguia me conter em ficar feliz com um sorriso de orelha a orelha quando ela aceitava. Era algo maior que o meu auto controle e que a minha força de vontade. Em janeiro foi o mês de colocar as cartas na mesa, eu deixei claro que me interessava por ela e queria sair apenas com ela, então, ela finalmente colocou um ponto final em tudo. Me disse que não queria se envolver com pessoas do trabalho, então contou os relacionamentos dela. Ai tudo fez sentido, finalmente, o medo de falhar que eu tinha, se tornou realidade.
É engraçado, pois foi muito aliviante. Eu finalmente tinha o não dela e com isso podia me conformar com mais um não da vida, me lembrar o por que eu focava no trabalho o por que disso. A frustração me fazia esquecer tudo e me deixava muito produtivo. Eu sempre usei tristeza, raiva e sofrimento ao meu favor.
Começou fevereiro
Nos dias seguintes, o mais absurdo acontece: ela me chama para ir na casa dela. Após o fora, eu imaginava que iria existir um silêncio e que o nosso começo de amizade iria morrer rápido, mas foi o oposto. Amizade era o objetivo dela, talvez uma amizade colorida. Mas definitivamente nada sério. Eu aceitei o convite de ir para casa dela, mas com uma consciência de que eu era apenas amigo. Conhecendo amigos que forçam beijo na balada e fazem esse tipo de coisa escrota, eu nunca iria tentar beijar ela após o fora. Ia ser muito constrangedor se ela não gostasse e isso era o fim do mundo em loop para mim.
Ela deu diversos sinais, mas ao mesmo tempo me contou como sempre teve mais amigos homens do que mulheres, eu achei que tinha lido a situação de uma maneira correta. Nesse dia eu fui o mais tapado possível, fui um amigo mesmo, não tentei nada. Depois disso, quarta feira, na sexta ela estava no bar comigo e com o pessoal do trabalho e convidou para irmos até a casa dela. Eu falei para o meu amigo que tinha interesse nela (não era o amigo do trabalho). Isso foi surreal. Um amigo de um outro ciclo de amigos tinha conhecido ela naquele dia, e ela convidou nós dois para irmos até lá. Eu não entendi nada. Fui sincero com ele, falei que estava muito interessado e que gostaria de tentar algo naquele dia. Ele foi super gente boa e foi embora uma meia hora depois.
Era isso, eu estava sozinho com ela no apartamento dela. Mas na verdade eu estava aprisionado dentro da minha cabeça não me permitindo tentar nada. Então eu não tentei. Nem cheguei perto. Falei tanto que a coitada caiu de sono. Nesse dia eu estava conformado que tinha zerado quaisquer ruídos e chances de relacionamento amoroso com ela.
Eu descobri que ela estava com receio de ficar comigo pelo nível de atenção e interesse que eu demonstrava por ela. Ela estava corretíssima, nós estávamos em sintonias diferentes ainda sim nosso radinho de pilha captava a frequência do outro sem querer. O fatídico dia foi durante um happy hour da empresa, no próprio local onde nós trabalhávamos. O fato de pensar em ver ela me dava ansiedade, então comecei a evitar. Não queria ir até o happy hour por nada, então fiquei na minha mesa trabalhando, naturalmente, quando todos já estavam se alcoolizando e socializando. Eu estaria bem ali a noite inteira, talvez angustiado mas transformando tudo em produtividade, é o que eu sei fazer afinal. Mas meu amigo tramou um plano, chamou a melhor amiga dela no trabalho e quando eu percebi estava sozinho com ela. A reação dela quando eu me aproximei? Foi virar para o outro lado.
Imediatamente voltei para minha mesa, coloquei meu fone e voltei a trabalhar como se nada houvesse acontecido. Ela me liga 3 vezes e comeca a mandar mensagens, pedindo para eu responder, perguntando se eu estava bravo. Eu falei a verdade, que não deveria mais ver ou falar com ela pois estava me atrapalhando e me fazendo mal. Era a hora perfeita para tudo acabar e eu voltar para a minha vida medíocre.
Ela então, as 2 horas da manhã me chama para ir no apartamento dela. Nunca, nem em 100 vidas eu diria não. Eu fui, sentindo que tinha atingido um objetivo superficial, quando na verdade, no meu interior, eu me preocupava com as consequências. Eu não queria encontrar ela bêbada, queria que fosse algo verdadeiro mesmo que fosse uma simples conversa.
Eis que eu fiz a maior besteira da minha vida. Eu preferi ela do que eu mesmo. Eu escolhi por fazer alguém feliz e me fazer infeliz, sem pensar ou medir as consequências. Então eu convenci ela, e a mim mesmo que eu tinha entendido a situação e que nós poderíamos ficar aquele dia e sermos amigos. Acabamos dormindo juntos, foi de fato um dos melhores dias da minha vida, não apenas pelo sexo, mas pela satisfação em fazer alguém que você ama feliz. Comecei a me alimentar daquela sensação. A relação foi cada vez mais tomando uma forma e quando eu percebi, estava ali, moldado, desenhado e exposto: Eu estava vivendo para ela.
Ela me ligava de noite, pedia para eu ir até a casa dela, eu pegava o táxi e ia na hora, não importa o dinheiro, distância, sono, nada, o que importa é fazer essa garota feliz. O problema é que durante o dia, eu sabia que ela não queria nada, então no trabalho eramos apenas colegas na perspectiva dos outros. Eu fui ficando cada vez mais interessado, fui me cedendo cada vez mais, ao chegar no ponto em que eu via que apenas ela definia quando iriamos nos ver. Eu não conseguia chamar ela pra sair e receber um sim, tinha que ser algo quando ela queria. Nessa altura do campeonato eu já estava muito perdido, a consequência da solidão batia na porta mas eu simplesmente ignorava e achava que era uma viagem minha, que tudo iria dar certo e eu iria conquistar ela.
Isso foi criando um vazio dentro de mim, pois eu sabia que ela não tinha terminado o último relacionamento dela de forma amigável, isso começou a afetar ela e consequentemente a mim, que ficava imaginando o que teria acontecido, pois ambos estavam quase morando juntos.
Então, março
O fim veio rápido como o final do feriado de carnaval. Passamos todos os dias juntos transando, conversando, mas aquela bola de neve gigante estava vindo e nós dois sabíamos, o problema é que eu tinha convencido ela que não tinha bola de neve e tava tudo bem. Um dia, ela me chamou para ir na casa dela jantar. Era meio que um big deal, pois nunca havia existido um convite antecipado como esse. Ela tinha arrumado a varanda com luzes e uma mesinha, foi simplesmente uma das coisas mais legais e agradáveis que eu já vivenciei com alguém. Infelizmente a bola de neve engoliu tudo esse dia. Claramente incomodada com a situação, com o que nós estávamos fazendo, ela ficou em um mood estranho e distante de mim. Era a primeira vez que ela fazia aquilo. Eu não entendi e tentei contornar, em um certo ponto eu soube que aquele era o último dia.
Depois disso ela se distanciou de mim, parou de falar comigo frequentemente. Eu achei que era algum tipo de mind game feminino, para eu correr atrás ou algo do tipo. Eu corri atrás e dei de cara em uma parede quilométrica. Não existia mais aquela ponte entre a gente, não existia mais nada a não ser uma tensão de quando vai ser a proxima vez que ela vai me chamar. Os pensamentos suicidas voltaram, eu já não conseguia trabalhar no mesmo local com medo de olhar no olho dela e saborear aquela sensação de que ela não me quer na vida dela, além dos meus pensamentos auto depreciativos de que eu era um bosta e que eu tinha me colocado em uma situação de merda.
A minha ansiedade piorou, tive que me ausentar um mês do trabalho por causa de crises constantes de ansiedade, comecei tratamento psiquiátrico junto com a terapia para segurar a ansiedade, não conseguia sair de casa, não conseguia fazer nada a não ser pensar nesse fracasso. Engordei 17 kg em um período de 9 meses. Eu fazia academia para emagrecer para ela me notar. Tenho 1,78 e estava com 80kg, depois disso, cheguei aos 98kg.
What a ride.
Depis de maio-abril de 2017 eu expliquei para ela que seria melhor se eu me afastasse para sempre. Bloqueei ela em todas minhas redes sociais, toda vez que via ela saia imediatamente do campo de visão dela, pois me dava crise de ansiedade. Evitava todos lugares achando que ela estaria ali. Não existia mais tranquilidade, ela aparecia nos meus sonhos, pesadelos. Eu realmente me perdi. Nunca mais vou conseguir falar com ela, perdi a chance de fazer essa garota incrível feliz. Obviamente a culpa de tudo isso é minha. Não tive maturidade para lidar e deu no que deu.
Atualmente eu lido com isso de uma maneira objetiva, que é: aprendizado. A vontade de morrer sempre vai existir, afinal, eu ainda amo essa garota. Nunca vou superar totalmente essa experiência devido a maneira que aconteceu. Eu me isolei socialmente por quase 12 meses, cheguei a excluir diversos amigos de longa data apenas por que eles namoravam. Apaguei familia de todas redes sociais, tudo me fazia lembrar de como eu era um miserável solitário que tinha falhado na única chance de conquistar a mulher da minha vida.
A única razão que eu estou escrevendo tudo isso, é por que eu preciso tirar isso de dentro de mim. Se eu realmente quero viver e tenho amor a mim mesmo, eu tenho que seguir em frente e ser resistente. Isso foi apenas um aprendizado, dos mais difíceis de toda minha vida. Eu questionava diariamente o por que de tudo isso ter acontecido. Eu nunca mais vou ser o mesmo, essa lição me mostrou muita coisa, uma delas é que eu tenho uma batalha constante com o meu eu interior. Nosso auto controle define quem somos, se você não em auto controle, possivelmente você vai se colocar em situações que podem mudar você e sua vida para sempre, eu espero que de maneira positiva.
Eu ainda tenho muito tempo pela frente para transformar o saldo dessa história em positivo. Mas o que eu queria mesmo era estar com ela.
Saudades de você, n.
TLDR;
Me iludi com uma colega de trabalho que era muito parecida comigo, fingi que estava preparado para uma relação superficial mas me apaixonei e acabei me perdendo dentro de mim mesmo. Entrei em depressão e me isolei socialmente por quase um ano, suicídio era mais aliviante do que pensar em um futuro positivo. A existência era dolorosa e pesada. Hoje eu sei que isso foi um aprendizado, daqueles fudidos que não é para a gente esquecer. Vou levar isso pro resto da vida, espero que com o tempo transforme o resultado em algo positivo.
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2018.02.21 22:34 Dluzz Tava esperando o onibus.

Prestes a cair a maior chuva de tds os tempos, vejo passando pela minha parada o onibus do gama. Poucos minutos depois chega uma senhora, com todos os sinais dos anos marcados em sua cara. Ela pergunta se ja passou o onibus. - sim acabou de passar, o do gama - falo com as maiores condolencias - vai demorar pra passar de novo. Ela se acomoda e começa a me contar sobre esse trajeto que ela faz, todo dia em um lugar diferente, diarista. Pegando onibus e chuva diariamente quase, mas sem aparente sinal nenhum de descontentamento. Mas n era sempre assim ela me diz olhando nos olhos. Antigamente seu amor levava e buscava ela todo dia no trabalho, a deixava de manha e a buscava de noite. Eram a dupla perfeita, mas agora ela tem que enfretar tudo sozinha. "Só eu e Deus " ela me fala. Dia 19 vai fazer 4 meses que o seu marido havia falecido. Pergunto sobre seus filhos, e ela brincando diz que quando se casam já nao pertencem mais a ela. Ocasionalmente a visitam, 8 em 8 dias coisa assim, mas ja tbm n importa pois eles eram do outro casamento. 10 anos ela passou sozinha cuidando dos meninos e depois deles crescidos ela resolve voltar a namorar. Encontra o amor da sua vida e ficam juntos por 32 anos, até mais ou menos 3 meses atras. - Meus olhos parecem nunca parar de chorar.- Ela tira os oculos e os enxuga. -- Tbm n precisa ficar triste, você é tao novo tem a idade pra ser meu neto... Nao sei porque to te falando isso. Eu falo pra ela que n importa, eu to la justamente pra escutar mesmo. E ela prossegue falando sobre a colega dela, trabalha mais ao fim da rua e quando escutou que o marido da colega havia morrido não acreditou. Olho pra direçao em que ela aponta. No fim da rua vem o onibus, meu onibus nao o dela. E hoje, principalmente hoje sei que a chuva cai por aquela senhora tão pequena, tão forte. Postei aqui porque apesar de nao ser a minha historia, eu precisava desabafar sobre esse encontro aleatorio que podia ter acontecido com qualquer um.
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2018.02.21 22:04 Dluzz Esperando o onibus.

Prestes a cair a maior chuva de tds os tempos, vejo passando pela minha parada o onibus do gama. Poucos minutos depois chega uma senhora, com todos os sinais dos anos marcados em sua cara. Ela pergunta se ja passou o onibus. - sim acabou de passar, o do gama - falo com as maiores condolencias - vai demorar pra passar de novo. Ela se acomoda e começa a me contar sobre esse trajeto que ela faz, todo dia em um lugar diferente, diarista. Pegando onibus e chuva diariamente quase, mas sem aparente sinal nenhum de descontentamento. Mas n era sempre assim ela me diz olhando nos olhos. Antigamente seu amor levava e buscava ela todo dia no trabalho, a deixava de manha e a buscava de noite. Eram a dupla perfeita, mas agora ela tem que enfretar tudo sozinha. "Só eu e Deus " ela me fala. Dia 19 vai fazer 4 meses que o seu marido havia falecido. Pergunto sobre seus filhos, e ela brincando diz que quando se casam já nao pertencem mais a ela. Ocasionalmente a visitam, 8 em 8 dias coisa assim, mas ja tbm n importa pois eles eram do outro casamento. 10 anos ela passou sozinha cuidando dos meninos e depois deles crescidos ela resolve voltar a namorar. Encontra o amor da sua vida e ficam juntos por 32 anos, até mais ou menos 3 meses atras. - Meus olhos parecem nunca parar de chorar.- Ela tira os oculos e os enxuga. -- Tbm n precisa ficar triste, você é tao novo tem a idade pra ser meu neto... Nao sei porque to te falando isso. Eu falo pra ela que n importa, eu to la justamente pra escutar mesmo. E ela prossegue falando sobre a colega dela, trabalha mais ao fim da rua e quando escutou que o marido da colega havia morrido não acreditou. Olho pra direçao em que ela aponta. No fim da rua vem o onibus, meu onibus nao o dela. E hoje, principalmente hoje sei que a chuva cai por aquela senhora tão pequena, tão forte. Queria compartilhar aqui essa historia que acabou de acontecer porque nao da pra segurar tanta emoçao sozinho.
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2013.07.15 18:56 allex2501 Bitcoin e o M-Pesa – Porque a moeda do Quênia se tornou digital

Ao pensar sobre o futuro do dinheiro, muitos de nós agora, invariavelmente, têm pensamentos sobre o bitcoin. Até onde ele vai? Qual o papel que ele pode desempenhar em nossa vida financeira? Não importa o que você pensa sobre isso, o bitcoin é um excelente plano de fundo para iniciarmos um debate sobre para onde o dinheiro digital está nos guiando.
A África é um lugar onde o bitcoin tem um imenso potencial. Mas o que você talvez não saiba é quão importante o dinheiro eletrônico já é para países como o Quênia. Mas primeiramente, um pouco de informação econômica sobre este país do Leste Africano. O Quênia é uma das maiores economias da região, com um PIB de US$ 41 bilhões de dólares. Entretanto, cinqüenta por cento da sua população vive abaixo da linha da pobreza. Aproximadamente 75 por cento dos quenianos trabalham na agricultura. De acordo com o CIA World Factbook, no Quênia, o “baixo investimento em infraestrutura ameaça a posição de longo prazo do Quênia como a maior economia do Leste Africano.”
Dinheiro digital e o Quênia
O Quênia é claramente um lugar onde o conceito de dinheiro físico começou a sair de moda há alguns anos – e isto provavelmente tem algo a ver com a falta de investimentos em infraestrutura por parte do setor bancário. No Quênia, a maior operadora de telefonia móvel, a Safaricom, introduziu um sistema de pagamentos digitais chamado M-PESA em 2007. O “M” está para o móvel, enquanto “Pesa” é o Swahili para dinheiro. De acordo com o site oficial, em 2012, o M-PESA já tinha mais de 14 milhões de usuários ativo
A Safaricom, que detém 70% do mercado móvel do Quênia, permite aos seus clientes enviar e receber dinheiro usando o M-PESA. Os clientes precisam ter apenas um telefone celular e um documento de identificação válido para começar. O sistema usa SMS para permitir aos usuários enviar e receber dinheiro virtual, bem como pagar suas contas com a plataforma. De acordo com a Business Daily África, Vodafone possui o serviço de pagamento, enquanto as licenças são da Safaricom.
Não apenas para pagamentos
Graças ao sucesso do M-PESA como plataforma para pagamentos, o sistema passou a oferecer outros serviços financeiros a população do Quênia. Os usuários podem optar por serviços como abrir contas de poupança ou até mesmo pegar empréstimos com o M-PESA. Isto porque, em 2012, a Safaricom desenvolveu uma plataforma de serviços financeiros mais abrangente chamada M-Shwari. Em uma parceria entre o Banco Comercial da África e a Safaricom, a M-Shwari permite aos seus usuários abrirem contas de poupança e obter microcrédito a taxas bastante atrativas.
Como resultado, os quenianos não precisam ir a um banco, e muitas vezes os microcréditos são concedidos em tempo real. Graças a todas estas facilidades, o serviço tornou-se uma plataforma importante para a economia, com uma taxa de juros de apenas 1% sobre as contas. Segundo dados recentes, 1,6 milhões de pessoas estão usando M-Shwari, sendo que as contas de poupança são, de longe, o serviço mais popular.
Quando os bancos tentam competir…
Os quenianos têm usado o M-PESA porque o sistema bancário tradicional não funcionou para eles. Em vez dos quenianos irem até os bancos, a Safaricom decidiu deixar os bancos irem até os quenianos na forma de um simples telefone celular. Na verdade, o M-PESA foi capaz de prosperar, mesmo com a resistência dentro do país.
O setor bancário no Quênia estava tão preocupado com o crescimento do M-PESA que tentou desenvolver o seu próprio sistema. No final, porém, a indústria teve que começar a trabalhar com Safaricom visto que a adesão em massa ao sistema tornou o M-PESA um poderoso sistema de pagamentos de forma relativamente rápida. Em essência, uma vez que muitos no Quênia já estavam usando o M-PESA, realmente não havia como voltar atrás graças a sua facilidade no uso e seu grande número de usuários.
Ineficiências monetárias
Uma boa justificativa para o uso do bitcoin é a ineficiência relativa do dinheiro em espécie. Trata-se de um sistema que temos utilizado durante muito tempo, desde o momento em que a sociedade havia decidido que o sistema de troca era ineficiente. Hoje nós estamos pagando caro com a movimentação física de dinheiro: é caro para o dinheiro ser transportado, inclusive sua segurança e manutenção.
Quenianos já perceberam isso, e muitos perceberam que usar o papel-moeda do país, conhecido como xelim, é ineficiente por muitos motivos. E quando você pensa sobre isso, verá que eles provavelmente estão certos: é caro para os bancos manuseá-lo, que por sua vez também nos custa dinheiro para utilizar estes serviços. Visto que a maioria de nós já está usando cartões para realizar transações, o que está impedindo muitos de nós a aderirmos totalmente ao dinheiro eletrônico?
E quanto ao bitcoin?
O bitcoin pode ter os mesmos efeitos que o M-PESA teve se uma plataforma de pagamento móvel de sucesso em torno dele for desenvolvida, assim como já estamos vendo sinais disto acontecendo no ecossistema Android. No entanto, este sistema pode surgir a partir de plataformas mais abertas para smartphones, como o fornecido pela Kipochi.
O M-PESA foi capaz de usar sua rede de clientes para obter influência em bancos locais e assinar acordos com os gostos do Western Union para enviar dinheiro para lugares em todo o mundo. Neste momento, o Western Union ainda não está procurando por mais clientes que usem o bitcoin, mas o exemplo do M-PESA é um sinal de que as moedas digitais só precisam de algum nível de adesão para que grandes empresas financeiras se interessem a criar plataformas digitais.
Tudo sobre o acesso
Parece quase como se o M-PESA era algo necessário em um país como o Quênia para tornar o uso do dinheiro fácil para as pessoas que não têm acesso aos serviços bancários. No mundo desenvolvido, há ineficiências em relação ao dinheiro, mas elas ainda não são ruins o suficiente a ponto de provocar uma mudança maciça no mundo das finanças.
Há lugares onde este não é o caso. O M-PESA prova que se você dá às pessoas acesso a uma facilidade, elas vão aproveitar. E com o surgimento dos smartphones, especialmente com a adoção do Android no Quênia (ver gráfico), as pessoas terão ainda mais opções, onde talvez o bitcoin ou outra moeda descentralizada seja uma delas.
Fonte COINDESK Versão Portugues Rede Bitcoin
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